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Fanfics


[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

Outras Vidas (Parte II)


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 17/12/07

Comentários/Favoritos 3/3

Caracteres: 18.993

Exibições: 332

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Sango viu a garota sair do quarto do irmão depois de duas horas. A consulta atrasara um pouco no final, mas ver o sorriso que Rin deixara nos lábios de seu irmão valeu a pena.
Tanto que, quando o telefone tocou e Miroku a convidou para dar uma volta, ela não pensou duas vezes e disse:
-Claro. Estou pronta em quinze minutos.
Ela se trocou rapidamente e pegou uma blusa. Depois, foi até o quarto do irmão, que digitava furiosamente no teclado do computador, e falou:
-Vou sair com o Miroku. Você fica bem até a mãe chegar?
Ele virou-se para ela e sorriu:
-Claro! Vai nessa. Tava mesmo na hora de você arranjar um namorado.
Sem se dar ao trabalho de corrigir o irmão, ela foi até o portão esperar. Desde a quinta série ela, InuYasha e Miroku eram amigos. E desde aquela época, sempre que ela ia sair com um deles, ou os dois, Sango esperava sentada nos degraus da entrada de sua casa.
Muitas pessoas pensavam mal dela por andar com dois garotos, mas ninguém tinha coragem de falar nada. Os punhos dela eram tão famosos quanto a habilidade de InuYasha com espadas, e a de Miroku com tudo o que se pudesse girar e usar para bater ao mesmo tempo.
Só o que ninguém sabia, fora os dois, e mais recentemente Kagome, era sobre Hiraikotsu.
Começara como um hobby. Ela lançava pequenos bumerangues, e eles voltavam. Tornara-se habilidosa em pouco tempo. Ao vê-la gostar de algo que não fosse extremamente violento, o que era difícil, o pai lhe prometera o modelo que ela quisesse para seu aniversário de treze anos. Quando ela escolhera o maior e mais pesado da loja, que a superava em altura e largura, o Sr. Hitsuno quase tivera um ataque.
-É nisso que dá deixar que ela ande com dois garotos e nenhuma garota. –dissera sua esposa, ao vê-los chegar em casa com a enorme arma nas costas da garota.
Quando InuYasha o vira, caíra na risada.
-Acha mesmo que vai conseguir levantar isso? Ha, ha! Você viu isso, Miroku? A Sango está tentando usar uma asa-delta como bumerangue!

Ao vê-la levantar a arma ameaçadoramente em sua direção, o hanyou se calara. Miroku, ainda rindo do comentário sobre a asa-delta, dissera:
-Não sei se fico impressionado ou com medo. Sango, não acha que uma garota deveria se dedicar a algo menos perigoso?
Ela sorrira e falara:
-Se eu não gostasse de perigo, não teria espancado aquela garota do segundo, ano passado, vocês não teriam vindo apartar a briga, e nós não seríamos amigos.
Diante do argumento, ele ficou sem ação.
Realmente, o que mais lhe chamara a atenção naquela garota era a falta de medo. Simplesmente metera o punho no meio da cara da garota mais encrenqueira do segundo ano, estando na sétima série. E ainda vencera a luta.
-Tem razão. –disse, sorrindo.
Então, depois daquilo, eles passaram a treinar pelo menos uma vez na semana, todos juntos. Ela com Hiraikotsu, Miroku com o cajado que ganhara como uma herança de seu pai, e InuYasha com uma velha espada que recebera do falecido Sr. Taisho.
-Isso é uma velharia. –dissera Miroku, ao ver a arma enferrujada e com a lâmina falha.
-Feh. Eu também achava. Foi o velho Miyuga quem me falou sobre o poder dessa espada. Ela se transforma... mas não sei como.
Nenhum dos dois duvidara das palavras de InuYasha. Conheciam o amigo bem demais, e sabiam que ele não mentiria. Mesmo assim, eles nunca haviam visto a Tessaiga transformada.
Sango saiu dos devaneios ao ouvir a buzina do carro de Miroku. Ele sorriu e acenou. Ela acenou de volta. Trancou o portão e entrou no carro.
-Pra onde vamos? –perguntou para ele.
-Ah... Não sei. –disse ele, coçando a cabeça. –Só estava entediado em casa e fiquei com vontade de te ver.

Ela corou um pouco. Desde que Kagome fora morar lá, ela, Miroku e InuYasha tinham se tornado ainda mais próximos, mas para ela a mudança em relação ao amigo ao seu lado não estava sendo fácil. Ver InuYasha como amigo era incrivelmente fácil, levando em conta que ele não fazia seu tipo e parecia estar se entendendo bem com Kagome. Pelo menos se o enorme barulho que eles tinham ouvido vindo do andar superior quando ele cortara o dedo desse alguma pista.
Com Miroku, a conversa era diferente. Ela sempre o vira como um amigo, sim, mas no tempo que se seguira à chegada de Kagome ela ficara um pouco confusa. Começara a ver em Miroku um homem, não apenas um amigo. Isso era estranho. Começava a perceber os olhares invejosos que recebia ao caminhar com ele pela escola, durante os intervalos. E começava a sentir raiva dos olhares melosos, sedutores e abobados que o colega recebia das garotas ao redor.
-Então... –disse ela, tentando tirar todos aqueles pensamentos da cabeça –vamos só caminhar na praça. Que tal?
-Ótima idéia! –disse ele, dando a partida. Com o carro em movimento, ele disse: -Você não se importa de estarmos sem o InuYasha e Ka-chan, né? Eles disseram que iam fazer alguma coisa em algum lugar. Não prestei atenção.
A verdade era que ele nem ao menos prestara atenção. Só perguntara se eles estavam ocupados e rezara para a resposta ser sim. Não sabia ao certo porque, mas queria ficar um pouco sozinho com Sango. Desde que Kagome chegara na cidade, eles tinham se metido no meio de tanta coisa estranha, tantas novas pessoas tinham entrado em suas vidas, que ele não tivera tempo de conversar direito com a garota ao lado.
Continuou dirigindo, enquanto mantinha uma conversa tranqüila com ela.
-E Kohaku? Ficou sozinho? –perguntou.
-Sim. –disse ela, recostando a cabeça no banco. –Ele gosta de ficar sozinho. Já aprendeu a se virar muito bem sozinho. Mas não gosto disso. Se ele se acostumar a viver na cadeira de rodas, pode acabar desistindo de andar novamente.

-Isso não vai acontecer. –disse ele, com tanta convicção que ela o olhou, curiosa.
-Como você sabe, Miroku? –perguntou ela.
-Seu sangue corre nas veias dele. E você não desiste. –disse ele, dando de ombros.
Chegaram à praça. Ele trancou o carro e começaram a caminhar tranqüilamente, até chegar à margem de um pequeno lago.
-Esse lugar é muito bonito, não? –perguntou ela.
Ele não respondeu. Estava fascinado com a luz do sol, refletindo-se no lago e chegando por fim aos cabelos dela. O rosto de Sango, daquele jeito, sob a luz do sol refletida, ficava tão...
-Lindo. –disse ele.
Pensando que ele falava sobre o lago, ela sorriu.
Aquele sorriso mexeu com algo dentro dele.
Algo extremamente difícil de lidar. Pela primeira vez desde que a conhecera, Miroku via em Sango uma mulher, não uma garota com a qual ele andava. Não uma amiga, nem uma irmã. Simplesmente uma mulher. E uma mulher linda.
Ele ficou sem fala por algum tempo. Como nunca percebera o quanto Sango era bonita? Ele, que tanto admirava mulheres, e tanto gostava de se gabar por conseguir todas as que queria... não percebera que uma das mais bonitas estava diante de si.
-Sango... –falou ele, depois de um silêncio incômodo.
-Sim? –perguntou ela, olhando-o nos olhos.
E que olhos! Ela quase corou ao perceber que novamente se deixava devanear sobre Miroku.
-Vamos para outro lugar? –ele sorriu.
-Ah. –fez ela, meio confusa. –O sol tá legal aqui. Pra que ir pra outro lugar?
-É que... bem...
Ele não terminou a frase, porque naquele momento uma garota saída sabe-se-lá-de-onde pulou em cima dele gritando.
-Miroku! –dizia ela, agarrada ao braço dele como grude. –Há quanto tempo! Você ficou de me ligar ontem, lembra? Ah, que pergunta, claro que não lembra, se não você teria ligado!
Ela se virou para Sango.
Quando os olhares se cruzaram, quase se puderam ver faíscas.
-Quem é essa? –perguntou a garota, apontando Sango.
-Ah, essa é... –as palavras de Miroku ficaram flutuando no ar, sem que ele completasse a frase.

-Hitsuno Sango. –disse ela, se apresentando.
-Bom, Hitsuno Sango, fica sabendo que ele já tem dona. –disse a garota, agarrando o braço dele com mais força.
-Dizem que as coisas costumam ter características de seus donos, mesmo. –disse Sango, rindo com sarcasmo.
-Eu sei, ele é lindo, não? –perguntou a garota, lançando os longos cabelos loiros para trás.
-Claro. –disse Sango, surpreendo o amigo. –E também é um lesado.
O sorriso da garota se desfez, e ela falou, num tom maldoso:
-Hitsuno... isso que eu vejo em seus olhos é inveja?
-Do fato de você ser uma lesada? Claro. Meu sonho sempre foi ser uma mongolóide loira sem cérebro, metida e idiota. –respondeu Sango, sem se abalar.
Vendo que a garota loira ia partir para a ignorância, e não querendo ver o belo rosto dela estragado pelas mãos habilidosas de Sango, Miroku interveio.
-Calma, garotas! Pra que brigar? Tem Miroku pra todo mundo! Dá e sobra!
Irritada com o tom que ele usara, Sango retrucou:
-Você tem cara de resto, mesmo. Quantas garotas já te passaram a mão, Miroku? Além dessa aí, lógico.
Ele ficou um tanto surpreso pela repentina explosão da amiga, e falou:
-Sango. Calma, eu não fiz nada.
Ela começou a andar em direção ao carro dele, do outro lado da praça. Quando já tinha conseguido vencer uma boa distância dos dois, ela se virou.
-É esse o problema! –gritou ela para Miroku. –Você nunca faz nada! –depois, se virou para a garota ao lado dele e fez um gesto ofensivo.
Enquanto Miroku se desvencilhava da tal loira, Sango chegou até o carro e se encostou na porta. Suspirou. Idiota. Idiota, idiota, idiota! O que ela tinha a ver com a vida de Miroku?
Sempre soubera que ele era um galinha. Só que nunca se importara, porque aquilo nunca interferira na amizade dos dois. Ela estava irritada, ainda, quando ele chegou até o carro.
-Vai me contar o que aconteceu lá atrás? –perguntou ele, confuso.
-Quem era ela? –perguntou Sango, antes de se conter.
-Eiko. Não, espera, é Yumi. Ou será que é...
-Cala a boca. –falou Sango, ao vê-lo confuso.

-Eu não entendo você, Sango. Nunca se importou com as garotas ao meu redor. Por que essa irritação agora?
Esse era o problema. Ela não sabia, também.
-Sei lá. –disse ela, procurando uma desculpa qualquer. –Acho que a visita da Rin me fez ficar assim. Não sei ainda o que ela e Kohaku fizeram.
Lembrando-se do que ela lhe contara ao telefone sobre a garota que estava ajudando seu irmão, Miroku sorriu.
-Será que eles...
-Não termina essa frase. Senão eu desconto em você tudo o que eu não bati na mongolóide lá atrás. –disse Sango, ameaçadoramente.
Ele se calou.
Resolveram não falar mais sobre Eiko/Yumi/Ou será que, e entraram no carro. Miroku levou Sango direto para casa, onde seu pai já tinha chegado.
-Droga. –fez ela, saindo do carro. Miroku segurou-a pelo pulso.
-Eu te adoro, tá? –disse ele, sorrindo.
Ela sorriu de volta, por reflexo. A verdade era que não sentia vontade de sorrir para ele. Descobrira algo muito estranho em relação a Miroku.
Ele a via como amiga, e nada mais. Apesar de preferir assim, já tendo visto a quantidade de loucuras que garotas mais fracas tinham feito por ele, Sango ainda se sentia estranha em relação ao colega. O fato de ele vê-la como uma amiga, e não como uma garota, a fazia matutar sobre o quanto seria saudável manter-se afastada de Miroku por algum tempo. Só para garantir que não saísse machucada.
Quando deu a partida, Miroku praguejou.
“Eu te adoro”? que tipo de coisa era aquela, para se falar para uma amiga como Sango? E se ela estivesse pensando besteiras? Ele prezava demais a amizade com ela para tentar avançar na relação, como faria com qualquer garota. Mesmo tendo percebido o quando ela era atraente. Ia se controlar, porque Sango era muito mais importante que uma idéia absurda dele.
Mas, mesmo pensando assim, ele não pôde tirar da mente a imagem da luz refletida nos cabelos dela, nem a consciência de que queria tê-la beijado naquela hora.

***

O frio tomara conta daquele lugar. Perdida no escuro, uma mulher de longos cabelos negros corria desesperadamente pelos corredores do que já fora, um dia, um hospital.
Atrás dela, podiam-se ouvir passos. Ou, pelo menos, um deslizar que fazia ruídos aterrorizantes, pelo menos para ela, que já estava quase desfalecendo de tanto medo e angústia.
Continuou a correr como se sua vida dependesse daquilo. E, na verdade, dependia. A dela, e a do pequeno embrulho que carregava em seus braços.
O pequeno bebê se mexeu, incômodo, naquele colo que tanto se movimentava. A garotinha coberta nos braços da mulher chorou.
-Calma, calma... –disse a mulher. –Vamos conseguir!
Naquele momento, o chão diante dela se abriu ao receber o que parecia ser uma lâmina prateada. Composta, surpreendentemente, de vento.
O vulto atrás dela finalmente a alcançou, e disse:
-Entregue a criança. Agora.
Olhando para o rosto coberto por uma mascara com uma marca de aranha na face, a mulher estremeceu e disse:
-Por favor... deixe-me ir embora... dou-lhe qualquer coisa!
-A criança. –disse o vulto, chegando mais perto. –Agora.
Ela se ajoelhou, e começou a chorar desesperadamente. Não podia deixar que levassem sua criança! Era tudo o que ela tinha. Seu marido morrera por elas, e ela não podia deixar que aquela vida tivesse sido levada em vão.
Antes que ela pensasse numa forma de fugir, o vulto tirou a máscara, revelando cabelos negros presos num coque e olhos vermelhos maldosos.
-Você teve sua chance. –disse ela. –Agora, quero que saiba que está morrendo pelas mãos de Kagura, a mando de Naraku, e sua filha será uma importante arma nas mãos do meu senhor. Ela nos ajudará a reaver a Jóia de quatro almas.
E então, Kagura ergueu um leque. Quando ela baixou o braço, com o objeto bem aberto e pronto para o ataque, a visão da mulher escureceu.
Desmaiada, ela não percebeu quando a morte chegou ao seu corpo. Nem quando a youkai tirou a criança de seus braços.

E, assim como ela, ninguém mais percebeu que quase nada perturbava o silêncio profundo que se abatia sobre os escombros daquela construção.
Quase nada.
Na noite escura, sendo levada embora de braços que começavam a esfriar, mortos, uma criança chorava.

***

-Mestre.
A youkai se curvou diante do ser coberto por uma capa de babuíno, e entregou-lhe a criança, que ainda chorava. Os olhos incrivelmente negros do bebê estavam molhados pelas lágrimas. Ao pegá-la no colo, o youkai falou:
-Sabe, Kagura... Quando eu crio um youkai, assim como criei você há pouco... eu gosto de ter certeza de que ele vai me obedecer. Sabe o que eu faço para ter certeza?
Amargurada por saber daquela resposta, ela continuou de cabeça baixa.
-O senhor lhes tira... o coração. –sussurrou. “E coloca em um vaso”, pensou ela, “Um maldito vaso! A vida de alguém num simples pote de barro, que você pode quebrar na hora que bem entender, fazendo com que o dono do coração nele guardado morra no mesmo instante...”
-Certo... Parece que você conhece seu mestre.
-Sim, senhor Naraku. –respondeu ela, ainda de cabeça baixa.
Naraku pôs o bebê sobre uma mesa parecida com um altar. Colocou uma mão estendida por cima da criança, e algo estranho começou a acontecer.
Totalmente pasma, Kagura viu uma luz intensa sair de dentro do lado esquerdo do peito da criança. Em poucos segundos, Naraku já tinha retirado o coração daquele ser pequenino, e ria.
-O você não sabe, minha Kagura... –disse ele, enquanto colocava uma pequena pérola negra dentro de uma caixinha coberta com seda por dentro –É que eu também posso tornar humanos meus escravos.
Kagura já tinha erguido a face, ao vê-lo tirar o coração da criança. Agora, ele via, com um prazer insano, os lábios dela se contraírem em algo muito parecido com pavor, enquanto seus olhos arregalados de medo ficavam opacos.

-Simples... –continuou explicando –Eu retiro o coração deles... que, por acaso, não é como o de youkais... Quando retirado à força, o coração humano toma a forma de uma esfera. Uma esfera que pode ser branca como uma nuvem, ou negra como os olhos desse bebê. Sabe por que a esfera que eu retirei dela é negra?
Ainda parecendo um tanto assustada, Kagura respondeu:
-Por que... quem a retirou pretendia... –a voz falhou. Kagura apenas baixou novamente a cabeça, esperando que Naraku completasse a frase.
-Pretendia usar o dono do coração para o mal. Assim que minhas mãos tocaram o coração dessa criança... eu maculei a esfera... exatamente como pretendo fazer com a jóia de quatro almas. E então... essa criança se tornou apenas uma casca oca, para que eu use da maneira que achar mais apropriada. E sabe como eu vou usá-la? –antes que Kagura pensasse numa resposta, ele mesmo falou. –Vou deixá-la crescer... e quando descobrir quem é a guardiã da jóia, vou usá-la para me aproximar... roubar a jóia... matar a guardiã e todos que tiverem tido contato com o Shikon... e, então, a missão desse pequeno ser estará cumprida... e ela morrerá.
Enquanto Kagura ficava parada, congelada diante das palavras de Naraku, ele erguia a criança nos braços. “Se ele vai matar a criança assim que sua utilidade acabar... o que será de mim?”, perguntava-se ela.
Como se lesse os pensamentos dela, Naraku falou:
-Seja uma boa youkai, Kagura... e sua vida durará muito, ainda. Agora vá.
Ela foi.
Sozinho com a criança, o youkai disse:

-Minha pequena criança... Você ainda me trará muitas coisas boas... Onde vou deixar você, para que cresça tranqüila? Como vou te manipular sem que você saiba? Ah, sim... Sempre há uma maneira... Já sei, já sei... Vou mandá-la para Tókio... crescerá numa bela mansão, pequena menina... criada por uma cria minha... mas não Kagura, não confio plenamente nela. E, quando eu encontrar a guardiã da jóia, você se aproximará dela... e a matará. Até lá, manterei você em uma pequena gaiola dourada... Cercada por grandes amigos... que eu mesmo criarei para você. Está bem assim, criança? Ah... quase me esqueci... um nome... que nome sua mãe lhe deu, antes que eu mandasse Kagura destruir o hospital, matar seu pai inútil e sua mãe nojenta?
Ele pegou o braço do bebê, onde uma pequena pulseira de plástico estava presa. Colada na pulseira, havia uma pequena identificação.
Naraku sorriu e disse:
-Ah... sim, sim... que belo nome... Você terá uma bela vida... Minha pequena Kikyou.

Continua...

Nota da Autora:
Comentem... ^^


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[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

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[20/12/07] Um Coração Yokai

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