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[Saint Seiya] Amanhã

Descobertas


Autor: ~NinaNeviani

Categoria: Animes/Saint Seiya

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Tags: Marin, Aiolia, Aiolos

Personagens: Marin, Aiolia, Aiolos

Classificação: Livre

Adicionado em: 13/12/07

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Caracteres: 10.043

Exibições: 52

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AMANHÃ

por Nina Neviani

beta-reader Chiisana Hana


Capítulo V - Descobertas

- Morreu? C-como?

- Em um acidente de carro. - Aiolia preferiu omitir que a esposa era a única culpada pelo acidente porque dirigia bêbada.

- Eu sinto muito. - O que era verdade. Podia detestar o Aiolia, mas jamais desejaria que a mãe da filha dele morresse.

- Muito obrigado por ter vindo, Marin. - Era a deixa para ela ir embora, as por que então ela queria ficar e ajudar aquele pai e aquela filha? Talvez, porque gostasse de sofrer.

- Você tem o meu número. Se Athina precisar, ou se ela apenas quiser em ver, me ligue.

Ele assentiu.

- Obrigado novamente.

- De nada.

Marin só voltou a respirar novamente quando começou a descer as escadas. Não tinha sido tão ruim, afinal. Athina dormia tranqüilamente graças a ela. Em meio a toda a tensão, ela sorriu. Athina era a criança mais encantadora que ela já vira, e pensar que ela tão jovem tinha sofrido tanto. Pelos cálculos de Marin, a menina tinha perdido a mãe quando tinha dois anos. "Muito cedo", ela pensou. Por outro lado, ela reconhecia que Aiolia estava fazendo um ótimo trabalho na criação da filha, pois Athina, além das outras várias qualidades, era extremamente bem-educada.

A filha de Aiolia poderia dormir muito bem aquela noite, já Marin duvidava que ela mesma conseguiria dormir. Seus pensamentos seriam constantemente ocupados por uma frágil garotinha e seu pai.

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No dia seguinte...

- Eu realmente não tive opção, Marin. O Aiolia me pareceu muito preocupado. E a Athina já sofreu tanto, coitadinha. - Shina já entrou no apartamento da amiga se desculpando.

- Eu te entendo. E não estou chateada com você. Juro. - Marin calmamente serviu uma xícara de café para a amiga - E a Athina é maravilhosa. Aliás, como você a conhece?
- Eu fui uma das policiais que cuidou da investigação do acidente que ela e a mãe sofreram, acidente, aliás, que vitimou a mãe dela.

- Até ontem eu não sabia que a Thalassa estava morta. Peraí, você disse que a Athina também estava no carro?

- Sim, estava. E todos consideraram praticamente um milagre ela ter escapada ilesa do acidente. Na verdade, ela só tem uma mínima cicatriz na testa. Já a mãe morreu minutos depois do acidente, quando o socorro chegou, ela tinha acabado de falecer. Imagine o sofrimento de ver a mãe morrer! Óbvio que aos dois anos, ela não entendia o que estava acontecendo, mas mesmo assim o episódio a abalou muito. - Shina bebeu mais um gole do café e disse - Eu não sei se o Aiolia te contou, mas depois que a Thalassa morreu, a Athina teve crises nervosas e ficava chamando pela mãe, da mesma forma que fez ontem com você.

- Ele não me disse. Coitadinha da Athina.

- Sim. Eu vi as dificuldades pelas quais ela passou, e também vi o desespero do Aiolia por ver a filha sofrer e não poder fazer nada.

- Ele parece ser um bom pai. - Marin disse, lembrando que esse sempre fora um dos sonhos dele.

- Ele é um ótimo pai. E você ainda não me disse como foi esse reencontro de vocês.

- Um pouco tenso. E eu deixei bem claro que estava ali apenas pela Athina. Não falamos nada de nós dois. Tirando o fato de ele me acusar de eu não cumprir promessas. Ele é... um cínico!

- Você ainda gosta dele?

- Não. Lógico que não!

- Então, por que você nunca mais se envolveu com ninguém?

- Porque cometer o mesmo erro duas vezes é burrice.

- Tudo bem.

- Ah, eu já ia me esquecendo! Você disse que só me contaria como se tornou policial quando conversássemos pessoalmente. Bem, aqui estamos! Pode começar a falar, Shina.

- Ta bom. No ano anterior ao que nós nos conhecemos, eu andava com um grupo de pessoas não muito queridas dos policias, um dia os policiais pegaram alguns deles e eu estava por perto. Um policial me levou para a delegacia. Lá o delegado me deu uma bronca, ele poderia ter me causado sérios problemas, porque eu sou imigrante aqui. Porém, ele me propôs uma colaboração. Eu seria de certa forma uma espiã em um grupo semelhante aquele. Assim, eu informava para a polícia quem realmente cometia crimes e quem não.

- Eu jamais poderia imaginar! As suas saídas eram isso!

- Sim, eram. Depois que eu me formei, não foi tão difícil entrar realmente para a polícia.

- Falando em polícia, eu acho que vou precisar dos seus serviços.

Shina ficou curiosa, mas nada falou. Apenas tomou outro longo gole da sua bebida.

- Como você sabe, o meu pai faleceu dois anos depois de eu voltar para o Japão. Eu assumi partes dos negócios - Marin não precisava retratar o preconceito que tivera que enfrentar, pois a amiga estava a par do quanto ela precisara se esforçar para ser respeitada -, vendemos alguns outros e minha mãe veio para a Grécia. Porém, o que ela só me contou a pouco tempo é que eu tenho um irmão. Um meio irmão, para ser mais exata. Ela impediu o meu pai de assumi-lo quando ele teve oportunidade, só que com a morte do meu pai ela começou a sentir remorso pelo que fez. E veio para a Grécia ver se encontrava o meu irmão, mas nesses anos ela não conseguiu nada de significativo, e agora me deixou a par da situação e pediu para eu auxilia-la. Você é a única pessoa que pode me ajudar, Shina.

- Não se preocupe, Marin. Eu vou ajudar você. Vamos encontrar o seu irmão. Mas se ele for bonitão, você vai ter que apresentá-lo para mim!

Ambas riram e passaram a conversar sobre temas mais amenos.

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Aiolia estava colocando sua filha na cama, esperava que dessa vez ela não tivesse problemas para dormir. Na noite anterior, depois da saída de Marin, Athina tinha dormido bem. Em compensação, hoje ela falara o dia todo na Marin.

- Papai. - Athina chamou com os olhos já quase fechados.

- Estou aqui, meu bem.

- Eu queria um vestido novo para o meu aniversário.

- Claro, Athina. Vamos comprar um lindo vestido pra você. Que tal um rosa?

A menina riu.

- Não, papai! Você sabe que eu não gosto dessa cor.

- Sim, eu sei. Só estava brincando.

Aiolia sabia que a filha não gostava da cor, e provavelmente por culpa dele. Já que depois da morte de Thalassa, como pai inexperiente que ele fôra, ele achava que toda garotinha tinha que se vestir de rosa. E fora assim até o ano anterior, quando sua filha revelara que gostava mais de outras cores.

- E papai?

- Sim?

- Será que a Marin pode ir com a gente?

E novamente, Marin. Aiolia sabia o quanto a japonesa poderia ser encantadora, mas sabia também que depois de encantar as pessoas, ela costumava desaparecer. E ele não queria que a sua filha sofresse como ele tinha sofrido. Por outro lado, não podia explicar para a filha que a querida Marin não era uma pessoa em que se podia confiar.

- Eu não sei, querida. Pode ser que ela não possa ir.

- É. Eu posso ligar para ela amanhã?

- Pode. Mas não fique triste se ela não puder ir.

- Tá bom. Boa noite, papai.

- Boa noite, Athina. Durma com os anjos.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

No dia seguinte...

Marin ainda tentava se acostumar com todas as mudanças que tinham acontecido em tão pouco tempo na sua vida. Quinze dias atrás, descobrira que tinha um irmão. Essa descoberta fez com que ela tivesse que voltar para a Grécia. E em menos de uma semana conhecera a filha do único homem que ela amara, se encantara com a criança e, ao que tudo indicava, fora correspondida, e agora tinha descoberto que Aiolia era viúvo. E quanto não tinha mudado nesses seis anos. "Você não pode voltar a gostar dele! Não se esqueça que enquanto namorava você, ele saía com outra".

Nesse momento, o telefone tocou. Ela se preocupou ao ver o número do Aiolia. "Será que a Athina estava passando mal?"

- Alô.

- Alô. M-Marin? - Marin sentiu um aperto no peito. Não sabia por que, mas Athina mexia com ela. Conhecia a menina há tão pouco tempo, mas já a adorava.

- Oi, Athina! Tudo bom, querida?

- Tudo. E você?

- Estou bem e feliz por você ter ligado.

A menina riu, obviamente estava contente por conversar com a mais nova amiga.

- Marin, eu queria saber se você pode. - Marin escutou a voz de Aiolia ao fundo, mas não entendeu o que ele disse para a filha - É... se você pode e se você quer ir comigo e com o meu pai comprar o vestido que eu vou usar no meu aniversário. - Novamente Marin escutou Aiolia dizer alguma coisa. - Mas tudo bem se você não puder ir.

Marin sentiu vontade de bater no Aiolia, ele não precisava ser tão evidente quanto a sua vontade de afastá-la da filha dele. Entretanto, ela adorava a companhia da Athina, e a menina precisava de uma figura feminina.

- Claro que eu possoe quero, Athina.

- Oba! Você pode ir hoje?

Continua...


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[04/12/07] Athina

[13/12/07] Descobertas

[24/12/07] Uma tarde em família

[14/01/08] Nascimento

[06/02/08] Uma outra tarde em família

[05/03/08] Esclarecendo o passado

[07/04/08] Epílogo


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