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› Autor: ~Atsuko
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Comédia / Drama (Tragédia) / Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri / Shonen-Ai / Shoujo (Romântico)
› Classificação: 18+
› Adicionado em: 12/12/07
› Comentários/Favoritos 8/7
› Caracteres: 22.901
› Exibições: 1
Há três anos, uma vila afastada do mundo, que vivia pacificamente todos os dias fora atacada em plena noite. Os invasores eram ladrões que se satisfaziam e divertiam à custa da desgraça dos outros. Não ligavam para a vida, invadiam todos os lugares que lhes era conveniente e levavam consigo aquilo que lhes representava algum interesse.
O ataque foi grotesco e tudo que passava diante dos olhos desses bárbaros era destruído. Vidas tiradas, casas vindo abaixo com o fogo, nada restava.
O chefe da aldeia não ficou de braços cruzados e pôs-se a lutar, entretanto não houve diferença e ele foi friamente morto. Seu filho, um jovem rapaz em sua adolescência, desejou a vingança de seu pai, mas também não apresentou sequer uma barreira no caminho da gangue. O líder desta, apenas por diversão, aparentemente, trancou-o em sua própria casa para que visse o estrago que seria causado à vila sem ele poder fazer qualquer coisa.
Tudo aconteceu do modo que o mais velho desejara e mesmo sem saber, retirou a vida daquela que o garoto mais amava. Aquela que era sua alma gêmea. O corpo da garota caiu morto no chão diante a casa com uma faca encravada em seu peito, a faca do maldito, que mentalmente amaldiçoara.
Quando finalmente pôde sair, os ladrões já haviam ido embora. O que restou foi a pura destruição, cinzas de casas, cadáveres espalhados por todos os lados e apenas ele de pé para sofrer com aquilo. Ainda perdido no espaço, o jovem de cabelos negros vai até o corpo de sua amada e retira-lhe a faca do peito. Aquele ser já sem vida estava banhado em sangue que insistia em pulsar para fora da carne era carregado pelos braços do rapaz, sendo levada para o fundo da casa. Lá ele enterra-a sob o carvalho que há muito vivia naquela terra e faz um juramento diante daquele túmulo.
- Espere minha querida. Verá que sua morte e a de todos serão vingadas. Com essa lâmina que lhe tirou a vida, tirarei a do seu dono!
A lua cheia vermelha do céu e o grande carvalho foram as únicas testemunhas daquela jura de amor e vingança.
Partindo, então, para sua jornada, Neji se prepara e segue os rastros daquele grupo insano.
Hoje, o jovem vingador anda pelas ruas de uma movimentada cidade, o local onde com certeza seu alvo está. Agora, não mais tinha a aparência frágil de antes. Estava seguro, principalmente depois de ter enfrentado tantos desafios. Seu cabelo estava comprido, tinha olho determinados e seus trajes denunciavam quão aventureiro era. Carregava consigo uma pequena, porém eficiente espada em sua cintura e a faca que mataria um certo ladrão próxima a seu coração, envolvido em suas vestes.
Passando de forma mais distraída por uma calçada movimentada, Neji esbarra em um homem alto de roupas escuras e grossas.
- Perdão – o desconhecido pede virando seu rosto de frente para o mais jovem sorrindo.
- Tudo bem, desculpe-me também. Não estava prestando atenção para onde ia – Neji também se desculpa e vira-se para o outro. Nesse breve movimento, ele vê diante dos seus olhos que aquele homem era o tal que estava procurando por tantos anos. Seu desejo naquela hora era o de cortar aquela cabeça fora imediatamente, mas segurou-se para não o fazer, seria muito escândalo e não era isso que queria.
Cada um continuou seu caminho indo a direções opostas. O mais novo já planejava o que faria com o outro e o mais velho sorria de satisfação por encontrar o garoto que adoraria ver.
Ao fim da tarde, o vingador encontrava-se num bar com vista para o mar. Estava apreciando o pôr-do-sol, o tom alaranjado que pintava o céu e suas nuvens. Ainda em sem qualquer coisa em sua mente, ele ouve passos indo a sua direção. Sem que precisasse se virar para ver quem era, já sabia.
- Finalmente nos encontramos – uma voz grossa fez-se ouvida. Seu portador puxou uma cadeira e sentou-se de frente para o garoto.
- Por que veio até mim? – perguntou Neji, ainda sem fitar o outro.
- Não seja tão frio comigo. Ainda sente tanto assim por eu ter destruído sua vila? – sua voz tinha um leve tom sádico.
- Não brinque comigo! – o mais novo vira-se bruscamente e bate seu punho fechado contra a mesa fazendo-a tremer com tudo o que estava em cima dela. – Você destrói toda a minha vila e meus amigos na minha frente e não quer que eu seja frio com você?!
- Você sabe por que eu te deixei vivo?
- Prefiro não saber – disse um pouco mais calmo virando-se de costas para o mais velho.
- Hm, então eu vou mostrá-lo a força – o homem levanta-se e pára atrás do garoto.
Antes que Neji pudesse fazer qualquer coisa, o outro segura delicadamente sua cabeça, mas com força, vira-o de frente para si e junta seus lábios. O garoto fica estático de olhos arregalados, não crendo no que estava acontecendo. Forçou uma separação, mas não houve efeito. Quando o homem decidiu por si separar-se do mais novo, este se afastou bruscamente, ficando a um metro e meio do homem.
- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!
- Foi apenas um beijo.
- Você sabe o que um beijo entre inimigos quer dizer?!
- Não. E o que quer dizer?
- Está querendo morrer, é?
- Na verdade não, mas se você quiser, eu morro contigo – ele sorria.
- Oras, seu...! – Neji começa a se enfurecer e põe a mão no cabo de sua espada.
- Não fique assim – em menos de um segundo, o mais velho elimina toda a distância que existia entre eles. – Dê-me uma chance de te fazer feliz.
- E por que eu faria isso?!
- Porque você é meu desejo, meu tesouro, minha alma gêmea.
- Como poder ser tão... Desprezível?
- Eu te amo – o homem sussurra no ouvido do outro e logo em seguida beija-o, dessa vez de uma forma mais profunda, pedindo passagem para a boca do outro e conseguindo mesmo que forçadamente. Passa a explorar cada canto daquela cavidade úmida enquanto prende o corpo menor cada vez mais ao seu.
Quando finalmente se separam, a vontade do jovem era a de explodir o corpo mais velho, mas estava imobilizado e de algum modo não tinha muita força em seus músculos, estava fraco por causa de um simples beijo!
Não conseguindo se segurar, Neji solta todo o peso de seu corpo nos braços do homem, ainda consciente. Murmura algo inaudível e é pego no colo pelo outro. Sentia-se entorpecido e achava que não seria capaz de mais nada. Deixou-se ser levado pelo mais velho, não importando para onde iriam.
Depois de um tempo de caminhada, chegaram a uma casa grande e antiga. Eles são recebidos por alguns homens de mesmo porte que o ladrão e miravam o jovem quase adormecido de forma maliciosa.
- Vocês já sabem: nada tocar nesse menino. Ele é meu!
- Sabemos muito bem disso Itachi, mas por que não nos deixa ver você se divertindo com ele? – questiona um dos ladrões de cabelo curto e loiro.
- Porque esta seria a primeira vez que nós ficaríamos juntos, e este pequeno aqui ainda quer me matar – respondeu com um sorriso simples e estranho nos lábios.
- Certo, certo. Mas não se esqueça de que nós também adoraríamos ter este rapazinho – Comenta outro, dessa vez um ruivo.
- Vou pensar no caso. Por hora, me deixem a sós com ele.
Itachi, o líder do bando de ladrões, entra na casa e sobe até o segundo anda, dirigindo-se para o quarto com o garoto ainda em seus braços. Neji mantinha seus olhos semi-serrados todo esse tempo observando a todos e escutando todas as asneiras que falavam.
No quarto, o homem deixa o mais novo na cama de casal ao centro do cômodo. Tendo seus braços livres, começa a se despir. Tira a camisa e os sapatos. Seu tórax definido fica exposto junto a seus braços musculosos. Ele aproxima-se do moreno estirado na cama e senta-se na beirada da mesma. Passa sua mão no rosto do rapaz numa carícia e então desce fazendo um traço invisível do pescoço até o fim de sua blusa. Lá Itachi enfia sua mão por debaixo do tecido entrando em contato com a pele fina e macia de Neji.
Com as carícias, o garoto sente um fio de eletricidade percorrer-lhe o corpo e solta um gemido abafado.
- Você terá de me aceitar um dia.
- Pode ter certeza de que esse dia demorará a chegar – disse entre sussurros.
- Por quê? Eu sei que você sabe que eu sou a pessoa escolhida para ficar com você por toda a vida.
- Então me responde: por que atacou minha vila?
- Eu tinha coisas a fazer lá, era o destino. Para encontrá-lo e poder ter a chance de ficar com você eu tive que fazer aquilo. Eu sei que se não criasse um motivo, você jamais viria até mim e ficaria preso àquela garota.
- Nem por isso você precisava fazer o que fez – sua voz já estava mais calma e doce.
- Pode até ser, mas esse é o meu jeito. Isso é incontestável. Eu gostaria que me perdoasse, mesmo sabendo que não mereço tal.
- Eu posso pensar no seu caso... Mas você tem idéia do que eu passei para te seguir e te achar tendo certeza de que nesse dia eu iria matá-lo, e quando finalmente eu te encontro você me fala que fez tudo aquilo para ter-me junto a ti?! Você não faz idéia de como eu sofro por causa disso! Não sei se você sabe, mas eu nunca fui de ter sentimentos por alguém e quando eu tenho ou alguém diz que me ama, não sou capaz de odiar essa pessoa por mais que queira! E você não pode simplesmente dizer isso. Durante três anos eu o procurei para matar e agora não sei mais o que fazer – a esse ponto, Neji já tinha lágrimas escorrendo pelos olhos.
- Eu não quero que pense mais nisso – pediu deitando-se sobre o corpo menor e secando suas lágrimas com beijos delicados em sua face tristonha. – Esqueça seu passado! Esqueça o que aconteceu. Fique comigo. Eu prometo que o farei feliz aconteça o que acontecer. Não precisará mais sofrer por causa disso.
O garoto soluçava e o outro sabia que já estava perdoado. Selou seus lábios de forma extremamente delicada e gentil. Uma vez distanciados, Itachi termina de se despi e faz o mesmo com o outro sem ter uma objeção sequer. Põe-se, então de quatro sobre o mais novo distribuindo beijos e mordidas pelo pescoço do garoto.
Neji gemia com as carícias em seu corpo e não resistia a nada. Ainda não tinha a força em seu corpo, então tudo que podia fazer era apreciar e contorce-se internamente.
Itachi vai descendo mais pelo corpo do garoto e distribui igualmente seus toques pelo corpo menor. Suas mãos vão para as costas do menino e volta sua boca à do mais novo, roubando-lhe o pouco ar que ainda restava em seus pulmões. Separando seus lábios, dirige-se a um dos mamilos do jovem e fica lá por um bom tempo, enquanto uma de suas mãos acariciava o outro. Depois de um tempo, troca de alvo fazendo os mesmo movimentos com sua língua e lábios.
Neji já delirava com o início dessa relação e seu membro já doía de tão rígido. O moreno mais velho nota tal fato e vai aliviar aquela sensação. Enquanto percorre o abdômen definido do garoto com a boca em um caminho único e direto ao membro deste, suas mãos maiores percorriam as laterais do mesmo indo parar em suas nádegas.
Aos poucos, Itachi ia envolvendo o baixo ventre do garoto com a boca e seus dedos ameaçavam uma invasão a uma entrada, com certeza, bem estreita. Depois de lamber, beijar, sufocar o sexo do menino, o mais velho coloca-o na boca massageando-o com a língua e fazendo leves investidas com sua cabeça. Ao mesmo tempo, já penetrava um de seus dedos no anel de Neji, o qual não contém um alto gemido de dor, incômodo e prazer às carícias que recebia em uma de suas partes mais sensíveis.
As investidas, tanto na frente quanto atrás, se tornam mais rápidas e logo mais um dedo é acrescentado junto ao outro, aumentando o incômodo no interior do garoto. Não demorou muito até Neji chegar ao seu clímax junto a um gemido que rasga todo e qualquer manto de silêncio daquele andar e despejar toda sua semente na boca de Itachi, o qual engoliu tudo sem desperdiçar uma gota.
Sem parar as investidas na entrada do pequeno, o mais velho faz algumas últimas carícias com a boca no membro do outro para deixá-lo novamente excitado e vai até a pequena boca, tampando-a e abafando todos os gemidos que poderiam sair dali naquela hora num beijo profundo, o qual fez o menino sentir seu próprio gosto. Entretidos na dança de línguas e troca de sabores, o ladrão invade o amante com mais um dedo, sem diminuir ou aumentar a velocidade de seus movimentos.
Neji consegue recobrar um pouco da sua força e abraça fortemente o maior além de envolver suas pernas na cintura do mesmo. Com a aproximação, se é que poderiam se aproximar mais, Itachi retira-lhe os dedos do anel já bem aberto, para voltar a preenchê-lo com seu membro, movimento que foi acompanhado de um forte gemido de dor por parte do pequeno.
Preocupado ao ouvir a voz carregada de dor do amante, o mais velho pára imediatamente, ficando meio fora, meio dentro. O moreno mais novo mexe seu quadril encaixando-se melhor no outro.
- Eu não pedi que parasse... – sussurrou no pé do ouvido do mais velho ao separar suas bocas.
- Tudo bem, mas não grite de dor novamente...
Crendo que já estava bem, o ladrão terminou de entrar completamente no outro e ficou sem se movimentar por algum tempo, para que o outro se acostumasse ao seu tamanho. Ao notar um leve movimento por parte de Neji, ele volta a se movimentar lentamente com investidas fracas, porém profundas. À medida que via seu amado acostumado a seus movimentos, Itachi aumentava o ritmo junto à força que eram executadas.
Os dois corpos se moviam como um só. Ambos gemiam, mas agora era de puro prazer. O membro menor roçava entre os corpos e era induzido pela fricção das peles. Não demorou muito até o mais velho chegar ao orgasmo e inundar o interior do mais novo com seu sêmen acompanhado do mesmo efeito do outro pela segunda vez na noite e um longo gemido de puro êxtase das duas gargantas.
Itachi deixou que seu corpo caísse sobre o do amante para então virar-se e ficar devidamente posto na cama, e sair de dentro do garoto. Este soltou todo o seu corpo no móvel esticando seus braços e pernas.
Mantinham suas respirações pesadas e descompassadas. Suavam e ambos os corações estavam acelerados. Voltando um pouco ao ritmo normal, um vira-se de frente ao outro e ficam a se fitar. O ladrão leva sua mão à face do ex-vingador e dá-lhe um selinho, sorrindo docilmente.
- Gostou, meu amor? – sua voz soava terna e cheia de paixão.
- Como poderia não ter gostado? – aconchega-se mais aos braços do mais velho num pedido mudo e inocente por proteção e aconchego. – Não me deixe nunca.
- É claro que não.
- E também não ser de mais ninguém. Isso inclui toda essa gangue de 19 pessoas!
- Claro. Se for uma ordem minha, eles não contestarão.
- Assim espero... Agora me beija.
- Com todo prazer.
Eles se beijam, um beijo de boa noite a adormecem assim, abraçados, Neji como se fosse uma criancinha perdida e abandonada que acabara de achar o pai e Itachi como se tivesse em suas mãos um filho perdido e desorientado, como se qualquer coisa pudesse destruir aquele ser tão puro e doce.
Amanheceu e Neji acordou com Itachi abraçando-o de forma protetora. Estavam ainda nus na cama cobertos apenas por um fino lençol. O garoto sorriu e levou a mão ao rosto do mais velho. Foi um toque leve, mas o outro acordou com este.
- Desculpe por acordá-lo.
- Por quê? Eu adoraria que você me acordasse todas as manhãs com esse sorriso lindo. Como se sente?
- Bem, muito bem.
- Fico feliz por isso. Neji, a partir de agora, o que você fará?
- Já não tenho mais aquele objetivo, então estou livre para fazer o que quiser.
- Nesse caso, fique comigo pelo resto da vida.
- Fico – respondeu aninhando-se mais ao peito do maior. – Cumpra sua promessa. Não me faça sentir aquela tristeza nunca mais.
- É claro. Se alguém o deixar triste, será motivo suficiente para eu acabar com ele.
- Está bem.
Itachi beija o garoto em seus braços e olha-o nos olhos, pedindo silenciosamente para se levantarem antes que os outros da gangue invadam o quarto e os peguem daquela forma. Assim fizeram e cada um foi à procura de suas roupas. Devidamente vestidos eles saem do quarto e são recebidos pelos 19 integrantes da gangue do outro lado da porta olhando-os de forma totalmente maliciosa.
- Sim, meus amigos, nós fizemos! – diz Itachi para os outros respondendo aos olhares dos mesmos. – Eh, gente, ele é gostosinho... – disse essa frase com o queixo apoiado no ombro do garoto e lambendo-lhe a face completamente rubra de Neji.
- Não precisa ficar assim – comentou um dos outros morenos da gangue. – A gente não vai tomá-lo de Itachi se ele não deixar e se você não quiser.
- Afinal, agora, você é um de nós e exclusivamente é do Líder, então não podemos fazer qualquer coisa com o namorado do chefe... – disse outro de cabelos castanhos claros.
- Droga, por que eu ainda to aqui? – Neji se pergunta escondendo o rosto ainda vermelho.
Itachi ri ao ouvir o comentário do amante e sussurra em seu ouvido para apenas ele escutar.
- Vamos sair daqui – logo em seguida, puxando o garoto que se encontrava mais perdido do que tudo. – Pessoal, nós vamos sair, não nos esperem e não destruam a casa – disse já descendo as escadas e acenando aos companheiros.
Ao sair da casa, o mais velho logo agarra o menino, quase não o deixando respirar. Depois de se debater um pouco, o garoto consegue se soltar e é puxado pelo amante para o centro da cidade. Lá, eles entram num parque realmente grande, indo para a parte mais densa do mesmo, onde havia um pequeno, porém maravilhoso bosque.
Enquanto iam se aprofundando naquela mata, os dois rapazes conversavam sobre coisas a serem feitas a partir de agora, dentre elas: o que fazer com os vários inimigos que Neji acabara criando durante sua jornada atrás de Itachi. Mais ao fundo do bosque, eles encontram uma mulher de calça jeans e uma blusa extremamente decotada. Ela tinha cabelo bem dourado e portava uma lança. Estava deitada no pé de uma árvore e não parecia ter percebido a aproximação dos dois.
O mais novo puxa o outro, pedindo que mudassem de direção silenciosamente, todavia, o moreno mais velho questiona antes de atender ao pedido do amante.
- O que foi? Conhece-a?
- Nem te conto como... – respondeu o garoto ainda não gostando de estar ali.
- Neji, está querendo fugir de mim? – questiona a mulher abrindo os olhos azuis e virando-se para eles.
- Não que eu estava querendo fugir, mas você não estava no mundo dos mortos, Kin? – indagou ele com cara de desânimo.
- Quase, meu querido. Parece que eles não me querem no inferno – ela disse levantando-se. – Vamos brincar? – perguntou já atacando o garoto.
- Ei! Quer parar de implicar meu namorado! – Itachi interveio na briga dos outros dois.
- QUEM FOI QUE DISSE QUE A GENTE TAVA NAMORANDO, ITACHI?! – exclamou o garoto com a face um pouco rubra.
- Hm, se a gente transa numa noite e você me aceita pro resto da vida, eu não posso dizer que nós estamos namorando? – indaga com a cara mais santa possível olhando para o nada acima.
Não houve resposta da parte do jovem, mas Kin fez questão de comentar em seu lugar.
- “Namorado”? Neji, desde quando o ser que você mais odiava e queria ver no inferno virou seu NAMORADO?
- Ninguém te perguntou, Kin!!!
- Justamente! Eu estou te perguntando.
- E quem te chamou pra conversa?!
- Você sabe que eu sou gansa. Agora chega, vamos parar de brincar que a gente tem contas a acertar – a loira diz já pronta para atacar com sua lança.
- É, dessa vez eu te mando pro outro mundo mesmo eles não querendo aceitá-la.
- Boa sorte...
- Itachi, essa eu quero lutar sozinho.
- À vontade, meu querido.
O mais velho se afasta e os outros dois começam a lutar. A lança de Kin contra a espada de Neji. Não estava tão fácil quanto das outras vezes que tinham se encontrado, e o garoto encontrava algumas dificuldades para atingir a mulher e esta ainda não conseguira feri-lo. Surpreendentemente, Kin desarmara o garoto e perfurara-o no ombro imobilizando-o no chão. O sangue deste passou a tingir a grama de vermelho e ele não conseguia se soltar.
Num movimento de fúria, Itachi pega seu facão e ataca a mulher, esta desvia apenas soltando sua arma e ganhando distância entre eles, deixando-a ainda enfiada no corpo do outro no chão.
- Agora eu não posso mais ficar só olhando, Neji.
- Está bem – fez um esforço para tirar a lança de seu ombro. – Mas não a mate, eu quero ter este prazer.
- Certo, agora fica quieto.
- Como? Anda logo que se eu esperar demais eu morro por falta de sangue!
- Então fica quieto!
O ladrão assume a batalha do amante e facilmente derrota Kin, deixando-a estirada no chão com a ponta de sua arma no pescoço feminino.
- Feliz? – o mais velho pergunta virando-se para o outro.
- Na verdade não. Foi fácil demais pra você!
- O que prova que você jamais conseguiria me matar. ^^
- Chato! Agora deixa que eu mando essa infeliz pro inferno.
Neji saca sua espada e corta o pescoço da outra, fazendo com que a grama verde se tornasse escarlate. Limpado o sangue de sua lâmina com um único movimento, o garoto guarda a espada em sua bainha.
- Agora a gente VAI voltar para casa e tratar desse ferimento aí no seu ombro – disse Itachi autoritário.
- Certo... Eu não tenho escolhas mesmo, não?
- Com certeza que não. Agora vamos... Eu quero tê-lo de novo.
- Agora?! Você me teve há algumas horas!
- Se eu pudesse, eu não deixava você por uma roupa durante o dia inteiro todos os dias.
- Ta querendo me aleijar?
- Não exatamente...
- HENTAI!
- Com uma coisinha fofa como você de amante, quem não é? – Itachi abraçava Neji com muita força como se o garoto fosse um boneco de pelúcia.
- Aaaaaaaaaaaai! Meu machucado!
- Quando lhe convém você ta machucado, né? – afastam-se um pouco, apenas o suficiente para o mais velho fitar o mais novo incrédulo.
- O que posso fazer...? – vira um pouco a cabeça com cara de inocente.
- Ta bom... Você vai para casa como ontem.
- Ah!! Você não vai me carregar de novo!!! – exclamou tentando fugir.
- A, vou sim!
Itachi consegue facilmente pegar o outro no colo e fazê-lo ficar quieto, indo então para casa... E com certeza eles não iriam apenas curar o ferimento do jovem Neji...
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