Notas da Karol: Estou escrevendo mais este capítulo até que Aoshi- San largue mão de ser birrento e volte à escrever ... ¬¬
Tá me devendo 3 Okashira boy!! ><
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Shinomori levanta-se devagar e segurando-a nos braços caminha em direção à vila.
Chegando lá, Naru grita de cima da carroça ao vê-los descendo a colina da floresta:
_ALI!! ELES!
Binario salta da carruagem e corre na direção de Aoshi seguido de Naru e Aya.
O Alquimista recolhe Karol dos braços de Aoshi que é auxiliado a caminhar por Naru e Aya até a carruagem onde deita-se e é levado pelos amigos para a casa de Naru.
...
Após muitos sacolejos durante a viagem em meio a um clima estressante onde Naru e Binario não paravam de trocar delicados gestos verbais de baixo calão até a chegada na casa da gueisha.
_ Mas que lugar mais óbvio de encontrar Shinomori-San e minha afilhada! NA SUA CASA!! ONDE SERÁ QUE A POLÍCIA NÃO IRIA PROCURAR DEPOIS DESSE LUGAR!?
_Dr. Tatsu... CALA A BOCA!! Tem idéia de algum lugar melhor?
Binario levou uma das mãos ao queixo, olhou para cima meditando e respondeu:
_Não... Infelizmente.
_Então cale-se e me ajude a levá-los para um lugar mais confortável que esta maldita carroça! - brada Naru irritadíssima.
Depois de muita reclamação, ambos conduzem cuidadosamente Aoshi pelas escadas até o quarto de Naru seguidamente Binario recolhe nos braços Karol a levando para o aposento em frente.
Após alguns minutos Binario adentra o quarto de Naru onde Aoshi estava dizendo para a gueisha:
_Esse dai pode deixar que eu mesmo levo até a tina d'água. Providencie algumas vestes limpas e faixas para curativos, temos algumas balas para remover e alguns cortes para suturar neste rapaz.
Naru sai em silêncio. Aoshi tremia devido à febre que a pólvora das balas causara em seu corpo. Com alguma dificuldade, Binario conduz Shinomori à tina para um banho.
Já limpo, em vestes novas com os ferimentos suturados e as balas removidas de seu corpo, Binario termina de enfaixar um dos braços de Aoshi enquanto conversam:
_Foi uma maluquice aquilo que você fez! - fala dr. Tatsu.
Aoshi o fita com um ar de desentendimento. Binario percebe e sorrindo irônicamente diz:
_Quem diria que um par de pernas grossas de uma moreninha com 1,62 metros de altura o deixariam deste jeito!
Aoshi fica irritado e reclama:
_Cale-se ou arranco sua língua!
Dr. Tatsu fala esnobando:
_Ah! Ficou irritado! Mas você sabe que é verdade!
Aoshi desvia o olhar com um semblante irritado:
_Ei... - diz binario - Não seja tolo como o senhor aqui que vos fala.
Aoshi torna a olhar Binario sem entender muito bem e fica em silêncio enquanto este faz seu relato:
_Vou lhe contar algo que ocorreu há muito tempo atrás do qual me arrependo profundamente e se pudesse mudar as coisas certamente o faria...
O Doutor tatsu começa falar...
" Há algum tempo, cerca de uns cinco anos para mais ou para menos, vim até Tokugawa fugindo da inquisição na Polônia. Juntei-me à um grupo de extermínio da cidade para promover a revolução conta o poder no Japão, fabricavba poções para os assassinos e antídotos.
Em um de meus passeios noturnos vim até a casa de gueishas mais aclamada da cidade. e nesta casa meus olhos puderam contemplar a criatura mais bela do universo fazendo sua dança com o leque vestindo seu kimono alvo com bordados que imitavam galhos de cerejeira repleto de flores. Era a visão mais nítida do que eu poderia entender de criatura angelical em toda minha existência.
Os dias e meses foram passando e eu sempre me colocava à andar pelas vielas indo para a casa das gueishas na colina para vislumbrar aquela cândida criatura.
Depois de algum tempo, em uma noite chuvosa, adentrei na casa, quando levanto meu rosto para ver de quem eram as doces mãos que retiravam carinhosamente dos meus ombros minha capa, era ela, a gueisha mais bela que eu já havia visto e que fazia questão de contemplar todas as noites. Pela primeira vez ela veio até mim.
Educadamente convidei-a para sentar-se e tomar-mos um pouco de saque. Passamos a noite conversando sobre a política, sobre filosofia e arte. Foi uma das noites mais esplendorosas que já tive.
Ela acompanhou-me até a saída, ela estava sorrindo, ajudou-me a vestir minha capa e ao sair deu-me um beijo cálido na face. Eu perdi o chão dos meus pés, parecia uma criança abobalhada assistindo ao show de fogos do palácio imperial. Ela sussurrou então em meu ouvido: "Volte amanhã e conversaremos sobre tapeçaria."
Dito e feito! Voltei no dia seguinte! Lá estava ela dançando com um kimono vermelho de detalhes dourados e negro.
Naquela noite ela dançou para mim, sorrindo e olhando para mim.
A casa estava quase vazia quando eu disse: " A dama concederia-me a última dança?" Ela tocou minhas mãos e com um sorriso belo acenou dizendo que sim com a cabeça. dançamos por algum tempo até todos saírem, foi quando não resistí e disse à ela tudo o que sentia, falei sobre meus sentimentos e sobre tudo o que me impulsionava para ir vê-la todas as noites.
Ela soltou de minhas mãos e chorando disse: "Vá embora e não volte nunca mais!"
Ela estava profundamente triste, eu me desesperei, ela ameaçou correr, deu alguns passos mas eu a segurei pelo braço e disse: "Não chore! Se te desagrado tanto peço perdão! Mas não se ofenda. Perdoe-me por isso." Ela voltou-me seus lindos olhos negros com lágrimas rolando em sua face e disse: "O sentimento é mútuo meu cavalheiro, mas não tenho a permissão de nutrí-lo já que a vida a qual a mim foi designada é aquela em que vivo cada noite como sendo única sem pertencer à ninguém."
Eu olhei e disse: "Mas como? eu já lhe pertenço!"
Ela então aproximou-se de mim e abraçou-me, eu a beijei. Sim, a beijei.
Naquela noite fugimos da casa, eu a levei comigo. Ela estava apenas com o roupão com o que saíra correndo da casa.
Vivemos nos escondendo por vários meses, éramos felizes. Um dia ela veio-me sorrindo à dizer que esperava um filho meu. Aquele foi o segndo dia mais repleto de alegria em minha vida após tê-la conhecido. Éramos felizes, mesmo nos escondendo.
Certo dia, a polícia encontrou-nos, fui acusado de assassinato, elas a quiseram prender por cumplicidade, foi então que a ferí profundamente:"Como? Nem conheço esta vadia? Esta gueisha decadente? está grávida! Quem vai querer amarrar-se à uma mundana como esta?"
Mais uma vez ví lágrimas escorrerem de seus olhos, mas desta vez eram de tristeza e mágoa.
Disse aquelas palavras cravando uma estaca em meu coração, minha alma fora arrancada de mim naquele dia.
Ela foi libertada e isso me aliviou e compensou tudo o que disse.
Consegui fugir depois de duas semanas. Permaneci vagando pelo Japão e por fim, acabei a encontrando há poucos meses como dona de uma casa de gueishas. Ela continua bela, ,mas o brilho do olhar dela é o mesmo apagado e tristonho com o qual a deixei há cinco anos atrás.
A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre nosso filho, ela disse que este nunca chegou a ver a luz do dia por conta do tamanho desgosto que lhe causei com que a fez perder a vida da criança e quase perder a sua própria.
Tentei explicar, pedir e implorar por perdão, mas ela não aceitou. Hoje nos falamos mas não mantemos nenhum outro tipo de laço a não ser o laço revolucionário e político.
Gostaria apenas que ela soubesso o quanto ainda a mo e o quanto dói vê-la e não poder tocá-la ou ao menos dizer o quanto sinto sobre tudo o que houve.
Nunca disse a ela que aquelas mentiras proferidas por mim foram uma maneira desesperada de livrá-la da forca e da prisão. Não queria ver a mulher que amo e mãe do meu filho na prisão sofrendo e sendo tratada como um animal imundo."
Aoshi escuta o relato apreensivo. Binario fita-o com um olhar tristonho e digno de pena que antes nunca fora visto em seu rosto, o que causa espanto em Shinomori. Binario diz então:
_Não tente fazer isso com Karol-Chan novamente. Não vale a pena.
A porta do quarto estava entreaberta e passos no corredor foram ouvidos. Binario abre a porta mas não havia ninguém por lá, ele retorna aos aposentos. Escondida atrás de uma das portas dos vários quartos da casa estava Naru encostada com ambas as mãos no rosto chorando ressentidamente e dizendo:
_Eu ainda o amo... Ainda... Depois de todos estes anos e de tudo o que ocorreu eu sempre o amei a cada dia, a cada minuto.
...
Karol estava adormecida, Aya cuidava de seus ferimentos. A jovem sai do quarto de Karol e encontrando Sousuke no corredor conversam:
_Como está Karol-San?
_Ainda não sei dizer, ela perdeu muito sangue e foi muito agredida, tem ferimentos por todo o corpo. Está com uma das pernas fraturada. Não posso nem imaginar o estado da criança, temo que o bebê não sobreviva.
Ambos se entreolham preocupados e Sousuke diz:
_Aoshi já sabe disso?
Aya responde:
_Não, ainda não comentei anda, ele está com o Dr. Tatsu agora.
Aya suspira preocupada e abraça o noivo dizendo:
_Espero que fiquem todos bem.
...
A noite foi complicada, Aoshi esteve com muita febre. Dr. Tatsu passou ao lado dele o tempo todo.
Karol dormia profundamente, o que preocupava Naru que sempre verificava seu pulso achando que ela estava morta.
Binario adormeceu. Aoshi fitou a luz do luar que adentrava pela janela. Ele havia meditado sobre as palavras do alquimista por muito tempo. Aoshi levantou-se cuidadosamente com alguma dificuldade, caminhou até a porta. Ele abriu com cuidado a porta do quarto em frente, ele viu Naru dormindo na poltrona perto da janela e Karol deitada sobre a cama. Ele aproximou-se devagar, sentou-se sobre a cama, beijou o rosto de Karol, acariciou os cabelos dela.
Com cautela, colocou uma de suas mãos sobre o ventre dela onde podia sentir os leves movimentos de seu filho mexendo-se lá dentro.
Ele então deita-se ao lado dela e a abraça fechando os olhos e permanecendo ali até amanhecer.
Continua...
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Notas da Karol: Meu deus!! Que shoujo! XD
Okashira, faz alguma coisa! Ou não vão agüêntar mais essa fic de tanto drama e romance!! T.T