Nota da autora: FullMetal Alchemist não me pertence, nem Roy Mustang nem o InuYasha e nem outro animê... infelizmente né... Oi seres!
Obrigada pelo apoio e comentarios nessa fic! Deixaram-me imensamente feliz ^^
Fico feliz tambem em dizer que terminei a fic, 82 paginas de mto trabalho e dor nos dedos ^^!
Espero que gostem desse cap.
Sem mais delongas
Obs: "italico"= pensamento da Riza "negrito" = pensamento do Roy
OxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxox = mudança de tempo, espaço ou lugar.
Cap IV
Mais uma vez a noite chegou com sua beleza rotineira, mas nenhum dos dois ocupantes do carro preto que traçavam o trajeto de volta para a casa reparavam na lua cheia ou nas estrelas cintilantes
- Não fique com essa cara Hawkeye! – disse Mustang fitando-a a mulher séria que dirigia.
- Talvez tenha se esquecido coronel mas eu só possuo essa! – respondeu sem olha-lo.
- A menos de três horas você me disse que não era tão ruim a idéia do tal casamento que o Füher arranjou, mas continua com essa expressão! – ele começava a perder a parca paciência com aquilo tudo.
- Não vou falar sobre isso. – declarou ela no intuito de encerrar o assunto.
- Mas eu quero falar, será que pelo menos uma vez na vida você pode encarar seus sentimentos? Céus! Eu sei que você os tem, sei que é passional, que é humana!
Aquele discurso emocionou Riza, jamais alguém reconhecia nela tudo aquilo, sempre a julgavam fria ou distante nunca se preocupavam com o que se passava dentro dela.
- Pelo menos olhe nos meus olhos! – ordenou segundos depois quando paravam em frente a casa dele.
Ela automaticamente obedeceu e um tanto constrangida o fitou. Nunca aqueles olhos negros a deixaram tão emudecida antes.
Acordou do estado de letargia e voltou a sua expressão anterior.
- Boa noite coronel. – disse virando o rosto para a rua.
- Um dia terá que encarar tudo isso. – respondeu antes de sair do carro.
“Espero sinceramente que esse dia nunca chegue... posso não ser forte o suficiente para suportar...”
Guiou até sua casa, entrou acariciou a cabeça de Hayate que viera recebe-la abanando o rabo.
- Não há motivos para tanta alegria. – disse fitando o animalzinho que apenas olhou-a confuso.
Preparou o jantar e foi se banhar. Soltou um gemido quando a água morna tocou sua pele, toda a tensão acumulada se dissipou de uma só vez o que lhe causou certo desconforto, além da constante dor que tinha há algum tempo nas costas. As marcas de Roy ainda estavam lá... a cicatriz.... não queria contar para ele o que se passava com ela, queria livra-lo de mais um culpa na vida.
Às vinte e uma horas e vinte e cinco minutos foi ela em direção a janela ver o seu “admirador”. Algo a encorajou a ir até lá fora e espera-lo escondida atrás de um muro.
Ele chegou andou de um lado para o outro e parou em frente a casa olhando para a janela onde uma luz fora propositalmente acesa para atrair sua atenção. O medo fez com que a tenente sacasse sua arma e se aproximasse com precaução do portão.
- Mãos para o alto! – gritou ela apontando o revolver e saindo do seu esconderijo.
No susto o homem se desequilibrou e caiu batendo com a cabeça na calçada e desmaiando em seguida.
Assustada também ela correu até ele para ver quem era. Quase morreu do coração ao ver o rosto do estranho.
- Meu Deus, eu matei o coronel! – disse colocando as mãos nos lábios e fitando-o estirado ali.
Para a sua sorte ele começou a gemer e abriu os olhos segundos depois, colocou a mão na cabeça e viu uma mancha de sangue.
- Qual é o seu problema Riza, seu dever é me proteger e não tentar me matar! – disse tentando se levantar mas se caindo sentado.
- Me desculpe coronel! – constrangida ela o ajudou a se erguer e levou-o para dentro de casa.
- Você não esta bem mesmo! - disse enquanto deitava-se no sofá e levava novamente as mãos à cabeça ferida.
Hawkeye correu até o banheiro e trouxe uma toalha limpa, também pegou água e um anti-séptico.
- Já disse coronel, tenho meus problemas também. – limpou o ferimento arrancando alguns gemidos de Roy.
Quando tudo estava terminado ela meneou a cabeça num gesto negativo.
- E agora o que foi? – perguntou ele se levantando.
- O senhor não se envergonha de ficar espionando minha casa? – disse muito séria.
- Eu não estava espionando sua casa, estava espionando a casa da vizinha! Que alias é muito bonita. – mentiu sorrindo.
”Uma arma!... Onde está minha arma! Eu vou mata-lo!”
Riza quase bufava de raiva, ela havia se preocupado com ele, tratado seu ferimento e ele nem estava ali para vê-la!
- E por que parava em frente a minha casa? - perguntou ainda irada.
- Por que se parasse na frente da casa dela estaria preso a uma hora dessas! – continuou com a mentira deslavada.
Ela nada disse, estava fora de controle sabia que se arrependeria do que diria ali.
- O senhor esta melhor? – perguntou sem fita-lo.
- Sim obrigada. – sorriu
- Então por favor saia da minha casa, estou cansada e quero dormir.- indicou a direção da porta.
- Mas... eu... – não sabia o que dizer, estava desconcertado.
- Por favor. – pediu com seriedade.
- Está bem... sinto muito. – disse antes de sair sendo seguido por Black Hayate que latia incessantemente.
- Você é uma idiota mesmo! – disse a tenente para si mesma depois que Mustang já estava bem longe dali. – Não aprendeu até hoje, esse homem não será seu!
Foi se deitar muito contrariada, sabia que seria uma longa noite de dores físicas e emocionais...
Quando o sol nasceu ela se levantou rapidamente e foi se trocar. Antes de vestir sua blusa preta viu que sua cicatriz sangrava estranhamente, apenas limpou o ferimento resolveu procurar um medico depois do expediente.
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- Você é um estúpido mesmo Roy Mustang, não precisava mentir pra ela daquela forma! Riza nunca vai me perdoar... – dizia o coronel olhando-se no espelho enquanto se vestia.
Sabia que poderia ter falado a verdade, não estavam no quartel então não haveriam problemas em dizer para Hawkeye que ele a vigiava todos os dias apenas para vê-la mais uma vez antes de dormir... Queria confessar seus sentimentos mas era como se algo o segurasse e o impedisse de ir além de um toque naqueles belos cabelos dourados...
- Acorde homem! Você vai se casar com ela, tem que ter coragem! – continuou dialogando consigo mesmo indo em direção a porta com uma torrada na boca.
Quando chegou ao quartel lá estava ela, imponente atrás de sua pequena mesa próxima a ele. Levantou-se como de costume e prestou continência, mas não disse um bom dia sequer assim que foi cumprimentada.
- Preciso de uma autorização para sair uma hora mais cedo hoje coronel. – disse antes da hora do almoço.
- E quem vai me ajudar aqui? – perguntou olhando para todos os relatórios e ordens em cima de sua mesa.
”Respire Riza, apenas respire...”
- O senhor não precisa de ajuda, mas peço que me libere por favor. – respondeu controlando a raiva.
- Está bem, mas pra que? – indagou curioso e antes que ela pudesse responder ele prosseguiu sorrindo. – Já sei, vai comprar o seu vestido não é?
- Sim senhor. – mentiu.
- Pode ir então. – assinou o papel com gosto e o entregou a ela.
No final do dia ela pegou um carro e foi até o centro da cidade num dos centros médicos do exercito.
- Boa tarde, gostaria de falar com o doutor John. – disse um pouco nervosa assim que entrou no consultório.
- Tem algum horário marcado? – perguntou a atendente gentilmente. O oficiais do exercito eram atendidos no próprio quartel por um medico licenciado quase nunca freqüentavam o centro medico externo.
- Não mas liguei mais cedo e me disseram que eu poderia vir aqui agora.
- Entendo, qual seu nome?
- Hawkeye, Riza Hawkeye.
A mulher anotou o dados da tenente e pediu que se sentasse.
Muito tempo se passou e ninguém viera chamá-la, quando estava quase sem paciência e prestes a sair dali, um belo homem veio em sua direção.
- Sra. Hawkeye? – perguntou o moreno alto e forte, cujos olhos eram tão azuis quanto o céu do verão.
- Srta. – corrigiu ela.
- Desculpe, sou John Alan. – estendeu a mão para cumprimenta-la.
Riza quase prestou continência, estava desacostumada a cumprimentar pessoas civis e mesmo ele sendo um medico militar não requeria toda a formalidade. Apertou a mão do medico que lhe sorria.
Entraram no consultório muito bem organizado e moderno.
- Deite-se ali por favor. – pediu ele apontando para a maca.
Definitivamente a tenente odiava consultas e médicos, ter que esperar por horas e toda aquela bateria de exames que se seguiam.
Depois de deitada ele pegou seu estetoscópio começou todo o procedimento.
- Minha secretaria disse que a Srta. tem sofrido de constantes dores nas costas.
- Sim. – respondeu um pouco tensa, o toque daquele homem lhe causava arrepios.
- Entendo, poderia tirar a jaqueta e a blusa por favor. – pediu indo até sua mesa e voltando.
- Como é? – perguntou começando a entrar em pânico.
- Tire a parte de cima da farda para que eu a examine melhor. – ele não entendia a recusa.
- Não, eu não posso, o Sr. não poderia me passar algum medicamento? – indagou bem nervosa.
Ninguém poderia ver a tatuagem... nem tocar... ela pensava que ele apenas indicaria algum remédio para ela e pronto.
- Não sem antes examina-la adequadamente. – disse serio.
- Então eu vou embora. – se levantou e ia em direção a porta.
- Espere! Me diga então o que esta sentindo exatamente, verei o que posso fazer. – falou indo ate ela.
- Está bem. Minhas costas doem muito, mas apenas superficialmente, embora isso dificulte meu trabalho.
- Você é o que? – perguntou fazendo com que Riza se sentasse.
- Tenente, minha especialidade são armas.
- Entendi, seus braços também doem não é?
- Sim. – disse fitando-o
- Então não é só superficial, você sente mais alguma coisa?
- Eu tenho uma espécie de ... de ... cicatriz – falou com dificuldade.
- E o que tem essa cicatriz.
- Ela tem sangrado nos últimos dias, eu não entendo por que já que foi provocada por uma queimadura. – tinha a certeza que não revelava nada perigoso assim.
- Não posso fazer muito sem examina-la, mas posso prescrever alguns medicamentos e uma pomada. – falou o moreno depois de alguns segundos meditando, foi novamente a sua mesa e anotou algumas coisas no papel.
- Obrigada. – tentou sorrir apesar do constrangimento.
- Não há de que, senhorita. – sorriu de forma galante.
Sorriso que fez Riza corar ainda mais.
- Adeus. – girou a maçaneta e ia saindo.
- Infelizmente acho que é mesmo um adeus. – disse o medico.
”Céus! Ele estava flertando comigo! Será que devo denuncia-lo? Hum...não!”
Ela não podia negar que gostava daquilo, nunca fora “assediada” antes e saber que alguém a enxergava como mulher apesar da pesada farda azul era muito bom.
Continua...
Está ai povo!
Espero postar um outro cap amanha se a chuva deixar x.x
Coitado do Roy ^^
Riza Hawkeye arrasando corações !!! huahua
Um otimo final de semana pra vcs!
E comentem gente!
Bjus
^^