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› Autor: ~Jo-chan
› Categoria: Animes/Rurouni Kenshin
› Gênero: Romance e Novela.
› Personagens: Kenshin, Yariko, Tsubame, Megumi
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 12/12/07
› Comentários/Favoritos 4/3
› Caracteres: 11.081
› Exibições: 278
Valeu pelo incentivo Mel-dono e Calisto-chan, esta capítulo ficou um pouco grande, mas espero que gostem.
PS: Rurouni Kenshin e seus personagens são uma criação de Noburiho Watsuki, cujos direitos de publicação no Brasil pertencem a Editora JBC.
HISTÓRIAS DE NINAR (parte 4)
Duas visitas
Por: Jo-chan.
Kenshin saiu do dojo sem acordar Kaoru, deixando apenas um bilhete com uma letra mais garranchada que o normal, e tomou a direção do Akabeko, iria falar com o Yariko.
Ele andava pela rua com seus passos leves e ligeiros, mas parecia que carregava o peso do mundo em seus ombros. Em poucos minutos chegou ao Akabeko que ainda estava fechado. Todavia, Tsubame já estava ocupada com a arrumação das mesas para o café da manhã e Yariko, que brincava com o filho no primeiro andar, viu Kenshin aproximar-se, e logo desceu para encontrar o amigo.
_ Bom dia senhor Himura!_ disse Tsubame ao vê-lo_ Como vão Kaoru-san e Kenji-kun?
_ Oro?!
_ Olá Kenshin_ era a voz jovial do Yariko que descia as escadas com o filho nas costas _ O que você faz aqui tão cedo?
_ Oro?! Bem Este Servo gostaria de falar com você em particular.
_ Venha Shinta, o tio Kenshin precisa conversar com o papai, venha ajudar a mamãe a arrumar as toalhas.
_ Tchau Shinta, outra hora o tio Kenshin vem brincar com você.
Shinta era um menino esperto e impetuoso, fisicamente parecia-se mais com Tsubame, mas o espírito era inegavelmente de Yariko, o que dava um contraste agradável. Como era ainda muito pequeno, ele passava os dias com Tsubame no Akabeko, enquanto Yariko dava aulas nos dojos da cidade e vizinhança, mas Yariko não via a hora de poder leva-lo consigo para os treinos, pois queria que o filho crescesse e se torna-se um grande espadachim, embora visse seus planos serem ameaçados pela constante presença Youtaro, que teimava em querer iniciar o menino nos caminhos da medicina, no que era apoiado por Megumi.
_ Certo Kenshin, Tsubame e Shinta já se foram, agora me diga sobre o que você quer falar comigo.
_ Yariko, esta manhã, pouco antes do sol aparecer este servo estava passando pelo quarto de Kenji e por um impulso decidiu abrir a porta, bem, o Kenji não estava lá. Este servo procurou dentro e fora da casa e não conseguiu encontrá-lo. Então lembrei que vocês discutiram ontem de manhã e pensei
_ Ora, mas porque você não perguntou a Kaoru se ela…
_ A Kaoru estava dormindo quando este servo saiu para procurar o Kenji, ela não sabe que o menino não dormiu em casa. Bem Yariko-kun, este servo não sabia mais onde procurar e então lembrou que ontem vocês discutiram
_ Não precisa fazer arrodeios comigo, Kenshin, ontem eu realmente perdi a cabeça com o Kenji. Desculpe, sei que ele é seu filho e que na qualidade de seu amigo eu me excedi, mas na qualidade de mestre eu precisava fazer algo, já que
_ Já que Este servo e Kaoru-dono não conseguem ser duros o suficiente com ele, não é mesmo?
_ Bem, Kenshin, eu não quis
_ Você é um grande amigo, Yariko-kun, e Este servo fica grato por se preocupar com a educação de Kenji, mas este servo só veio aqui perguntar por que você foi a última pessoa a falar com Kenji e este servo está com um forte pressentimento de que ele possa ter interpretado as palavras de Aoshi-sama. _Como assim, Kenshin? O que Aoshi disse para o Kenji?
_ Basicamente o mesmo que você disse, sobre a estrada de Kyoto, porém este servo sabe, assim como todos os nossos amigos que lutaram contra Shishio, que vocês estavam falando não apenas da estrada Tokaido que leva até aquela cidade, mas de todas as experiências que passamos. Mas temo que Kenji tenha interpretado tudo de forma literal e realmente ter ido sozinho para Kyoto.
Enquanto os dois conversavam não perceberam que Tsubame havia se aproximado e estava servindo o café para os primeiros clientes, entre eles estava Youtaro, que tinha o hábito de sempre tomar as refeições naquele restaurante e era considerado um membro da família por Tae, Yariko e Tsubame.
_ Ah me desculpe Himura-san, mas acabei ouvindo que vocês falavam sobre o Kenji-kun e
_ O que? Você sabe algo sobre ele Youtaro, por favor diga!
_ Bem Himura-san é hoje eu tive que atender uma emergia médica no meio da madrugada, de uma senhora que estava dando luz e, quando estava passando em frente ao dojo, vi quando o Kenji-kun estava saindo de casa com cara de poucos amigos, até cumprimentei-o, mas ele não respondeu, pensei que ele estava indo treinar em algum dojo, porque ele sempre faz isso quando é folga do Yariko e como estava muito preocupado em chegar depressa a casa da paciente não verifiquei se você ou Kaoru haviam saído na frente dele.
_ A quanto tempo você o viu, Youtaro?!
_ Há mais ou menos umas três horas atrás, me desculpe Himura-san, se eu soubesse que ele estava fugindo de casa eu teria tentado impedi-lo.
_ Eu sei disso, Youtaro, mas quando Kenji se determina a fazer algo é bem difícil convence-lo do contrário.
_Eu sei como é, lembra-se eu também já fui assim quando era da idade dele.
_ Como assim você já foi assim_ retorquiu Yariko _ Você ainda é!
_ Ora o que você está falando?!
Kenshin notou que aquela discussão ia longe e então levantou-se e despediu-se dos dois amigos, pedindo que eles que caso Kaoru aparecesse no Akabeko, eles confirmasse o que ele escrevera no bilhete que lhe deixara, ou seja, que ele e Kenji tinham ido fazer uma pequena viagem até Kyoto.
Mesmo tendo se passado tantos anos sempre que voltava a Kyoto, Kenshin fazia questão de ser o mais discreto possível, se preocupando mesmo em tentar esconder a cicatriz do rosto, embora esta já fosse quase imperceptível.
Fazia muito tempo desde a última vez que ocorrera algum incidente relacionado ao passado do ex-hitokiri Battousai, mas, Kenshin ficou muito preocupado ao confirmar suas suspeitas de que o filho estava indo para Kyoto sozinho, pois não se podia negar que fisicamente, Kenji era uma cópia fiel sua e seria muito fácil para qualquer um que o tivesse conhecido especular algum tipo de parentesco entre os dois.
As chances de ainda existirem pessoas que guardassem algum ressentimento com relação a Kenshin não eram poucas e não seria difícil imaginar que uma delas quisesse fazer alguma maldadezinha com seu filho, para se vingar. Por isso Kenshin estava determinado a não permitir que seu filho precisasse sequer tomar conhecimento de todo aquele sofrimento, ele desejava que Kenji, assim como Shinta, pudessem viver suas vidas numa era de paz, onde as disputas de espada não passassem de meras competições de técnica e estilo dentro dos dojos.
Ele perdera sua inocência e juventude acreditando que seria capaz de trazer uma vida melhor para todo o Japão e se desiludira. Agora, tudo que ele desejava era poder trazer a paz para aqueles que viviam ao seu lado, o que incluía seu filho.
“Parece que realmente não temos como lutar contra o destino, mesmo sem saber a realidade dos acontecimentos de Kyoto, Kenji acabou sendo atraído para lá. E agora a única coisa que este servo pode fazer é ir buscá-lo e traze-lo de volta para sua mãe”.
Ao acordar nessa manhã a mestra do dojo Kamiya Kasshin percebeu que havia algo fora do comum ao ver que Kenshin estava demorando mais que o normal para lhe trazer o café-da-manhã, então ela lembrou que na noite anterior ele não havia dormido muito bem e acreditou ser esse o motivo do atraso. Mas após arrumar-se ficou admirada ao não encontrar nem Kenshin nem Kenji em casa.
_ Já é tarde, dormi demais, eles já devem estar no dojo.
O dojo, porém, estava vazio, então ela se lembrou que era o dia de folga do Yariko.
_ Ah! Como eu posso ter me esquecido?! Era para ter levado o Kenji para treinar do dojo do mestre Toma, ele deve ter ido sem mim, mas onde andará o Kenshin?
Kaoru deu mais uma volta pela cozinha e então encontrou o bilhete (garrancho) deixado por Kenshin:
“Kaoru-dono, este servo pensou muito no que conversamos ontem e decidiu ir com com Kenji-kun até Kyoto visitar o velho Okina, espero que não fique brava. Himura Kenshin”.
__Ah, isso é bem do Kenshin mesmo! Como ele pode sair para Kyoto de repente e levando o Kenji com ele, sem me avisar! Quando ele voltar ou vou matá-lo!
_ Ora o que é isso Kaoru, não é você mesma que vive querendo aproximar os dois, essa viagem para Kyoto será uma boa oportunidade para isso, o Kenshin-san realmente pensa em tudo, você não acha?(risinhos).
Kaoru com cara de espanto:
_ Me-Megume!, M-mas o que? Como? O que você estava fazendo aqui? Quando você chegou a Tokyo?
_ Não seja mal educada Kaoru, eu vi lhes fazer um visita, cheguei hoje pela manhã, mas a casa estava fechada e então fui até o antigo consultório do Dr. Gensai para dar uma olhada no Youtaro.
_ Você tem razão, não é educado ficarmos conversando aqui, vamos até a cozinha que eu preparo uns bolinhos com chá para lancharmos.
_ Sem ofensa Kaoru, mas é melhor eu prepara-los, você não acha?
_ Claro, Megumi, como quiser, mas fique sabendo que eu já estou cozinhando bem melhor.
_ Ah, o Kenshin-san está lhe dando umas aulas? Já não era sem tempo.
_ Megumi!
Megumi fez bolinhos de feijão e Kaoru aprontou o chá. Como estava esfriando rápido elas decidiram tomar o lanche dentro de casa e não na área de fora, como era costume no verão e na primavera.
_ Sabe Megumi, Youtaro tem se mostrado um médico muito dedicado e competente, apesar de paquerar com quase todas as moças que vão até lá.
_ Verdade (orelhinhas de raposa). E quanto aquele cabeça de galo, deu alguma noticia? Não que eu me importe, você sabe, mas…
_ Não precisa se explicar. Mas temo que não tenha muitas novidades sobre Sano, pois a última carta que ele nos escreveu já faz seis meses, e ele dizia que estava na América.
_ Na América? Aquele Sano é um cabeça de vento mesmo, como é que ele foi parar tão longe. O que foi Kaoru, por que você ficou calada de repente?
_ É que, pensando bem eu acho que você tem razão sobre o Kenshin e o Kenji terem ido a Kyoto juntos. O Kenji nunca comentou nada, mas tenho certeza de que ele sempre desejou visitar aquela cidade, quem sabe agora eles não se acertam não é?
_ Claro, se essa viagem não trouxer um pouco de juízo para a cabeça daqueles dois, nada mais vai. Eu nunca foi a favor de você e Kenshin-san não contarem a Kenji-chan sobre tudo que aconteceu neste dojo e nas nossas vidas no passado. Sempre lhes alertei que essa era a barreira que separava Kenji-chan do pai.
_ Olhando como as coisas ficaram, eu acho que você estava certa.
_ Mas é claro, eu sempre estou certa.
_ Megumi!
Continua
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