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[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

Apenas Amigos...


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Tags:

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 21/12/07

Comentários/Favoritos 4/2

Caracteres: 11.978

Exibições: 119

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-Acordou?
InuYasha abriu os olhos lentamente. Sentia a cabeça latejar terrivelmente, e sentia frio.
Viu uma mulher vestida de branco chegar perto e lhe aplicar uma injeção. Percebeu, então, que estava num hospital. Lembrou-se de ter beijado Kagome, chegado ao céu e desmaiado.
Não gostara muito da última parte.
-O que aconteceu? –perguntou à enfermeira.
-Sua amiga o trouxe aqui, disse que você tinha sido atingido por uma pedra. Um machucado feio, o seu. Foi sorte ela ter chamado uma ambulância na hora. –respondeu ela.
-Kagome... ela está aqui?
-Não, não. –a enfermeira ajeitou os travesseiros que o apoiavam, e ergueu um pouco a cama usando um pequeno controle remoto. –disse algo sobre fazer as malas. Deixou um bilhete.
O hanyou pegou o papel que ela estendera e leu-o, com um mau pressentimento.

“InuYasha...
Me desculpe. Por tudo. Espero que você melhore. Estou indo embora, não me procure. Não quero te machucar... não de novo. Mande lembranças a Sango e Miroku.
Mais uma vez... me desculpe.

Kagome”

Ele terminou de ler o bilhete já de pé.
A enfermeira se virou para pegar um remédio. Quando se voltou para ele novamente, o quarto estava vazio.
InuYasha correu o mais rápido que conseguiu. Tinha que chegar à casa de Kagome, e falar com ela.
Quem aquela garota pensava que era para invadir seu coração, sua mente, seu ser... e depois simplesmente ir embora?
Não deixaria que ela se fosse. Nem que para isso tivesse que usar a força. Quando chegou à casa de Kagome, ele entrou sem bater, e viu que Souta chorava.

-Não! –gritava ele, enquanto Kagome socava algumas roupas dentro de uma mochila. –Não quero ir! Tenho amigos, e você também! Somos felizes! Quero ficar!
-Temos que ir, Souta. –disse ela, sem perceber a presença do hanyou atrás de si. –Você não entende? Não quero machucar os amigos dos quais você falou!
-Então não vá.
Ela se virou na mesma hora.
Os dois se encararam por alguns momentos, os olhos se testando, tentando achar a fraqueza um do outro. Ela foi a primeira a falar:
-Souta... preciso falar com o InuYasha, a sós.
Quando o garoto lançou um olhar esperançoso para o hanyou e saiu, ela voltou a falar:
-Você devia estar no hospital, InuYasha.
-E você também. Achei que tivéssemos alguma coisa. Pensei que você estaria lá quando eu acordasse. –disse ele, a voz carregada de acusações, raiva. E, por algum motivo desconhecido para Kagome, tristeza.
-Não quero te machucar de novo. –disse ela, com simplicidade. Continuou pondo as roupas na mochila, sem cuidado nenhum. Perdendo a paciência, ele foi até ela e agarrou a mala. Jogou-a longe e forçou a garota a olhá-lo novamente.
-Então fique. –disse ele. Era difícil, muito difícil para ele, saber que ela queria ir embora, Saber que Kagome estava disposta a deixar para trás os sentimentos que um descobrira no outro. Por medo. Era como se o fato de ele querer protegê-la não significasse nada. Era como se os sentimentos dele não fossem algo a ser considerado. Aquilo machucava tanto seu orgulho quanto seu coração. –Não vá. Não me machuque.
-Você não entende? –perguntou ela, os olhos revelando toda a emoção que ela tentava represar dentro de si. –Eu não posso! Já está sendo difícil ir embora sem ter essa conversa... me deixe ir, droga!
Daquela vez, os olhos fizeram muito mais do que revelar emoções. Eles choraram. InuYasha viu, surpreso, Kagome começar a chorar desesperadamente, como seu não conseguisse manter dentro de si uma única lágrima.

Sem se conter, ele a abraçou. Naquele instante, não importava o fato de ela querer ir embora, deixá-lo. Só importava que ela estava sofrendo, e ele não queria aquilo. Kagome se deixou ficar ali, presa entre os braços do hanyou, chorando convulsivamente. Depois de muito tempo, ele já estava com a parte da frente da camisa completamente molhada. Ela se afastou, limpando o que restava de suas lágrimas no rosto.
-Fique. –pediu ele, olhando a garota sentar-se e enterras a cabeça nas mãos. –Fique, nem que seja apenas pelo Souta. Só... só não vá embora assim, não me deixe agora.
-Não posso. –disse ela, a voz fraquejando terrivelmente. –Se eu ficar, vou acabar te machucando de novo. Não quero isso. Não posso deixar você se ferir de novo por minha causa.
-Então... então a gente pode ser apenas amigos.
Ela levantou o rosto, encarando os olhos incrivelmente dourados do meio-youkai.
-Que? –perguntou a ele, confusa.
-Sabe... –ele parecia odiar cada palavra que dizia. –se eu não te beijar... você não vai... fechar os olhos. Então você pode ficar.
Ela ficou sem ação. Não sabia o que dizer em resposta àquela clara demonstração de afeto por parte do hanyou. Ele a queira perto, e a queria tanto que se dispusera a deixar de lado seus próprios sentimentos, em troca da presença dela.
-Então... você fica? –disse ele. Quando Kagome se aproximou e o abraçou, ele sentiu a resposta nos braços da garota. Mas queria ouvir dos lábios dela. –Fica?
-Eu fico. –disse ela. –Fico.

***
-Você não parecia bem.
Kikyou olhou o garoto a sua frente. Koji viera assim que ela o chamara, sem perguntas. Mas, é claro, ele só não perguntara por telefone para poder perguntar pessoalmente.
-Eu não estava passando bem, só isso. Tenho me lembrado de coisas estranhas. –disse a ele, enquanto colocava o capacete que ele lhe estendera. –Queria contar a alguém.

-Que bom que me escolheu- disse ele, acelerando.
Foram ao lugar de sempre. O ginásio.
Enquanto Kikyou colocava os protetores nas mãos, Koji observava os movimentos dela, sentado num tatame. A garota se movia com facilidade e leveza. Ao amarrar os cabelos, antes de começar a bater no enorme saco de areia pendurado no teto, ele viu que Kikyou tinha uma marca na nuca.
-O que é isso? –disse ele, se aproximando rapidamente. Kikyou não entendeu do que ele falava, até sentir as mãos dele em seu pescoço. Ele a manteve imóvel, enquanto examinava a pequena aranha tatuada nela. –É... a marca de Naraku.
-Que? –ela não entendia do que ele falava, não sabia do que ele a acusava com o olhar. –Do que você está falando? Eu tenho isso desde pequena.
-Você é uma cria. Você é uma cria do Naraku. –acusou ele, se afastando.
Aquilo a machucou muito mais do que qualquer coisa que ele fez depois. Quando Koji se afastou, pegando suas coisas, os movimentos de raiva contida, ela simplesmente se sentiu partida em duas. Ele era o primeiro amigo de verdade que tinha em muito, muito tempo. E agora ele se afastava sem explicação.
-Não... –ela começou a gaguejar. –Pelo menos me explica o que está acontecendo!
-Essa marca. –disse ele. Não a olhou daquela vez. Aquele gesto foi como uma punhalada a mais no coração de Kikyou. –Essa é a marca de um assassino.
Ela não sabia do que ele falava. Ela queria, e muito, saber, mas não tinha idéia.
Koji observou, abismado, ela se encolher no chão e começar a chorar. Não entendeu o gesto de desespero de Kikyou. Apesar de tentar se conter, ele caminhou cautelosamente até onde ela estava, e perguntou:

-O que está fazendo?
-Vá embora. –ela não o queria ali. Percebera, naquele momento, que Koji tinha o poder de magoá-la. Não queria se machucar. Não sabia se agüentaria.
-Eu vou. –disse ele, se abaixando ao lado dela. –Mas antes me diga por que não me atacou, em todos esses encontros que tivemos. Ninguém sabia que era você quem eu via, quando saía. Você poderia ter se livrado de mim facilmente.
Ela levantou os olhos escuros para ele, sem entender a que Koji se referia. Os olhos dela brilhavam, ainda cheios das lágrimas que ele a fizera derramar.
-Por que eu machucaria... –ela respirou fundo, tentando conter o restante da frase. Não conseguiu -... meu único amigo?
Aquilo o acertou em cheio. Ela falou com tanta sinceridade, com tanta vulnerabilidade, que ele não poderia simplesmente ir embora. Koji a abraçou, sem saber exatamente porque. Sim, ela tinha a marca de Naraku. Sim, ela podia ser uma cria do maldito que acabara com a vida da garota que ele amara. Mas talvez, apenas talvez, ela fosse tão vítima do youkai quanto Kagome.
E, mesmo contra sua vontade, ele teve que admitir pelo menos para si mesmo que não conseguiria se afastar dela tão facilmente. Kikyou despertava nele algo estranhamente familiar, intenso... algo que ele não sentia havia muito tempo.
-Vamos descobrir então... por que você tem essa marca. –sussurrou ele, enterrando o rosto nos cabelos negros da garota.
-Não. –disse ela. –Não quero descobrir. Pode parecer loucura, mas tenho tido sonhos e lembranças estranhas. Tenho medo do que posso descobrir, se continuar forçando essas... portas, que guardam meu passado.
-Não precisa ter medo. –disse ele. Koji encostou sua testa à dela –Eu vou estar com você.
Ela o abraçou, assim como era abraçada por ele. Com algum desconforto presente, quase palpável. Mas, mesmo assim, com carinho.

E, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, os dois se beijaram. Não sabiam se era o momento, o desejo que se acumulara aos poucos, ou a simples vontade, mas eles simplesmente deixaram que seus lábios se encontrassem, de forma doce e suave.
Koji a apertou entre os braços, fazendo com que ela se sentisse flutuando. Os lábios dele, sobre os seus, a levavam a crer que o mundo não era tão ruim, afinal. Quando ele deixou a mão escorregar por debaixo da camisa branca do uniforme, Kikyou suspirou.
Eles nunca conseguiram esquecer o que aconteceu a seguir. Era como se o tempo tivesse parado para eles, apenas para eles.
Natural como a água, o ar ou o céu, os dois se procuraram, se explorando mutuamente com as mãos e os lábios. Em pouco tempo, eles rolavam, juntos, pelo tatame do ginásio abandonado.
Koji abriu a camisa dela, botão por botão, até encontrar a pele, e cobri-la com as mãos ansiosas. Ela suspirou, prendeu a respiração, tremeu. Levou as mãos, tão ansiosas quanto as dele, aos ombros forte, procurando os músculos firmes por baixo. Ao livrá-lo da camiseta, ela deixou que as mãos espalmadas percorressem todo o comprimento do peito firme, enquanto ele terminava de se despir, e a ela também.
Depois daquilo, tudo virou um turbilhão de sentimentos e emoções, os corpos se buscando, as mãos unidas e entrelaçadas. Ela deixou que ele se apossasse de seu corpo, e o acolheu dentro de si, como sabia que nunca faria com qualquer outro.
Os corações encontraram um ritmo único, juntos, acelerados, até que eles foram atingidos por um furacão que os levou ao que não poderiam descrever com outra palavra que não paraíso.
Ele rolou para o lado, puxando-a para cima de seu corpo. Eles estavam suados, cansados, prontos para dormir a qualquer momento. Mas era importante, naquele instante, dizer o que se passava em sua mente.

-Eu acredito em você, Kikyou. –disse ele, abraçando-a, sentindo o corpo macio e quente relaxar sobre o seu. –E acho que te amo.
Ela ouviu aquelas palavras sorrindo.
-Eu também... te amo.
Percebeu logo em seguida que ele já caíra no sono. Repetiria as palavras quando ele voltasse a abrir os olhos. Caminhou até o banheiro, onde encontrou uma coberta que deixara ali havia algum tempo, para quando resolvesse passar a noite treinando. Levou-a até onde Koji estava e cobriu aos dois.
Deitou-se sobre o ombro dele, fechou os olhos e adormeceu na mesma hora.
Só então o tempo voltou a passar.

Continua...

Nota da Autora: Só vou postar o próximo capitulo da outra fic quando tiver mais comentarios... ^^


Capítulos de [InuYasha] Nunca Feche os Olhos

[09/12/07] O Fim do Começo

[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)

[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)

[19/12/07] A Névoa de Miasma

[20/12/07] Um Coração Yokai

[21/12/07] Pedaços de Vidas

[21/12/07] Apenas Amigos...

[22/12/07] A Aranha Negra

[25/12/07] Shikon no Tama

[27/12/07] A Guerra

[28/12/07] Sangue e Miasma


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