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Fanfics

[InuYasha] Inevitável

Além do que os olhos não podem ver


Autor: ~Asthera

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Ficção e Fantasia / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Inuyasha, Kagome

Classificação: Livre

Adicionado em: 02/11/07

Comentários/Favoritos 1/2

Caracteres: 9.933

Exibições: 251

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Inevitável – Além do que os olhos não podem ver


Os personagens não pertencem á mim, direitos autorais reservados, fiction sem fins lucrativos.
______________________________________________________________

Por mais que queiramos tudo o que a vida pode nos dar, apenas poucas pessoas conseguem essa proeza, mas a maioria não percebe que, apenas nas coisas mais simples da vida já obtêm tudo o que querem... Apenas não enxergamos simplesmente isso, nossa capacidade de enxergar é totalmente baixa comparada á outro qualquer ser.

Tanto que, quando percebemos, tudo que queríamos estava na nossa frente o tempo todo, e nós não percebemos que fomos nós que erramos em não ver direito.

É assim que eu me sinto agora, quando pensamos que já temos tudo, vem o destino e tira algo de nós, senti essa sensação na pele quando meus pais me disseram que iríamos mudar de cidade, não que a cidade de Tókio fosse um local ruim para se morar, sinceramente não entendo meus pais. E é por isso que agora estamos nos mudando para Tanagawa, uma cidade que pelo tempo que ficamos dirigindo parecia ser no fim do mundo, ai que raiva!

Considerei seriamente se Tanagawa não seria localizada na China ou algo assim, mas fazer o que? Não seria louca de me atirar do carro, seria? Enfim, tive que me contentar em percorrer uma estrada enorme deitada no banco de trás no carro dos meus pais, estou sentindo que não valerá á pena ter feito toda viagem por nada.

Acabei dormindo, por falta de algo que se pudesse fazer num carro em movimento, o que na verdade não existe muita coisa, sem que você passe mal com alguma ânsia de vômito. Meus pais de vez em quando paravam em algum lugar para comprar suprimentos, e nessas paradas eu percebia que cada vez mais me distanciava do mundo lá fora, como se á cada passo que eu dava de volta para o carro me levasse para algum lugar desconhecido por mim.

- Hei Kayra, acorde, já chegamos! Minha mãe tinha me chamado ainda bem que chegamos nesse fim de mundo!

Quando desço, encontro apenas uma casa, casa não, uma mansão praticamente, um local cercado, a pintura estava um pouco gasta, as partes que estavam já sem nenhuma solução para restauração estavam cobertas por Hera-da-Algéria, o telhado era coberto por telhas estilizadas, de cor escura, o material que moldurava o castelo era de qualquer maneira, um dos mais raros que ela já havia visto.

Aos poucos vou me aproximando e adentrando o local pela porta dos fundos, pois a da frente estava estranhamente trancada, mas quando lá cheguei meus pais simplesmente me dizem:

-O que houve com essa coisa?Meu pai tentava em vão abrir, pedi licença e tentei fazer aquele favor á ele, para minha surpresa, o que tinha sido um martírio para eles, para mim foi extremamente fácil.

-O que você fez com a porta?Perguntou minha mãe meio confusa

-Nada, apenas empurrei-a, nada de mais – Respondi já entrando – Vão entrar ou não?

Entramos ali, o primeiro lugar que vimos foi o jardim principal, a fonte natural que brotava de estranhas pedras juntas á parede e descia fazendo um percurso que irrigava o jardim inteiro, plantas das mais diversas espécies, mas a maioria parecia estar morrendo, pois fazia um bom tempo que elas não eram regadas.

Árvores frondosas com as imensas copas bloqueavam um pouco de a luz solar, a maioria já estava caducando porque o inverno já estava chegando, sinceramente, eu adoro o inverno, um tempo frio, você pode brincar na neve, e outras coisas também, alguns privilégios que somente essa estação pode proporcionar, pois as outras são totalmente diferentes.

Quando seguimos para a casa, entrando ali, quase tivemos que segurarmos uns nos outros, apesar de o tempo ter passado, a casa continuava limpa, os móveis, ainda da era passada, Era Meiji?Não sei dizer, na verdade não sou boa em História.

Subi as escadas rapidamente, correndo por entre aqueles imensos corredores, estava á fim de procurar meu próprio quarto algum que me agradasse, porque na verdade havia muitos!

O primeiro era muito vazio, o outro era muito decorado, mas acho que quando segui para o terceiro foi que eu vi um que eu gostasse um quarto de decoração sombria, bem do jeito que eu gosto.

Rapidamente a noite chegou e com ela o sono também, tomei um banho bem relaxante num quartinho de banho que descobri ali do lado, sinceramente, a casa era perfeita! Desabai na cama, super macia, e logo caí no sono.

Não sei se foi minha impressão ou se foi pelo cansaço da viagem, mas no meio da noite, parece que vi alguém andando pelo meu quarto, não deu para ver muito bem como ele era, tinha a mera impressão de aquele ser não ser real. Será que eu estava ficando louca ou algo do gênero?

Apesar de ele ser estranho não poderia negar que era muito bonito, os cabelos prateados realçando com o quimono preto em detalhes também prateados, e aqueles olhos... Hum, aqueles olhos!Nossa, será que ele comprou aquela lente de contato em alguma loja ali perto?Porque se sim, ganhariam mais uma cliente!Ok pare de ser tão consumista, garota! Criei o pouco de coragem que me restava para levantar e vê-lo encarar-me com certa ambigüidade.

-Hum... Com licença, não sei se você sabe, mas... Esse é o meu quarto gostaria que se retirasse, sabe?Não pegaria bem encontrar um garoto como você no quarto de uma moça de família... Disse meio insegura.

Ok vamos parar com isso, acabei de chamar o garoto de sem-vergonha? Mas o que vocês esperavam que eu fizesse? Não fariam a mesma coisa se encontrassem um espécime perfeito daqueles no seu quarto?Acho que não.

Ele apenas me encarou como se eu fosse louca, coisa na qual comecei a pensar seriamente, se aproximou um pouco mais de mim, e acabei andando para trás e sentindo que estava entre ele e a cama, ai maravilha, eu no meu quarto, sozinha com um cara irresistível que eu mal conheço me encarando como se fosse uma coruja ou algo do tipo...

Mas depois de algum tempo ele sorriu... Só isso, sorriu! O que estava acontecendo?Tinha algo na cara, ou algo escrito transparecendo toda minha vergonha e meu medo?

-Então finalmente conseguiu mostrar a cara não é Kyona?O que acha de retirar essa maldição de mim agora hein?Já cumpri mais do que suficiente. Ele me pergunta

-Nani?Quem é essa?Não sou nenhuma Kyona, me chamo Kayra, K-A-Y-R-A, sabe soletrar?Meu nome pode até ser parecido com esse, mas o meu é legítimo e só meu, entendeu?

-Não tente me enganar, você acha que eu não me lembro de quando você me lançou essa maldição?Não tente me passar à perna, não sou do tipo de fazer-me de tolo como você está fazendo agora. Ele me falou com o olhar mais sério e objetivo, mas de repente ele chegou um pouco mais perto...

-Verdade, você não é a Kyona, tem um olhar mais zombeteiro... Espere um momento... Se você não é a Kyona, só pode ser a Kagome!

Naquele instante, percebi que aquele pobre coitado pelo qual eu havia me encantado devia ter algum problema de memória, eu já não havia falado que me chamava Kayra? Deve ser doente mesmo.

-Olha, eu já te falei que me chamo Kayra, o que foi que você não entendeu?Afinal de contas, quem é essa tal de Kagome? Perguntei tentando conter minha raiva.

-Parece que a única doente aqui é você, mas por caridade eu vou te explicar: Kagome é a descendente da miko que me aprisionou nesse lugar, não posso sair desse território por causa dessa maldição que ela me impôs...

O jovem foi interrompido pela luz do sol que adentrava a janela do meu quarto, as cortinas fechadas, formavam um ambiente sangrento devido á cor das cortinas, abafando um pouco o ar fresco, algo que eu queria imediatamente para ter certeza que o que eu vira era pura imaginação.

Era minha impressão ou ele mudou de aparência? Os cabelos já não eram prateados, mas negros como a noite que outrora estava dominando o céu, os olhos dele, ah não, eles não! Já não eram mais dourados, era agora cor violeta.

O mais estranho o que já era demais para minha cabeça, é que ele havia se tornado tipo um fantasma! Ai Kami, agora sim já viu de tudo na vida! Ele apenas olhou para mim, como se eu fosse algo peludo no prato de salada dele, e me disse:

-Ainda não terminamos nossa conversa, ainda quero voltar á ser o que era, e você vai me ajudar de um jeito ou de outro!

-O que?Mas como?Eu nem te conheço e nem seu nome eu sei!Eu falei em alto e bom som meio indignado com a ordem inusitada.

-Não banque a idiota, Kagome!Você é descendente da sacerdotisa do leste, e quanto ao meu nome, você não precisa saber, porque de alguma maneira não irei revelá-lo á uma ignorante feito você.

Já ia retrucá-lo com toda a raiva que tinha guardada em mim, mas ele já havia sumido, oh Kami quantas pedras eu joguei na cruz para merecer isso?

Depois da discussão que durou a noite inteira, já não conseguia dormir, o sol ainda nascia, de modo que eu desci e fui preparar algo para comer. Mas será que era minha impressão ou acabara de ver alguém passar rapidamente pela escada?

Tenho a mera impressão que essa casa é assombrada!Aiai se for eu quero ir embora rápido! Tudo bem,tento me acalmar, pode ser simplesmente a governanta,não é?É é isso!

Eu, com toda a minha coragem e falta de interesse, caminho até a cozinha tentando parecer tranqüila, mas ao chegar lá não vejo mais ninguém!Ai Kami, me ajude a me acostumar com essa vida nova,por favor!


Capítulos de [InuYasha] Inevitável

[31/10/07] O desencadear de uma maldição

[02/11/07] Além do que os olhos não podem ver

[08/02/08] Não olhe para trás, pois só há o começo


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