Na Minha Infância, Conheci Uma Menina no 1º Dia de Primavera.
Era mais um dia calmo para todos os Alquimistas e cia. Ed e Al haviam saído para passear com Winry que havia vindo visitá-los.
Os Irmãos Elric conversavam com a jovem moça sobre as lembranças de quando haviam começado a treinar Transmutações.
Fazia um lindo dia de Primavera. Seria o primeiro dia em que as flores desabrochavam na Cidade do Leste.
Claro. Mustang e Riza andavam tão ocupados com assunto de segurança que nem haviam percebido quão lindas estavam as flores de primavera.
-Nossa, isso me lembra daquela vez que o Ed conseguiu transmutar uma coisa! – Exclamou Winry num sorriso nostálgico.
-EH? – Ed ficou com uma gota enorme e ficou de cabeça baixa.
-Ahh... – Al ficou rindo – Fala daquela vez que os cabelos dele...
Ed abaixou mais ainda a cabeça e deixou que Winry e Al rissem dele.
-Sim! Lembra? O Ed tentou e tentou transmutar uma coroa de flores e... Hi, hi... – Winry começou á rir.
-EU SEI O QUE FIZ! – Gritou Ed bravo – O que é que tem ter ficado com os cabelos espetados ao tentar fazer uma transmutação de flores!
Al e Winry se entreolharam por um momento e em seguida rolaram de rir.
Gotas
-Vocês são muito maus... – Murmurou Ed cruzando os braços – Mas sabe de uma coisa...
Ed levou sua mão ao queixo e ficou pensativo. Nesse momento, Winry vira uma “linda” Loja de Ferramentas e sem ter paciência de ouvir a conversa dos irmãos Elric, saiu correndo para lá.
-Ela nunca muda... – Riu Al.
-Al... Falando em infância... Por acaso você já ouviu falar da infância do Coronel?
-Do Senhor Roy Mustang? – Indagou Al surpreso – Nii-san, por que pergunta?
-Deve ser engraçado, mas... – Ed sorriu gentilmente – Como teria sido o aprendizado de Alquimia do Fogo para ele? Aposto que ele deve ter trabalhado muito desde a infância...
-Isso é verdade. O Coronel deve ter estudado muito...
-Apesar dos pesares eu imagino... Como teriam sido os fracassos dele? – Riu Ed. – Será que ele torrou muitas pessoas?
-Nii-san! Pare de falar isso! – Exclamou Al em tom de censura – lembre que você conseguiu explodir uma arvore ao tentar transforma-la em uma pequena casinha de arvore.
-UGH! Gotas Não me lembre disso Al!
“Mas... Como teria sido a infância dele?”
Estava fazendo uma linda manhã.
Roy matava seu tempo observando e ouvindo Hughes falar de como sua filha andava crescendo tão rápido em tão pouco tempo... Coisa velha já...
Era verdade, Hughes adorava vir visitar ele e Riza, claro, para falar sobre sua filha... Coisa que Roy adorava dispensar...
Riza estava de pé do lado da porta de entrada vendo Hughes ser esmagado por meio batalhão ao falar pela milionésima vez que a pequena Elisya havia comido uma torta de cenoura pela primeira vez.
-Eh? – Riza olhou pela janela do quartel e viu Winry, Al e Ed conversando.
Os três falavam sobre como estava lindo o primeiro dia de primavera... Riza pela primeira vez, sorriu nostalgicamente.
-Uma primavera calma... Eh. – Riza olhou para Roy que estava quase estralando os dedos de raiva. – Mas um dia... Calmo.
Roy nesse momento percebeu Winry, Ed e Al passando por ele, eles estavam se divertindo e conversando sobre a primavera.
O Alquimista do Fogo ficou surpreso com lembranças que vinham em sua mente... Lembranças que não tinha desde a época da infância...
Ele sorriu e fechou seus olhos... Primeiro dia de primavera... Lembrava-lhe um primeiro encontro. O encontro com uma pessoa muito especial.
-Na minha... – Roy sorriu saudosamente – É mesmo, faz tempo...
Seria essa sim! Era uma recordação antiga, mas que ainda existia... As recordações dos seus tempos de aprendiz de Alquimista.
A época mais divertida de sua vida, no tempo em que ele ainda sofria com constantes queimaduras pelo corpo por causa das Transmutações erradas.
Eu a Conheci Nessa Época...
-Roy-Kun! – Exclamou um pequeno menino – É a quinta vez que tenta fazer isso! Vai tentar de novo?
-Roy-Kun! Você está todo queimado! – Exclamou uma menina com os olhos marejados de lágrimas.
Um garotinho, com vestes chamuscadas de fogo e o rosto cheio de fuligem tornava á desenhar um circulo de transmutação no chão.
Ele parecia ter firmeza do que fazia, estava tão decidido á fazer aquela transmutação que nem dera ouvidos aos amigos.
-Dessa vez eu acerto! – Exclamou um Roy bem jovem – Eu vou fazer esse galho de arvore pegar fogo!
O menino com cuidado colocou as mãos na ponta do circulo que imediatamente começou á brilhar.
Parecia que estava dando certo, o galho começara á arder em chamas, mas algo dera errado...
Uma grande explosão de fogo acertou o rosto do jovem menino que rolou para trás surpreso com tudo.
Seu rosto ficou inteiro numa cor preta, quase nem se dava para ver os olhos do menino.
Todos os amigos de Roy riram por causa do estado dele.
-Boa Roy-Kun! Na próxima você vai fazer carvão pra gente – Disse outro menino.
Roy se ajoelhou no chão e olhou para o mesmo desolado. Errara de novo! Onde poderia ter errado?
Era verdade, tinha menos de cinco anos, mas ainda assim... Tinha que tentar!
Ele observou os amigos irem se afastando do parque da Cidade central e irem falar com os pais.
Roy se ergueu do chão e se sentou perto de uma grande arvore onde ficou observando o vai e vem de todos.
Roy sentia o rosto arder por causa de uma queimadura na bochecha que não parava de lhe incomodar.
-Por que não dá certo? – gritou Roy se erguendo e segurando o giz que usara para fazer o circulo. – Essa Alquimia... Eu não consigo nem controlá-la!
Nesse momento, uma bola acertou a cabeça do menino que surpreso se virou para o vão que viera a mesma.
-Desculpa! – Sorriu uma menina correndo até ele com dificuldades – A Bola é minha...
Roy pegou a bola e sentiu as mãos arderem por causa das queimaduras.
-Eh? Tá tudo bem? – perguntou a menina surpresa.
-Ahh... Foi apenas... – Roy viu a pequena menina tirar dos bolsos de suas vestes um pequeno curativo. Ela sorriu e colocou no rosto de Roy. – Eh?
-Assim não vai arder! – Sorriu ela.
-Obri... Obrigado! – Exclamou Roy.
A menina se curvou sorridente e pegou a bola. Ela percebeu que Roy segurava um giz.
-Era você quem estava fazendo aqueles fogos de artifício?
-Fogos? – Roy lembrou-se das pequenas explosões e encarou a menina – Ahh... Sim. Mas eu não vou fazer mais.
-Eh? Por que não?
Roy explicou á pequena menina que não agüentava mais errar e que a droga da Alquimia era para idiotas...
A menina, claro, não entendera nada. Ficou apenas encarando Roy com curiosidade.
-Sabe de uma coisa... – Ela se sentou na arvore – Alquimistas... Policiais... Heróis... Todos são iguais, neh?
Roy acenou com a cabeça.
-Se você é uma boa pessoa, por que não tenta fazer isso até acertar? Assim você só vai fazer coisas boas e não se tornar um idiota! – A menina sorriu – Neh?
Roy abriu um sorriso e concordou com a cabeça.
-É! Vou fazer o meu máximo! – Exclamou ele animado – Assim vou provar que essa Alquimia não será de idiotas!
-Isso! – A Menina pulou animada – E eu vou proteger as pessoas! Como você!
As duas crianças foram brincando enquanto cada uma fazia o que queria... No final do dia, a mãe de Roy tirara uma foto das duas crianças brincando... E assim, elas se separaram...
Mas antes que isso acontecesse, Roy perguntara o nome daquela menina.
-Riza! – Respondeu ela acenando – Até mais... Mustang-Kun!
-Mustang... Kun? – Roy ficou vermelho.
Qual era mesmo o nome dela?
Roy olhou para as próprias mãos calejadas de tanto treino e cheias de marcas por causa das queimaduras.
Tentando se lembrar do nome da menina que conhecera, ele apenas sorriu.
-Coronel, o que houve? – Perguntou Riza se aproximando e batendo continência.
-Eh? Nã... Não é nada – Sorriu Roy – Estava apenas lembrando de algo...
-Lembrando? – Riza arqueou uma sobrancelha.
-Isso. Eu conheci uma pessoa no primeiro dia de primavera, mas... Não me lembro o nome dela... – Roy riu – Imagine só. Eu esquecer o nome de uma mulher!
Riza balançou a cabeça e se afastou dali. Roy ficou pensativo tentando se recordar do nome... E mesmo depois de horas, não descobrira.
Longe dali, Riza segurava uma fotografia, ela a olhava com tanta nostalgia que uma lágrima involuntária caiu sobre a foto e escorreu. Ela finalmente sorriu.
-Mustang-Kun... Feliz 1º Dia de Primavera. – Sorriu Riza ao ver a foto das duas crianças juntas se divertindo. – Neh?
Na Minha Infância. Conheci Uma Pessoa Muito Especial.
FIM
N/A: Essa fic foi apenas uma inspiração num dia de Domingo em que eu estava vendo FMA XD
Dedica á Lú (Tomoyo), uma grande amiga minha que ama Full Metal Alchemist e claro, o Roy. (E também que me apresentou ao Anime!)
Claro, á Nielita, essa aí que adora o Roy (E mata aqueles que disserem o contrario XD) ’ E á todos que amam esse casal de FMA!