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› Autor: ~sakurita
› Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Personagens: Kagome, Inuyasha
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 10/12/07
› Comentários/Favoritos 3/3
› Caracteres: 9.431
› Exibições: 2
Eles tomaram o café da manhã conversando animadamente.
-Então... –falou Kagome, que tinha terminado de comer –Você mora sozinho, como eu.
-É. –disse ele, mordendo uma torrada. –Mas acho estranho e perigoso uma garota na sua idade morar sem ninguém. E seus pais?
-Minha mãe morreu. –falou Kagome, sem emoção. Já fazia tempo que não doía tanto falar da mãe. –Meu pai... Bem, digamos que ele não é um pai exemplar.
-Onde ele está?
-Eu não sei. –falou Kagome, meio fria. –E realmente, não me importo. E seus pais, onde estão?
Decidindo deixar o pai de Kagome de lado, tendo percebido que ele não era o assunto favorito dela, InuYasha se pôs a falar:
-Meus pais estão em Nagoya. Também tenho um irmão, mas ele não é alguém com quem eu me importe muito.
-Um irmão... –falou Kagome. –que interessante.
-Você tem algum? Irmão.
-Bem... Um meio irmão. Souta.
***
-Kagome, venha cá.
Ela andou calmamente até onde o pai estava sentado, junto de uma bela mulher de cabelos avermelhados. Sua madrasta.
-Temos uma notícia para você. –disse ele, sorrindo. –Azumi está grávida.
Ela percebeu que ele dissera “temos uma notícia para você”, e não “temos uma boa notícia para você”. Kagome notou que seu pai estava preocupado. Já notava muita coisa nas pessoas, tendo nove anos.
-Eu sou um perigo para ele, não é? –perguntou ela, olhando seu provedor e sua madrasta. Não via pais ali.
-Bem... –disse seu pai. –É.
-Certo.
Ela caminhou tranqüilamente até o sofá do outro lado da sala, e pegou o que estivera lendo. Levou até o homem um panfleto de um santuário em Nagoya.
-Me mande para lá. –disse, sem emoção na voz.
Ele leu com atenção a folha em suas mãos.
Falava sobre um santuário no centro de Nagoya, que oferecia treinamento armado para crianças a partir de oito anos.
-Você realmente quer ir para lá? –disse ele, olhando sua filha. Simplesmente não entendia o que se passava na mente dela, mas não estava disposto a colocar seu filho, ainda não nascido, em perigo para descobrir.
Ela assentiu. Qualquer lugar seria melhor do que aquela imitação de um lar, qualquer lugar seria um paraíso sem ter que ver seu próprio genitor olhando-a com medo e desconfiança.
Uma semana depois, ela estava em Nagoya, a milhares de quilômetros de distância de sua família postiça.
Três meses depois seu pai ligou para perguntar como ela estava.
Se sentia extremamente feliz, pois ali estava aprendendo como lutar com sais e espadas, e tinha amigos.
Mas disse nada, pois sabia que ele a tiraria dali.
Por que ela gostava dali, e aquilo a enchia de alegria.
Se ela fechasse os olhos naquele lugar, seria o fim de seu sonho.
***
-Kagome?
Ela sacudiu a cabeça, saindo das lembranças.
-Desculpa. –disse ela, olhando InuYasha nos olhos. –Eu me distraí.
-Bom... já é hora de irmos. –disse ele.
Ele percebera que Kagome tinha estado em algum lugar distante dali, muito distante. Vira os olhos dela se tornarem nublados, até mesmo tristes. Não sabia o que se passava dentro dela, mas, para sua surpresa, descobriu que queria, e muito, saber.
Ela se levantou e os dois se puseram a caminho da escola de novo.
InuYasha percebeu que ela continuava distraída. Queria saber no que pensava. Quando viraram a esquina antes da escola, porém, ele simplesmente esqueceu.
Havia dezenas de pessoas amontoadas em volta de duas pessoas.
Uma era Sango.
-Feh... –fez InuYasha, correndo para apartar a briga.
-Se você ousar falar isso de novo, eu acabo com a sua raça, entendeu? –gritava Sango, tentando se desvencilhar dele.
-O quê? Não tem peito pra encarar a verdade, garota? O terceiro ano fez a melhor pegadinha dos últimos anos, e seu irmãozinho idiota caiu. Ter a irmã mais velha protegendo o garoto não vai torná-lo menos patético.
Naquela hora InuYasha entendeu o que a garota fizera.
E soltou Sango.
Enquanto a amiga voava em cima da adversária, Kagome perguntou:
-Por que você apartou a briga?
-Porque achava que nem mesmo a Kikyou merece apanhar da Sango. Ela bate forte, sabia?
-Ah... –disse Kagome, ainda sem entender. –E por que soltou a Sango depois do que ela disse?
-Bem... –começou InuYasha, meio sem jeito. –é complicado, Kagome.
-O que é complicado? –perguntou alguém atrás deles –admitir que eu nunca vou sair dessa joça?
Kagome se virou e viu um belo garoto, com olhos parecidos com os de Sango e algumas sardas no rosto.
Sentado numa cadeira de rodas.
-Você é o irmão da Sango? –perguntou a ele.
-Sou, sim. –respondeu o garoto, estendendo a mão. –Hitsuno Kohaku.
Kagome apertou a mão estendida, sorrindo.
-Tem olhos iguais aos dela. –disse para ele.
Kohaku a analisou por alguns instantes e depois sorriu também.
-Você não é como ela. –apontou Kikyou, que acabara de levar um soco de Sango. –Apesar de serem parecidas, seu olhar é diferente.
-Como assim? –perguntou Kagome, olhando a garota.
Até que se pareciam, mas Kikyou parecia mais fria, e pelo que ouvira ela falar, também era mais... maldosa. Sim, maldosa seria a palavra.
-Seus olhos. –falou Kohaku, sério. –Você me olha como se estivesse olhando um rapaz comum de quatorze anos, irmão da sua amiga. Não me olha com nojo, como se eu fosse um pedaço de alguma coisa podre, como Kikyou faz.
-Isso –falou Kagome, séria –é porque você não é um pedaço de algo podre, e sim o irmão da minha amiga.
-Ai, essa deve ter doído. –eles ouviram InuYasha dizer.
Voltaram a atenção para Sango.
Ela estava com um tufo do cabelo da adversária na mão, e havia várias garotas bem arrumadas tentando segurá-la, para que ela não batesse mais em Kikyou.
-Nossa. –falou Kagome, enquanto olhava as garotas saírem correndo em direção á escola. –Me lembrem de morrer amiga da Sango, ok?
-Ok. –falaram os dois, ao mesmo tempo.
Kagome ofereceu ajuda a Kohaku, que aceitou e agradeceu. Ela ainda estava sorrindo quando entrou na sala, depois de levá-lo até sua sala, no térreo do colégio.
-Aquela vaca... –dizia Sango, apertando as mãos em punhos, tentando conter lágrimas de frustração. –Eu juro que ainda mato aquela...
-Calma. –falou Miroku, sentado ao lado dela. –Kikyou já deve ter aprendido a lição.
Observando o amigo, Kagome percebeu que ele realmente se importava com Sango. Havia muito tempo ninguém a olhava como Miroku olhava sua amiga. Para a surpresa de todos, ele nem ao menos a apalpou. Parecia saber, no fundo, que aquela não era uma boa hora.
-Ela... não tinha o direito! –falou Sango, batendo com o punho da carteira. –Não tinha!
Ao ver que Kagome não estava entendendo nada, Sango falou:
-Meu irmão está naquela cadeira de rodas há seis meses. Os médicos dizem que ele pode voltar a andar, que provavelmente é um problema psicológico...
-Kikyou implica com ele desde que Kohaku voltou á escola, depois do acidente de carro que o colocou naquela situação. –continuou Miroku, vendo que a amiga não conseguia mais falar. –Sango acha que ele não volta a andar por que não se acha capaz. E culpa Kikyou por isso.
-Oh... –falou Kagome. –Sango... conte comigo, ok? Eu sei que nos conhecemos há pouco tempo mas...
-Obrigada, Kagome. –disse Sango, deixando uma lágrima escorrer. –Obrigada mesmo!
-Dessa vez ela passou dos limites –disse InuYasha, entrando na sala e se jogando numa cadeira na frente de Sango. Virou-se para trás –Não acredito que ela o empurrou para o almoxarifado.
-Ela o trancou no lá por duas horas. –falou Sango. –O zelador o encontrou e o ajudou a sair de dentro. Ele só me contou isso hoje, apesar de ela tê-lo trancado lá ontem. Por causa dela, Kohaku perdeu a fisioterapia. E hoje, quando eu chego na escola...
-Ela está contando para todos como o pobre paraplégico perdeu o freio e entrou no almoxarifado, ficando trancado ao tentar sair. –continuou Miroku.
-Que... horror! –disse Kagome, levando uma mão aos lábios.
-A pegadinha do terceiro ano. –falou Sango. –Eles fazem isso todo ano. Mas nunca foi tão...
-Cruel. –completou InuYasha.
-E ninguém faz nada para impedir esse tipo de coisa? –perguntou Kagome, preocupada.
-Não. é a pegadinha, Kagome. Ninguém ousa impedi-los. é a maneira de eles marcarem sua presença na escola, antes de irem embora. –disse InuYasha.
O sinal tocou, e ele e Miroku foram para suas salas. Segundo ano. Sango e Kagome, que estavam no primeiro, ficaram ali mesmo.
-Essa Kikyou... Por que ela é assim?
-Não sei. –disse Sango, enxugando as lágrimas. –Mas ela ficou pior depois do acidente.
-E o que ela tem a ver com isso? –perguntou Kagome, quase adivinhando a resposta.
-Meu irmão está assim desde um acidente, com dois carros. Ele estava em um, com meu primo na direção. –Sango fez uma pausa, respirou fundo e continuou –O outro carro quem dirigia era ela.
Continua...
Nota da Autora: Esse foi o menor capitulo, eu sei... xD
Mas os outros vão ser maiores... ^^
Comentem do que estão achando da fic: boa, ruim, ótima, péssima...;)
[09/12/07] O Fim do Começo
[09/12/07] As Marcas do Passado
[10/12/07] A Garota no Espelho
[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...
[12/12/07] Koji
[14/12/07] Reencontros
[15/12/07] Segredos
[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)
[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)
[19/12/07] A Névoa de Miasma
[20/12/07] Um Coração Yokai
[21/12/07] Pedaços de Vidas
[21/12/07] Apenas Amigos...
[22/12/07] A Aranha Negra
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