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Fanfics


[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

O Fim do Começo


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 09/12/07

Comentários/Favoritos 2/1

Caracteres: 11.926

Exibições: 307

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-Mãe...
-O que foi, Ka-chan?
-Quando papai chega?
A mulher olhou a pequena criança ao seu lado. Sua filha tinha cinco anos.
-Não sei, filha. Acho que ele deve chegar em pouco tempo. Talvez algumas semanas.
Kagome baixou o rosto. Algumas semanas não eram realmente muito tempo. Seu pai costumava ficar muito tempo fora. Às vezes, muito mais que um ano. A última vez que o vira havia... Quanto tempo? Um ano e meio?
Ela fechou os olhos por alguns instantes, tentando assimilar aquele pequeno aperto no peito que sempre sentia quando pensava no pai.
Ouviu um ruído vindo da cozinha, e foi ver o que era.
-Mãe?
Kagome viu sua mãe se apoiado na bancada da cozinha. A faca que ela usava para cortar as verduras tinha caído no chão.
-O que aconteceu? –perguntou a garotinha, correndo para abraçar a mulher.
-Nada... –disse a mãe, pegando a faca no chão. –Apenas senti uma pontada no peito... Acho que estou com saudades de seu pai também, Ka-chan. Meu coração se contraiu um pouco.
-Ah... –fez a menina. –Então logo papai vai estar de volta e nós duas ficaremos melhor.
-Sim, ficaremos. –falou a mulher. –mas agora vá... assista seus desenhos, depois eu a chamo para jantar.
-Tá.
Alguns minutos depois, as duas estavam jantando.
Kagome comia com vontade, sorrindo. Estava feliz.
No momento seguinte, sua felicidade foi interrompida.
As duas levaram um susto quando a porta foi arrombada com violência, em um único golpe. Por ela, entrou uma mulher com uma máscara negra. A criança reparou numa marca na face da máscara, uma marca estranha. Parecia...
-Uma... aranha? –sussurrou ela.
A mulher mascarada agarrou a sra Higurashi pelo pescoço com violência. Kagome viu que ela tinha garras. Seu pai tinha dito que quando alguém tinha garras, provavelmente era um youkai. E youkais eram perigosos.
Onde está a jóia? –perguntou a mulher.
-Que... jóia? –falou a mãe.
-Shikon no Tama. –falou Kagome.
-O que disse, criança? –a youkai se virou para ela, com um olhar ameaçador.
-Você quer o Shikon no Tama. –falou Kagome. –Solte minha mãe, e eu o entrego para você. Prometo.
A youkai largou o pescoço da mulher e tirou a máscara. Não haveria mais necessidade dela. Seu mestre lhe dissera para matar qualquer um que tivesse tido contato com a jóia, mas apenas os que tivessem visto ou tocado. Qualquer um que não soubesse dela deveria ser poupado.
Mas as duas já tinham tido contato com a jóia, pelo que ela percebia.
-Me dê o Shikon, garota.
Kagome estava com medo, mas se levantou, com as pernas tremendo, e caminhou rapidamente até seu quarto, onde abriu a gaveta de sua cabeceira.
Tirou de dentro uma pequena caixa. A abriu em frente da youkai, e falou:
-É essa, não é? Pode levar... mas nos deixe em paz.
-Ah... –disse a youkai, sorrindo. Sacudiu os cabelos negros presos num coque e continuou. –Pode deixar, criança... Vou deixar você e sua mãe em paz... A maior de todas as pazes... A paz eterna.
Antes que Kagome assimilasse as palavras, a youkai enfiou as garras no pescoço de sua mãe.
Ela sentiu alguma coisa se quebrar dentro dela, antes mesmo de sua mãe cair, aos seus pés, com os olhos ainda abertos. O rosto dela, antes tão bonito, estava manchado de sangue. Sangue que manchava também as roupas de Kagome.
A criança se ajoelhou, sentindo o liquido pegajoso começar a escorrer para perto dela, tocando seus joelhos e manchando sua pele branca de vermelho.
O que era aquilo? Por quê? Ela dera a jóia para a youkai... por que fazer aquilo?
O sofrimento se transformou rapidamente em raiva.
Uma raiva que nenhuma criança deveria sentir, uma raiva dolorosamente grande. Grande demais para ser guardada em um coração tão pequeno.
-Por quê? –perguntou Kagome, acariciando o rosto da mãe e olhando os olhos vermelhos da youkai. - POR QUÊ?!!
-Não sofra, pequena. –disse ela.- Você vai se juntar à ela rápido. Titia Kagura promete que não vai doer... depois de algum tempo, não se sente mais dor.
-Seu... nome... é Kagura...? –perguntou Kagome, se levantando.
-Sim... mas isso não vai importar, daqui a pouco.
Kagura levantou o punho, com as garras à mostra. Logo o trabalho estaria feito.
-Você matou minha mãe! –gritou Kagome, as lágrimas rolando sem parar. –Você a matou, mesmo eu tendo entregado a jóia para você!
-É, eu a matei. Mas você não vai sentir saudade por muito tempo.
Ela baixou as garras, mas Kagome saiu correndo. As unhas afiadas da youkai lhe fizeram um arranhão profundo no pulso, mas ela não sentiu. Correu até o quarto de seus pais, e se abaixou ao lado da cama.
Era tudo um pesadelo, pensava ela, fechando os olhos. Tudo um pesadelo. Logo sua mãe viria até ela e lhe diria para acordar, e ir tomar café com seu pai. Ele ia chegar. Logo.
Kagome, com os olhos fechados, a raiva e o medo se combatendo dentro dela, não percebeu o que acontecia ao seu redor.
Obrigou-se a ficar de olhos fechados, enquanto ouvia um grito de dor, que ela reconheceu como sendo de Kagura. Ouviu barulho de coisas sendo quebradas, ouviu ruídos indescritíveis. Parecia que o mundo estava acabando.
-Papai...
Seu pai devia ter chegado. Ele estava batendo em Kagura, por ter machucado sua mãe.
Ele ia salvá-la.
Kagome abriu os olhos, e logo depois os arregalou.
Tudo ao seu redor estava em pedaços. Não havia pai. Não havia Kagura. A única coisa que ela achou inteira, naquele pandemônio, foi a jóia.
-Isso... –ela olhou o Shikon. –Custou a vida da mamãe...
Ela sentiu uma tristeza imensa, tão grande quanto a raiva de momentos atrás.
Tentando fugir de tudo aquilo, ela fechou os olhos. Sentiu uma brisa soprar em seu rosto, e percebeu que ela se dissipou quando abriu os olhos.
O que significava aquilo?
Numa experiência, ela voltou a fechar os olhos. A mesma brisa, tão triste e desolada quando ela mesma.
Kagome percebeu que algo estranho acontecia quando fechava os olhos... Será que...
Não.
Não podia ser ela a responsável por toda aquela destruição. Olhando ao redor, ela resistiu à vontade de fechar os olhos novamente. Não fora ela. Não podia ter sido.
A raiva. Ela sentira uma imensa raiva. Mas não... Mesmo assim, continuava sendo destruição demais para uma simples criança!
Ela começou a caminhar pelos destroços. As paredes continuavam no lugar, mas o restante estava aos pedaços. No canto da sala, ela viu Kagura.
A youkai estava morta. Não havia dúvidas quanto a esse fato.
Kagome caminhou mais um pouco, se obrigando a olhar para tudo, a manter os olhos bem abertos.
Tinha medo do que aconteceria se fechasse os olhos. Tinha medo de fazer mais estragos como aquele, mesmo tentando se convencer de que não fora ela.
No fundo, ela sabia.

***

Ela acordou no escuro, suando, respirando com dificuldade.
Era apenas um sonho. Apenas mais um pesadelo, como os outros que ela tivera depois daquele dia. Apenas mais um entre centenas.
Kagome se levantou e descerrou as cortinas do quarto. O quarto onde ela dormia fazia dez anos.
Ter quinze anos não era ruim.
O ruim era ter que encarar gente de quinze anos, mesmo que apenas por algumas horas. Ela queria, mais do que tudo, poder faltar à escola.
Queria, mais do que tudo, não ter que lidar com aquele primeiro dia de aula, de novo. Ela vivia encarando primeiros dias.
Por que sua maldição a perseguia, em todos os lugares.
-Apenas não feche os olhos desta vez, garota. –disse ela para si mesma. –Apenas não feche os olhos.
Ela se trocou. Tirou a camisola empapada de suor e tomou um banho. Colocou o novo uniforme. Quase não conseguiu achá-lo, por que eram muitos os uniformes em suas coisas.
Já passara por muitos lugares.
Saiu de casa, respirou fundo, mas sempre com os olhos abertos. Examinou sua nova vizinhança.
As casas eram todas lindas, de uma forma adorável. Pareciam chamar por uma família feliz para morar nelas.
-Como eu queria estar numa dessas famílias... –sussurrou Kagome.
Saindo dos devaneios, ela começou a caminhar para a escola. Ainda havia tempo até a hora de sua primeira aula.
Não se importava em andar. Até gostada. Apesar de ter uma bela moto e um carro invejável na garagem de sua casa, ela preferia sentir o asfalto debaixo dos tênis de caminhada. Colocaria os sapatos do uniforme quando chegasse na escola. Era melhor assim.
Não demorou muito e ela estava de frente com sua nova escola.
-Meu novo campo de batalha. –falou ela. –Meu novo martírio.
Ela deu o primeiro passo para entrar na escola, mas foi empurrada bruscamente para fora, por um rapaz que passava correndo. Parando, por causa do encontrão que dera nela, ele se virou.
-Desculpe. –disse ele, coçando a cabeça. –Não consegui me desviar de você.
Ela o encarou, tentando não se encantar com os olhos incrivelmente violetas dele. Incríveis, foi o que ela pensou.
-Sou Shoniô Miroku, prazer. –falou ele, estendendo a mão.
-Higurashi Kagome. –sorriu ela.
Ela estendeu a mão com a intenção de apertar a dele, mas para sua surpresa ele a segurou e deu um beijo suave nas costas dela.
Kagome corou, se divertindo com o jeito daquele garoto.
Segundos depois, ela não se sentiu nada divertida.
-Seu tarado! –gritou ela, dando um tapa no rosto do garoto.
Ele tirou a mão que não estava segurando a dela do lugar onde a tinha posto.
Começou a usá-la para esfregar a face dolorida.
Kagome tirou a mochila preta e a jogou co força em cima dele, o que acabou por fazê-lo cair sentado no chão. Só parou de tentar matá-lo quando alguém a segurou.
-Calma, garota! –disse uma voz feminina atrás dela. –Para, antes que ele morra!
-Esse tarado passou a mão em mim! –falou Kagome, virando-se para a garota que a segurara. Ela tinha cabelos longos, presos num rabo de cavalo alto, e usava franja. Era muito bonita.
-Calma. –falou ela. –Meu nome é Hitsuno Sango. Esse garoto estuda comigo, eu o conheço já faz tempo. Ele é assim com todas as garotas novas.
-Higurashi Kagome é a primeira que vai além de um tapa. –falou Miroku, sorrindo e se levantando. –Acho que vou me apaixonar.
-Seu idiota. –falou Sango, dando-lhe um soco no braço.
-Ai! –disse alguém atrás deles. –Essa doeu até em mim.
Kagome se virou, dando de cara com um garoto que acabara de chegar.
-Ei, uma aluna nova. –sorriu ele. –Qual é o seu nome?
Ela o analisou com cuidado, indo dos cabelos prateados e longos até os olhos dourados e brilhantes. Depois, desceu para encontrar um tórax perfeito, de músculos definidos, com um par de pernas bem torneadas combinando.
-Higurashi Kagome. –respondeu ela, estendendo a mão.
Ele a segurou e apertou, dizendo:
-Taisho. InuYasha. Prazer em conhecê-la. Vejo que já se entendeu com Miroku e Sango.
-É... –falou Kagome, olhando os dois. –Mais ou menos.
-Não ligue, eles são loucos.
-Ei! –falaram os dois. –Não somos! Não muito...
Kagome sorriu. InuYasha gostou daquele sorriso. Sincero, aberto, doce. Teve um desejo momentâneo de beijar aquela boca que sorria de modo tão perfeito.
Se controlando, ele voltou a falar:
-Bem vinda ao colégio Suzukio Sama.
Para os outros dois, ainda discutindo, ele disse:
-Vamos logo, o sinal já vai tocar.
Como se tivesse ouvido as palavras dele, o sinal do colégio tocou.

Continua...

Nota da Autora: Comentem se estiverem gostando...


Capítulos de [InuYasha] Nunca Feche os Olhos

[09/12/07] O Fim do Começo

[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)

[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)

[19/12/07] A Névoa de Miasma

[20/12/07] Um Coração Yokai

[21/12/07] Pedaços de Vidas

[21/12/07] Apenas Amigos...

[22/12/07] A Aranha Negra

[25/12/07] Shikon no Tama

[27/12/07] A Guerra

[28/12/07] Sangue e Miasma


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