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› Autor: ~hita
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Ficção e Fantasia / Lírica
› Tags: bardos, medieval, elfos
› Personagens: Lars, Rita, Aadelina, Elániânne
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 15/10/07
› Comentários/Favoritos 2/0
› Caracteres: 12.488
› Exibições: 146
o Lars e eu escrevemos essa história. eu e ele gostamos muito dela. espero que tambpem gostem!
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no capítulo anterior:
- Claro, mas ele parece pesado. Não seria melhor pedir à senhora Aadelina levá-lo para dentro? Meio-elfos são fortes.
- Não. Eu estou ansioso para encontrá-la, então vamos poupá-la dessa tarefa.
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Ao entrarem na toca deram de cara com sua esposa. Porém Lars se surpreendeu, pois a meia-elfa estava muito mudada com relação à que ele conhecia. Estava acabada.
Ela tinha cortes profundos no rosto e nos braços a mostra, marcas de lutas passadas e recentes. Seu porte físico dava impressão de grande força e resistência. Seus olhos cinza-mel demonstravam preocupação para com o marido que nunca voltava, expressão que mudou rapidamente para surpresa ao ver Lars carregando seu marido toca adentro.
- Senhora! Como conseguiu essas marcas terríveis? –pergunta Rita com um pouco de dó.
- Oh... Bem, isso aconteceu há um ano.
- Desculpe perguntar, mas como? É que eu adoro histórias. Tanto que me tornei aprendiz de bardo!
- Bem... - disse Aadelina - Acho que posso contar a você, se o Lars confia em você acho que posso também. Naquela época, eu estava com a minha família, em Tamnus, minha aldeia natal. Alderan estava viajando com um grupo de bardos, tinham ido se apresentar para um rei elfo. Foi numa tarde, como essa, que um bando de saqueadores goblins assaltaram a vila e levaram tudo que tínhamos de valor, matando e ferindo a maior parte de nós e deixando nossas casas em fogo. Acho que levaram minha mãe. Meu pai morreu e minha avó foi gravemente ferida, morrendo depois, por causa dos machucados. Eu ganhei essas cicatrizes porque acabei desafiando o líder deles. Não queria que machucassem minha avó.
- Nossa! Perdão por te fazer recordar dessas lembranças.
- Não há problema. Já superei isso. Creio que o que eu fiz ao defender minha avó foi correto e bravo. Lutei com honra. Por sorte me julgaram morta, então pude fugir e agora estou aqui.
- Ufa, que bom. Estou a-aliviada. – disse Rita contendo um bocejo.
Lars, que observava a conversa de longe, teve um sonoro ronco vindo do estômago.
- Hahaha. Venham. Vocês devem estar famintos. Acabei de preparar uma sopa. Sentem-se que irei servir.
- SOPA!!! Nada melhor que sopa antes de dormir. Eu adoraria. E o senhor, Lars?
Aadelina continuou - Devem estar com sono também. Tenho mais um quarto vazio nos fundos, que guardamos para um futuro possível filho, mas não passa de um sonho. Vocês dormirão lá.
- Agradecida.
- Sim. E eu também aceitaria um pouco de sopa, Sra. Aadelina. – diz Lars.
Em certo ponto do jantar Lars pergunta:
- Você faz idéia de onde vieram eram esses goblins?
- É mesmo... – disse Rita – Não pareciam da região.
- Bem... Até onde sei, goblins navegam por aquela região. Mas não têm o costume de atacar as aldeias.
- Navegar? Goblins sabem nadar?
- Aquela é uma região de litoral, Rita. - disse Lars - Havia algum objeto de valor, alguma lenda ou algo importante na sua vila?
- Hum, deixe-me ver... – respondeu Aadelina - o velho ancião Tharnn contava sobre o pergaminho da água...
Há cinco mil (5000) anos atrás havia sido deixados no nosso mundo cinco pergaminhos sagrados. Dados a nós pelos deuses. O grande rei daquela época mandou que os mais poderosos magos do mundo lacrassem cada um deles em um local seguro específico. O dá água, por exemplo, foi preso em uma árvore milenar, na esperança de que ninguém nunca os percebesse. Não se sabe para que eles servem realmente. Os que os manusearam através da história enlouqueceram e depois desapareceram.
- Mas já é uma história e tanto. – disse Rita – acho que já ouvi falar disso. O Paladino lutou contra deuses usando um poder místico desconhecido, poderia ser um desses pergaminhos, não?
- Sim, mas não passa de uma lenda. Não sei o que aconteceu depois da invasão em minha vila. Não lembro. Curandeiros passaram lá, depois, para tentar socorrer os que sobraram. Acho que entre eles havia alguns encapuzados...
- Senhor Lars! Podemos ir lá para investigar?
- Sim, estava pensando nisso.
- Eba! Eu vou fazer compras no litoral! – disse com um sorriso radiante.
- Conte-nos mais, Aadelina. Onde fica essa vila? Ainda existe? Ou foi demolida?
- Não sei. Acho que as ruínas ainda devem estar lá. No reino de Mos-Humannis.
- Er... Não mais quero fazer compras lá. Prefiro minhas roupas.
- Sra Aadelina, a senhora não veio dos feudos?
- Não. Vim de Mos-Humannis. Minha família é de Takamia. E por que a senhorita não quer fazer compras lá? As roupas dos humanos são belas! Principalmente de lá.
- Não sei. Parece maligno... Mas... Do que vocês estão falando? Eu vivi em minha vila natal a vida inteira. E quase nunca passava um viajante.
- Que discípula infeliz que fui arranjar. Não tem, mesmo, conhecimentos da geografia?
- Não? O que é geografia? Eu só aprendi a ler porque fiquei quatro meses insistindo muito para meu tio ensinar. Deu mais trabalho convencer ele doque aprender em si.
- Geografia é o estudo das localizações no planeta além do estudo do relevo e estrutura interior - esclareceu Aadelina
- Pois bem. A maior parte dos meio-elfos vivem isolados em feudos, em uma floresta chamada Takamia. E Mos-Humannis é o maior dos reinos humanos de Nova-Midgard. E, Rita, você não gosta de ir ao litoral? Sabe ao menos em que reino era a sua vila?
- Eu nunca fui pro litoral e... Minha vila? Ela fica em um reino? Nossa! Eu só comecei a conhecer o mundo mês passado, quando fugi de casa.
- Você fugiu de casa?! – exclamou Aadelina - como assim abandonou seus pais?! Explique-me essa história direito!
- Fugi mesmo. Quando a mamãe morreu papai começou a ficar muito violento. E meu tio é insuportável, tudo que aquele velho rabugento fez por mim foi me ensinar a ler. E eu aprendi quase sozinha mesmo assim! Então fugi. Mas me perdi...
- E por onde andou todo esse tempo? Como sobreviveu? – perguntou Lars
- Depois de vagar um montão, encontrei o mestre Lars. Sobreviver? Ah! Eu andava pelos pomares roubando frutas. - Lars e Aadelina tinham olhares incrédulos na face - Roubada sempre é mais doce. E dormia sob as estrelas. Mas estava muito solitária. Estou feliz por, agora, ter companhia. Principalmente uma tão gentil e interessante como o senhor Lars. Por isso não me sinto triste.
- Er... Obrigado.
- Ué? Por que me agradece? Foi você quem me acolheu!
- Por nada... Er... Ah... Bem...-Lars já estava com o rosto corado.
- Agora que terminaram a sopa, acho que já podemos ir dormir. Eu tive um dia cansativo e acho que vocês também. Venham, vou mostrar o quarto a vocês.
Aadelina os leva a um quarto nos fundos da casa subterrânea e dá boa noite, indo embora.
- Que droga! Só porque perdi o sono. Histórias me mantém acordada – reclama Rita.
- Esse é o espírito de uma barda. Perdeu o sono? Eu já não tenho sono há muito tempo. - disse Lars com o semblante fechado.
- É? Por que?
- Ah... Bem um dia você entenderá, mas desse jeito esse dia chegará mais cedo.
- Aguardo ansiosamente! Ah! Hei Lars! O senhor sabe lutar?
- Sim, sei.
- Digo... Com espada e tudo?
- Sei manejar espadas, até em duas mãos.
- Poderia me ensinar? - pergunta Rita com um olhar cintilante.
- Mas é claro. Se quiser...
- Que bom! Quero sim! Pois, assim, poderei ajudar caso sejamos capturados. Ou algo assim.
Lars se levanta e pega a sacola que deixara junto à porta. Tira uma espada curta com aparência nova e desembainha a sua, uma maior, que já parecia ter passado por muitas mãos.
- Nossa! O senhor anda com duas espadas!
- Pegue isso! Na realidade não.
Lars atira a espada menor, qual Rita pega desajeitadamente.
- O que você quer dessa vez, Lars? – pergunta uma voz misteriosa que parecia não vir de lugar nenhum
- Quem disse isso? Pergunta Rita com a espada em riste.
- Calma, vai ser só um treino. Está preparada?
- É... Acho que sim – Rita segura o cabo da espada com as duas mãos – Não é?
- A meu deus Lars. Você está sempre arranjando confusão. –continuou a voz.
- Vamos começar?
- Claro! – responde Rita à pergunta de Lars.
- Hei. Quem é essa garota que eu vou ter que lutar? Uma amante?
- Claro que não! - Lars ruboriza de novo.
- Quem é que está falando? - Rita também fica extremamente vermelha.
- Não pense besteiras! Essa é minha aprendiz. Desculpe-me Rita, eu não tirava ela da bainha já fazia um tempo. É uma espada cantora.
- Nossa! Que mágico! Literalmente falando. A que o senhor me deu também tem algo especial?
- Tem. Custou bem caro. Mas qualquer dia, talvez, uma espada cantora te escolha. Existem algumas por aí.
- Isso! Elániânne é meu nome.
- Mas eu posso tornar a minha especial? É que eu gostei dela.
- Hum... Se souber magia de conjuração, sim.
- Magia? Eu conheço uma. De fogo, bem fraquinha. Boa para acender fogueiras...
- Hum –diz Lars - já volto, tenho que falar com Aadelina.
Lars sai do quarto sem dar mais explicação e deixando o treino sem começar. Quando volta vê Rita conversando animadamente com a espada.
- Essa é uma espada muito inteligente, senhor Lars!
- Sim eu sou!
- Quem? Ah, a espada... É que, para mim, só estamos nós dois aqui. Isso me confunde.
- Posso dar um nome pra minha também?
- Claro! Fique com ela! Custou caro, e eu comprei pra você mesmo.
- Obrigada! Como sabia que eu quereria uma espada? Ou melhor, como sabia que iria me encontrar?
- Ah, na verdade eu falei com uma cigana que estava pos aí. Ela me disse que havia uma mulher que influenciaria meu futuro e me faria seguir um rumo diferente. E me disse também que eu deveria ensinar a ela tudo que sei. Portanto comprei a espada, esperando pela possível pessoa, pois “Nunca duvide de uma cigana”. Não em Nova-Midgard e também, eu sempre quis um aprendiz.
- Nossa. Que... Honra. Obrigada! Eu e a Hirabiki agradecemos
- De nada, minha cara. De qualquer jeito eu compraria. E... Hirabiki?
- É. O nome da minha espada. Significa “calma elegância da árvore”. Como foi o senhor quem me deu, achei apropriado.
- Oh. Por que?
- Porque o senhor me lembra uma linda e frondosa árvore, que dá sua sombra aos viajantes descansarem. Além do mais o senhor é muito elegante.
- Ah... Obrigado. Então? Ainda quer treinar? Estou cansado. – diz Lars
- Eu acho melhor descansarmos. Mas... Eu queria ouvir musica.
- O que? Ah, certo. Musicas? Posso cantar alguma coisa. Deixe me ver... Tem uma que eu aprendi...
- Mas Elániânne poderia também, não é?
- Ah! Sim. É mesmo. Cante algo para nós, Elániânne. Aproveitando que já te desembainhei.
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oi gente.
como ninguém comentou o primeiro capítulo (pois acabei de postar) já tô pondo o segundo.
se estiver nas "novas fanfics adicionadas" é mais fácil de achar, pois a pasta "originais" não é muito popular....
comentem. por favor!
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