Desclaimer: A seguinte fanfiction é uma obra idealizada inteiramente por mim. Qualquer tipo de reprodução será considerado plágio e o responsável terá de arcar com as conseqüências.
Aviso: Esta fiction contém palavrões e cenas de violência. Se você não gosta desse tipo de vocabulário e/ou cenas, recomendo que não leia essa fic.
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Heart of Vampire
By Bella Tayoukai
Música do capítulo: Bring Me to Life -Evanescensse
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A terra de lá era feia, era sangrenta e sem vida. Tudo lá era banhado em sangue. Os corpos de animais e pessoas ficavam à mostra, caraças e mais carcaças em estado de putrefação. O cheiro era insuportável e ninguém se atrevia a tirar os corpos de lá, afinal, eles o deixaram ali.
Mas em meio a toda essa feiúra, uma menina, não, uma moça, caminhava por lá. Quem a visse diria que ela estava em sua própria casa de tão tranquilamente que andava. Mas, em sua casa ela não estava. Estava muito longe. A figura magra e melancólica chamava atenção pelo jeito que estava vestida. Tinha ela uma camiseta cinza com sujeiras em toda a parte, calças largas para sua forma física, seus cabelos azuis escuro, quase pretos, estavam completamente desalinhados, mas o que chamava mesmo a atenção eram seus olhos, tristes e raivosos. Alguns já tentaram uma aproximação, mas a moça respondia com mordidas e chutes a qualquer um que estivesse a menos de dois metros dela. Tentavam saber o que ela queria, mas o que desejava ela ninguém podia lhe fornecer. Em um mundo onde não há humanos, somente vampiros, sonhos e desejos não existem. Não há como sonhar quando se tem corpos e sangue banhando-lhe a face quase sempre, há?
Era noite de lua cheia, num canto mais afastado da vila perto da floresta, ela, a moça, brincava com uma das cabeças degoladas.
-Sabe, daria tudo pra estar no seu lugar. -confessou a moçinha segurando a cabeça pelos cabelos e tendo colo molhado pelo sangue que escorria da cabeça. -Não sei por que as pessoas nos repudiam tanto... você sabe?
-Então que se junte a eles. -uma voz grave soou acima de sua cabeça fazendo com que a garota levantasse de um pulo.
-Quem és tu? - ela o encarava com um olhar ameaçador embebido em um misto de fúria, tristeza e melancolia.
-A pergunta aqui, garotinha, é que é você? - respondeu o homem num tom frio, beirando o macabro.
-Não lhe devo satisfações, filho da mãe! - grunhiu ela fazendo-o agarrar-lhe pelo pescoço e levanta-la para longe do chão.
-Quem você pensa que é para me insultar, magricela? - ela sentiu os dedos do tal homem apertar mais e mais seu fino e frágil pescoço. O ar começava a faltar-lhe e numa tentativa desesperada de respirar novamente, ela agarrou o braço musculoso do homem cravando suas unhas no pulso dele. Mas, nem uma única gota de sangue saiu do pulso dele.
Soltou-a.
Ela caiu de costas na terra fofa pelo sangue, mas sentiu uma dor subir da espinha até a sua nuca. Com o pescoço marcado pelos dedos do maluco filho da mãe, levantou-se com dificuldade para encará-lo.
-Meu nome é Sakaki. -afirmou ela.
-Kaito. - estendeu-lhe a mão. A mesma mão que a ferira agora quer cumprimentá-la? - O que foi?
Sakaki não esboçou nenhuma reação. Fitou a mão do homem estendida para si, mas não a apertou.
-O que você quer comigo? -foi seca
-Quero que se junte a mim. -ele também foi seco na resposta.
-Como é?
-Você não é daqui é?
-Não.
-Já imaginava. Portanto, acho que também odeia o Império não?
-É.
-Então não há motivos para que rejeite a minha proposta, Sakaki-chan.
Sakaki-chan? Quem ele achava que era para chamá-la assim?! Mas resolveu não protestar depois do que ele fez com seu pescoço...
-O que me diz? -perguntou ele novamente.
-O que vai fazer? Vou me juntar a que?
-Estou recrutando Vampiros para meu clã. Pretendo destruir o Império.
Ela arqueou uma sobrancelha. Primeira demonstração de espanto vinda dela.
-Aceita? Dou-te casa, comida... -ponderou um instante - roupa lavada...
-Aceito. -agora foi ela quem estendeu a mão para confirmar o pedido.
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-Agora eu me pergunto se fiz a coisa certa... - sentada sobre a cama, a mesma Sakaki ponderava sobre sua decisão. Fazia exatos três anos que havia aceitado a proposta de enfrentar o Império junto a Kaito. Desde que o conhecera aquela noite, não sabia nada sobre ele, a não ser que tinha um gosto peculiar sobre lugares onde morar.
Eram praticamente nômades. O máximo de tempo que permaneciam no mesmo lugar era uma semana. No limite. Sempre mudavam de cidade a procura de novos recrutas para o clã. No momento, só tinham cinco. Ela, Kaito, Hideo, Yuzo e Sai.
Agora estavam morando em um vilarejo pobre, bem longe da cede do Império. Morando num apartamentozinho em cima de um bar.
Atirou-se na cama e fitou o teto de madeira todo esburacado.
-Completa perda de tempo. -murmurou.
-Sakaki-chan! - Yuzo, sua companheira de quarto chamou. -Vamos descer lá no bar?
-Não. - sua voz saiu rouca e cansada - Não estou com vontade de ver um bando de bêbedos inúteis jogando braço-de-ferro.
-Poxa! Você tem que sair! Nem que seja só um pouco!
-Não! É muito complicado de você entender?! -Sakaki olhou de soslaio ameaçadoramente para Yuzo, que se encolheu e saiu rapidamente.
Sakaki tinha que colocar seus pensamentos em ordem. Sozinha!
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Bem longe de lá, numa dimensão oposta e real, Tamaho Asuki, tinha 16 anos, bonita, olhos e cabelos verde esmeralda, fascinava qualquer criatura que a observasse. Mas também, não posso omitir esse fato, era viciada em contos e lendas de terror e morte. Vampiros, sim, era o que ela mais adorava.
-Vampiros... Porque os odeiam? -murmurava voltando para casa.
-Asuki! Denovo com essa história de Vampiros? Cai na real! -rosnava seu irmão mais velho Somu.
-Calado. Não me lembro de ter pedido a sua opinião!
-Baka.
Asuki não gostava que falassem mal de seus preciosos Vampirinhos.
Em seu quarto, havia uma estante repleta de livros e fotos de Vampiros e outros demônios.
Quem diria. Uma bela jovem como ela, adoradora de criaturas assim? Um desperdício, ou não?
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Era tarde. Asuki dormia. Mas, em seu sonho, o melhor de toda a vida, alguém lhe dizia.
-Vou torná-la seu sonho, querida.
Continua