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› Autores: ~liefe-drake, ~anjoapocalipse
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Comédia / Ficção e Fantasia / Mistério
› Tags: portal, mapa, magia, Elfus, ação, aventura, comédia, mistério
› Personagens: Will, Smith, Sanches, homem de branco, raptores-bracos
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 21/12/07
› Comentários/Favoritos 4/0
› Caracteres: 9.282
› Exibições: 66
Nota:
Capitulo um
Smith, o fowl corrupto
e Will o garoto rebelde.
O dia estava calmo na pequena cidade, o sol escaldante aquecia os telhados de barro, telhas, tijolos, e também aquecia o as ruas de uma terra vermelha. As janelas de algumas casas estavam bem polidas, algumas nem tanto, mas as melhores eram as de bares, como o Jonh’s e s’hnoJ, o barzinho de madeira onde os fows(policiais) passavam a maior parte do tempo quando a cidade estava tão calma, somente o que fazia barulho nas ruas eram os raptores-brancos puxando suas carroças, ou carregando seus carget’s nas costas(carget é o nome que se da a uma cabine que fica presa nas costas dos raptores brancos.), poucas pessoas andavam nas ruas, os homens bem eretos, as mulheres com suas bolsas, e ainda de-vez-em-quase-nunca passava um carreteiro, carregando seus lixos dentro de suas caixas de madeira, presas nas rodas gastas. Na frente do bar estavam postas varias cocheiras, onde raptores-brancos com sirenes presas nas cabeças, como se fossem de policiais e um carget preso as costas, o mesmo tinha o emblema dos fows bebiam água.
O silencio foi interrompido por um som de um raptor correndo muito rápido, e alguns gritos masculinos, altos e graves.
-Ladrão! Parem-no! Roubou meu ouro! -A voz gritava.
Todos pararam atordoados, um garoto corria do rápido raptor, ele era alto, magro, seus tênis eram como os de magos, as calças jeans rasgadas, a camiseta preta, com uma gola que ia até o pescoço do menino, mas as mangas eram ocultas por um casaco vermelho e preto, seus cabelos pareciam nunca ter sido penteados, espalhados, mas nem um nó era visto. Sobre o topo de sua cabeça uma toca, sua mão limpa estava segurando um saco de pano, o saco estava sujo, mas parecia cheio de moedas.
O ladrãozinho corria no meio da rua, o magisinal (sinal de transito) ficou vermelho, todos os raptores pararam abruptamente, o garoto subiu sobre o rabo de um raptor e subiu em cima do seu carget, depois enfiou a mão dentro da cabine pelo teto solar, agarrou um colar de perolas muito brancas que estava no pescoço da mulher que dentro da cabine estava, ele deu um mortal por cima do teto solar e só depois disso tirou a mão.
O dono do saco que o garoto roubara parara no final da fila de raptores, ele saiu da cabine e gritava nervosamente, mas os apelos do homem não pararam o garoto, ele pulou sobre as cabines, até chegar à primeira carruagem da fila, ele pulou sobre o raptor e chutou a cara do cocheiro, que caiu, soltou o raptor das rédeas, pegou o chicote do banco do homem que antes comandava o raptor.
O homem dentro do carget gritou:
-Pare! Pare ele! Pare! Solte meu raptor!
Tarde demais, o garoto chicoteou as costas do bicho que correu deixando uma espessa nuvem de poeira vermelha para trás.
Um pequeno homem entrou no aposento grande e alto do bar Jonh’s e s’hnoj, alguns lustres se prendiam no teto, eles seguravam varias velas, elas estavam derretidas, algumas quase acabando, mas as chamas não estavam acesas, pois as janelas de madeiras escuras e foscas estavam abertas, e a luz entrava e clareava quase todo o aposento, somente não clareava uma mesa, mas ela jazia quebrada, suja e esquecida, no canto que ninguém nunca ia.
O bar estava muito cheio, e o barulho era quase insuportável, um leve cheiro de rum pairava no ar, o lugar era abafado.
O anão corria, e olhava para os lados freneticamente, procurando algo ou alguém, ele viu um colete de couro, a camiseta branca por baixo, a calça marrom, e a careca reluzente, mas ela só estava no alto da cabeça, pois os lados estavam ocupados por cabelos metálicos. O homem estava de costa mais era reconhecido até se estivesse no escuro.
O baixinho correu para o homem, que estava sentado a frente do balcão do bar, em uma cadeira um pouco maior que o pequeno anão, ele chegou à frente de Smith, um fowl corrupto, mas que sabia bem seus deveres, e atendias chamados quando precisava, ele era um dos mais respeitados.
O anãozinho fitou o homenzarão, os óculos escuros sobre os olhos, um copo cheio de uma bebida dourada na mão, a pele enrugada, uma cicatriz marcava seu rosto, ela começava um pouco abaixo do nariz, atravessava a boca, chegava até o queixo.
A cicatriz era velha, ele a adquirira quando era jovem, um pequeno garoto, uma criança, de nome Will, ele perdera os pais, Smith os matara, agora queria fazer o mesmo com o filho, mas quando ia o fazer, pegando o garoto que estava na varanda da casa, que dava pro mar, e ficava suspensa sobre rochas, o pequeno saiu da varando, como se tivesse se jogado, mas ficou agarrado a varanda, quando Smith se inclinou para olha-lo, o garoto o agarrou pela camisa e o jogou para as rochas, foi assim.
O baixinho encostou-se ao ombro de Smith, o homem virou sua face, olhou reto, mas não havia ninguém, então o anão parado a frente da cadeira puxou seu braço, Smith olhou para baixo.
-Ah, é você Santches. O que quer? -Smith falou no seu tom rude e duro de sempre.
-O garoto atacou novamente. -Disse o gordinho baixo, ele roubou um colar de perolas, um saco de ouro e...
-E meu raptor. - Disse um homem parado atrás de Santches, ele era alto e usava um palito branco, usava uns óculos, nenhum dos dois, nem Smith nem Santches, sabiam da onde viera, mas pelo que o baixinho Santches sabia, o homem devia ser o dono do raptor roubado.
-Hoje eu pego aquele idiota, maldito garoto. -Disse Smith, o rosto carregado de raiva, quando ele parou de falar, seus lábios ainda tremiam, sua aparência era sombria, então ele continuou a frase, dessa vez com a voz cheia de ódio. - E dessa vez, eu vou o matar. -Então ele apertou o copo tão forte que o quebrou, deixando toda a mesa suja do liquido dourado e o chão cheio de cacos de vidro.
O homem se levantou, todos pararam de conversar e olharam para ele, ele andou em meio as mesas, chegou a porta, e sem olhar para trás, saiu do bar. Santches jogou algumas moedas sobre o balcão e correu atrás do homem, então o homem de palito branco o acompanhou, saiu do bar, até a porta bater e todos voltarem a conversar.
Lá fora, o garoto ainda fugia montado no raptor-branco, o vento correndo e fazendo os tufos de cabelos para fora da toca voejarem.
Vários fows com raptores-dourados, espécie de raptor branco, mas ele é dourado, como diz o nome, tem quatro patas, um rabo enrolado como o de um camaleão, os dentes dourados, quatro olhos acima do pequeno focinho, garras vermelho-sangue, e o símbolo dos fows cravado na testa, logo acima do chifre.
O garoto se chama Will e está fugindo, por que é um ladrão.
Viu uma garota, com uma calça coladinha, de costas, no bolso traseiro um saco de moedas. O garoto segurou a corda que estava presa no pescoço do raptor, enrolou-a firme, gritou para o bicho, pois o vento impedia o som normal de passar:
-Continua correndo!
O raptor obediente continuou correndo rapidamente, O ladrão flexionou os joelhos, preparado para pular, olhou para corda, o tamanho era proporcional a distancia entre ele e a garota.
Will deixou os olhos entreabertos, por causa do vento, e pulou, o vento encheu seus pulmões, o raptor foi tomando distancia, ele estava quase na reta da garota, quando ficou bem atrás dela, caiu no chão, mas continuou sendo puxado em meio a poeira vermelha, pela corda, que passou uma rasteira nas pernas da garota, Will bateu no traseiro da garota, ao mesmo tempo em que pegou o saco de moedas, a garota caiu no chão, levantando outra nuvem de poeira.
Will levantou-se e ainda sendo arrastado, mas de pé, espero chegar à esquina, e soltou o raptor, se jogou novamente no chão, e foi arrastando no chão, por baixo da fila de raptores parados no magisinal.
Chegando do outro lado, ele levantou sentiu a barriga roncar.
-Você está com razão. -Disse ele batendo na barriga. - Não comemos desde manhã.
Então atravessou uma travessa deserta, e entrou em um restaurante, pequeno e sujo.
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