Esta história e todos os seus perssonagens são de minha autoria e possuem registro na IBN, por isso se copiar e disponibilizar em outro lugar, eu processo.
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Hyou leva sua mão até a maçaneta e abre a porta do quarto de Kamya lentamente.
Kamya estava deitada em sua cama de costas para a porta. Ela realmente estava chorando envolta nos lençóis.
Receoso, Hyou dá um passo para trás retirando-se do quarto, mas, sem querer, a madeira do chão faz um rangido e Kamya vira-se para a porta.
Quão grande não foi a surpresa dela ao ver o irmão à porta. Hyou ficou estático e atônito. Não podia se mover, algo o prendia como se estivesse pregado às tábuas de madeira do chão e não pudesse se mover.
Kamya pergunta:
_O que faz aqui? Por que não bateu à porta?
Gagueijando, Hyou tenta responder:
_Ouví soluços e vim apenas verificar se estava tudo bem.
_Da próxima vez, bata à porta Hyou. - responde rispidamente a garota que vira suas costas para ele e fala novamente - O que ainda está fazendo aqui? Saia!
Hyou sem dizer uma única palavra, sai do quarto fechando a porta. Ao fazer isso ele novemente tem a idéia de abri-la e falar com Kamya sobre os acontecimentos recentes, mas logo esta vontade passa e ele volta para seu quarto.
Ele passa a nopite toda em claro, meditando. Nada diferente de Kamya que retorna a chorar assim que Hyou fecha a porta.
...
Cerca de um mês se passa, os dois mal se falam, apenas o necessário e quando muito trocam algumas ofensas como que se quisessem espantar a presença do outro.
Em uma manhã, enquanto Kamya organizava a casa, Hyou vai até a lavanderia procurar por uma de suas camisas. Chegando lá, o que ele encontra é uma das blusas de Kamya sobre o cesto de roupas a serem lavadas.
Num minuto de bobeira, ele olha para a blusa e a segura em suas mãos, em seguida ele a aperta contra o peito e diz:
_Por que tem que ser assim? O que farei?
Hyou observa a peça de roupa por um longo tempo e a acaricia com uma das mãos como se Kamya a estivesse vestindo naquele momento:
_Fico atordoado quando sinto seu perfume... Todas as vezes que fala comigo ou aproxima-se de mim eu quase perco meus sentidos e minhas pernas trêmem sem parar. Pareço até um garoto idiota apaixonado pela primeira namorada! ... apaixonado... Não posso... Você é minha irmãzinha... Em que tipo de monstro eu me transformei!
Hyou atira a blusa novamente ao cesto e escora-se à máquina de lavar aos prantos:
_Que tipo de monstro eu me tornei... Eu preciso me afastas dela... Eu preciso...
Kamya retornava à lavanderia com mais algumas peças de roupas para serem lavadas quando escuta o monólogo de Hyou. Ela não se contém e deixa escapar algumas lágrimas. Por fim ela entra na lavanderia encostando a porta.
Hyou de sobressalto, olha para ela e vê Kamya. Ele fica completamente apavorado e levanta-se secando os olhos e caminhando na direção da porta para sair do recinto, mas, ao passar ao lado de Kamya ela o segura pelo braço direito o surpreendendo com um forte abraço e dizendo:
_Você não é um monstro! É o homem que eu amo!
Hyou fica perplexo com as palavras de Kamya e a atira à parede com muita fúria bradando:
_E sou seu irmão também! Fique longe de mim!
Hyou corre, abre a porta e retorna ao seu quarto chorando e ofegante. Kamya permanece no mesmo estado em que ele dentro da lavanderia escorada à parede de joelhos ao chão.
Em seu quarto, Hyou toma uma decisão drástica:
_Amanhã mesmo, vou me mudar. Eu sou o adulto e tenho que ser responssável! Ela possui somente quinze anos e ainda tem toda uma vida para ser feliz e eu não posso estragar essa felicidade. Não mesmo!
Hyou pega a lista telefônica e liga para uma agÊncia imobiliária masrcando um encontro com uma corretora naquela mesma tarde.
Após o almoço, Hyou sai de casa sem falar nada ao encontro da corretora.
Eles visitam vários estabelecimemntos na cidade até que ele encontra um péquenino apartamento em um baisso muito distante da casa de seu pai.
Ele fecha negócio e retorna à casa.
Durante a noite, Hyou não vai jantar, ele gasta o tempo encaixotando suas coisas em segredo.
Amanhece e ele acorda bem cedo. Hyou conversa com o pai, que a princípio não compreende porque de uma hora para outra o filho deseja tanto mudar-se, mas como sempre ele não diz nada, um pai um tanto quanto relapso.
Hyou se apressa e deixa com o pai apenas o número do seu telefone. Ele não deixa-lhe o endereço para que Kamya não tenha como seguí-lo.
Hyou sai da casa antes de Kamya acordar. Ela, levanta-se e vê o pai tomando o café sozinho na cozinha.
Kamya pergunta:
_Nossa! Como Hyou demora! Ele não tomará café conosco hoje?
_Nem amanhã e nem nunca mais. - respondeu o pai.
Kamya deixa a colher de sua mão cair e pergunta:
_O que o senhor disse papai?
_Hyou acaba de sair com suas coisas, agora ele vai morar sozinho. O seu velho pai não lhe tem mais serventia... - blasfemava o senhor.
Kamya não ouvia mais nada, a não ser ecos em sua cabeça. Ela sabia que a mudança de Hyou era devido a sua presença naquela casa.
Continua...