Nota da autora: FullMetal Alchemist não me pertence... e não gosto que me lembrem disso tá bom!òó Oi povo, ai vai mais um cap!!!
Eu espero que vocês gostem desse! Tem algum shoujo! Afinal só sei escrever isso ahuahuahua
Não vou falar muito, então ai vai
Obs: "italico" = pensamentos da Riza "negrito" = pensamentos do Roy
OxoxOxoxOxoxOxoxOxoxO = mudança de tempo, espaço ou pessoa
Cap V
Foi para o quartel depois de comprar os remédios e esconde-los nos bolsos.
- E como foi lá? – perguntou Roy curioso quando a encontrou no corredor.
- Lá aonde? – não fazia idéia do que ele poderia estar falando.
- Na costureira! Ou você encontrou o vestido num açougue ou na florista? – riu pegando-a pelo braço e a guiando para a garagem.
- Escolher um vestido não é assim tão fácil senhor, e eu não tenho pratica nenhuma! – mentiu mais uma vez.
- É verdade. – concordou entrando no carro.
O silencio reinou no automóvel por quase todo o caminho, até que Roy resolveu falar algo que estava incomodando - o.
- E quando começaremos a encenação?
- Como assim coronel? – perguntou Riza fitando tudo a sua frente.
- Nos casaremos daqui três semanas e nem ao menos nos beijamos! – disse ele quase gritando.
- Nunca vi um militar beijar outro em publico senhor! – disse ela calmamente usando sua racionalidade costumeira.
- Mas não precisa ser em publico tenente, pode ser na sua casa... na minha ou no escritório. – sorriu com malicia
Ela entendeu onde ele queria chegar e não estava disposta a ceder, não depois da noite anterior.
- Repita a sua primeira pergunta coronel. – pediu ela ainda sem o fitar.
- Quando começaremos a encenação? – repetiu
- Isso, agora repita a ultima palavra. – ainda olhava a rua escura.
- Encenação.
- Pronto! Como o senhor acabou de dizer, será uma “encenação” portanto não precisaremos disso até o dia do casamento, apenas quando o celebrante nos declarar casados. – sorriu vitoriosa.
- Hunpf – resmungou derrotado e revoltado.
- Não fique chateado senhor, pode ir beijando minha vizinha até lá, soube que ela está solteira... – escarneceu a tenente freando o carro em frente ao apartamento de Mustang.
- Você ainda me paga Riza Hawkeye! Ainda vai implorar pelos meus beijos! – disse antes de entrar.
Ela não pode conter a risada, acelerou o carro e voltou para casa, tinha que tomar seus remédios e passar a pomada.
Sentiu o efeito imediato do medicamento, sua dor foi diminuindo aos poucos, começava a acreditar que tudo aquilo era devido a idade, mas ela mal passava dos 27 anos.
Foi dormir com uma preocupação a menos na cabeça, agora teria que pensar apenas no casamento.
- Eu não acredito que vou mesmo fazer isso! – disse olhando para o teto enquanto o sono não chegava. Começou a imaginar a cerimônia, aquele monte de militares com suas fardas especiais olhando-os e cochichando.
Começou também a pensar no que aconteceria se o plano não desse certo no dia e tivessem que levar aquilo adiante, teriam que compartilhar a mesma casa... as mesmas coisas... e quem sabe o quanto tempo aquilo duraria.
- Eu não durmo na mesma casa que ele em hipótese alguma! – sussurrou antes de adormecer.
OxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxO
- Bom dia coronel. – cumprimentou a tenente quando o viu entrar na sala.
- Só se for o seu dia que é bom! – resmungou ele se sentando sem fita-la.
- Algum problema senhor? – indagou indo ate a mesa dele e depositando alguns relatórios.
- Pense um pouquinho! – ironizou.
- E como vai o machucado? – mudou rapidamente de assunto.
- Melhor, pra sua infelicidade não vou morrer disso! – continuou com o sarcasmo pegando os papeis e lendo.
- Mas por que eu ficaria infeliz ao vê-lo vivo coronel? È o senhor que de certa forma paga as minhas contas, ficaria desempregada se morresse... – sorriu jogando o mesmo jogo dele.
- Não brinque comigo Hawkeye, não estou de bom humor hoje! – disse muito sério.
- Ok, mas qual o motivo disso, sem ser a noite passada é claro? – perguntou com a mesma seriedade quando voltou a sua mesa.
- Esse casamento tem me tirado o sono! Qualquer um aqui desse inferno pode ser o maldito espião! Até mesmo você! – disse zangado fitando- a.
- E por que eu faria isso? – perguntou atônita
- Não sei! È isso que me tira do sério, cada um pode ter um motivo qualquer! – coçou a cabeça e levantou-se indo até a janela.
- Confesso que isso tem me preocupado também. – disse ela colocando os relatórios que lia sobre a mesa.
- Temos que resolver isso no dia da cerimônia, não quero ficar casado com você por muito tempo. – falou sem se virar.
Esse foi um golpe mortal para Riza, se não estivesse sentada com certeza cairia. Ela se recompôs tão rápido quanto ficou surpresa.
- Eu também não quero isso senhor. – disse controlando a fúria na voz.
- Eu sei que não, só que temos motivos diferentes...- se voltou e a fitou com desanimo.
Ela viu então a expressão triste na face dele.
- E qual é seu motivo? – perguntou entre curiosa e desapontada.
- Medo... – baixou os olhos e se sentou.
- Medo? Mas de que? – estava perplexa.
- De mim... de você... da minha burrice...
Aquele assunto estava sério demais e Riza não queria vê-lo naquele estado.
- Não me tema senhor! Eu não mordo o máximo que faço é atirar. – brincou arrancando um sorriso de Mustang.
- É disso que tenho medo tenente... você consegue de mim tudo o que quer... – confessou voltando às feições sérias de antes.
Hawkeye nada falou, suspirou e voltou a ler os papeis quando viu que Roy fazia o mesmo.
Minutos depois um soldado entrou na sala e entregou à tenente um bilhete do Füher para que ela o lesse junto com o coronel.
O pequeno papel trazia algumas novas informações sobre o espião e ordens para que eles começassem logo a fingir o caso e uma ordem para que Mustang incinerasse o bilhete.
- O que ele quer que façamos para fingir! Isso aqui é um quartel! – disse Riza revoltada.
- Não sei, talvez devêssemos andar mais juntos, passear fora do expediente, conversar de uma forma um pouco mais intima quando estivermos na vista de algum soldado. – sugeriu Roy jogando o papel na lixeira e cumprindo a ultima ordem.
- É... talvez.... – tinha que concordar com a idéia dele, pelo menos era melhor que a anterior sobre se beijarem.
- Eu não posso sair nesse sábado por que tenho que ir no alfaiate tirar as medidas da farda, quer dizer da roupa pro casamento.
- Também não posso, mas domingo não farei nada a tarde. – disse ela constrangida.
- Ótimo, vamos passear no parque principal eu passo na sua casa as 13:00 horas. – disse sorrindo. Durante muito tempo ele quis chamá-la para sair mas sabia que nunca aceitaria, agora lá estava ele.
- Sim senhor. – respondeu sem fita-lo, extremamente corada.
Outra vez o silencio dominou a sala, naquelas horas é que ambos sentiam mais falta dos amigos que partiram...
O almoço chegara e eles teriam que começar a colocar o plano em pratica. Então Mustang a fez se sentar na mesa dele onde os dois ficariam a sós mas sendo vistos por todos.
- Não fique vermelha tenente, aja naturalmente como se namorássemos a vida toda. – ele sabia que aquilo soara ridículo, não eram mais adolescentes a muito tempo.
- É um pouco difícil evitar. – disse ela corando ainda mais.
Ele pegou a cadeira e a colocou bem próxima a dela. Só então reparou a quantidade de casais que havia ali. A mudança da lei de confraternização entre militares fez efeito rápido. Muitos oficiais deixaram vir a tona os romances escondidos.
Riza temeu que Roy pudesse ouvir seu coração que batia tão descompassadamente no peito.
O coronel com as mãos tremulas acariciou-lhe o rosto com suavidade. Nunca imaginara ter coragem para tanto e nem que a tenente permitiria aquilo no QG (ou em qualquer outro lugar).
A tenente sentiu-se arrepiar com o toque e engoliu em seco para não perder o controle.
Foi quando reparou as expressões atônitas nos rostos de todos ali, todos observam o Flame Alchemist e sua tenente em demonstrações publicas de afeto.
- Eu acho que já é o suficiente senhor – sussurrou constrangida.
- Tudo bem. – tirou a mão que já se habituara a textura suave daquela pele e se levantou. – Vamos?
- Sim. – levantou-se e o seguiu de volta para a sala.
- Foi constrangedor o modo como nos olhavam. – comentou ela quando já estavam nos seus lugares.
- Esses abutres que se aproveitam de qualquer coisa para se intrometerem! – respondeu dando mostras novamente de seu mau humor.
- È verdade, mas agora tudo o que queremos é que todos saibam. – retrucou a tenente.
Roy nada respondeu não podia negar que gostava da situação, poder tocar em Riza sem temer uma possível bala cravada no peito ou uma bofetada e o melhor ainda esfregar na cara de todo mundo ali que ele conquistara a senhorita “seriedade” do quartel.
Sem nenhuma novidade o dia passou rapidamente e logo a noite deu o ar de sua graça despejando suas sombras por toda a Cidade Central.
- O senhor vai querer carona hoje coronel? – perguntou a tenente quando arrumava suas coisas para ir embora.
- Vou sim, só um minuto. – pediu enquanto “ajeitava” os papeis numa pasta.
- Sim senhor.
- Pronto. Vamos querida. – disse num impulso quinze minutos depois.
- Como? – perguntou atônita, foi só então que se lembrou da farsa.
- Desculpe. – pediu constrangido
- Não se preocupe. – tentou um sorriso quando Mustang educadamente deu passagem para ela.
O coronel sabia que era um fraco e temia perder o controle diante de tanta proximidade com Riza...
E tudo piorou nos dias que se seguiram, todas as oportunidades que tinham de fingirem eles aproveitavam, na hora do almoço eram os olhares trocados e algumas tímidas caricias, na saída eram os sorrisos de cumplicidade e as palavras ditas ao pé do ouvido mas que sempre se resumiam a coisas do trabalho.
- Isso ainda vai me matar! – sussurrou Roy enquanto olhava a janela.
Nessa hora a tenente chegou trazendo alguns arquivos e pastas pesadas.
- O que vai mata-lo senhor? – perguntou tentando esconder a preocupação e mostrar indiferença.
- Esse plano maluco! – disse se sentando e vendo-a caminhar até sua mesa.
- E como isso o mataria?
- Você não vai querer saber. – suspirou e impaciente se levantou indo em direção a uma estante cheia de livros próximo a onde Riza trabalhava.
- Se não quer contar coronel, apenas diga que não quer. – ironizou.
- Se eu contar serei um homem morto com certeza. – pegou um livro e folheou -o.
- Se não contar também será! – Riza estava prestes a perder a paciência com aquele jogo infantil dele. Sabia que sua língua coçava para falar o que o incomodava.
- É a farsa! Céus! Será que ele sabe como é difícil ficar tocando em você, falando baixo no seu ouvido e ter que conviver com você mais que o habitual. – confessou ainda olhando para o móvel.
- Não sabia que era um sacrifício tão grande! – disse ela sem conseguir esconder a magoa diante de tais palavras.
- Pois é... eu daria tudo para que isso fosse real... – falou num tom baixo.
Riza sentiu seu coração parar, a respiração tornou-se difícil e o sangue começou a subir rapidamente para o rosto.
Um silêncio incomodo se instalou entre eles. Não era a intenção do coronel revelar aquilo naquela hora, mas ficava cada dia mais difícil esconder aqueles sentimentos que pareciam transbordar do peito.
- Eu vou levar isso para o general Ikki. – disse Hawkeye se levantando e saindo rapidamente da sala com um papel na mão.
Ela nem se quer andou até o corredor, parou atrás da porta e colocou o braço com a folha sobre o peito e a mão tocou a boca que se mantinha semi aberta de espanto.
“Eu ouvi mesmo isso tudo?”
Seu coração ainda batia fora do ritmo e seu rosto manteve a cor avermelhada da vergonha.
Não quis acreditar nas palavras do coronel, resolveu ignora-las e tentar esquecer.
Voltou para a sala como se nada tivesse acontecido e não se surpreendeu com a mesma atitude da parte de Roy que cochilava tranqüilamente na sua cadeira.
Continua...
Ai está povo!
O Roy fofo como sempre, lindo, gentil, simpatico, doce, meigo, engraçado...*babando mto*
O proximo cap é na semana que vem!
Deixem comentarios ok!
Bjus
^^