Data: 31 de Outubro de 1507
Hora: 23:17
Acho que nunca vou esquecer o dia de hoje... Meu aniversário de 16 anos. Nossa, já faz quase um ano que estou aqui, na era feudal.
Não acredito que fizeram uma festa pra mim. E que festa! A Kagome até trouxe um rádio à pilha da era dela. Foi muito engraçado ver a cara do pessoal do vilarejo. „Como uma coisa dessas pode fazer música?“, „que som estranho!“, „onde estão os instrumentos?“, „é mágica?“.
Foram algumas das coisas que ouvi. Hehe, podem esperar. Qualquer dia trazemos um celular ou mesmo um desses cadernos perfumados. Melhor ainda: um daqueles cartões que quando a gente abre começa a tocar música, hahaha!
Ok...vamos voltar ao assunto. Essa festinha... Eu fiquei muito feliz. Não há festas assim no Centro do Infinito (lugar em que morei a minha vida toda). Muitos nem sabem o que é um aniversário...
Mas também, tem gente de todo o universo lá. E muitos são imortais. Eu mesma seria se não fosse...
Bom, deixa pra lá, conto depois.
Ah sim, os presentes! Ainda não falei deles né?
Não foi algo incrível, mas eu adorei.
A Sango me deu uma pulseira que ela mesma fez! É linda! "No meu vilarejo"- disse ela - "era comum dar de presente para as mulheres, uma pulseira feita com com as escamas de um peixe-youkai, dá trabalho encontrá-lo, porque ele vive no fundo dos rios e precisamos ficar muito tempo sem respirar. Mas nada é difícil o bastante por você amiga."
Dei um abraço apretado nela. A Sango é de longe, a minha amiga mais querida. Sem falar que adorei o presente! A pulseira é azul-esverdeada e reflete a luz do sol. E olha que está de noite!
O Mirok me deu uma caneta-tinteiro, dessas bem antigas, até mesmo pra essa era!
Foi da mãe dele. Ela já não funciona à muito tempo, lógico, mas é uma graça de se olhar.
Tem uma inscrição, com letras bem pequenas:
"A jornada de mil quilômetros começa com o primeiro passo."
Já é uma frase conhecida na minha era, é verdade. Mas aqui, ela ainda é novidade.
Uma boa frase, realmente.
O Shippou fez um desenho meu com os lápis coloridos que a Kagome tinha pra ele à algum tempo. Estava muito bom. Tinha sido feito na semana passada, enquanto eu tirava um cochilo embaixo de uma cerejeira no fim da tarde com o pôr-do-sol como plano de fundo. Tinha até pássaros voando. Esse gatoto tem talento. "Perfeito Shippou, está até mais bonito que o original!"
Ele ficou orgulhoso do meu elogio.
A Kagome me deu um diário. Ela comprou um caderno comum, feito de papel reciclado (e viva o meio ambiente!).
Aí ela o personalizou. Colocou figuras, adesivos, uma folha seca (já é outono) e até perfume.
Inclusive uma caneta com uma espécie de lanterna na ponta, para que eu pudesse escrever no escuro.
"Eu sempre vejo você escrevendo poemas na borda de livros, desenhando em alguns dos meus cadernos, escrevendo recadinhos fofos pra mim, anotando coisas nas mãos... Acho que já estava na hora de ter seu cantinho pra anotar seus pensamentos" - e ela soriu.
"A Kagome, obrigada!" - respondi enquanto a abraçava - "vou começar a escrever hoje mesmo!"
E cá estou.
O Tenshi (esse eu falo quem é depois) me deu um buquê de flores. É maravilhoso! Ele leva jeito com essas coisas. Rosas, lírios, girassóis, margaridas e gerânios. Todas amarradas com uma fita vermelha, e dentro, um cartão da mesma cor: "A vida se encolhe ou se expande na proporção da coragem de uma pessoa".
Respirei fundo e tentei não chorar, mas já era tarde. É incrível como esse garoto consegue tocar a gente. A Kagome tem muita sorte.
Ah sim, o presente do Inuyasha. Esse eu nem tentei resistir, chorei mesmo.
Ele me puxou para um canto mais afastado. Mais precisamente até a Árvore Sagrada. Parecia muito nervoso, estava vermelho. Fiquei preocupada, será que tinha acontecido alguma coisa? Ficamos nos olhando por um tempo até que ele finalmente tomou coragem e tirou alguma coisa do bolso.
"Rimi..." - começou ele, enquanto eu estava curiosa pra saber o que ele tinha escondido ali na mão - "eu pensei muito sobre isso e..."
Ouvimos uma risada vinda de longe, Shippou e Konhaku faziam cócegas em Tenshi e ele ria até não poder mais.
Inuyasha voltou sua atenção pra mim. Já devia ser meio-dia e estava muito quente. Eu podia sentir o cheiro do assado que a Sango e a senhora Kaede preparavam, enquato Kagome e outras 3 pessoas, cortavam as verduras para a salada. Todo o vilarejo participaria da minha festa. Meu estômago roncou de fome.
"Você lembra da semana passada, que eu sumia por um tempo, dizendo que tinha algo importante pra fazer?" - falou Inuyasha, me fazendo lembrar que estávamos conversando.
Acenei com a cabeça, lembrava sim.
"Bom...é que eu tinha arranjado um emprego na era da Kagome. Pra trabalhar com coisas pesadas, algo desse tipo. O dinheiro não era muito mas deu pra comprar o que eu queria..."
Porque todos chamam o ano de 2007 com "a era da Kagome"? Eu também sou de lá oras! Peraí. Trabalho? Dinheiro? O que ele estava aprontando?
"Eu não estou entendendo..." - falei, erguendo uma sobrancelha.
Inuyasha abriu a mão. A partir daquele momento, todas as incertezas sumiram e o mundo virou uma imensa nuvem cor-de-rosa.
"Rimi..." - ele se ajoelhou e segurou minha mão direita - "quer se casar comigo?"
Dentro da minha cabeça eu gritei: SIM!! Eu quero!! que pergunta! Inuyasha, eu te amo demaissss!!
No entanto, tudo que eu consegui foi soluçar. Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto eu dava o maior sorriso que minha boca aguentava.
"Sou uma idiota" - pensei - "mas a idiota mais feliz do mundo!"
Depois de alguns segundo (que me pareceram horas) eu já estava com os olhos inchados de tanto chorar e a boca dolorida de tanto rir. Finalmente balbuciei: sim...
Inuyasha me olhou como se tivessa ganho na loteria. Foi a fez dele de rir e chorar ao mesmo tempo.
Com a mão trêmula, ele colocou a aliança prateada (sempre gostei mais de prata do que de ouro, como ele descobriu eu nunca vou saber) na minha mão direita. Bem ao lado do anel com uma pequena estrela azul. Um anel que certa vez, me ajudou a vencer nosso maior inimigo. Mas isso não era mais importante, não naquela hora.
Inuyasha se levantou e eu empurrei a sua franja pro lado. Ele precisa cortar um pouco aquilo, já está caindo nos olhos.
O abracei e sussurrei baixinho, mas acho que ele ouviu: eu te amo...muito mesmo...
Ele retrubuiu o abraço e naquele instante o tempo parou. O sol quente, o barulho do rio ao se bater nas pedras, as risadas de Shippou e Konhaku enquanto fugaim de Tenshi que havia se libertado, o cheiro de comida, a senhora Kaede dizendo que o almoço estava pronto... Tudo isso perdeu a importância no momento em que recebi meu primeiro beijo como noiva da pessoa que mais amo no mundo.
* * *
Falando assim, até parece que a minha vida sempre foi perfeira né?
Bom, terrível também não foi. Como posso dizer... Diferente.
Bem, acho que seria um jeito interessante de começar esse diário (talvez deva dizer terminar, a história é longa).
Ok, está resolvido. Acho que vou contar minha história. Pelo MEU ponte de vista.
Então vamos lá. Era uma vez... (brincadeirinha tá?)
Então... como pode ser o título da história da minha vida?
Já sei: A História da Minha Vida. Hahaha!!
Tá, chega de palhaçada. Que tal Confissões de Uma Guardiã?
Gostei, nada mal... Vamos ver como fica...
Autora: Ahá!! Pensaram que eu tinha sumido né? Bom, aqui está um capítulo saído do forno pra vocês!! XD
(se é que algém ai ler isso u.u)
Minha outra fic foi apagada..INJUSTIçA!!
(porcaria de ç que nao aparece maiúsculo ò.ó)
Ahh..nao taquem pedra em mim tá? Nao vai ser só Inu/Rimi, ele quase nao vai aparecer na história..u.u"
XD
Meu Deuss..como o capítulo ficou grande o.o"
Melhor para de escrever ^^"
Té mais leitores o/
(que eu espero que apareçam e comentem ù.ú)
XDDD