A Rosa Entre Espinhos
Por Josiane Veiga
Original
Romance/Terror/Suspense
Protagonistas: Mairi e Ian.
Resumo: Um assassinato mudara para sempre a vida de dois jovens amantes. Mairi e Ian terão que provar sua inocência e transpor todos os obstáculos para viver seu amor.
Nota da Autora: Essa historia, há muito tempo circula na minha cabeça. Eu espero de verdade conseguir transpor para o papel o que se passa na minha imaginação. Já escrevi “originais” antes, mas este é especial. Quero superar a mim mesma. Quero entregar este fanfic sem atrasos, com qualidade e com emoção. Eu espero que gostem!
Obrigada Cat-chan por ser minha beta, por ser minha amiga e irmã e por estar comigo em todos os momentos. Amo você!
INTRODUÇÃO
Inglaterra, 1842
Aquele deveria ter sido o dia mais feliz da vida de Eleanor. Após seu casamento com o abominável Ian, iria fugir com o gentil e ardente Ben. Estava linda. O vento que adentrava pela janela enorme sacudia seu vestido claro, fazendo-o deslizar pelo maravilhoso corpo de formas perfeitas.
Mas havia algo errado... uma sensação ruim preenchia sua alma. O ar quente da noite não lhe trazia calma ou paz, antes parecia gritava seu nome, chamando-a... E ela sabia... era a morte tentando ceifar sua vida.
Eleanor sabia que Ian era jovem, rico, e diziam até bonito, mas ela nunca o desejara. O noivado com ele apenas satisfez sua ambiciosa família. Ela mal tinha visto o rapaz em toda a sua vida, contudo era sua noiva desde o nascimento, nunca lhe foi concedida à oportunidade de escolher. Ian fora estudar em Londres, enquanto ela ficou na cidade de York sendo educada pela família para ser uma boa esposa. Quando enfim o conheceu, na festa de noivado, não pôde dizer que ficara decepcionada com a aparência dele. Era moreno, contradizendo sua ascendência escocesa por parte do avô paterno, mas tinha olhos frios. Ela, sendo fogosa e vivaz, não suportaria viver o resto da vida ao lado de um homem tão gélido como ele, ao passo, que a vida com o aventureiro Ben, seria muito mais convidativa, excitante.
Ela havia se encontrado com Ben às escondidas e propôs o normal para a situação, afinal amava o rapaz pobre.
- Estas louca?! - ele gritou - Não fugirei com você!
- Mas acabei de me casar com Ian. Como pode aceitar isso?! Esta noite ele me fará sua mulher!
- Era isso que eu queria sua tola! Agora, teremos tanto dinheiro quanto pudermos gastar! E você conseguirá tudo daquele idiota!
- Como pode aceitar me dividir com ele!? Achei que me amava!
- E amo... - a voz dele amenizou - mas como sobreviveríamos sem um tostão no bolso? Precisamos do dinheiro dele...
Foi então que Eleanor compreendeu tudo.
- Você me usou! -gritou ela - Nesta... Nesta noite, contarei tudo a Ian! Não vou mais engana-lo!
A discussão acabou ali. Ben saiu batendo a porta do quarto, o mesmo em que por diversas vezes fora usado para seus encontros. Deixou Eleanor ali, chorando sozinha.
Ela permaneceu sentava na cama, logo o marido entraria pela porta e teria que contar-lhe a verdade, só não sabia se seria antes ou depois que ele percebesse que não era mais virgem.
Foi até o espelho e encarou a imagem refletida. Pensou que talvez não fosse tão terrível, que poderia dominar seu marido. Olhou o colar no pescoço com a enorme pedra de diamantes. Era uma relíquia e devia custar alguns milhões de dólares. Pertencera à rainha Matilde, que após uma guerra civil presenteou um antepassado de Ian pela lealdade, e se tornara a jóia mais importante da família. Ganhara na festa de noivado e pensara em vendê-lo assim que fugisse com Ben. Mas então, ao descobrir os verdadeiros motivos dele estar com ela, abandonou a idéia.
“É... acho que não será tão ruim viver ao lado de Ian” - pensou ela.
De repente, um barulho do lado de fora lhe chamou a atenção. Em poucos instantes, adentrou pela porta uma figura que quase a fez gritar. Mal teve tempo de esboçar uma reação, mãos firmes puxaram a gargantilha de ouro que estava em seu pescoço e depois, foi jogada contra a janela de vidro, que não resistiu e quebrou-se a derrubando do quarto andar.
Lá embaixo, apenas um corpo morto, o corpo de uma moça que um dia fora linda, mas que agora somente jazia fria ao chão, quebrava o ar de calma do lugar.
CONTINUA...
Obrigada Petit pelo presente da linda imagem