Contratada para Amar
Capítulo 02 - Telefonema
Ela não havia dormido aquela noite, nem se quer se moveu de onde estava. Seu passado não permitia ou talvez não tivesse percebido o tempo passar. Fazia quanto tempo que estava sentada ali? Nem tinha noção mais era muito tempo, pois o relógio de parede que estava a sua frente marcava sete e meia da manhã sendo que ela se sentou ali as oito horas da noite anterior.
Rin tinha seu corpo todo adormecido, mas não tinha a mínima vontade de sair de onde estava.
Quando o relógio marcou oito que quinze da manhã, o telefone soou quebrando o mórbido silêncio do quarto.
-Que droga. - Falou levantando-se contra vontade e caminhando rapidamente para atender o maldito telefone cujo barulho tirava-lhe do sério. - Moshi moshi?
-
Yoshikawa Rin?
-Hai.
-
Watanabe Mozo. Prazer.
-Prazer. O que deseja?
-
Meus colegas e eu desejamos propor-lhe um trabalho.
-Hum...
-
Não é bom falarmos por telefone. Vamos marcar uma reunião.
-Onde e quando?
Rin abriu a escrivaninha ao lado de sua cama e anotou o endereço.
-Tudo bem então, nos vemos as onze?
-
Hai. Foi um prazer senhorita.
Rin desligou o telefone sem responder.
-Já estava na hora, a mais de um mês que não recebo trabalho. Parece que as pessoas não querem mais matar outras. -Falou como se fosse uma das coisas mais naturais do mundo.
Sem mais delongas, Rin rumou em direção ao banheiro. Despindo-se da blusa de lã preta e da sua calça jeans, Rin ficou diante do espelho. Como estava deprimida! Pálida. Parecia que estava doente e as olheiras da noite não dormida piorava ainda mais sua face.
-Rin, Rin... você está um caco! -Falou para si mesma diante do espelho.
Ligou o chuveiro e permitiu que a água morna escorresse pelo seu corpo.
Conforme a água ia molhando, seus cabelos castanhos iam alongando chegando a atingir a metade das costas.
Após a devia higiene, ela saiu, nua. Passou pela sala até chegar no quarto parando em frente ao espelhos, símbolos de sua enorme vaidade. Olhou, examinou e chegou à conclusão. -Estou fora de forma! -Afirmou enquanto segurava um 'suposto' pneuzinho na sua barriga. -É o que dá ficar fora de ação por um mês, comer feito uma vaca, e não fazer exercícios! -Concluiu um tanto emburrada.
Depois da sessão 'auto-crítica', foi escolher sua roupa.
Fuçou no armário por um tempo procurando a roupa adequada. Olhou saias, vestidos, blusas, casacos mais nada parecia ideal para usar.
Até que um casaco de couro preto e uma blusa azul-marinho chamou sua atenção.
-Esse casaco é bem batido... mas tem o seu charme!
Separou-os deixando em cima da cama e foi procurar uma calça que combinasse.
Depois de pronta, Rin foi olhar mais uma vez para o endereço que anotara.
-Hum... parece que o trabalho vai ser bem remunerado!
Se bem conhecia a cidade, era o endereço de uma empresa.
Já era dez horas e ela não queria em nem deveria se atrasar, o endereço era relativamente longe.
Faltava cinco para as onze quando ela chegou ao local, era um ambiente bem amplo tinha ar condicionado, poltronas confortáveis...
Caminhou ate a recepção com a maior tranqüilidade.
-Bom dia. -Falou
-Bom dia. -Disse a recepcionista -Em que posso ajudá-la?
-Eu poderia falar com o senhor Watanabe Mozo, por favor?
-Ah, sim. Senhorita Yoshikawa Rin, certo?
-Hai.
-Pode subir, ele a esta esperando.
-Arigatou.
Rin subiu pelo elevador até o sexto andar. Chegando lá a secretária particular dele já a aguardava.
-Bom dia. -Cumprimentou.
-Bom dia. -Rin respondeu.
-Por aqui, por favor. -A mulher guiou Rin até uma sala de reuniões com sete homens sentados em cadeiras aparentemente bem confortáveis.
-Olá senhorita Rin. - Falou um dos homens que estava de pé.
-Olá. Foi o senhor quem me ligou?
-Hai. Estes são meus colegas: Hattore Hanzo, Yamazaki Kenji, Taira Kisuke, Bankotsu, Suikotsu, Kiousuke Sato e Watari Shion.
Todos acenaram com a cabeça em sinal de cumprimento.
Rin fez o mesmo.
-Por favor, sente-se. -Falou Watanabe.
-Do que se trata exatamente este serviço? -Falou enquanto sentava.
-Você é uma assassina de aluguel não?
-Hai.
-Por isso mesmo que à chamamos, queremos que mate um homem.
-Quem?
-Dayoukai Sesshoumaru.
-O dono daquela famosa loja de carros? A Dayoukai's car?
-Hai. Ele é nosso concorrente e também deve dinheiro ao Hattore Hanzo, um dos chefes da máfia.
Rin ficou pensativa por um tempo, pensava nas prós e os contras em aceitar o serviço. Um homem daquela importância e rico desse jeito devia ter incontáveis seguranças. Mas era isso que seria divertido. Não iria simplesmente invadir a casa e meter um tiro na cabeça dele, seria impossível. Teria que trabalhar de uma forma diferente, ganhar sua confiança. Depois de muito pensar ela decide. - Aceito. Mas terei mais trabalho para fazê-lo por isso minha comissão deve ser mais alta.
-Já pensamos nisso. Que tal sete milhões de Euros?
Rin quase caiu para trás, sete milhões de Euros?? Era mais que ela imaginou.
-Está... bom.
Depois, passaram mais algum tempo acertando como tudo seria feito.
Contiua.