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Fanfics


[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

Segredos


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 15/12/07

Comentários/Favoritos 4/3

Caracteres: 12.411

Exibições: 1

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Kagome entregou a mochila a Souta e o mandou colocar todos os seus pertences dentro. Pra sua surpresa, ainda sobrou espaço.
No mesmo dia, voaram de volta para casa. Ele gostou do lugar, com o térreo e mais um andar. Ela o deixou escolher entre dois quartos de hóspedes, e ele decidiu-se por um com vista direta para a rua.
Enquanto os dois arrumavam as coisas dele no armário recém adquirido, ele perguntou:
-Ei, Ka-chan, quem são aqueles ali fora?
Kagome ficou feliz ao ouvi-lo chamá-la pelo apelido. Olhando pela janela em que ele tinha visto as tais pessoas, ela reconheceu seus três amigos.
-São colegas da escola, maninho. Vamos descer e eu o apresento para eles.
-Tá.
Souta correu escada abaixo, fazendo-a dar risada. Quando ela finalmente chegou à sala, InuYasha, Sango e Miroku já estavam lá.
-Ei, Ka-chan, então esse é o tal pirralho, seu irmão? –falou InuYasha, abraçando-a em saudação.
-Ei!! –gritou Souta, sentado no sofá entre Sango e Miroku. –Eu não sou pirralho!
-Feh, tanto faz! –disse o hanyou, de pé ao lado de Kagome.
-Ei, Ka-chan, quem está aí embaixo?
Ao ouvir a voz de Koji, vinda do andar de cima, InuYasha franziu o cenho. Quem estaria ali, com Kagome?
-Quem está lá em cima, Ka-chan? –perguntou Sango, colocando em palavras o que ela, InuYasha e Miroku queriam saber.
-Koji, desça aqui! Quero te apresentar alguns amigos! –gritou Kagome. Virou-se para os três. –O nome dele é Hitto Koji, um grande amigo do templo de Nagoya, onde já morei.
-Sim, sim, eu me lembro de você nos contando sobre isso. Você falou algo sobre segredos, também, mas eu sou educada demais para te lembrar de me contá-los... –falou Sango, olhando inocentemente para o teto.
-Certo, certo. Vou contar tudo para você e Miroku... –ao ver as caras deles, ela acrescentou: -já contei ao InuYasha.

-Que bom. –disse Miroku, falando pela primeira vez desde que entrara na casa. Nas raras ocasiões em que ele ficava quieto, fazia grandes observações sobre as pessoas ao seu redor. Quando Koji finalmente desceu, a primeira coisa que o rapaz percebeu foi que o clima na sala esquentou.
Hitto descia a escada tranquilamente, olhando nos olhos de Kagome, e ignorando deliberadamente InuYasha. Ele tinha tirado a camisa social que usara para ir buscar Souta, ficando apenas com uma regata cinza-escura, que marcava seus músculos admiráveis. A calça social também já fora trocada por um jeans confortável, que dava ao garoto uma aparência tranqüila e alegre.
-Quem são esses, Ka-chan? –perguntou ele, parando ao lado dela e olhando para cada um dos três.
-Essa –Kagome apontou Sango, sem jeito –É Hitsuno Sango.
Koji cumprimentou a garota com um sorriso, e inclinou a cabeça para o lado, como de costume.
-Shoniô Miroku –apontou ela –e...
-Taisho InuYasha. –falou o hanyou, estendendo a mão.
Após cumprimentar Miroku, Koji olhou InuYasha nos olhos sem medo algum e apertou a mão estendida.
-Você é um meio-youkai, certo? –perguntou para o hanyou.
-Feh... – InuYasha concordou com a cabeça.
-Vejo que superou seu problema com youkais, Ka-chan. –disse Koji, olhando para Kagome.
Ela se sentiu meio desconfortável. Sentia a tensão crescer na sala, mesmo com Sango tentando dissipá-la, conversando alegremente com Souta. InuYasha, pelo que ela percebia, estava um pouco nervoso pela presença de Koji. E ele, por sua vez, parecia saber disso e não ligar.
-Sim, eu superei. InuYasha me ajudou muito nisso. –disse ela, por fim.
-Que bom que você achou bons amigos. Ouvi você dizendo que ia contar a eles sobre o passado. Acha que precisa de ajuda? –perguntou Hitto, com as mãos postas casualmente nos bolsos. Apenas um bom observador poderia entender o significado daquele gesto. Ele era esperto em esconder as mãos. Mãos revelam emoções.
-Um novo ponto de vista é sempre bem-vindo.

Todos se dirigiram à cozinha, onde Kagome preparou chocolate quente e serviu um bolo que fizera para Souta.
Sentado, com a cara fechada, InuYasha pensava. Quem seria aquele homem, e o que ele significava para Kagome? Não podia ser um namorado... não, não podia. Eles tinham um acordo... certo? Bem, ele achava que era um acordo. Até falara com um grande amigo da família, que lidava com distúrbios naturais, para ver o que se podia fazer por Kagome. Se ela não quisesse nada com ele, não aceitaria sua ajuda. Não, sua Ka-chan nunca faria isso.
Sua? Quando começara a tachar Kagome de “sua”?
A voz dela o tirou dos devaneios. A garota tinha começado a narrar sua história pra os dois amigos, e para Souta. Ela já decidira que seus pais tinham escondido coisas suficientes do garoto. Ela não faria o mesmo. A voz dela era substituída, às vezes, pela de Koji, que acrescentava algo ou corrigia a história. InuYasha não gostou do significado daquilo. Era a prova real e praticamente sólida de que o relacionamento dele com Kagome era de muito antes dele mesmo conhecê-la.
Quando a narrativa chegou ao fim, Sango, Miroku e Souta já sabiam de tudo, e a história conhecida por InuYasha era bem mais detalhada.
-Então é por isso que papai e mamão esconderam sua existência de mim, mana? –perguntou o garotinho, confuso. –Porque achavam que seria perigoso você estar perto?
-Bom.. é. –disse ela, afagando a cabecinha do garoto.
-Que besteira. –falou ele, parecendo ofendido. –Ia ser bem mais fácil lidar com os caras grandes da escola se eu tivesse uma irmã que acabasse com eles num piscar de olhos. Literalmente.
Todos deram risada daquele comentário. Mesmo Kagome, que odiava aquela situação, não pode deixar de reconhecer que o humor de seu irmão era surpreendentemente bom.
-Então, Ka-chan... Agora que você resolveu parar de fugir desse tal Naraku, o que vai fazer? Tem que estar preparada para um ataque a qualquer momento. –perguntou Miroku, balançando a xícara, o chocolate já esfriando. –Precisa aumentar a segurança.

-É, não queremos você metida em encrencas, Ka-chan. –disse Sango, mordendo um pedaço de bolo. –Até porque esse é o melhor bolo de chocolate que eu já comi. Você não pode morrer antes de me passar a receita!
Kagome deu risada. Depois, olhou Souta e disse:
-Acho que vocês têm razão. Não posso por meu irmão em perigo. Mas o que eu posso fazer? Não há como saber quando Naraku vai atacar. Ele ainda nem deu sinais de sua presença, no tempo que eu morei aqui. O que eu achei estranho porque ele sempre dava um jeito de me fazer passar noites em claro nas outras cidades.
-Já que não há uma maneira de proteger você sem estar aqui o tempo todo, eu podia me hospedar aqui. –falou Koji, com os dedos entrelaçados atrás da cabeça.
Kagome abriu a boca para responder, mas todos se viraram para InuYasha. A asa da xícara em sua mão tinha se partido, tamanha a força com a qual a segurava.
-InuYasha, você está bem? –perguntou Miroku, balançando a mão na frente do rosto do hanyou. Este, por sua vez, grunhiu e disse:
-Feh. Claro que sim. Desculpe pela xícara, Ka-chan.
Ela olhou mão dele, ainda segurando as duas partes da peça de porcelana.
-InuYasha, você está sangrando! –disse ela, pegando a xícara quebrada da mão dele e puxando-o. –Vamos subir, eu vou fazer um curativo. Que coisa...
Quando os dois subiram, depois da garota deixar os cacos de porcelana num pedaço de jornal, Sango se virou para Koji.
-Você é namorado da Ka-chan? –perguntou.
-Não... Sou uma espécie de ex. –respondeu ele, inclinando a cabeça e sorrindo. –Nós tínhamos um relacionamento bem próximo em Nagoya, mas depois que ela foi embora eu me envolvi com outras garotas. Agora... bem, eu não sei o que somos agora.
-Você pretende investir no relacionamento com ela? –perguntou Miroku. Ainda estava decidindo se contaria sobre aquela conversa para InuYasha. Mas queria saber, do mesmo jeito.
-Apenas vou deixar acontecer. –respondeu ele, sincero. –Percebi que Kagome mudou bastante. Ainda estamos nos reconhecendo, se é que vocês entendem.

-Entendemos –disse Sango. –Conhecemos Ka-chan há pouco, mas gostamos muito dela. Não a faça sofrer.
-Não farei. –disse ele. O sorriso, daquela vez, derreteria um iceberg.
-Bom mesmo! –gritou Souta.
Ao ver todos o encarando, ele sorriu encabulado.
-Eu também gosto dela. Afinal, ela é minha irmã! –disse o garoto.
-Sei, sei. –disse Koji.

***

-AAAAI!
-Deixa de ser fresco, InuYasha! –gritou Kagome.
O corte era pequeno, mas ela quisera fazer um curativo mesmo assim. Ao colocar a mão direita do hanyou debaixo de uma torneira aberta, no banheiro, ele gritara de dor.
-Feh, que merda! –praguejou ele, enquanto ela colocava um pequeno band-aid em seu dedo anular.
-Pronto. Agora estamos noivos, ok? –brincou ela.
Vendo o “anel” em seu dedo, ele sorriu.
-E quanto ao Hitto? –perguntou ele, fazendo uma careta ao citar o nome de Koji.
-Ah, ele é legal. Vai entender. Além disso, podemos ter um relacionamento aberto! –sorriu ela, brincando.
Ele se levantou num pulo, e falou:
-Nem vem! Relacionamento aberto uma ova!
-Ei! –falou ela, fazendo uma careta. –Que coisa, você tá com ciúmes?
Ele a puxou para si e enlaçou-a pela cintura. Desceu o rosto até que os olhares estivessem no mesmo nível, e falou:
-E se eu estiver?
-Ah... Eu vou achar fofo. –disse ela, sorrindo em estilo xD.
-Então –falou ele, aproximando o rosto dela inda mais. –Me chame de pelúcia.
Depois daquelas palavras, ele a beijou.
Naquele momento, foi como se dois planetas se colidissem, causando uma enorme explosão. Nenhum dos dois soube dizer o que os assustou mais, a enorme vontade de nunca mais se separarem, ou o furacão que pareceu entrar no quarto quando ela fechou os olhos.
InuYasha continuou segurando a cintura dela firmemente, e mantendo a boca colada à dela. Não se importava em morrer com um pedaço da pia enfiada no crânio. Por aqueles lábios, valia a pena. Quando ele começou a explorar a boca doce dela, Kagome, o abraçou pelo pescoço.

Ela não tinha pensado nos pedaços de pia que podiam entrar no crânio deles, mas apenas por que a consciência de estar beijando InuYasha era maior do que qualquer outra. Os olhos da garota estavam deliciosamente fechados, de uma maneira como ela nunca pudera fazer antes. Ou, pelo menos, nos últimos dez anos.
Só conseguiu abrí-los novamente quando o beijo terminou. O que só aconteceu quando um pedaço da pia acertou a cabeça do hanyou.
-InuYasha! –gritou ela, vendo-o levar a mão à cabeça, com uma careta de dor. Ao retirá-la, ela viu o sangue manchando as garras do rapaz.
-Calma... –falou ele, pegando uma toalha perto da pia e pressionando-a contra a cabeça. –É só um corte.
-Mas... –ela não conseguia nem piscar direito, tamanho o medo que se apossara de seu coração. Ela o beijara. E agora, ele estava sangrando. Valia a pena? –Droga! Por que você fez aquilo?
-Porque valia a pena.
Ao vê-lo responder a pergunta que se passara na cabeça dela, Kagome não pode deixar de se emocionar. Ele estava sangrando... e achava que valia a pena.
-Senta, deixe-me ver isso.
Ele se sentou no único lugar possível, em cima do vaso sanitário com a tampa fechada. Era a única coisa inteira no cômodo. Enquanto ela passava algum remédio na cabeça dele, o hanyou analisou o que acontecera ali.
A pia tinha se partido em três. Graças a Kami o menor pedaço o atingira na cabeça, e não um dos outros. O boxe do chuveiro estava trincado, e o chuveiro em si estava perto de seus pés, com todos os fios ligados a ele arrebentados. Alguns ladrilhos do chão e da parede estavam arrebentados, também.
-Nossa. Acho que você vai precisa de uma reforma, Ka-chan. –disse ele, rindo.
Ela não achou divertido.
-É culpa sua. –disse para ele, pressionando a toalha com mais força na cabeça dele. –terminei.
Ao ouví-lo gemer de dor pelo aperto da toalha, ela sorriu.
Agora podia perdoá-lo pelo banheiro.

Continua...


Capítulos de [InuYasha] Nunca Feche os Olhos

[09/12/07] O Fim do Começo

[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)

[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)

[19/12/07] A Névoa de Miasma

[20/12/07] Um Coração Yokai

[21/12/07] Pedaços de Vidas

[21/12/07] Apenas Amigos...

[22/12/07] A Aranha Negra

[25/12/07] Shikon no Tama

[27/12/07] A Guerra

[28/12/07] Sangue e Miasma


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