Nota da autora: FullMetal Alchemist não me pertence e nem o coronel Mustang... infelizmente... Oi pessoas!
Aqui estou eu novamente, como a fic vai ter muitos capitulos (se Deus quiser) vou postar 2 por final de semana ^^
Agradeço os comentários nos capitulos anteriores, amo vcs ^^
Continuem lendo e comentando pessoas!
Obs:
"italico" = pensamentos da Riza "negrito" = pensamentos do Roy
OxoxOxoxOxoxOxoxOxoxO = mudança de personagem, tempo e espaço.
Cap III
Cap III
OxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxOxoxO
- Bom dia tenente. – cumprimentou Roy, atrasado como sempre, ao entrar na sala.
- Bom dia senhor. – se levantou prestou continência e sentou novamente, já agia assim quase automaticamente.
- O Füher já a chamou? – perguntou curioso se sentando.
- Não ele mandou avisar que quer conversar comigo daqui a meia hora. – respondeu sem tirar os olhos do trabalho.
- Hum... “Menos mal, pelo menos não sobrará pra mim essa missão suicida.”
- O senhor sabe do que ele quer tratar? – fitou-o com uma ponta de curiosidade.
- Não... – mentiu virando o rosto para a pilha de relatórios a sua frente.
Meia hora depois um cabo veio chamá-la.
Encaminhou-se para a sala de Ishitawa com a altivez de sempre.
- Bom dia tenente Hawkeye – cumprimentou ele com um enorme sorriso oferecendo-lhe uma cadeira.
- Bom dia senhor. – prestou continência sentou-se, agora bem mais apreensiva, não entendia o que um Füher poderia querer com uma simples tenente.
- Deve se perguntar o que a traz aqui não é mesmo? – sorriu mais uma vez.
”Então é verdade o que dizem, ele lê mentes mesmo!”
- Confesso que sim, senhor. – disse constrangida.
- Deve estar ciente dos problemas que Amestris tem enfrentado nas fronteiras do Leste.
- Estou sim senhor, Galharda tem um exercito medíocre mas estranhamente tem aniquilado nossas defesas e descobrem nossos ataques muito antes de acontecerem. – disse ela com aparente calma.
- Isso mesmo, vejo que tem feito sua lição de casa muito bem tenente. – riu e ajeitou-se na cadeira enorme de couro.
Ela nada fez alem de corar um pouco e sorrir com dificuldade.
- Tenho certeza também que sabe o que isso significa.
- Há um espião aqui.
- Exatamente, sua missão é encontra-lo ou pelo menos ajudar a inteligência a encontrar ele ou ela.
- Minha missão? – repetiu ela tentando entender. Não era comum designar uma oficial do baixo escalão para algo tão secreto.
- Sua e de seu superior. – explicou ele.
Agora tudo começava a clarear na mente dela, Roy é quem faria tudo e ela o auxiliaria.
- E o que devo fazer senhor? – perguntou, mal sabia ela que se arrependeria disso por muito tempo.
- Você e o coronel Mustang deverão se casar. – disse muito sério.
O choque foi tão grande que Riza nada disse, ficou ali parada boquiaberta olhando para o homem de cabelos grisalhos.
- Sei que parece um pouco estranho.
- Sim senhor. – gaguejou ela e prosseguiu se acalmando um pouco. – mas e a lei que impede a confraternização entre militares?
- Eu a mudei semana passada. – sorriu
Aquilo sim era estranho, uma lei tão comentada e criticada havia sido mudada e ninguém disse nada.
- Ninguém ainda sabe tenente. – disse mais uma vez num de seus momentos de guru.
- Eu entendo senhor.
- Se tudo correr bem vocês não precisarão manter a mentira por muito tempo.
Riza começou a ver uma luz no fim do túnel.
- Vou explicar os detalhes da operação... – contou tudo para ela liberando-a depois.
Quando voltou para a sala Mustang a esperava de pé perto da mesa.
“Morri!
E se olhares tivessem esse efeito ele realmente estaria caído no chão como o olhar fulminante da tenente.
- Pense pelo lado positivo, pelo menos vamos ser promovidos se tudo der certo. – disse ele sem jeito.
- Promoções não me interessam! – disse entre dentes.
Um silêncio perturbador reinou durante aquela manha. O clima estava tão tenso que conseguiriam corta-lo com uma faca.... O coronel fitava sua subordinada a todo o tempo sem receber nenhum olhar sequer de volta.
Riza sabia que Roy não era o culpado daquela situação embaraçosa mas não sabia como reagir, queria simplesmente dizer que jamais se casaria com ele daquela forma, mas isso seria insubordinação e ela realmente não queria passar o resto dos seus dias numa prisão.
No meio da tarde Ishitawa resolveu fazer uma visita surpresa para os futuros Sr. e Sra. Mustang.
- Boa tarde coronel e boa tarde tenente. – entrou dizendo e pegando-os desprevenidos, ambos se levantaram e prestaram continência.
O novo Füher tinha a estranha mania de entrar nas salas dos coronéis e generais que trabalhavam no QG sem ser anunciado e sem aviso prévio, o que obrigava os mais preguiçosos, assim como Roy, a trabalhar de verdade ou a fingir.
- Boa tarde senhor. – responderam num uníssono.
- Vim aqui para acertarmos os detalhes do casamento. – sorriu e se sentou numa poltrona.
- Claro. – sorriu também Mustang tentando disfarçar a tensão.
- Não vou decidir coisas como o vestido da noiva ou sua roupa. – riu e prosseguiu num tom mais sério. – quero apenas indicar o lugar, a data e a hora onde tudo acontecerá.
O coronel e a tenente nada diziam, apenas observavam o velho contar os detalhes do local e todo o esquema de segurança. O espião não teria como fugir dali ou se quer atirar em uma mosca.
Antes que o homem fosse embora Riza tomou coragem e indagou-o:
- Mas senhor não compreendo por que eu e o coronel Mustang fomos os escolhidos, nunca participamos de nenhuma reunião social com os generais ou aqueles acima de nós.
- Entendo que não esteja compreendendo. – sorriu mais uma vez – mas vocês se conhecem há quanto tempo mesmo?
- Desde que éramos crianças senhor, o pai da tenente Hawkeye foi meu sensei. – respondeu o coronel fitando a mulher.
- É exatamente por isso! Vocês convivem juntos há muitos anos, quem não os conhece diz com certeza que já são casados!
Aquilo deixou a Riza muito constrangida e preocupada, tentava lembrar se alguma palavra ou olhar pudesse ter entregado os sentimentos neles presente.
Mas sua mente nada encontrou alem de cordialidade e respeito, nenhuma demonstração de afeto visível.
- Você é a melhor sniper de todo o país e você é um dos alquimistas mais forte que temos. – olhou para os dois – Quem melhor para encontrar um espião aqui do que pessoas acima de qualquer suspeita.
Ia se encaminhando para a porta quando voltou e disse fitando-os intensamente.
- Não economizem na encenação! - falou com seriedade – Todos tem que acreditar no casamento de vocês.
- Sim senhor! – responderam juntos novamente
- Mais essa agora. – sussurrou Hawkeye impaciente depois que ele se foi.
- O que foi tenente, é tão ruim assim a idéia de se casar comigo? – disse Roy sério.
A pergunta deixou Riza sem chão, casar-se com ele era seu maior sonho desde que era uma adolescente e o via treinar. Sonho que jamais admitia pra ninguém nem pra ela mesma. Apenas gostaria que se casassem unidos por um sentimento real e palpável e não para cumprir um plano mirabolante.
- Responda-me. – disse diante do silencio.
- Não. – foi tudo que seus lábios pronunciaram
- Então por que parece querer me matar por isso?
- Por que não quero ser apontada na rua como a esposa traída do coronel! – disse ela impaciente.
- Como assim? – não conseguia entender do que a mulher falava.
- Toda semana chegam cartas e mais cartas para o senhor, de mulheres querendo um espaço na sua agenda para um jantar ou uma noite! Sem contar os milhares de telefonemas que eu tive que atender pelos mesmos motivos!
Não pode esconder o sorriso, aquilo era a maior prova de ciúmes que ele já vira da parte dela. Nem mesmo a arma apontada para a enfermeira que se encantara com o coronel no hospital fora algo tão grande.
- Não tem com que se preocupar, quando nos casarmos eu serei só seu. – fitou-a com malicia, o que apenas atiçou a raiva da tenente.
- Não será nada! Não vamos ficar casados tempo o suficiente, tudo vai correr bem e nem teremos uma lua de mel! – começou a corar e perder o controle.
- O que será uma pena, já que eu havia feito tantos planos... – disse pensativo e desapontado.
- Eu desisto! Não há como manter um dialogo com o senhor. – resmungou voltando a trabalhar.
Ele deu uma risada e saiu da sala ciente da vitória parcial.
“Até que esse casamento me servirá muito bem... assim terei tempo para conquista-la de vez e quem sabe fazer dela minha esposa de verdade. Terei que usar minhas melhores armas para isso...”.
Começou a andar pelos corredores do quartel observando todos de perto, qualquer um ali poderia ser o espião ou espiã de Galharda e se fossem como o ultimo com toda a certeza todos corriam perigo.
Continua...
Ai está gente!
Roy como sempre um espetaculo de homem, muito fofo, doce, gentil...*babando*
Até o fim de semana que vem!
Continuem a comentar e a fazer essa ficwriter uma pessoa mais feliz ^^
Bjus
^^