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[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

A Névoa de Miasma


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 19/12/07

Comentários/Favoritos 2/6

Caracteres: 14.838

Exibições: 2

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Kagome acordou com o tocar insistente do despertador.
Desligou o aparelho, e se levantou com alguma dificuldade. No andar debaixo, podia ouvir Koji se movimentando. Como ele conseguia acordar tão cedo, com tanta disposição?
Tomou um banho rápido, escovou os dentes e se trocou para ir à escola. Ao descer, viu que a mesa estava posta, e Souta comia com gosto.
Colocando uma cesta de pães na frente do garoto, Koji sorriu e disse:
-Demorou a acordar. Já preparamos o café da manhã.
-É, mana! A gente foi até a padaria, e eu convenci o Koji a comprar um monte de coisas! –disse Souta, sorrindo para ela.
Kagome se sentou sorrindo para os dois, agradeceu e começou a comer.
Logo que terminou, a campainha tocou. Ela se levantou, pegou o material correndo e disse:
-Valeu por tudo, Koji! Souta, se comporta, e vá direitinho pra escola! Deve ser o InuYasha, a gente vai pra escola junto. Tchau!
Ao olhar para a janela e ver Kagome indo em direção à escola, de braço dado com o hanyou, Koji suspirou.
-Você gosta da mana, não é, Koji? –perguntou o garoto, sentado à mesa, comendo tranqüilo.
-É. Gosto. –disse ele. –Mas ela gosta de Hanyou, e ele gosta dela. O que devo fazer, garoto?
Souta parou de comer e pareceu pensar por alguns instantes. Depois, sorriu e disse:
-Ir em frente! Arranje uma namorada. Se a Kagome gosta de outro, deve ser porque há outra garota legal pra você, por aí!
Koji sorriu diante do otimismo daquele garoto.
-Vamos. Você vai pra escola agora.
-Tá. –disse ele, se levantando. –Mas e você? Vai ficar aqui, sozinho?
-Não... vou dar uma volta. E passar no colégio Suzukio Sama, lá pelas três da tarde.
-Mas a Ka-chan só sai as quatro. –disse Souta, pegando a mochila.
-Eu sei. –respondeu Koji, sorrindo e passando a mão na cabeça do garoto –Não é a Ka-chan quem eu vou ver.
Souta estranhou um pouco aquelas palavras, afinal, quem mais do colégio Koji podia conhecer? Mas não falou nada. Apenas pôs o capacete que o rapaz lhe estendeu e se segurou firme na cintura dele.

Sua irmã também tinha uma moto, mas não a usava muito. Ainda bem que ainda tinha Koji para levá-lo na garupa.
Um tempo depois, eles passaram por InuYasha e Kagome, que caminhavam tranqüilos em direção à escola. Koji fez um sinal discreto e foi em frente.
-Ele vai superar? –perguntou o hanyou, olhando Kagome.
-Vai. Claro que vai. Afinal, ele não deve me amar. Acho que era mais uma paixão adolescente. –respondeu ela.
-Feh. –fez o garoto, segurando a mão dela com mais firmeza. –Melhor assim.
Eles continuaram caminhando tranqüilamente, até chegarem na esquina da escola. Lá, encontraram Sango e Miroku, discutindo, como sempre. Só o que mudava era o motivo.
-Era só uma amiga, Sango! –gritava ele, enquanto se esquivava dos golpes dela.
-Só uma amiga o *******!!! Sei muito bem que sua única amiga do sexo feminino sou eu! E a Kagome! Mas a Kagome é só porque você sabe que se tentar alguma coisa com ela o InuYasha arrebenta essa sua cabeça pervertida.
-Isso é verdade. –disse o hanyou, segurando Sango pela cintura, impedindo-a de continuar a tentar bater em Miroku.
-Ei, me solta! –disse ela, sacudindo as pernas que ele tirara do chão.
-Vai parar de bancar a louca?
-Só se ele para de bancar o galinha! –disse ela, apontando Miroku. Ele, por sua vez, pareceu ficar zangado com as palavras da amiga.
-E quem você é pra me dizer como agir? –perguntou ele, chegando perto o bastante par que InuYasha tivesse problemas em segurar Sango. Ela parecia determinada a alcançar o rosto a dois passos de distância –Minha dona? Minha mãe? Minha Namorada?
Ao mencionar a palavra “namorada”, Miroku percebeu que Sango parou de se jogar contra ele, e ficou incrivelmente vermelha. Seria um bom sinal? Será que ela queria ser sua namorada, ms não queria que ele soubesse... por isso estava vermelha? Nunca tivera uma, afinal, gostava de ficar sem compromissos. Nem mesmo pensara na possibilidade... mas Sango... Droga, não devia pensar em Sango dessa maneira!

Ela continuava imóvel, até que InuYasha deixou seus pés tocarem no chão.
Depois, começou a caminhar pisando duro em direção à entrada do colégio, mostrando que a vermelhidão do rosto era raiva. Quando alcançou um garoto com uma bela trança de cabelos negros, parado no portão, e rindo da situação, ela se virou e disse para Miroku:
-Não penso que sou sua dona, mãe ou namorada. Até porque, nunca iria querer um posto tão sujo para mim. Sua namorada, Miroku, se ou quando você tiver uma, vai ser a pessoa mais infeliz do mundo. E sabe porque? Porque você não sabe o significado da palavra “lealdade”. Você iria traí-la o tempo todo. E nós dois sabemos que é verdade.
Ao ver o rosto dele se contrair, e os olhos baixarem, envergonhados diante da verdade que ela lhe jogara na face, Sango se virou para o garoto no portão.
-Ei, sua proposta ainda está de pé?
-Quando você quiser, Sango. –disse ele, vendo o rosto de Miroku se enfurecer de repente ao vê-la falando com ele.
-Sexta à noite? –perguntou ela, sem olhar o amigo, que parecia cada vez mais raivoso.
-Sexta à noite. –confirmou ele. –Mas e o Miroku? Ele parece que está tendo um ataque...
-Ele não é meu dono. Nem minha mãe. E muito menos meu namorado. –disse ela, finalmente entrando na escola. Antes de se afastar muito, ela ainda falou: -Mas, se ele realmente estiver tendo um ataque, tira uma foto pra mim. Não quero olhar pra ele agora, mas acho que daqui a algum tempo vou querer ver isso pra poder dar risada.
Vendo a amiga entrar na escola, Kagome se virou para InuYasha.
-Eu vou atrás dela. Cuida do Miroku.
Ele concordou e se virou para o amigo, que olhava fixamente para o ponto distante que Sango se tornara.
-O que foi isso? –perguntou.
-Ela chegou aqui e me viu com a Eiko. Yura. Yumi. Sei lá quem era. Mas ficou com raiva... e começou a me atacar. Não aqueles tapas que ela me dá de vez em quando, e sim aqueles socos e chutes que a gente treina, mesmo.

-Então –disse o hanyou, pondo a mão amigavelmente em seu ombro. –Você tá ferrado.
-É. –disse Miroku. –Eu sei. Mas por que ela tinha que aceitar sair com o Bankotsu?
InuYasha olhou instintivamente para o garoto no portão. Ele falara alguma coisa que fizera Kagome parar por um instante, depois, ela entrara na escola com mais pressa.
-Não sei. –disse ele, fazendo nota mental. Perguntar à Kagome o que Bankotsu falou.
-Bom... Logo ela esquece, acho. Daí eu dou um jeito de convencê-la a desmarcar com o cara. Talvez levando ela em algum lugar, ou algo assim.
-Miroku. –disse InuYasha, apertando o ombro dele.
-Que é? –perguntou ele, olhando o sorriso malicioso que se formara nos lábios do hanyou. –Que?
-Acho que você tá gostando da Sango. –respondeu InuYasha, dando uma risada. –Caramba, como você é lerdo! Começa a gostar da garota e nem se toca!
Ficando vermelho, Miroku disse:
-Não, eu não to gostando dela. Quer dizer, ela é minha amiga!
-Ha, ha! –o meio youkai não parava de rir. –E sabe da melhor? Ela tá gostando de você também. Vocês estão morrendo de ciúmes um do outro!
-Ei, dá pra parar com o escândalo? –perguntou Miroku, acertando um punho no ombro dele.
Ao vê-lo apenas continuar a rir, o garoto abaixou a cabeça, com uma ‘gota’.

***

-Sango?
Ao ouvir a voz de Kagome, a garota levantou a cabeça. Estivera inclinada sobre a carteira desde que chagara na sala, pouco antes.
-Que foi, Ka-chan? –perguntou, olhando a amiga.
-Vim ver se você tá legal. –respondeu ela, virando a cadeira da frente e sentando de frente para Sango. –Tudo bem? O que foi aquilo lá na entrada?
-Sei lá. De repente eu fiquei com raiva. Todo dia, todo santo dia, ele está com uma garota diferente, Ka-chan! Isso começou a me irritar!
Kagome sorriu. Começava a entender algumas coisas sobre Sango e Miroku.
-Acho... acho que você gosta dele, Sango.

-Quê? –perguntou ela, levantando de repente. –Como assim, “gosta dele”?
-Gosta, gosta, horas! Como eu gosto do InuYasha, como ele gosta de mim! –respondeu Kagome, rindo.
-Não, não! –negou a garota, os olhos castanhos brilhando de indignação. –Eu nunca iria gostar do Miroku desse jeito! Ele é meu amigo, nada mais!
-Então pra que se importar com ele e com quem ele fica? –perguntou Kagome.
-Ah... sei lá! –disse Sango, sentando de novo. –Só acho que é irritante, e muita mancada. Ele age como se fosse o todo poderoso, como se tivesse o direito de trocar de garota como troca de cueca.
-Ah... –fez Kagome, começando a entender Sango. –Sei. Você está com ciúmes.
-Para! –gritou Sango, ficando cada vez mais vermelha. –Para de dizer que eu gosto dele! Só uma idiota gostaria de um cara que chifra mais garotas em uma semana do que outros caras em uma vida toda! E ainda magoa várias delas.
-Não, não é verdade. –disse Kagome. –O Miroku não é tão ruim. Você vê um monte de garota se olhando feio por causa dele, mas nenhuma com raiva. Ele nunca magoa nenhuma delas quando termina.
-Isso se chama lábia. –disse Sango, enterrando o rosto nos braços de novo.
-Ou talvez ele apenas seja sincero e diga que não quer compromisso. –disse Kagome, fazendo a amiga levantar o rosto. –Não tem nada de errado em gostar dele, Sango.
-Sim, tem. –disse ela, se encostando na cadeira. –ele é meu amigo. Amor nenhum vale uma amizade.
“O primeiro passo é admitir”, pensou Kagome. Mas ficou em silêncio. Depois de alguns segundos, a professora entrou.
-Hora da tortura. –disse Kagome. –Hoje ela está de preto. A professora Shizune só vem com essa cor quando está P da vida.
-É. –disse Sango, tirando o caderno de geografia da mochila.
A professora Shizune não era a única ali a estar com um humor negro.

***

Kagome pegou seus cadernos e o estojo. Depois de arrumar tudo dentro da mochila, ela se encaminhou para a saída. InuYasha já a esperava lá.
-A Shizune veio de preto, certo? –disse ele. –Só assim pra você sair atrasada.

-É. –disse Kagome. –Cadê o Miroku?
-Ele saiu mais cedo. Inventou uma dor de cabeça e foi pra casa. Não queria se encontrar com a Sango na saída, acho. E ela?
-Também já foi. Saiu correndo assim que o sinal bateu, antes que a professora tivesse tempo de passar um dever de casa infinito pra ela, como fez comigo.
-Sorte dela. –disse ele, sorrindo.
Eles caminharam em direção à saída juntos. Kagome ficou surpresa, porém feliz, quando o hanyou pegou sua mão, no caminho. Ele sentia o calor vindo da mão dentro da sua, e estava imensamente feliz com aquele contato.
Quando chegaram à porta da escola, porém, ele sentiu a mão começar a esfriar rapidamente, e olhou para o rosto de Kagome. A face que ele tanto gostava estava mortalmente pálida. Ela olhava para o gramado em frente ao colégio, chocada.
Uma névoa densa cobria cada espaço do lado de fora do Suzikio Sama. Não era completamente branca, o que deixou os sentidos do meio youkai em alerta. Parecia cinzenta, maligna. Os alunos humanos saíam da escola sem nem ao menos notar o que acontecia. Era como se nem ligassem para névoa. Os youkais que freqüentavam o colégio não faziam o mesmo. Ficaram parados na porta, estupefatos com o que acontecia.
-Acho que está misturado com algo extremamente maligno. –disse uma garota do segundo ano.
-Deve ser miasma. –disse um rapaz do terceiro.
-É miasma. –disse uma garota, indo até a porta com um arco nas mãos.
Enquanto Bankotsu ia até a porta para observar o movimento, Kikyou levantou o arco e, com incrível habilidade, atirou uma flecha que se fincou no outro lado da rua, muito depois do portão de saída. Todo o miasma no caminho da flecha se dissipou, como se tivesse sido cortado.
-Ela... purificou o miasma? –perguntou Kagome, olhando, estupefata, enquanto a outra fazia o mesmo movimento diversas vezes, até que toda a névoa de miasma tivesse evaporado.

Os outros youkais também ficaram surpresos pela demonstração de habilidade de Kikyou. Ela se manteve indiferente a tudo aquilo. Começando a ir em direção à sala de aula novamente, ela disse:
-Alunos do primeiro e segundo ano... Vocês não têm mais aulas hoje. Podem ir embora agora.
Ao ouvir as palavras dela, uma youkai de cabelos ruivos saiu e olhou em volta.
-Realmente... todo o miasma se foi, gente.
-Bom, então vamos para casa, Kagome? –perguntou InuYasha.
A garota passou o caminho todo pensando em Kikyou. e ela era tão ruim quanto Sango pensava... se ela estava mesmo envolvida no acidente de Kohaku... Então... como podia ter poderes de purificação tão grandes?
-InuYasha... –começou ela, ao chegarem em sua casa. –O que você sabe sobre Kikyou?
Ele pensou um pouco. Juntou toda a informação que tinha sobre a garota e começou a falar para a garota.
-Ela tem dezessete anos, acho. Está no terceiro ano, não costumo vê-la junto com muitas pessoas, mas quando vejo... a maioria é youkai. Ouvi dizer que ela veio de um templo em Nagoya, como você. Mas era outro, não o que você freqüentou... tinha um nome de flor... Sakura.
Kagome estranhou aquilo. Diziam a todo o momento que Kikyou não era uma boa pessoa, por causa do acidente com Kohaku... e por tê-lo trancado no almoxarifado. Ela ouvira até mesmo que a garota estava bêbada, na noite do acidente. Mas, pelo que Kagome ouvira falar, o templo Sakura só aceitava garotas de comportamento exemplar, tinha um ensino extremamente rígido e testava constantemente os talentos purificadores das que freqüentavam o local, para retirar de lá todas as que não tivessem grandes chances de se tornarem sacerdotisas.
-Isso é controverso. –disse ela, fazendo o hanyou olhá-la curiosamente.

-O que? –perguntou ele. –O que é controverso?
-O fato de alguém que é acusado de estar bêbado na noite em que causou um acidente que tirou o movimento das pernas de outro... e que se vangloriou de trancá-lo num almoxarifado depois disso... o fato de alguém assim ter poderes de purificação tão grandes, e ter freqüentado um templo como o Sakura...
-Isso é realmente estranho... –admitiu InuYasha.
-Completamente esquisito. –disse ela.

Continua...

Nota da Autora:
Comentem... ^^


Capítulos de [InuYasha] Nunca Feche os Olhos

[09/12/07] O Fim do Começo

[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)

[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)

[19/12/07] A Névoa de Miasma

[20/12/07] Um Coração Yokai

[21/12/07] Pedaços de Vidas

[21/12/07] Apenas Amigos...

[22/12/07] A Aranha Negra

[25/12/07] Shikon no Tama

[27/12/07] A Guerra

[28/12/07] Sangue e Miasma


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