Oi gente!!
Perdoem se demorei muito, mas andei meio fadigada.
Mais um capítulo hoje para vocês da "Fic do nome esquisito" segundo a Naru XD
Sei que está grande, mas é que acabei me empolgando um pouquinho enquanto escrevia que acabei perdendo a noção de tempo e espaço.
Espero que apreciem-no.
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O recipiente estava completamente vazio. Num ato de desespero e fúria, Aoshi, com uma das mãos derruba grande parte dos ornamentos ali próximos em um dos altares. Incensos, frutos, moedas e demais oferendas e apetrechos todos caídos e esparramados pelo chão.
Ao cometer tal ação, ele acaba ferindo seu braço com os cacos de vasilhames e incensários quebrados. O corte superficial na altura do pulso começara a verter sangue. Sentindo-o escorrer pela pele, Aoshi parou e o fitou por alguns instantes com um olhar pensativo.
Em silêncio e com um semblante muito severo, ele retira-se do templo sem mais delongas. Ao botar seus pés no primeiro degrau da escadaria de acesso a este, o rapaz vira-se e fixa seu olhar mais uma última vez no templo que jazia com as portas escancaradas e ornamentos destruídos por sua fúria.
Aoshi então diz para si:
_Já esperava por algo do gênero... Querem me eliminar. Patético...
O espadachim segue seu rumo descendo a escadaria colossal do velho templo quase em ruínas corroído pela força do tempo e da natureza. A brisa roçava as folhas dos arbustos e das copas das árvores donde os raios de luz atravessavam quase em uma dança com a compania do vento.
Aoshi descia os degraus muito introspecto. Caminhava ele em completo silêncio por meio à floresta. Seu kimono, que uma das mangas havia sido tingida pelo sangue do corte em seu braço, cuja alvura do peça contrastava com o rubro do sangue chamava a atenção em meio à paisagem rústica e esverdeada. Quem o conhecesse e o visse caminhando daquele modo ficaria completamente atônito por não compreender tal situação.
Algum tempo significativo de caminhada e ele estava novamente nas redondezas da cabana onde agora vivia com a jovem estrangeira de cabelos negros e azulados. Ao ir aproximando-se da cabana ele a vê próxima às margens do riacho, sentada olhando o horizonte. Por um momento ele pensa em caminhar até ela, mas logo pára e segue para o interior da cabana sem dizer nada.
Não demora muito, Karol percebe que a porta estava aberta e que ela a havia fechado anteriormente, voltando até lá para verificar ela depara-se com Aoshi que muito quieto estava sentado em uma das camas olhando as paredes. Ela acaba até mesmo levando um susto, pois não esperava naquele instante vê-lo dentro da cabana. Sorrindo ela diz recostada à porta:
_Já chegou, Shinomori Sama? Quase me assustou!
O rapaz não responde a jovem, continua em silêncio e evita olhá-la nos olhos.
Preocupada, Karol aproxima-se cautelosamente o observando e por fim avista a manga do kimono manchada de sangue. Apreensiva, ela exclama caminhando um pouco mais rápido na direção do rapaz:
_Está ferido!
Com um gesto um tanto quanto frio da parte de Shinomori, ele puxa o braço que já estava nas mãos da jovem dizendo:
_Não é da sua conta, deixe-me um instante a sós, por favor.
Sem compreender a agressividade com que Aoshi fizera o gesto e dissera aquilo, ela afasta-se imediatamente dele em silêncio saindo da cabana, porém em seus olhos era visível a tristeza. Do lado interno da choupana, Shinomori continuava meditando sobre o ocorrido no templo enquanto do lado de fora, assim que fechou a porta, Karol corre para longe da cabana por não conseguir conter seu choro e temer que Aoshi ficasse mais zangado com ela ainda por isto.
Chegando aos pés de um centenário cedro, ela prostrar-se ali e permanece por alguns instantes completamente em silêncio, apenas podendo ser ouvida sua respiração um pouco alterada pelo choro e pela pequenina corrida.
As horas vão passando e é chegada a noite, com muito afeto, ela prepara o jantar e tenta agir como se nada tivesse ocorrido naquele dia esboçando seu sorriso.
Sobre uma pequena mesa de madeira muito velha que apenas era remanejada do canto da lareira até o centro da cabana nas refeições, a jovem estende uma toalha de algodão cru e põe à mesa quatro vasilhames: um com onigiri, outro com arroz, mais um com ramen feito por ela e por fim um vasilhame de peixes com molho à base de shoyu.
Aoshi passara todo o tempo dentro da cabana parado no mesmo lugar, Karol não compreendia e nem ao menos suspeitava qual o motivo disso, mas ela não queria perturbá-lo mais do que já aparentava estar. Ao acabar de preparar a refeição, Aoshi apenas deita-se na cama do mesmo jeito que havia chegado dizendo:
_Não participarei da refeição, pode o fazer sem mim.
_Mas, você passou o dia todo sem alimentar-se? E temos que cuidar do seu braço ainda. - argumenta preocupada, Karol.
_Se tiver fome eu mesmo providencio algo para satisfazer-me, quanto ao meu braço, não foi nada de mais, não se preocupe com isso. - responde Aoshi com voz ríspida e intimidadora.
Depois de ouvir tais palavras munidas de um tom tão inflamado e incessível, Karol apenas retira-se ao canto da cabana sentando-se ao chão próximo a lareira de costas para Aoshi que a esta altura estava com os olhos fechados simulando que estivesse dormindo, pois ele não o conseguia fazer.
O apetite havia se dissipado àquela altura dos acontecimentos após as duras palavras proferidas por ele. Karol observa o fogo da lareira contendo-se para mais uma vez, naquele dia, não cair em pranto.
O tempo passa e já estava quase amanhecendo Aoshi percebe que Karol ainda estava ao lado do fogo, colocando mais lenha na lareira e não havia ido deitar-se, mais uma vez em tom muito brusco ele diz:
_Vai recolher-se em sua cama ou pretende que seja feito à força? Você está me causando incômodo dessa maneira!
Karol, em silêncio, levanta-se e não olha para Shinomori, ela caminha até sua cama e deita-se se envolvendo na velha manta de lã.
Não tarda muito e amanhece. Aoshi não havia dormido nem se quer um segundo e estava com a respiração um pouco alterada o que acaba por acordar Karol que pergunta:
_Algum problema?
_Já disse para não se intrometer! Ficando calada já basta e ajuda-me muito!
Aoshi mais uma vez fora aldaz com Karol que se levanta em silêncio, ela sai e vai até o riacho onde lava alguns utensílios da cozinha enquanto Aoshi permanecia na cabana.
Ele levanta se sentando na cama, Aoshi não se sentia nada bem, ele começa a tremer muito, os pêlos de seu corpo ficam todos eriçados e começa a transpirar. Com o passar do tempo a sudorese aumentara violentamente e fora seguida de uma forte crise de espasmos musculares que o faziam contorcer-se e franzir o cerne de tamanha dor.
Karol procurava permanecer fora da cabana desde que saíra pela manhã, mas não durou muito tempo, próximo ao ápice do dia, ela escuta algo caindo e quebrando dentro da cabana, ela corre das margens do rio até lá para ver o que havia acontecido.
Ao chão, ardendo em febre, estava Aoshi caído, pois tentara levantar-se em meio a uma crise de espasmos musculares agudos e não fora capaz de mantêr-se em pé e acabou derrubando um jarro de barro que estava próximo ao seu leito sobre o velho criado mudo de cedro.
Preocupada, Karol corre até ele e o auxilia tentando o levantar do chão, mas ele não consegue. Sem saber o que fazer ela pergunta:
_O que está havendo Aoshi Sama? O que está acontecendo com você?
Aoshi não responde, apenas continua a gemer de calafrios e dores musculares. O desespero de Karol aumenta mais ainda quando percebe o estado febril do rapaz, ela então exclama:
_Você está ardendo em febre! Por que não me disse que não estava se sentindo bem? Poderia ter lhe ajudado antes mesmo desta febre tornar-se assim tão alta!
Levantando e apoiando Aoshi em seus braços o auxiliando a levantar-se, ela diz entrelaçando um dos braços de Shinomori sobre seus ombros para carregá-lo até a cama:
_Venha, eu o ajudarei a levantar-se. Vamos.
Com muita dificuldade e cambaleando Aoshi vai sendo conduzido por ela até seu leito onde se deita e em seguida é envolvido com a manta de lã.
Após ter feito isso, Karol providencia água e um pedaço de tecido o qual molhava no vasilhame que fora depositado sobre o criado mudo ao lado da cabeceira de Aoshi, ela embebia o pano em água fresca e colocava-o sobre a testa do rapaz.
Confusa ela observa-o por um momento tocando a face do jovem com uma de suas mãos muito carinhosamente e dizendo:
_O que está acontecendo aqui? Se ao menos me contasse talvez poderia ajudá-lo.
Aoshi tremia com os calafrios que a cada minuto que passava aumentavam. A febre não cessava e Karol ficava cada vez mais preocupada. Durante todo o dia e a noite que haviam se passado, Aoshi teve febre alta, calafrios e fortíssimas dores musculares que a cada vez que retornavam eram mais intensas.
Já era alvorada, Karol não havia saído sequer um minuto do lado de Aoshi, ela havia insistido inúmeras vezes para que ele a contasse o que estava acontecendo, porém, ele não dizia nada. O orvalho fazia a madeira velha da porta da choupana transpirar e o vento noturno a fazia bater de tempos em tempos com seus solavancos. A jovem virasse mais uma vez para embeber o pano de água novamente, mas é surpreendida por Aoshi que acaba entrando em uma crise de tosse muito intensa e esta acaba por deixar a moça mais apreensiva ainda, pois o rapaz estava vertendo sangue por sua boca. Não demora muito e a hemorragia estende-se por ouvidos e nariz.
Os espasmos eram intensos, já debilitado pelas crises de dor, Aoshi apenas contorcia-se e gemia mas com sofreguidão tamanha que era de dar pena em qualquer um que presenciasse tal fato.
Nesse instante, Aoshi acaba abrindo os olhos, eles estavam com as pupilas completamente dilatadas, mal podia identificar-se naquele instante o brilho de sua íris azul. De repente, após um gemido medonho e desesperador, a respiração dele fora interrompida. Sem mais e nem menos, suas córneas vão tornando-se róseas e começa a verter sangue por seus olhos.
Ao ver o ocorrido, Karol entra em completo estado de pânico e atira o pedaço de pano ao chão debruçando-se sobre ele e sacudindo-o desesperadamente na tentativa de reanimá-lo:
_Aoshi! Aoshi! O que houve? Aoshi!
Karol aproxima seu ouvido do rosto do rapaz e constata que ele não mais respira. Rapidamente ela inicia um processo de tentativa de reanimação. Com ambas as mãos ela toca no rosto dele na altura do maxilar entreabrindo sua boca. Logo ter feito isso ela então respira profundamente e toca seus lábios aos deles soprando o ar pela sua boca para tentar fazer com que ele retorne a respirar. Depois pressiona o tórax de Aoshi na tentativa angustiante de fazê-lo inspirar e respirar novamente.
Ela repete esse processo por várias vezes, e a cada uma delas, seu medo aumenta. Em meio á lágrimas com seus rosto e lábios manchados pelo sangue do rapaz ela já estava quase desistindo de tudo aquilo quando é surpreendida ao ouvir Shinomori tossir mais uma vez e voltar a respirar.
Aliviada e aos prantos, ela o abraça e diz:
_Por tudo o que você mais ama e preza, diga-me o que está havendo aqui, Aoshi. O que foi isso que aconteceu agora? Diga-me para que eu possa ajudá-lo, por favor.
Continua...
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Espero que tenham apreciado a leitura!
Agora, o que será que vai acontecer com Aoshi?
O que Karol vai fazer?
Isso, quem sabe agora é só Deus e o Aoshi_ San que cuidarão de escrever o nosso próximo capítulo!
Beijos para todos vocês que acompanham nossa fiction.
Claro, não poderia me esquecer!
BEIJOS OKASHIRA BOY !!!
XD
Vai que é tua menino!!!!!
^^