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[InuYasha] O filho é seu, a vida é minha!

Capítulo 2


Autor: ~natsume-aya

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens:

Classificação: 12+

Adicionado em: 03/10/06

Comentários/Favoritos 10/10

Caracteres: 9.581

Exibições: 3

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Como eu esqueci do disclaimer no prólogo e no capitulo um, o seguinte tem efeito “ex nunc” e “ex tunc”. Ele vale para todos os capítulos dessa fic: InuYasha infelizmente não me pertence, esta obra tem caráter tão somente recreativo, sem fins lucrativos, todos os direitos reservados a Rumiko Takahashi (claro que só sobre os personagens dela, os meus são meus e acabou!)


Capítulo 2


- Mãe posso brincar no parquinho? – perguntou Rin já se levantando da cadeira.
-Claro querida, mas só até o almoço chegar está bem?
-Tá. – disse a garota já correndo para o parquinho do restaurante.
-Então Kagome vai nos dizer o motivo desse almoço?- Kouga tomou mais um gole de seu drink.
- Eu já comentei com vocês, o Memorial Hospital de Tóquio me fez uma proposta praticamente irrecusável para trabalhar lá, terei um horário compatível com os da Rin e o salário é uma maravilha. E vocês sabem que, apesar de amar essa cidade que me acolheu tão bem e adorá-los. – sorriu docemente para os amigos a sua frente – eu quero voltar.
-Nós sabemos – foi a vez de Ayame se pronunciar – e apoiamos a decisão que você tomar. E com sua atual situação com o Naraku é bom você realmente mudar. – percebeu a expressão incomoda da amiga e decidiu mudar de assunto - Mas saiba que vou morrer de saudades de você e da minha afilhada e vou visitá-las todos os finais de semana e pode arranjar um quarto na sua casa pq é pra lá que nós vamos nas férias. – falou segurando a mão de Kagome cujos orbes já demonstravam o brilho cintilante das lágrimas.
-Concordo! – disse Kouga

- Eu já decidi vou voltar dentro de dois meses. Eu acho que também já é tempo de reencontrar o pai da Rin e contar sobre ela.
- A Sango e o Miroku têm mantido você informada sobre ele não é mesmo?
- É, eu conversei ontem com a Sango por telefone e ele continua na Europa com a mulher. Pelo menos terei tempo de me instalar antes de enfrentar a “fera”.
- Hum. – murmurou Ayame desanimada.
- O que foi amor? – perguntou Kouga afagando os cabelos da mulher.
- A Rin vai esquecer de mim quando estiver só com a outra madrinha. – respondeu a ruiva fazendo bico.
-Que é isso Ayame, por isso vocês duas são madrinhas dela e o Kouga e o Miroku padrinhos, todos são importantes demais na vida dela e duvido que ela esqueça você. Ela só encontra o Miroku e a Sango nas férias e nem por isso esquece deles.
O garçom trouxe os pedidos, logo Rin veio almoçar e o assunto se voltou para coisas mais banais.
- Então Naraku, como seu advogado, lhe aconselho a não faltar a próxima audiência. Ela será em Tóquio daqui a três meses e sua ausência pode acarretar um pedido de prisão preventiva.
- Você deveria ter me livrado dessa audiência Sesshoumaru, para isso eu lhe pago uma fortuna.
Sesshoumaru olhou para Naraku como se o medisse, depois esboçou um sorriso de deboche.
- Você me paga para que o defenda e não para que opere milagres. Já que terminamos por hoje, tenha uma boa tarde Naraku. – levantou-se da cadeira e dirigiu-se a saída.
- Eu não terminei ainda! – rosnou o moreno levantando-se da cadeira.
- Mas eu já! – o tom de Sesshoumaru era o usualmente frio, parecia não ter se abalado com o tom de Naraku - Passar bem! – dizendo isso deixou o recinto.
- Maldito! –Naraku jogou o peso de papel de cristal contra a porta, o objeto quebrou-se com o impacto. – Se não fosse o melhor advogado do Japão...
-Senhor Naraku precisa de algo? – Kagura entrou na sala carregando seu inseparável bloco de notas.
- A Senhorita Higurashi aceitou jantar comigo? – Naraku perguntou enquanto olhava através das janelas.
- Não senhor e mandou devolver todas as flores. Disse estar lisonjeada, mas realmente não tem tempo.
-Quem aquela mulher pensa que é para se fazer de difícil para mim. Isso já está me irritando. Mande entregar 100 dúzias de rosas vermelhas a ela e refaça o convite. Aliás, traga o cartão eu mesmo o escreverei.
-Ok senhor, vou mandar alguém vir limpar a sala. – Kagura olhou para os cacos de vidro em frente a porta, desviando deles para que não estragassem seu sapatos de grife saiu da sala.
- Ela ainda vai ser minha! – disse Naraku por fim perdido em seus pensamentos.
-Filha, por favor nós já fomos 7 vezes na carrossel!!!!! – Kagome já tinha ido a mais da metade dos brinquedos que existiam no parque de diversões, estava visivelmente cansada.
- Mas mãe eu adoro ficar nos bichinhos!!! – os olhos da garotinha brilhavam ao mirar o brinquedo.
-Está bem...
-Não K-chan deixa que eu vou dessa vez. – Kouga tomou a garota pela mão e foi para o brinquedo com ela.
Quando eles se afastaram, Ayame se sentiu livre para fazer a pergunta que desde o almoço martelava em sua cabeça.
-Kagome?
- Hum? – respondeu Kagome recostando as costas no banco de praça em que estavam sentadas.
- Você já o esqueceu?
-...
- É isso mesmo que você ouviu, você se acha preparada para rever o pai da Rin? Você já o esqueceu?
- ...
- Kagome... eu me lembro muito bem o estado em que você chegou a Kyoto. Você chorava dia e noite, não se alimentava, só fazia se lamentar por não tê-lo a seu lado, tenho certeza que se você não tivesse descoberto que estava grávida você se deixaria definhar, e acho que não estaria mais entre nós hoje. – os olhos de Ayame encheram-se de lágrimas. – Mas quando você descobriu que seria mãe você recobrou as forças para lutar, principalmente por ela. Eu sei também dos anos em que você chorava escondido por causa dele e amanhecia com olhos inchados. Tudo bem que a muito tempo não te vejo assim, mas você também não se envolve com ninguém então...
- Não Ayame, eu não me esqueci dele. – Kagome mantinha o rosto sério e o olhar fixo em Rin que brincava no carrossel. – Não posso esquecê-lo, pois ele é o pai da minha filha. Mas se você quer saber se o amo? Sim eu amo, não como o amei a alguns anos atrás, hoje é um sentimento mais fraternal, ainda sinto o imenso carinho que sempre senti por ele, fruto de nossa amizade. Mais não o desejo mais como homem, acho, ou melhor, sei que meu coração superou toda a magoa e a dor que ele me causou, afinal ele me deu meu maior tesouro. – deu um suspiro cansado antes de continuar – quanto a não me envolver com ninguém, eu não quero sair só por sair, quero me apaixonar de novo e ser correspondida dessa vez.
Ayame abraçou a amiga, havia sido junto com Kouga testemunha de todo o sofrimento de Kagome por ter sido preterida. Viu-a renascer quando a pequena chegou ao mundo, presenciou a luta interna da amiga para superar seu amor e assim ter forças para reencontrá-lo e contar sobre a menina. Em todos esses anos Kagome jamais se mostrara pronta a revê-lo até hoje.

-Senhor, deseja algo? – perguntou a garçonete de um pequeno café, num píer de Kyoto.
- Um expresso.
- Sim senhor, já trago. – disse a garçonete o deixando novamente sozinho.
Sesshoumaru estava novamente sentado na mesma mesa do dia anterior. A curiosidade nunca fora uma característica sua, mas aquela pequena humana tinha conseguido despertar isso nele. Lembrou-se da única humana capaz de despertar algum sentimento em si e seus olhos adquiriram um tom nublado. Ela havia ido embora há cinco anos, e sua natureza orgulhosa o impedira de ir atrás. Era ela a única pessoa capaz de faz-lo sentir alguma coisa e nesse momento ele sentiu saudade. O palito cinza escuro jazia novamente dobrado sobre a cadeira ao lado. A blusa social também cinza escuro contrastava com a gravata azul com listras diagonais prateadas. Mas o que mais chamava a atenção era sua cabeleira prateada presa em um rabo de cavalo. Era por ela que Rin procurava quando entrou no café, puxando a mãe pela mão.
-Mamãe, ele senta lá fora, vamos?
-Estou indo, querida! – Kagome se deixava guiar por Rin, e com a mão solta tentava segurar o vestido preto que usava. –“De onde vêm essa ventania?” – pensou a mulher enquanto olhava a barra do vestido esvoaçar.
- Ali está ele mamãe!! – disse Rin apontando para o rapaz sentado logo mais a frente.
Kagome levantou a cabeça e sua face adquiriu uma expressão surpresa.
Sesshoumaru havia sentido um cheiro conhecido invadir-lhes as narinas, instintivamente virou-se para trás e sua face, sempre imparcial, adquiriu uma expressão indecifrável.
- Kagome. – murmurou o yokai.
-Sesshoumaru. – foi a única coisa que escapou dos lábios da humana.

Continua....



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N.A.: Mais um capitulo,após séculos de ausência!!!!! O pxm capitulo vai ser bem interessante e vcs vão conhecer um pouco mais da história desses dois. O capitulo inteiro é praticamente um flash back e... não vou contar mais nada pra não estragar a surpresa. Uma curiosidade: o pxm capitulo era o prólogo de uma outra fic que eu estava escrevendo, mas eu estava lendo por esses dias e achei que se encaixava perfeitamente nessa e aí me veio o gás para voltar a escrevê-la (mesmo que tenha que ter feito isso de madrugada, mas td ok!). Por hj é só, MUITO OBRIGADA PELAS REVIEWS e claro podem deixar mais que eu aceito!!! B-jos e divirtam-se!!!


Capítulos de [InuYasha] O filho é seu, a vida é minha!

[24/08/06] Prologo

[26/08/06] Capitulo 1

[03/10/06] Capítulo 2

[08/10/06] Capítulo 3

[29/11/06] Capítulo 4

[29/12/06] Capítulo 5

[20/11/07] Capítulo 6


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