Da morte para a vida
Descobertas - Parte 3
Capitulo IX
- Como assim o clã do seu pai?!
- Foi o que a minha mãe me contou. Disse que o meu pai era o líder dos cães do oeste.
- Mas como você não reconheceu a espada do próprio pai? - disse Sango intrigada.
- Eu nunca conheci o meu pai. Ele morreu quando eu ainda era um filhote e nunca ouvir dessa espada.
- Sinto muito - disseram em coro.
Todos ficavam em silêncio tentando encontrar uma solução.
- Talvez o Inu Yasha possa usá-la?
- Por que acha isso Sango?
- Bem... Como ele é o filho do dono da espada, ela deveria ser dele por direito.
- É provável. Inu Yasha você quer tentar?
Mas quando olharam para o haion, perceberem que ele tentava, em vão, desembainha-la. Ele usou toda a sua força raiva, e posteriormente frustração, mas só conseguiu cair exausto no chão.
- Pelo jeito eu estava errada.
Mas Kagome não a ouviu, pois observava a tampa da caixa em seu colo. Na tampa de madeira havia uma sakura em marchetaria. Uma idéia lhe ocorreu.
Ela parou o dedo sobre a beirada lisa da superfície marchetada, mas o acabamento era primoroso. Duvidou que uma gilete pudesse ser inserida entre a sakura marchetada e a depressão cuidadosamente escavada na qual se encontrava encaixada. Virando a tampa, examinou seu interior. Era liso. Mas ao passar os dedos, sentiu o que parecia ser um minúsculo orifício exatamente no centro. Kagome revirou a tampa e examinou o símbolo. Não havia nenhum buraco ali.
"O orifício não passa através dela!"
Levantou os olhos e viu que o haion continuava tentando desembainhar a tessaiga, enquanto Sango procurava convence-lo a parar.
- Sango deixe esse teimoso e me arranje um clipe!
A jovem percebendo que a amiga encontrara algo, se apressou em trazer o que ela pedira. Inu Yasha parou e veio se sentar ao seu lado.
- O que você descobriu? - ríspido.
- Eu não sei talvez eu consiga...
- Aqui está Kagome!
Ela pegou o clipe e cuidadosamente o abriu. Enfiou uma ponta no buraco e empurrou-o com cuidado. Quase não precisou fazer força. Ouviu alguma coisa cair sobre a mesa, quase sem ruído. Ao olhar viu que a sakura havia se soltado da tampa e caído na mesa.
Mudos de espanto, eles observaram o ponto vazio da tampa. Ali gravado na madeira, em uma ortografia impecável, lia-se seis linhas em um idioma desconhecido para eles.
- Sango você conhece essa língua?
- Me parece ligeiramente familiar...
Depois de vestir um vestido de alças vermelho que denunciavam todas as curvas do seu corpo delgado, Rin sentou-se na penteadeira e escovou os longos cabelos negros. Prendeu-os em um coque frouxo e deixou alguns fios caindo ao redor do rosto displicentemente. Fez uma maquiagem leve e sentou-se no sofá branco para esperar Sesshomaru.
"Nossa como ele está demorando!"
Neste momento o telefone começou a tocar.
- Alô.
- Rin não vou poder jantar com você hoje.
- Mas por que Sesshomaru?
- Vou viajar para os Estados Unidos.
- Por que? Problemas com a empresa?
- Mais ou menos. Ligue para o Mama's e cancele a reserva. Tenho que ir agora. - e desligou.
Ela colocou o telefone no gancho e deixou que pequenas lágrimas escorressem por sua face borrando a maquiagem.
Se eu soubesse que ia ser assim
Tudo por nada
E confesso que acreditei
Em meias verdades
Você nunca me disse "te amo"
Mas também não disse que "não"
Enquanto eu fazia tantos planos
Que você nunca vai saber, nunca vai saber.
“Por que ele sempre faz isso?”
Dirigiu-se ao banheiro e lavou o rosto com água fria, retirando o restante da maquiagem. Retornou a sala, sentou-se no sofá com as pernas encolhidas, pegou o telefone e ligou para o restaurante.
-Restaurante Mama’s. Boa noite. Em que posso ajuda-lo?
-Mirok... sou eu, a Rin. Por que está atendendo ao telefone?
-A recepcionista está doente e eu estou me virando. Mas e você? Por que ainda não chegou?
-É por isso que estou ligando. Sesshomaru ligou e eu estou cancelando a reserva.
-Rin você está bem? – Não estava gostando da voz dela.
-Estou ótima. Por que não estaria?
-Não sei... Já comeu alguma coisa?
-Não, mas não estou com fome.
-Então façamos assim: Vou terminar o serviço e levo alguma coisa para jantarmos e conversamos, pois eu preciso de sua ajuda.
-O que aconteceu?
-Quando eu chegar eu conto ok?
-Só se prometer se comportar.
-Tem minha palavra de honra.
-Como se isso me deixasse tranqüila...
Continua...