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› Autor: ~DssAePoW
› Gênero: Comédia / Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Personagens: Kagome, Inuyasha, Sango, Mirok
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 23/12/07
› Comentários/Favoritos 8/8
› Caracteres: 10.373
› Exibições: 4
Kagome acordou no outro dia, com o pulso num estado em que jamais estivera antes.
Ainda sangrava, e a roupa de cama, antes branca, estava tinta.
Desde quando mudara seu jeito, achou que nunca mais precisaria fazer aquilo, mas...
Fizera pior do que todas as vezes.
Se trocou rápidamente, e desceu.
Era cedo, muito cedo.
A casa estava uma zona. Mas, antigamente, era smepre ela quem lipava mesmo.
Em menos de duas horas, ninguém poderia dizer que houvera uma festa ali.
Tudo no lugar, impecávelmente limpo.
Kagome sentia um peso no coração.
Tinha algo que ela queria fazer, mas... Pedir perdão era tão mais dificil que perdoar!
Decidiu sair, para espairecer. Não sabia o que faria se topasse com Kikyou ou Kagura na casa. Sentia um nó na garganta que a impedia de raciocinar direito.
Colocou a munhequeira sobre o machucado, que finalmente parara de sangrar, e saiu.
Foi andando, sem nem prestar atenção, até uma sorveteria.
Se sentou numa mesa, e pediu um sorvete. Então, para seu completo espanto, InuYasha entrou no lugar, e foi pedir um pote de sorvete.
Ele se virou, e deu de cara com Kagome ali.
Foi andando até ela, mas ela o viu, e entrou em desespero.
Não queria falar com ele naquele momento em particular.
Saiu correndo.
InuYasha pegou o pote de sorvete e foi atrás da garota.
-Kagome, matte!!!
A menina não parou, corria, desesperada, com o braço esquerdo balançando.
InuYasha soltou a sacola com o sorvete, e ergueu o braço.
Puxou Kagome pelo pulso.
No momento em que a mão dele se fechou com força sobre os machucados, Kagome sentiu um choque de dor, e parou.
Soltou um grito, e olhou para ele, sentindo a dor se espalhar pelo pulso.
InuYasha olhou para ela, sem entender.
Então sentiu a mão se enxarcando, e soltou o pulso dela.
Viu a munhequeira branca começando a ficar vermelha, e olhou para ela, assustado, pensando ser o autor da lesão:
-Kagome, eu... Gomen...
Ela ficou parada, olhando para ele.
Ele tirou delicadamente a munhequeira do braço dela.
Então não conteu uma exclamação:
-Kagome! O... O que é isso?
Ela puxou o braço, assustada. Ele vira a marca das inúmeras cicatrizes.
-Não... Não é nada!
Ele puxou o braço dela:
-Claro que é! E você acha que eu vou deixar você andando assim por aí?
Pegou a mão dela, e disse:
-Venha.
-ME SOLTA!
-Não vai por bem?
Pegou a menina pela cintura, e a jogou rudemente nos ombros:
-ME SOLTAAAAA!
Abaixou, e pegou a sacola com seu sorvete.
A levou, assoviando e cantarolando, até um banco de praça, ignorando totalmente os chutes, socos e gritos dela.
A depositou sem cerimônia no banco, e puxou o pulso dela.
Colocou a sacola com o sorvete em cima no pulso dela, e disse:
-Alivia?
Ela concordou, de má vontade.
InuYasha suspirou, e disse:
-Agora você tem que me explicar essa história direito.
Kagome olhou para baixo, corada.
-E já disse que não é... Nada.
Ele fez cara de bravo:
-Não me diga que... Não. Não é possível.
-O que?
-Foi... Você quem fez isso?
A menina gelou. Ele deduzira rápido.
Corou, da mesma maldita forma que corava sempre. Certas coisas não mudava.
-Doushitte, Kagome?
Ela suspirou. Não tinha como ignorar. Precisava falar com alguém, estava se sentindo péssima.
Quando viu, tinha despejado sobre ele mais de dez anos de sofrimento.
-Eu estava convencida de que não tinha nenhum valor, todos pisavam e passavam por cima de mim, eu sentia como se eu fosse simplesmente uma lesma, a quem ninguém dá atençao e ainda pisam em cima - ela fez uma pausa para enxugar o rosto banhado de lágrimas, expressando uma dor que sempre guardara para si - E então... Eu descobri que também sabia ser bonita.E foi...Por isso.
Ela se sentia aliviada, nunca tinha dito tudo aquilo pra ninguém.
InuYasha olhou para ela, que chorava, no final. Ela disse:
-Era por isso que eu queria mudar! Eu tinha cansado de tudo isso, queria fazer ela experimentar um pouco do que me fez!
No caso, InuYasha não poderia condenar ela. Pois tinha certeza que dentre aquelas marcas...Uma havia sido causada por ele.Ou mais.
-Mas agora... Já não tenho mais certeza de nada.
InuYasha olhou bem fundo nos olhos dela:
-Gomen Ne.
Os olhos dela brilharam com as lágrimas que refletiam a luz do sol.
Olhou dentro daqueles olhos dourados que há tanto tempo não mirava.
Sentiu como se fosse caindo, afundando dentro da alma dele. Era como estar num lugar subitamente quente.
Ela perdeu momentâneamente o ar. Nunca se sentira assim.
InuYasha olhou para ela, e disse:
-Daijabu? (È assim que escreve??)
Uma forte vermelhidão foi subindo pelo rosto da garota.
-Sim, eu... Eu... Gomen...
Ela olhou para baixo e pegou a munhequeira, e saiu correndo, mais corada que um pimentão.
InuYasha olhou pra baixo, e sorriu tristemente:
-Volte a ser você, Kagome.
***
Sango estava deitada na sua cama, com uma baita de uma dor de cabeça, desenhando um mangá, quando o telefone toca.
-Manhê, atende!
Nem sinal de sua mãe. Bufou, e foi até o telefone. Atendeu com voz assustadora:
-Que é?
Miroku, do outro da linha e á quilômetros de distância da garota, tremeu nas bases.
-Y-y-yo, Sango-chan!
Ela disse, impaciente e ríspida:
-Dá pra falar quem é, po*** não tenho o dia todo.
Miroku engoliu em seco. É, tinha coisa que ela não mudava por nada.
-Miroku!
Ela revirou os olhos, com raiva:
-O que é? Vou te avisando, seu narcisistinha, eu não tô com saco hoje.
Miroku pensou: "Só hoje, por acaso?".
-Bem, de qualquer forma, você não quer ir tomar um sorvete?
Sango afastou o fone da orelha, e o colocou bem diante do rosto.
Então berrou, com todas as suas forças:
-NÃO!
Arremessou o telefone na base, e voltou para seu desenho.
Do outro lado, Miroku depositava com as mãos trêmulas o telefone na base.
"Que... Menina... Assutadora".
Respirou fundo. Ela parecia bem daquele jeito.
Então começou uma batalha entre os "Mirokus" internos dele:
-Ela me parece muito bem, pra que se sacrificar por isso?
--Porque foi sua culpa pra começo de conversa, Senhor Miroku.
-Minha culpa o que???
--Foi por sua culpa que ela mudou!
-Ela não me pareceu mudada no telefone... Nem em sofrimento...
--Deixa de ser frouxo, Miroku!
Miroku levou um "pedala" de um dos seus "eus" internos.
-Baka!
--Baka é você!
-Aho!
--Ei, se liga, somos a mesma pessoa.
-Nani?
--É.
-Pára. Se eu sou você, e você é eu, porque eu e você, quero dizer, eu e eu, e.... Bem, nós, estamos discutindo?
--Porque você é o lado burro do Miroku.
-Peraí. Eu sou o Miroku ou eu sou você? Já sei... Você é eu? Ou...
-ESQUECE!
***
Kagome correu até chegar em casa.
Parou na porta, esbaforida.
O que era aquilo? Ela não poderia ter ficado conversando com InuYasha, não depois do que ele fez!
Na sua cabeça todos os sentimentos estavam confusos e misturados.
Tudo o que ela queria fazer era ficar em casa, de pernas pro ar, sossegada pra pôr as idéias em ordem.
Passou pelo sofá da sala sem nem olhar. Então ouviu uma voz:
-Pára aí.
Kagome parou e se virou para Kikyou, que estava jogada no sofá.
-O que você quer?
Kikyou estreitou os olhos, com ódio e mágoa:
-Eu só queria te avisar que isso o que você está fazendo não fica assim. Uma vez fracassada, sempre fracassada, não se esqueça.
Kagome olhou para ela com olhar de superior:
-Está se referindo á você mesma, querida? Por acaso o grande espelho do seu quarto quebrou? SE INXERGA!
Kikyou se levantou, e agitou um dedo na cara de Kagome:
-Olha aqui sua galinhazinha, tudo vai ter troco. Mas vai ser muito, muito pior que te fazer passar vergonha na frente de pouca gente.
Kagome fingiu tremer e disse:
-Ai, que medinho... Nem voui dormir á noite.
Kikyou olhou com ódio pra ela. Kagome agitou os agora perfeitos cabelos, maiores e mais brilhantes que os de Kikyou:
-Mais alguma coisa, fracassada?
Kikyou não disse nada, e Kagome saiu.
Kikyou fechou os punhos.
Aquela vaca ia ver uma coisa... Se achava superior? Ia mostrar pra ela que uma tesoura acabava com a superioridade dela em cinco segundos.
***
Kikyou estava deitada no sofá, dando os últimos retoques em seu plano, quando ouviu o barulho que indicava que seu pai havia voltado.
Ele abriu a porta, e Kikyou foi até ele:
-Papaaaai!
Ele largou as sacolas, e abraçou a filha:
-Kikyu minha flor, como vocês ficaram? Se comportaram direitinho?
-Hai, papai!
O homem sorriu.
-Cadê a Kagome?
-Ah, tá com dor de cabeça lá em cima.
-Dor de cabeça? Porque?
-Ah, deve ser de ressaca por causa da festa de ontem em que ela...
-NAAAAANIIIII? Festa? Com bebida? Que festa? Onde? Com quem?
Kikyou tentou parecer inocente, como se achasse que tinha falado demais.
-É que... Bem...
Cinco minutos depois o pai tinha ouvido a versão de Kikyou dos acontecimentos.
Não estava muito longe da verdade. Ela apenas disse que nem chegou a ver a festa, já que estava na casa de Kagura, e que quando chegou Kagome estava passando mal de bêbada, e que Kikyou tinha acabado com a festa e cuidado da irmã.
-Chame sua irmã aqui agora!
-Haaai!
Kikyou foi subindo as escadas e sorrindo.
Kagome, Kagome... Encrencada... Tsc tsc...
Continua...
N/A: eu achu que vou demorar um pouco pra postar pq agora estou trabalhando...
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