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[InuYasha] Coração em Movimento

Capítulo 5 - Defesa – Fragmentos da verdade escondida...


Autor: ~kagura

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: sesshoumaru, kagura

Classificação: 16+

Adicionado em: 24/12/07

Comentários/Favoritos 3/2

Caracteres: 16.703

Exibições: 1

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InuYasha e seus personagens pertencem à mangaká Rumiko Takahashi. mas ela seria menos cruel se me desse os direitos sobre Kagura, Sesshoumaru e Kikyo...XD!

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CAPÍTULO 5

DEFESA - FRAGMENTOS DE UMA VERDADE ESCONDIDA...

Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira...¹
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— É mesmo, Senhorita Kagura! Ele é tão pequenininho... Parece um brinquedo, né, Kohaku? — tagarelava Rin, enquanto empurrava Kohaku e Kagura de volta pra cabana que pertencia à Kaede. — Vocês vão ficar mais um pouco, né? O senhor Sesshoumaru não permitiu que Jaken voltasse à vila comigo, e o enviou de volta à província de Izu². Por favor,...

Kagura olhou nos melosos olhos castanhos da menina, que, agora, devia ter um pouco mais que dez anos. E sorriu. Queria mesmo um jantar especial esta noite...

— Por mim, tudo bem, Kaede aprecia minha companhia. E quanto a você, garoto?

O menino tinha crescido um pouco desde que o vira pela última vez. Estava mais magro e o cabelo chegava-lhe aos ombros. O olhar triste persistia nas íris escuras e tímidas.

— Eu voltarei amanhã para a vila. De modo que ficarei mais um pouco, Rin.

— Ah, obrigada! Aos dois. — de repente lembrou-se de algo, e agarrou a mão de Kagura, que sempre se surpreendia com estes pequenos gestos da menina. Afinal, ela, num passado não muito distante a tinha raptado. — ei senhorita Kagura, não viu o senhor Sesshoumaru por aí? Ele disse que estaria por perto.

A jovem yokai que dominava os ventos fez uma cara de indiferença que não convenceria Kaede ou Kohaku, mas a pobre garota acreditou.

— Pra dizer a verdade, Rin, eu o encontrei há alguns dias, mas não tenho certeza de onde. E aquele cachorro mal-cheiroso não gosta muito da minha adorável companhia... — falou, tentando ser convincente, mais pra si mesma que para Rin.

— Oh, não diga isso, Senhorita Kagura... Ele se preocupa com você! — os olhinhos acesos demonstravam a verdade das palavras, mas ela as rejeitou legalmente.

— Não me diga! — zombou ela, levando a mão à face, e fazendo cara de surpresa, com um brilho divertido nos orbes cor de granada.

— Oi, vocês, vamos entrar e jantar! Kaede não esperará vocês para sempre! — bufou Shippou, arreliado com a presença de Kohaku.

— Vamos... Vamos... — frisou Kagura, pensativa. Rin era uma tagarela, mas ela não inventava as coisas... Provavelmente...

— Nós também vimos aquele príncipe dos yokais lobos, Kagura. Se não me engano, eu ouvi seu nome, enquanto ele falava com Miroku. — falou Kohaku, degustando da sopa deliciosa que Kaede preparara. — Eu pensei que Kouga houvesse desistido de matá-la...

— Eu também. — Kagura rolou os olhos, abespinhada. — Só o que me falta é ele aparecer e me importunar novamente. Por que eu sou culpada de coisas que fiz pra não ser morta, e no final das contas, querem me matar do mesmo jeito? Kaede, por favor, me responda.

A velha senhora olhou-a divertida.

— E eu sou quem sei, minha jovem?

— Estou brincando. — respondeu sorrindo a yokai, mas no fundo, ficou um pouco preocupada. Não que lutar com o moleque fosse um problema, mas já estava com a paciência esgotada pra este tipo de coisa. “Talvez seja melhor eu praticar um pouco minhas técnicas... tem tempo que não combato de verdade...”

— Senhorita Kagura, não precisa se preocupar! O Senhor Sesshoumaru pode ajudá-la... — matraqueou a garotinha, pulando no pescoço dela. Seus olhinhos brilhavam ao falar de seu “tutor”. — Ele é muito mais forte que um lobo, eu sei, ele livrou Rin deles.

Kagura bateu de leve nas costas da menina, sorrindo.

— Claro, é claro, todo e qualquer problema ele pode resolver... Por que não pensei nisto antes... — falou, com uma ponta de sarcasmo na voz. E por isto recebeu um olhar feio dos outros três. — O que foi? EU não concordei? Arre! — desprendeu-se do abraço de Rin, e levantou-se. — Eu já vou indo. Se aquele idiota de seu cunhado abriu bem a boca, deve saber que estou por aqui, e não quero causar problemas pra Kaede.

— Mas...

— Sem “mas”, Rin. Fiquem bem. Estou saindo. Boa noite.

Shippou olhou-a, sem entender bem o que acontecera com a mestra dos ventos. Mas deu de ombros. Ela já sabia se cuidar sozinha. E ele realmente tinha pena do youkai que a desafiasse. “Vai virar carne fatiada... tsc, tsc” Voltou sua atenção para o pobre Kohaku a seu lado. E uma ponta de ciúmes surgiu, ao vê-lo conversar com a garota que falava mais que ouvia. É, ele tinha mais com que se preocupar que Kagura...

O sol caía devagar sobre o horizonte infinito à sua frente. Ah, como queria ter ido conhecer novos lugares... Mas não, por uma coisa idiota chamada preocupação, ficara, e agora... Hunf... Kagura resolveu caminhar um pouco antes de voltar à sua casa. Já fazia três dias que não ia à vila de Kaede, temendo que algo pudesse acontecer. Estava claro que ele sentiria seu cheiro, e viria atrás dela.

— Que tédio...

Recolheu algumas flores. Um pouco de cheiro de madressilvas no velho templo não iria mal. E ela também poderia recolher um pouco de mel de aroeiras, tão perfumado e saboroso. Humm... Sua boca encheu de água, e ela adentrou o pequeno bosque, com certeza encontraria algo por aqui...

— Oi, bruxa do vento!

Ela assustou-se com o grito atrás de si, e, como diria InuYasha, era o lobo fedorento.

Ela virou-se para enfrentá-lo com seu melhor e desdenhoso sorriso. Colocou as mãos na cintura, inclinando a cabeça, num gesto muito seu.

— Ora, se não é o pequeno príncipe lobo. — seu rosto fechou-se da mesma maneira que sorriu. — O que quer aqui? E comigo, pelo jeito.

— Ora, sua desocupada, eu vim pra ajustar minhas contas com você.

— Você não tem contas comigo, Kouga.

— Tenho e desta vez, você irá conhecer o outro mundo!

— Então, comece a tentar... Dança das Lâminas de Vento!

O jovem yokai pulou e por pouco não foi despedaçado. Mas ele tinha outros trunfos, e estava bem atento ao que faria.

Esperou que ela se concentrasse apenas nele durante algum tempo, e deu um sinal para que um lobo bem colocado pulasse sobre a yokai, mordendo com vontade seu braço esquerdo, quebrando-o.

— Mal animal! Solte-me!

E, então, ele se aproximou, jogando-a contra uma árvore. Seu leque foi longe, e ela se viu diante de um brilhante e cruel olhar azul.

— Me parece que não está divertindo tanto agora, não é, Kagura? — ele afagou o animal, antes de ater-se sobre ela. — E agora, o que farei primeiro? — inclinou o corpo sobre ela, aproximando seus rostos. — O cheiro de sangue combina com você, sabia? Faz-me querer matá-la de vez. Mas... Vou fazer isto bem devagar. O gato comeu sua língua, mulher?

Ela cuspiu na face dele e tentou esbofeteá-lo com o braço saudável. Mas ele foi mais rápido e deu-lhe um tapa afiado na mão. E um soco muito bem dado em seu estômago.

Ela gritou. De dor. Como não sentia desde que naraku a torturava naquela pocilga que chamava de castelo.

— Solte-a.

Uma voz fria e cortante fez ouvir-se pelo bosque. O yokai lobo sentiu um arrepio na espinha. Ele conhecia aquele cheiro e a voz que o acompanhava. “Sesshoumaru”. Maldição. Aquilo era hora pra ele voltar do inferno pra onde tinha ido? Ele soltou Kagura, que deu um passo de lado, a fim de alcançar seu leque com o resto de dignidade que ainda tinha.

— Oi, Sesshoumaru, eu não tenho nada que ver com você e imagino que esta ova sem teto do Naraku também não te interesse! Então, vê se dá o fora daqui, antes que eu me indisponha com você! — falou o rapaz, voltando-se pra Kagura que estava a postos. Um filete de sangue corria de seus lábios pequenos. — E quanto a você, sua c, eu... Argh! — sentiu o ar faltar em seus pulmões.

— Eu acho que você não me ouviu, lobo. Este Sesshoumaru lhe disse para deixá-la em paz.

O Príncipe segurava Kouga pelo pescoço, colocando-o na direção de seu olhar. Kouga conhecia aquele maldito olhar dourado, exatamente igual ao de InuYasha. E agora, o irmão também estava a lhe roubar seu direito à vingança.

— Eu... Vou... Matá- — tentou falar. E foi lançado longe.

— Saia daqui. — ele olhou rapidamente para a moça, que segurava o braço junto ao corpo, com um semblante desfigurado de dor. No entanto, ele não a viu reclamar. Na verdade, ela queria continuar lutando e apenas por sua intromissão, ela sossegou. — Não conseguirá muita coisa machucada deste jeito. Venha.

— Não me dê ordem! Eu... Posso me virar sozinha... — objetou ela, virando o rosto corado pela defesa dele. “Então, pode ser que a pequena humana esteja certa...”

Kouga observava-os. E uma luz insana se acedeu em sua mente. E pareceu-lhe hedionda demais pra ser verdade.

— Então, você é o amante desta cria do Naraku? — Sesshoumaru devolveu o olhar direto, não tinha o que esconder. — Realmente, Sesshoumaru, eu esperava mais de um yokai tão forte e de sangue nobre... Ela não tem nada, e não passa de um resto que nem o próprio criador quis... Hunf...

Estas palavras magoaram Kagura. Seus belos olhos vermelhos arregalaram-se.

— Cuidado com as palavras, moleque.

O yokai lobo levantou-se e continuou:

— Ela não merece nenhuma consideração. Tudo o que fez foi por si mesma. Ela nunca pensou em ninguém mais. E, de mais a mais, ela é inferior, não só a você como a mim também. — suas palavras vinham cheias de raiva e repugnância. — estou decepcionado com você.

— Decepcione-se consigo mesmo. Ou que pensa você sobre correr atrás de uma humana comprometida?

— Ela não tinha nada com aquele seu irmão hanyo! E, pelo menos, cheirava melhor.

— Cale-se. — estreitou os olhos dourados.

— Kagura não presta. Seria um favor ao mundo se ela desaparecesse.

Kagura remoía seu interior, sua raiva crescia, mas, ela era o que era mesmo... Baixou a cabeça, tirando uma pluma do coque desordenado. O olhar, porém, era frio e distante.

— Ele está certo, Sesshoumaru. Não há por que ter este tipo de consideração. Eu não preciso de outra dívida com você.

Um vento forte e atormentado a levou embora da presença dos dois Príncipes. As lágrimas dela encheram as narinas atiladas de Sesshoumaru. “Mais tarde... Agora, este lobo.”

Ele retornou a atenção dele para o moleque à sua frente. Ele tinha ódio de Kagura. Porém, o que passara, não devia contar mais. Tudo fora pago, e a que preço... Até ele sabia disso.

— Lobo. Eu não quero sentir seu cheiro nestas terras. Nem tampouco que você perturbe a paz daquela que matou seus companheiros.

— Eu sabia. Você está interessado nela. — seu sorriso se tornou maldoso. — Bem, como eu já disse e repetirei, ela é uma ova do naraku. Chega a ser repugnante aquele cheiro... E você está se rebaixando por ela...

Sesshoumaru não lhe devolveu os olhares desdenhosos, lembrando-se de um pequeno fato.

— Ela é uma yokai, apesar de criada pelo Naraku, mas é uma yokai. Mas a mulher de meu irmão é uma humana, não é? — ergueu uma sobrancelha. — Isto sim, é repugnante.

“E o aroma dela está realmente agradável... Diferente de Naraku. É como se flores fossem dissolvidas em miasma. E agora, elas finalmente floresceram”. Sesshoumaru arregalou os próprios olhos ao pensamento que teve. “Quão embaraçoso”, ele pensou, enquanto sentindo um rubor começam a aquecer sua face.

Começou a caminhar, deixando um lobo desmaiado no chão pela bela surra que lhe dera enquanto ponderava seus atos e pensamentos.


___________________________________________________________

Todos nós entendemos
Que as feridas não podem ir embora.
Quanto tempo continuará aqui?
Nós não precisamos mais delas...


Ela é apenas uma cria sem teto do Naraku!

Ela é inferior a você e à mim!

As palavras cresciam dolorosas em seu peito e em seu coração. Que diria que ela se importara com este tipo de coisa, a opinião de alguém sobre si? Mas mesmo que desdenhasse a dor ela continuava ali.

Não passa de restos de yokais colados

As lágrimas desciam livremente, enquanto ela fitava o crepúsculo, alheia à elas, arrastada pelos sentimentos e ações do dia. Não havia ninguém com quem realmente pudesse contar... Kaede, Shippou, até mesmo a pequena tagarela, eram o que eram por nascimento. Eram inteiros. Quem sabe se a sacerdotisa do futuro estivesse aqui, ela, sim, era uma boa curadora de almas feridas, tanto de humanos quanto de yokais...

Yokai! Hunf! Ela podia se chamar assim...? Por que isto está me fazendo mal... Por quê????

Um soluço convulsionou o corpo magro, seguido por outros até que ela estivesse literalmente gritando. A dor em seus músculos não se comparava à do seu coração. A fraqueza que fazia parte do sangue perdido pela ferida do braço estava surtindo seu efeito, e um zunido forte em seu ouvido foi a última coisa da qual se lembrou, antes de cair em sua varanda.

Mas eu sobreviverei... refletiu. isso é o que me importa...por agora...

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O grito dela ressoara seus ouvidos. Um grito de dor e desesperança, como aqueles que ele matou por diversão e por poder. Mas não podia deixá-la sozinha. Não conseguia imaginar o porquê, mentiu pra si mesmo. Mas mesmo assim...

Ainda tinha que ir atrás dela. Precisava. No entanto, algo o fez parar onde estava...


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E aí, povo que gosta destas viagens pelo Japão Feudal, e yokais, e muita água com açúcar!!! Ah, não são vocês? Desculpem-me então... XD

Bem, eu consegui concluir este capítulo antes de desistirem de vez, e jogarem fora a suas passagens! Mas, continuem, esperamos chegar ao final dela antes do Natal!

1- Cecília Meireles, poeta brasileira, -. Se você não teve a oportunidade de ler algo desta mestra das palavras, leia. Se você não gostar, eu vou entender, também. È aquele caso, ou se gosta de vez ou se desgosta de vez... rs.

2- O local onde hoje se localiza a província de Musashi onde o enredo de InuYasha se passa, engloba a região onde hoje está Tóquio. Eu andei dando umas vasculhadas na Barsa e em sites de História, e claro, olhando um mapa geográfico da época e , como o Sesshoumaru é senhor das terras do Oeste, escolhi a província de Izu, atual Shizuoka, que fica numa península, perto do mar, para ser a residência oficial dele... Fica próximo à Musashi. É nesta região que se localiza o \monte Fuji!! Bem, eu vou deixar o nome do site e o pseudo-link da figura, pra vocês pesquisarem... rs

3- Pequeno trecho de tradução livre de “Rakuen”, do DAÍ. Linda e verdadeira. Gente, eu preciso contar como eu me lembrei desta música: eu trabalho numa escola e presenciei uma cena que me chocou profundamente: uma mãe espancou o filho na nossa frente, por causa de um motivo insignificante e tudo que pudemos fazer, foi tirar o garoto da reta dela e ligar por Conselho tutelar, e a mãe, se é que pode ser chamada de mãe, devia ta de pacto com o demo e cheia da cátchia, disse ao garotinho que se ela fosse presa, ela sairia, o partiria em vários pedaços e o comeria... Queridos, meu coração realmente se partiu... Já imaginou a ferida que uma coisa dessa causa numa criança? Ah, nós temos que amar mais... Desculpem-me. Mas, infelizmente, o mundo é muito amargo... E ódio, não é algo de que precisamos!

Bjks!!!

Até mais!!



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