Notas:"Desculpem a demora. Devido aos trabalhos no Canal Fanfics minhas fictions estão muito atrasadas. Isso poderia ser evitado caso não houvesse tanta desatenção por parte de muitos escritores em seguir as normas. Não é difícil de ser feito! Fico imaginando porque isso não ocorre."
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Baseado na obra original "InuYasha" de Rumiko Takahashi (Todos os direitos reservados. Esta fiction não possui nenhum fim lucrativo.
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NOTA: Para a compreensão deste enredo é indispensável a leitura das fictions mencionadas na seguinte ordem:
Aviso: baseada em diversas lendas da mitologia egípicia.
Personagens da autoria da ficwriter nesta: Aiko (hanyou), Shinji (hanyou), Lótus (exterminadora)
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Capítulo 9
Após a melhora de Sesshoumaru houve paz na Sengoku Jidai por um bom tempo. Não ouvia-se mais o tocar estridente da flauta. Após muita conversa, todos decidem que o melhor a ser feito é procurarem uma forma de destruir a flauta e para isso era necessário voltar até o local onde Oyakata Sama fora um dia considerado um deus e venerado, o Egito.
Foram vinte dias de viagem até o litoral onde todos embarcaram em uma suntuosa caravela rumo ao continente africano.
O sacolejar da caravela deixava Miroku enjoado, não era surpresa o ver pelos cantos da embarcação reclamando de sua sorte:
_Ahhh!! Como alguém pode viajar numa coisa dessas? Até chegarmos a terra nova isso será meu martírio!
_Deixe de ser dramático! - retruca Inuyasha da proa onde observava a caravela afastar-se do continente.
_Sango... Se eu morrer... Cuide de nossa filha! Você pode! - diz o monge segurando a mão da esposa escorado ao mastro com cara de quem desfalecia.
_Miroku... Você não muda nunca! - resmunga Sango desgostosa com o marido.
Da poupa, Shinji observava incomodado os olhares de Lótus para Aiko:
_Aiko...Você me paga...
_O que está resmungando Shinji? - pergunta Kagome ao reparar o olhar desafiador do filho para o primo.
_Nada. Aquele monge não muda. - desconversa o hanyou.
Kagome sabe que o incômodo de Shinji são os olhares e tratos de Lótus para com Aiko. Temendo provocar mais ainda seu filho, ela se contém e exime-se de qualquer tipo de comentário para não alimentar ainda mais sua fúria.
_Aquele garoto... - comenta Sesshoumaru ao lado do timão junto de Rin.
Rin olha a expressão feroz do marido que fitava Shinji e pergunta:
_O que tem Shinji?
_Ele ainda vai aprontar algo... Eu sinto! Se Aiko não se precaver e se afastar daquela humana...
Rin desvia o olhar com um ar tristonho. Sesshoumaru percebe que sua fala a magoara. Ele então a abraça e diz:
_Nem todos os humanos são como você ou Kagome, apenas tenho desconfiança Rin. Não se ofenda.
Rin balbucia um sim, mas o estrago já estava feito, ela estava magoada com as palavras de Sesshoumaru.
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Cerca de uma semana de viagem em alto mar foi o suficiênte para deixar Miroku extremamente abatido.
A atenção de Sango voltou-se extremamente para o marido que não parava de choramingar e reclamar da vida e de seu estado de maresia.
Kagome assiste a cada dia que passa a raiva de seu filho crescer com relação a Aiko.
Inuyasha apenas estava preocupado com a tal flauta e não dava muita atenção ao que ocorria ao redor pelo navio.
A cada dia que passava, Lótus provocava ainda mais Aiko:
_Venha Aiko! - diz a garota segurando-lhe a mão.
Surpreso com tamanha desinibição, Aiko retruca:
_Está louca? O que está querendo! Você sabe que tanto seu pai como o meu não querem nos ver de conversa! Saia já daqui!
Lótus sorri soltando a mão de Aiko e encostando-se à cabine. Aiko, incomodado, vira-se e sai de perto.
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Mais uma semana passa. As coisas continuam como sempre e Lótus a perturbar Aiko sempre que tem a chance o provocando na tentativa de seduzi-lo.
Em um final de tarde, Aiko desce ao porão com uma lamparina para verificar os mantimentos e procurar por algo que Sango possa fazer a Miroku.
Dissimuladamente, Lótus olha ao redor e corre descer as escadas até o porão.
Chegando neste ela encosta a escotilha. O rangir das dobradiças chama a atenção de Aiko que vira-se perguntando:
_Quem está ai?
Lótus, dando risos, aproxima-se dele dizendo:
_Sou eu. Por que está fugindo de mim? Não me ama?
_Não é isso! Mas acima de tudo, não devemos afrontar nossos pais, ou as coisas poderão ficar piores do que já estão Lótus! - fala Aiko.
_Você sempre pensa nos outros... E em mim? você ainda pensa? - diz ela muito indignada.
Aiko não responde, apenas suspira e volta a procurar pelos mantimentos.
Lótus dá um salto e agarra Aiko pelo braço bradando:
_Espere! Olhe para mim enquanto falo com você!!
Ela tropeça e acaba caindo em cima de Aiko que a segura perguntando:
_Mais cuidado, está escuro aqui! Você pode se machucar.
Lótus fica em silêncio e aproxima seu rosto do de Aiko dando-lhe um beijo. Ele a empurra e fala preocupado:
_Saia daqui! Não arranje mais confusão! Saia!
Lótus finge não ouvi-lo e novamente se aproxima dele. Bravo, Aiko não controla sua força e no impulso atira Lótus com força para longe de si.
Ela bate na parede machucando o ombro direito e caindo ao chão.
Vendo a besteira feita, Aiko larga a lamparina no chão e corre até ela preocupado:
_Lótus! Você está bem? Por que faz essas coisas? Não me tire do sério! Veja o que aconteceu!
Ao abaixar-se para verificar o ombro da garota, Lótus abraça Aiko e com lágrimas nos olhos diz:
_O que está havendo conosco? Tenho saudades de quando passeávamos pelo riacho.
Aiko fecha os olhos e a abraça dizendo:
_Eu também tenho saudades, mas não podemos ir contra nossos pais. Você vai ver! Teremos a confiança deles novamente! Não chore!
Aiko seca as lágrimas de Lótus com as mãos. Ela então lhe dá outro beijo que desta vez não é repelido por ele.
Observado pela fresta na escotilha estava Shinji, rangendo os dentes de ódio.
Continua...
Capítulos de [InuYasha]Uma amizade que transcende gerações.