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[InuYasha]Inutaishoo - O Lendário Cão Branco do japão.

cap 28 - Fogo e neve


Autor: ~Yukiko

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Drama (Tragédia) / Mistério / Romance e Novela.

Personagens: Noharahishimo, originais

Classificação: 16+

Adicionado em: 17/07/07

Comentários/Favoritos 5/2

Caracteres: 22.668

Exibições: 259

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cap 28 - Fogo e neve


Noharahishimo encontrava-se longe das terras do oeste. Repousava placidamente sentada em uma imensa rocha irregular de onde avistava um vilarejo humano ao longe, cujos habitantes encontravam-se entretidos com seus afazeres diários, se bem que para ela e aos demais youkais de estirpe superior, não interessava o que os ningens faziam, isso não lhes dizia respeito, desde que não os confrontassem. Somente mononokes inferiores alimentavam-se de humanos, os superiores como ela, preferiam caçar presas mais interessantes, pois eles eram alimento fácil demais para esses youkais e daiyoukais , um tanto entediante por assim dizer. Aquela campina verdejante permitia à kitsunedaiyoukai usufruir melhor os ventos que sopravam e fornecia um ótimo lugar para reflexão.
Encontrava-se naquele momento imersa em tentativas infrutíferas de dissuadir sua mente das lembranças daquele dia fatídico. Estava tão ausente do meio exterior, compenetrada em dispersar tais recordações, que não notara a aproximação de uma criança humana, não tendo mais que sete anos, usando uma yukata curta, era um menino.
Ela notou e virou-se para fita-lo, que olhava para ela há algum tempo ,curioso, e dava-se para ver cortes e hematomas em seu corpo pueril
_ Filhote de *ningen........ _ ela pausa_ vai chover mais tarde......_ ela fala sem emoção, voltando em seguida seu olhar para a abobóda celeste límpida, contemplando a imensidão azul.
A criança continua olhando a bela youkai, seus cabelos negros reluzentes com pontas brancas esvoaçando ao sabor do vento que soprara naquele instante, estava maravilhado, pois era a primeira vez que via um deles, pois não sabia porque teme-los. Senta ao lado dela, no chão, sem deixar de fita-la.
_ È um youkai? Um general? Assume uma forma animal? É uma mulher?_ o garoto a fita a espera de repostas, porém ela continua fitando o céu, indiferente aos questionamentos dele.
O mais profundo silêncio instalou-se. O menino ficara triste e volta seu olhar para o céu, na espectativa de entender porque aquele ser a contemplava. Após um tempo, suspira pesadamente e resignado, levanta-se para partir dali.
Sua saída não é dada como importante para ela, que não dignara-se a olha-lo, embora pensasse: " Criança esquisita..........não teve receio de mim" , isso a incomodou muito, embora não aceitasse e por um motivo desconhecido até por ela, memorizou o cheiro dele.
Após horas, o entardecer toma os céus. Noharahishimo não movera um centímetro sequer da posição que se encontrava, os youkais não se cansavam como os humanos, podiam ficar muitos dias acordados, sem sentir sono ou mover-se sem parar por meses, sem se cansar, em decorrência disso, as batalhas entre youkais de estirpe superior ou daiyoukais costumavam durar meses a fio, claro que dependia do poder do oponente. Batalhas contra seres mais inferiores, não duravam mais que alguns dias ou nos casos mais extremos, menos de alguns segundos.
Mais ao longe, ela vê o vilarejo de outrora, imerso em chamas. O vento trazia o cheiro de fumaça, sangue e carne queimada que invadia seu aguçado nariz.
Após algum tempo, estreita os olhos perigosamente, incomodada pelo cheiro. Gritos, lamúrias, risos são a música decorrente daquele instante, enquanto que o vento murmura seu lamento com notas frias, que batem no rosto da jovem.
Ela avança imponente, também em decorrência de reconhecer o cheiro do garoto, indicando que aquele era o vilarejo dele, enquanto murmura em um tom raivoso, emitindo um leve rosnado.
_ Cheiro e sons sórdidos........
Após passar por árvores densas e arbustos altos, chega a origem dos cheiros, sons e fumaça cinza impregnada com odor de carne queimada, que ascende cruelmente em direção ao céu, que começara a ser tomado por um tom avermelhado, assim como a terra encharcado do liquido carmesim . O escurecer tentava avançar, para tentar encobrir tal espetáculo sórdido e grotesco.
Ela avança no vilarejo, andando placidamente, desviando de corpos mutilados, degolados, queimados, carbonizados que demonstravam a infâmia que acontecera ali. Olha em volta, indiferente, quando algo chama-lhe a atenção, era um pião do beigoma , feito de concha espiral que encontravam-se trincado.
Pega o brinquedo com uma gentileza desconhecida até para ela enquanto fita o singelo e delicado brinquedo que encontrava-se enegrecido pela fuligem oriunda das madeiras queimadas e das coberturas de sapé, cujas chamas crepitavam alegremente, indiferentes aos martírios gravados no vento e na terra de barro batido, tingida de vermelho. Sente um cheiro peculiar vindo do objeto, conhecido por ela.
O grupo dos bandidos a vêem agachada próximo ao chão, um deles fala, com uma yukata surrada e cheirando a ordinariamente a sakê, suor e fuligem.
_ Quem é aquele? Vejam a armadura! Será um general ou comandante?_ fita com interesse a figura, embora sentisse um leve temor repentino, sem entender o porque de sentir.
_ Se é um oficial, cadê as tropas?_ o outro espicha o rosto para os lados, tentando localizar o possível exército.
Começa a instalar-se e insuflar uma discussão entre eles, que se encontravam por influência do sakê e jubilosos pelo saque bem realizado naquele vilarejo, tendo carroças simples lotadas de arroz, tecidos e tudo o que puderam colocar suas mãos sórdidas.
O líder adentra na discussão elevando sua voz acima de todos, tentando exibir uma vã sabedoria.
_ Calem-se!!! Parecem mulheres! Não avisto exército, portanto não encontra-se dirigindo alguma tropa! Pode ser um alto oficial desonroso, que fugiu do han a qual pertencia..........ou apenas mais um , como nós, que tomara as roupas e armaduras de um oficial morto.........
Eles se calam perante tais palavras proferidas para logo depois surgir um murmúrio entre eles.
_ Vamos mata-lo e saquear o que ele tem, homens!_ o líder sorri triunfantemente com uma garrafa de saquê na mão, limpando a boca com as costas da outra mão, suja de terra e sangue, assim como na sua yukata e armadura simples, feita de madeira.
_ Sim!!!!!!! _ todos concordam e o grupo avança intimidador para a jovem raposa youkai.
Ela percebe a aproximação pelo cheiro e sons dos passos, captados por sua audição apurada, pois estava atenta ao meio que a circunda, assim como fora ensinado por seu pai, embora que mais cedo, falhara miseravelmente, pois não prestando atenção a sua volta. Se o garoto fosse um inimigo, estaria em sérios problemas. Ela meramente estreita os olhos, enquanto guarda as conchas dentro da armadura.
_ Estranho! Belas roupas e armadura....com certeza caíram bem em mim.............
Ela levanta-se ainda de costas para o chefe dos bandidos e vira-se. Ao notarem suas orelhas pontudas, garras afiadas nas mãos, presas visiveís no sorriso cruel, rápido ,que lançara a eles e pupilas verticais nos olhos, um de cada cor e cujo olhar mostrava somente a irritação da jovem com o comentário impertinente do chefe deles, temeram, pois estavam de frente com um youkai.
_ Mononoke!!!!!!! _ os bandidos gritam e começam a recuar alguns passo.
Com um sorriso cruel, porém divertido, decide "brincar" com eles e revela sua natureza youkai, se transformando parcialmente.
Horrorizados, vêem as presas e garras alongando-se, os olhos tornando-se mais estreitos e serem tomados por uma película carmesim , suas orelhas tornam-se mais pontudas, alongadas, seus cabelos e franjas negras com pontas brancas esvoaçam sobre um vento invisível. Podiam-se ver refletidos naqueles iris carmesim . Ventos fortes e violentos surgem em torno do corpo dela, começando a assumir as características de chamas azuladas e sob o olhar aterrorizado dos bandidos, uma nevasca negra, como a própria noite sem estrelas, precipita-se do céu na área em que ela se encontrava, enquanto que a youkai pega gentilmente um de seus flocos.
A neve que caia e as chamas que dançavam à sua volta, em um equilíbrio pleno, fornecia uma visão aterrorizante para os bandidos, que encontravam-se petrificados de pavor, enquanto que ela se deliciava com o forte cheiro de medo emanando deles.
Então ela lança um olhar maligno para eles e um vendaval de labaredas azuis avança sobre os homens que resolvem fugir, com a parca mobilidade que possuíam. O chefe encontrava-se aterrado de pavor, apavorado demais para se mexer. Ao virar a cabeça lentamente, vê uma tormenta de chamas azuladas, em forma de um turbilhão avançar sobre os homens, fazendo-os gritarem em agonia, mas não dando indícios de queima-los, apesar da intensidade.
Ele olha para ela novamente, que sorri jubilosa, saboreando o som oriundo dos bandidos e quando olha para o chão, em sua direção, ele mija no chão, molhando sua yukata. Ela fala sorrindo mais ainda, ao constatar a covardia desse.
_ Vou queima-los lentamente, afinal vocês são vermes despreziveís e desejo diverti-me um pouco mais_ então ela ergue sua mão para ele, cuja boca não consegue emitir nenhum som, apenas olhando-a aterrorizado , enquanto que lágrimas escorrem de seus olhos.
Ele se refaz fracamente e prostra-se para ela, humildemente, enquanto fala em prantos, exasperado.
_ Perdoe-me, senhor.........imploro seu perdão........
Ela solta uma sonora gargalhada cruel, fazendo -o gelar até os ossos.
_ Sou uma fêmea..........cretino........_ e sorrindo malignamente , congela os pés dele e um de seus braços, dando preferência para o que encontrava-se ferido.
Ele cai ao chão urrando de dor, pois sente sua pele queimar e começando a ficar em um tom pálido.
_ Seu ferimento irá gangrenar e logo após uma infecção irá espalhar-se pelo seu corpo.............você e seus companheiros, darão um espetáculo maravilhoso para essa Noharahishimo_ e ri cruelmente.
Após algum tempo, ela se cansa, pois os gritos tornaram-se monótonos, entediantes. Suspirando desanimadamente e resignada, congela o chefe que encontrava-se ardendo em febre e com convulsões violentas, além de lábios azulados. Irrompe as chamas, aumentando sua intensidade, queimando os bandidos em poucos segundos, cremando-os , cujas cinzas são levadas pela leve brisa que sopra naquele instante, enquanto que o líder do grupo, preso em uma escultura de gelo que confina seu corpo inerte e sem vida, é quebrado com um chute da youkai, transformando-o em pedacinhos congelados.
Ela cerra os olhos, erguendo seu rosto para o alto, permitindo que a chuva que havia pressentido outroramente, desabasse, lavando o sangue da terra batida, indo desaguar em um corrégo próximo dali.
Apesar da chuva, ela sente outros cheiros no ar, de medo, sangue e o odor ordinário característicos daqueles bandidos e se originavam da floresta vizinha à aldeia. Podia ouvir com sua audição tão apurado quanto seu olfato, choros, gritos e risadas. Decide ir em direção aos sons e odores.



Na mata brenha , um grupo de aldeões encontravam-se fugindo, seguidos por bandidos, em torno de dez, munidos de espadas enferrujadas. O grupo que fulgia era composto por mulheres, algumas crianças e homens, alguns destes feridos. Logo adiante, cinco bandidos surgem na frente do grupo, fazendo-os parar. Em decorrência disso, os perseguidores conseguem se aproximar e encurralam os aldeões. As mulheres abraçam as crianças fortemente, chorando silenciosamente, encolhendo-se ao chão, pois são olhadas com olhos famintos pelos ladrões, que passam a língua nos lábios , alheios ao destino do chefe e dos demais que ficaram no vilarejo destruído e saqueado por eles.
Uma estranha névoa instala-se entre todos, tornando-se densa gradativamente, envolvendo os presentes que gritavam ou encontravam-se paralisados pelo pavor dos bandidos e da névoa repentina e inexplicável que formava uma cortina branca.
Quando dissipa-se, concentrando-se me um só ponto na frente deles, os bandidos encontravam-se juntos em um canto, sem entender como ficaram aglomerados e os aldeões nos outros, ambos os grupos apavorados, voltam seu olhar para frente e um vulto não definido surge diante de árvores frondosas, do ponto onde toda a névoa que os envolveu, se concentrava, e enfim se dissolve, revelando toda a imponência daquele ser.
Noharahishimo fitava os bandidos com asco e antes de emitirem qualquer som, uma imensa nevasca surge em forma de vento de suas mãos, avançando para os bandidos que em vão tentam fugir, com alguns tropeçando em raízes . Ela os congela instantaneamente, transformando-os em esculturas de gelo, sobe gritos abafados de medo e sobre olhar temeroso dos aldeões, que estavam estarrecidos com tudo que acontecera.
Ela desembainha sua katana e corta o ar, fazendo surgir um redemoinho de ventos gélidos, cortantes, que quebra as esculturas humanas, fragmentando-os em pedacinhos. Os aldeões podem notar o sorriso na face da bela youkai.
Quando ela embainha a espada e volta seu olhar para eles, o grupo recua, tropeçando uns nos outros, porém um menino não ficara com medo, fazendo a kitsunedaiyoukai arquear uma sobrancelha, admirada com a coragem dele e reconhecendo como o garoto de outrora, que naquela tarde fatídica viera inutilmente conversar com ela, e também pode que não emanava o odor de medo dele. Ela se aproxima deles, que recuam ainda mais perante ela.
Com um movimento ágil ela envolve três aldeões seriamente feridos em uma névoa, eles gritam e logo depois silenciam-se, enquanto a nevoa dissipa-se juntamente com as vítimas que somem, sobre os gritos dos aldeões, embora o garoto continuasse olhando sem medo para a jovem, que não entendia o porque da ausência de medo dele, embora o menino estivesse levemente surpreso com o ato dela. O olhar daquela criança começava a incomoda-la.
_ O ....o............que.......que..........fez com eles.......mononoke?_ um aldeão reunindo a parca coragem que possuía, pergunta à ela.
Ela ri, fazendo-o ficar apavorado temendo ser o próximo. Ela torna a sorri:
_ O que acha? Eles estão mortos........................iam ser um estorvo a vocês..........se desejam chegar até um vilarejo próximo.........terão que se empenhar... _ ela olha para o céu_........o forte odor de sangue deles e próximos da morte.......atrairia facilmente diversos youkais famintos......_ ela passa a fita-los_ ......além de não conseguiriam andar rápido.............vale para as crianças pequenas........ apesar de não estarem feridas, vão atrasa-los.........._ e se põe a avançar em direção a elas cujas mães tentavam a todo o custo protege-las.
Reunindo a pouca coragem que ainda tinham, alguns homens se interpõe entre ela e as crianças abraçadas ao seu ente materno.Ela para arqueando o cenho com os gestos deles, estranhando-o, pois já explicara o porque daquilo.
_ Já disse, elas são uns estorvo..................vão atrasa-los, além de que há seres que adoram carne tenra...........elas serão um ótimo petisco, se carregarem elas, irão se cansar............. prometo ser breve, não sentiram dor alguma....._ dá um suspiro cansado por não entender o que se passa nas cabeça deles_ você humanos são tão complicados...............eu definiria lesados..............por não entender o que digo............_ e ela se surpreende com o que acontece naquele instante.
O garoto que a fitava sem medo, se interpõe entre ela e os aldeões . Olhava para ela encarando-a, sem receio , cujo efeito fora deixa-la um pouco aturdida com tal gesto e ousadia, fazendo-a estancar o passo. Ele fala:
_ O problema é nosso........se eles vão ou não pesar............não tem nada a ver com voçê..........youkai.........._ ele fala bravo com ela, supreendendo-a ainda mais com tal afronta, fazendo-a estreitar os olhos, não só pela ousadia desse, assim, como por não conseguir entender o que se passa com ela, "Porque não o mato? Como esse simples filhote de humano ousa falar assim com a poderosa Noharahishimo, filha do daiyoukai Tenkumoya, comandante das tropas sulistas da vastas Terras do Oeste? "
_ Seu moleque!!!!!!!!! Quer matar todos nós??!!!_ um aldeão ao canto, de um grupo pequeno que não correu para proteger as mulheres, avança para ele, pegando um pedaço de pau no chão e começa a surra-lo, espancando sem dor o corpo pueril que apenas se encolhe, em posição fetal, tremendo, enquanto murmura, apavorado, começando a chorar.
_ Chichiue..........perdão............._ ela sente agora o cheiro de medo exalando dele.
O odor , os gemidos e o cheiro salgado de lágrimas dele que ficam ainda mais intensos, fazem a jovem ficar irada, sem entender o porque. Enervada, quebra o braço do humano como se fosse um graveto insignificante, para logo depois atira-lo contra o tronco árvore próxima dali.
O olhar do garoto para a kitsuneyoukai é de gratidão. Ela volta-se para o grupo de mulheres e crianças, sobre resguardo de poucos homens.
_ Vou levar apenas um grupo para as redondezas da aldeia próxima daqui, o resto ficará aqui..............em troca............vou levar o garoto comigo.........._ ela fala rispidamente.
_ Pode levar, mononoke................ele é somente um problema para mim_ o pai fala se refazendo, sentindo pontadas de dor no corpo. Encontrava-se furioso, mas conteve-se, com medo daquela youkai.
_ Não pedi autorização à algo tão insignificante quanto você.......humano.........se desejo leva-lo, levarei não importando o que os pais ou qualquer outro humano fale......................
_ Mononoke.......porque levar a pobre criança ? _ uma mulher exaspera-se, sobre o olhar apavorado dos aldeões para com o gesto dela.
_ É o meu desejo...................em troca, chegaram sãos e salvos no vilarejo mais próximo........_ ela fala sem emoção.
E uma nevoa densa e fechada envolve todos, menos o pequeno grupo do pai do garoto que fica ali.




Após a nevoa dissipar, o grupo com mulheres e crianças, além de alguns homens, chegam à, mais precisamente na floresta que ladeia o vilarejo. Olham para os lados, não vendo sinal da youkai e da criança.A mesma aldeã de antes, fala fitando o céu:
_Pobre criança............com certeza vai ser devorada...........ele era tão corajoso.....




Longe dali, a kuroikitsuneyoukai encontrava-se em uma planície junto com a criança, que olhava para ela, sem medo. Ela o fita com um misto de curiosidade e irritação por alguns instantes, não entendendo seu gesto, antes de falar:
_ A partir de hoje, é meu humano de estimação, não um escravo...............mas deverá obedecer regras...... as quais irei impor. Não sou sua mãe, tia, prima ou o que quer que seja familiar, nem mesmo amiga..........desobedeça as regras e será castigado , claro que serei branda com você, filhote, já que é humano............ obedecendo as minhas regras, as do meu pai e da mansão, está livre para fazer o que quiser......... aliás, não precisa prostra-se _ fala ao perceber o garoto ameaçando fazer isso_ não sei quanto ao meu chichiue..................mas não se curve para esta Noharahishimo..........receberá instrução, treino, além de roupas limpas e de tecido melhor............ não me dirija a palavra, salvo em contrário..........se quiser me seguir, não suportarei um filhote de humano tagarelando em minhas orelhas, só fale se eu assim permitir ou somente necessário para viver, tipo, estou com fome, sede.......
A criança sorri, fazendo-a arquear uma sobrancelha, aquele contato com certeza a incomodava e muito mais do que desejava admitir para si mesmo. A criança fala.
_ haai, Noharahishimosama._ e sorri.
_ Vamos.......... antes que chegue uma tempestade..........vou até o palácio do meu pai explicar a situação à ele_ olha para a imensidão do céu límpido, já que não choveu naquela área, ainda, mas pressentia uma tempestade, mais para a noite_ com certeza, já deve ter acabado a reunião com nosso senhor........
Ela olha de soslaio para a criança, que parecia muito querer pergunta-lhe, algo, podia-se ver pelo olhar que ele lançara, mas não ousara perguntar, pois lembrava-se das regras e dá somente um suspiro de resignação.
_ Ande......fale...........o que deseja saber?_ ela olha para ele, consentindo levemente com a cabeça.
A criança abre um sorriso e fala :
_ Mora num palácio? É uma general?_ pergunta entusiasmante.
Ela olha para ele, respondendo calmamente e quase sem emoção:
_ Moro em um palácio com meu chichiue e não sou uma taishoo, embora esteja inscrita para o cargo de comandante de uma das tropas existentes nas Terras do oeste que pertencem ao nosso senhor, Oyakatasama.
_ Ah......tá _ e sorri.
_ hunf! Vamos ou ficará tarde.........não para mim, mas por você ser um humano, seus olhos não enxergam a noite ao contrário dos meus, que enxergo como se fosse de dia, além de que não carregarei ninguém.



Tive que dividir o capítulo que fiz em dois, pois rendeu 15 páginas no BrOffice. Não percebi que era tanto, pois digito no wordpad e ainda nem havia digitado o resto do capítulo, que renderia mais algumas páginas com certeza, optei por dividir, para não ficar extenso demais,mas procurei dividir de modo que não ficasse cortado brutalmente, por isso optei cortar nesse trecho.
È que me entusiasmei.
Espero que tenham gostado da leitura. Revelei os poderes de Noharahishimo, só faltará com ela na forma henge. Quero passar a imagem de uma personagem complexa, de ações difíceis de se prever, não uma personagem previsível, espero ter conseguido passar isso da personagem, senão consegui, agradeço se me falarem, e vou me esforçar em melhorar.
Podem me enviar críticas, não só sugestão ou comentário, eu agradeço, vão fazer uma escritora feliz.
beijos


Notas:
Beigoma. Era um jogo era praticado em sua maioria por meninos .Consiste numa batalha entre dois ou mais piões. O vencedor era aquele que permanecesse girando por mais tempo que o do opoenente. Os piões do beigoma eram originalmente feitos de conchas espirais.No começo do século XX, passaram então a serem feitos de ferro fundido. O beigoma tornou- se em decorrência de sua popularidade, um brinquedo muito comum entre as crianças japonesas.
ningen - humano ( em japonês)


Capítulos de [InuYasha]Inutaishoo - O Lendário Cão Branco do japão.

[28/03/07] Cap. 1 - Quando a neve cessa.

[29/03/07] Cap. 2 - Descontrole e consequências

[31/03/07] Cap 3 - A decisão e busca de Aiko

[17/04/07] cap-4 Housenki

[19/04/07] Cap 5 - A jornada de Aiko

[19/04/07] Cap6 - Shinsetsuko

[19/04/07] Cap 7 - Hanyou

[21/04/07] Cap 8 - KuroiOokami

[23/04/07] Cap 9 - Passado

[27/04/07] Cap 10 - VILAREJO

[30/04/07] Cap 11 - PROMETIDA

[02/05/07] Cap 12 - Aiko e seu coração

[06/05/07] Cap 13 - Somente Aiko

[14/05/07] Cap 14 - Coração

[14/05/07] Cap 15 - Dominação e submissão

[24/05/07] Cap 16 - Ameaça

[30/05/07] Cap 17 - "Brincadeiras"

[06/06/07] Cap 18 - Invasão

[10/06/07] Cap 19 - Mente ou coração?- Despedida

[14/06/07] Cap 20 - Reencontro e surgimento do clã Inu no tai...

[17/06/07] cap 21 - Medo de Aiko

[21/06/07] cap 22 - Cão X Mariposa

[25/06/07] cap 23 - Nuvem

[27/06/07] cap 24 - Batalha no mundo das trevas

[30/06/07] cap 25 - Recuperação

[04/07/07] cap 26 - Ciúmes

[09/07/07] cap 27 - Flores

[17/07/07] cap 28 - Fogo e neve

[11/09/07] Cap.29 - Mansão

[11/09/07] Cap. 30 - Ôfuro

[17/09/07] Cap. 31 - Frustração

[08/10/07] Cap. 32 - Plano

[28/10/07] Cap. 33 - Amanhecer

[03/11/07] cap. 34 - Preconceito

[13/11/07] Cap. 35 - Corações e batalhas

[17/11/07] A batalha final: Noharahishimo Vs Fukaiyorukaze

[12/08/08] Cap.37 - Repouso

[12/08/08] Capítulo 38 - Escolha

[12/08/08] Capítulo 39 - Segredo revelado - O passado de Noha...

[15/08/08] Capítulo 40 - Erga-se

[15/08/08] Capítulo 41 - Prelúdio sangrento

[15/08/08] Cap. 42 - A estrela caída e os sentimentos eternos...

[15/08/08] Cap. 43 - Partida

[15/08/08] Cap. 44 - Massacre

[15/08/08] Cap. 46 - Segredo

[15/08/08] Cap. 47 - Conversa

[15/08/08] Cap. 48 - Recordações - Parte I

[15/08/08] Cap. 49 - Recordações - Final e um chamado inesper...

[15/08/08] Cap. 50 - Atrevimento e surpresa

[15/08/08] Cap. 51- Caçada

[15/08/08] Cap. 52- Aborrecimento

[15/08/08] Cap. 53- Reatando laços

[16/08/08] Cap. 45 - Retorno

[16/08/08] Cap. 54- Visão

[16/08/08] Cap. 55- Sayounara

[16/08/08] Cap. 56 - Serpentes

[16/08/08] Cap. 57 - Proteção

[16/08/08] Cap. 58 - Zelo

[16/08/08] Cap. 59 - Termíno

[16/08/08] Cap. 60 - Fuga

[16/08/08] Cap. 61 - Descanso

[22/08/08] Cap. 62 - Canino

[22/08/08] Cap. 63 - Mikohime

[22/08/08] Cap. 64 - Sayounara, Noharahishimo.

[22/08/08] Cap. 65 - Castelo

[22/08/08] Cap. 66 - Conversa

[22/08/08] Cap. 67 - Pensamentos

[22/08/08] Cap. 68 - Notícia

[22/08/08] Cap. 69 - Contemplação

[22/08/08] Cap.70 - Espera

[22/08/08] Cap. 71 - Plano

[22/08/08] Cap. 72 - Sentimentos.

[22/08/08] Cap. 73 - Presente

[22/08/08] Cap. 74 - Encontro

[22/08/08] Cap. 75 - Provocação

[23/08/08] Cap. 76 - Noite

[23/08/08] Cap. 77 - Aborrecimento de Noharahishimo.

[23/08/08] Cap. 78 - Shinobis

[23/08/08] Cap. 79 - Investigação

[23/08/08] Cap. 80 - Afastamento

[23/08/08] Cap. 81 - Esclarecendo

[23/08/08] cap. 82 - Reunião

[23/08/08] cap. 83 - Caçada.

[23/08/08] cap. 84 - "Brincando".

[23/08/08] cap. 85 - Possesividade.

[23/08/08] cap. 86 - Ataque

[23/08/08] cap. 87 - Festa

[23/08/08] cap. 88 - Apresentações

[23/08/08] cap. 89 - Amor à primeira vista.

[23/08/08] cap. 90 - Acordo

[24/08/08] cap. 91 - Manhã

[24/08/08] cap. 92 - Encontro

[24/08/08] cap. 93 - Agonia.

[24/08/08] cap. 94 - Possesividade

[24/08/08] cap. 95 - Preocupação.

[24/08/08] cap. 96 - Culpa

[24/08/08] cap. 97 - Passado de Kireiko

[24/08/08] cap. 98 - Despertar.

[24/08/08] cap. 99 - Nascimentos.

[24/08/08] cap. 100 - Reconstrução

[24/08/08] cap. 101 - Ciclo da destruição vital - Sesshoumaru...

[24/08/08] cap. 102 - Ressentimento.

[24/08/08] cap. 103 - Visita inesperada


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