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[Chrno Crusade] Dois mundos

Capítulo 1


Autor: ~Aislyn

Categoria: Animes/Chrno Crusade

Gênero: Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Tags:

Personagens: Chrno, Rosette, Satella, Azmaria, Irmã Kate, Remington

Classificação: 12+

Adicionado em: 13/10/07

Comentários/Favoritos 6/6

Caracteres: 10.850

Exibições: 395

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Obs: Universo alternativo... Rosette não é freira, Chrno não é demônio. Não coloquei nomes para os pais deles, ou seja, pode aparecer mãe de fulano, pai de sei lá quem, Sr. alguma coisa. XD

Resumo: Rosette e Satella são irmãs, completamente opostas, e tratadas de modos diferentes por seus pais. O resultado disso é...
Chrno e Azmaria também são irmãos. Unidos até o fim, sempre ajudando um ao outro.
Duas famílias que irão se unir de um modo inesperado...





"Já não agüento mais ser tratada assim. Eles ainda pensam que sou criança! Vigiam meus passos, meus horários, telefonemas, amigos...".

Uma garota andava pelas ruas escuras e sombrias da cidade, tinha um olhar muito triste e vazio, não sabia aonde ia, estava sem rumo, mas isso não importava. O que ela realmente queria era fugir dali, daquele mundo onde se sentia presa, sufocada, sem vida.

Seus olhos começaram a arder, uma pequenina e solitária lágrima percorreu sua face, mas a verdadeira tristeza só era sentida por seu coração que sangrava muito.

"Eu odeio essa vida, odeio as pessoas, odeio tudo!", seus pensamentos já não podiam mais ser controlados, logo eles extravasariam.

xXxXx


Rosette sempre foi controlada por sua família.

Sua irmã era a favorita da família, sempre sorridente, inteligente, bonita, e além do mais fizera um belo casamento e estava esperando um filho.

Sua mãe a obrigava a zelar pela aparência, devia estar sempre impecável, com roupas elegantes e gestos delicados. Seu pai dizia que ela devia obedecê-los, e em breve, obedecer cegamente seu futuro marido, ser uma esposa exemplar como a mãe e nunca se intrometer onde não devia.

Contudo, não era isso que ela queria. Seu sonho era outro, sonho que nem ela mesma sabia o que era, pois nunca a deixavam falar ou pensar por si mesma.

Após uma discussão muito... violenta... ela saiu correndo de casa, decidida a fugir e nunca retornar.

xXxXx


O céu estava tão escuro e uma fina chuva começou a cair, molhando-a toda, que não havia encontrado um abrigo para se proteger.

Rosette: A chuva é boa, ela lava minha alma... – ela parou no meio da rua, olhando para o céu, deixando que gotas de água se misturassem às suas lágrimas.

Como que para contrariá-la, ela ouviu o barulho de uma moto vindo em sua direção, mas não queria saber quem estava ali, queria apenas ir pra qualquer lugar longe de tudo que a cercava. Ele estava acelerando muito e acabou parando bem próximo, quase derrapando em cima dela. Um pouco de lama molhou seus pés e assustada ela virou para encará-lo, com uma fúria enorme no olhar, pronta pra gritar.

Até que seus olhos se cruzaram.

Ele sorria timidamente, como que num pedido silencioso de desculpas. Ela ficou estática, até que seus olhos lacrimejaram novamente. O garoto desceu da moto, retirou o capacete e olhou pra ela, que em um ímpeto correu para seus braços.

Ro: Ah, Chrno... eu preciso de ajuda! – ela chorava muito, escondeu o rosto em sua jaqueta, e logo começou a soluçar, tamanho era sua tristeza.

Chrno: O que aconteceu? – abraçou-a preocupado – Por que está chorando?

Ela não respondeu nada, ficou ali chorando cada vez mais. Ele não sabia o que fazer para acalmá-la, mas ficar debaixo daquela chuva não resolveria nada.

Chrno: Vem – chamou-a baixinho para não assustá-la. – Vamos sair dessa chuva, antes que você se resfrie.

Suas lágrimas começaram a cessar após um longo tempo, somente um soluço baixo permanecia ali. Eles sentaram à porta de uma cafeteria, deserta àquela hora, mas que servira para protegê-los da chuva e do vento frio.

Ele dava tapinhas em seu ombro, acompanhados de palavras de apoio. Ela balançava a cabeça afirmativamente, concordando com o que ele dizia, mas ainda cobria o rosto com as mãos. Não queria encará-lo ou deixar que ele visse o quanto estava triste.

Ficaram ali, em silêncio, vendo a chuva cair, sem pressa de acabar.

Um suspiro, a calmaria, um piscar de olhos.


Cri... cri... cri...


Rosette não sabia quanto tempo havia ficado ali, mas parecia ter cochilado um pouco. Sentiu-se mais leve, aquecida, protegida. Virou o rosto e viu uma jaqueta sobre si. Mas o que a fez corar mais, foi ver uma mão apoiada em seu braço. Mesmo sabendo quem estava ali consigo, ela ergueu o rosto e descobriu-se deitada no colo de alguém.

No colo dele. Seu amigo... Amigo?

Consciente da situação, ela levantou correndo e sentou, encarando mesmo sem querer, aqueles olhos que fitavam os dela.

Ro: Chr... Chr... Chrno?! O que faz aqui?

O garoto sorriu, como se vê-la ali desconcertada fosse algo muito gracioso.

Chrno: Você estava chorando muito e parecia cansada. Deixei que dormisse um pouco.

Ela ficou mais vermelha, e virou o rosto de súbito cortando o contato visual.

Ro: Já é tarde... sua mãe deve estar preocupada.

Chrno: Nada que ela não entenda com uma boa explicação.

Nessa hora Rosette olhou-o, meio assombrada, meio admirada. Como ele conseguia lidar tão bem com a família dele.

Chrno: É melhor eu te levar pra casa.

Ela baixou o rosto, seu semblante ficou sério, seus olhos voltaram a lacrimejar.

Ro: Não quero voltar...

Uma mão tocou seu rosto e secou suas lágrimas, levantou sua face e por incrível que pareça, ele ainda sorria, com aquele olhar compreensivo e cheio de determinação.

Chrno: tudo bem. Hoje você fica lá em casa. Minha irmã pode lhe emprestar uma roupa e você fica no quarto dela. Ela não vai importar.

Uma palavra de consolo, uma esperança, um sorriso.

Ele levantou e puxou-a pela mão. Subiram na moto e partiram. Ela ainda vestia a jaqueta dele, e agora ia abraçada à sua cintura.

“Como o cheiro dele é bom” pensou esboçando um sorriso.

Minutos depois pararam à porta de uma bela casa. Não era grande, mas inspirava serenidade.

Ro: Parece que estão dormindo – falou baixo com medo de acordar alguém.

Chrno: Já é bem tarde. Vamos entrar em silêncio. – já tirava a chave do bolso – Eu chamo só a Az e amanhã falo com minha mãe.

Ro: Tem certeza que não tem problemas?

Chrno: Mas é claro! – e entrou sendo seguido pela garota.

Passaram pela sala pouco iluminada àquela hora pelas luzes da rua. Entraram num pequeno corredor e pararam frente a uma porta entreaberta.

Chrno entrou, acendeu a luz e chegou perto da cama, enquanto Rosette observava tudo da entrada.

Chrno: Az... Azmaria. – ele chamava e balançava levemente seu ombro – Maninha acorda.

Az: Hum -.-

Ela sentou ainda sonolenta, esfregando os olhos e tentando acordar.

Az: Já é de manhã? – perguntou bocejando.

Chrno: Não, mas eu preciso de um favor – sentou ao seu lado.

Az: Amanhã eu faço... – deitou de novo e virou para o canto.

Gota na cabeça de Rosette. Agora ela sabia de onde vinha tanta energia: ela dormia feito uma pedra. XD

Chrno: Vai ser na chantagem mesmo. – coçou a cabeça, duvidoso – Se você acordar eu pago seu curso de canto...

Mal terminara a frase e a garota sentou já bem acordada por sinal.

Az: Canto? O que você precisa?

Chrno: A Ro precisa de roupa seca e um lugar pra dormir. – gota enorme na cabeça.

Az: Ro? – finalmente ela viu a garota parada à porta. – O que vocês dois estavam fazendo juntos na chuva?

Agora foi a vez de Chrno corar. Somente a garota sabia que ele tinha uma quedinha pela loira.

Chrno: Ahn... nada! Ela teve problemas em casa.

Az: Ah, sim... – ela acreditou, pois sabia da situação da garota, mas ainda assim levou na malícia. – Vem aqui Ro.

Enquanto Rosette entrava no quarto, Azmaria pulou da cama e se dirigiu ao armário. Tirou um pijama e uma toalha.

Az: Se quiser tomar um banho quente pode usar meu banheiro. – entregou sorridente.

Aquele sorriso. Devia ser de família. Todos prestativos, gentis, atenciosos.

Enquanto a garota se banhava, Azmaria foi buscar um colchão e Chrno foi preparar um lanche.


Irmã Kate: Desde quando ele sabe cozinhar?

Remington: Não faço idéia, mas fic é fic.

Eu tinha que por esses dois na história. ^^’



Tudo arrumado e todos acomodados, Chrno vai para seu quarto, Az pula de volta na cama e Rosette também se deita. As luzes se apagam e o silêncio predomina...


Cri... cri... cri... crack! Ops... pisei no grilo, gomen ne. ^^’


Az: O que aconteceu Ro? O Chrno não quis me dizer, então se quiser desabafar...

Ro: Meus pais com mania de casamento e perfeição, minha irmã esperando um filho... Já não agüento mais isso! Por que não posso escolher meu próprio caminho? Só uma vez!

Az: Não fica assim, nós vamos achar uma solução.

Conversaram bastante, até que o sono chegou.

xXxXx


Enquanto isso, em outra casa...

Sat: Calma mamãe, ela vai aparecer.

Mãe Sat: Mas já está tarde, ela devia ter ligado – ela chorava desesperada, esperando notícias da filha.

Pai Sat: A polícia só pode começar a busca depois de 24 horas – acabava de desligar o telefone. – Agora só podemos esperar.

Sat: Por que não ligam para as amigas dela?

Os pais se entreolharam, como se guardassem um segredo. E precisavam medir as palavras que seriam usadas.

Mãe Sat: Bom... é que... não conhecemos bem as amigas de sua irmã – olhou receosa para a filha.

Sat: Como não conhecem? Eu sempre trouxe minhas amigas aqui, vocês tinham o telefone de todas!

Pai Sat: Nós não... não damos tanta liberdade pra sua irmã – passou a mão na cabeça constrangido.


Um pequeno erro... um grande problema...

O que o dia seguinte pode trazer? Talvez um pouco de esperança. Ou quem sabe mais angústia? Mas agora só podiam esperar.


Capítulos de [Chrno Crusade] Dois mundos

[13/10/07] Capítulo 1

[02/12/07] Capítulo 2


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