Oi pessoal!
Sim, não é uma alma penada! Sou eu tentando cantar uma canção de um dos Ovas de Rurouni Kenshin em japônes XD.
Não ficou muito bom, tem muitos ecos e eu errei uma parte da letra, sem contar que eu não falo japonês, ficou isso aí.
Espero que apreciem este capítulo, foi escrito com carinho.
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Os primeiros raios da aurora luziam no céu que alternavam em frações de segundos do rósea ao lilás.
O vento soprava leve e as gotas do orvalho pingavam das folhas das árvores e arbustos. Na cabana, a lareira já apagada, somente poucas brasas estavam acesas e iam extingüindo-se por não haver mais lenha para queimar.
Envolvida na manta de lã, Karol não dormira durante toda a noite. Com olhos inchados de chorar, passara ela todo o tempo preocupada com Aoshi que saíra e ainda não retornara:
_Já é de manhã, o que terá acontecido com Shinomori Sama?
Sua voz proferia tais dizeres embebidas em uma rouquidão de pranto. Devagar, ela levanta-se e caminha até próximo à lareira onde logo ao lado um fogareiro de pedra encontrava-se.
Ela apanha a vasilha de barro sobre ele e sai da cabana para recolher água e um poco mais de lenha para assim preparar o café.
Com os pés descalços, ela sai da cabana encostando a porta, ao avançar alguns passos Karol percebe a silueta de alguém recostado à uma árvore, ela aproxima-se com cautela e receio arriscando mais alguns passos, quão não fora sua surpresa ao ver Aoshi adormecido aos pés do velho cedro.
Preocupada por vê-lo alí e suspeitando que o pior possa ter ocorrido ela solta o vasilhame que é estraçalhado partindo-se aos mil pedaços pelo chão com a queda, ela corre até Shinomori com a preocupação escancarada em sua face.
Ao chegar, ela joga-se de joelhos e chama por ele:
_Shinomori Sama! Aoshi!
Ele não responde, ela então segura-o pelos ombros e diz mais uma vez muito aflita:
_Shinomori Sama!
Ele não apresenta nenhum sinal de resposta aos chamados, angustiada ela toca com uma das mãos o pescoço de Aoshi para verificar sobre sua artéria se o coração do homem ainda bate, Karol fica mais aliviada ao constatar que este ainda vivia. Mais algumas vezes ela chama por Aoshi e ele não responde.
Deixá-lo alí ao léu ela não o faria, mesmo ainda ferida ela segura o homem transpassando as suas pequeninas mãos por baixo dos braços dele e então, devagar, começa a arrastá-lo para a cabana já que mal possuía forças para levantá-lo e carregá-lo.
Mesmo sentindo a forte dor em seu ombro ferido ela continua esforçando-se na empreita de levar Shinomori até a velha cabana. Ao meio do caminho seu ferimento começa a sangrar novamente, mas isso não a intimida e muito menos a impede de arrastá-lo.
Dentro da velha choupana, ela deposita dificultosamente Aoshi sobre a cama, ao fazê-lo sente uma grande dor em seu ombro que lhe arranca um gemido alto e faz-lhe levar uma das mãos ao ferimento.
Alguns dos pontos da sutura haviam se rompido e o sangramento continuava, o esforço feito por ela havia aberto novamente sua ferida, mas ela pouco importava-se consigo, naquele instante, sua preocupação com Aoshi era muito maior.
Ao consseguir depositá-lo sobre a cama, ela então, com carinho o acomoda. Com uma das mãos ela vai tirando o sobre-tudo cáqui de Aoshi apoiando-se com a mão do lado de seu ombro ferido com muito cuidado. Ela retira-o cautelosamente pois está todo cheio de pó.
O mesmo ela faz com o kimono roxo que Aoshi vestia, ela desata a fita branca que envolvia a cintura e com ambas as mãos abre o decote, puderam ser vistas por ela as várias cicatrizes no corpo de Shinomori, ela as observa por um instante e logo se detém em retirar a parte superior da veste dele.
Ao fazê-lo ela apanha a manta de lã e envolve o corpo de Aoshi que inconsciênte jazia sobre o leito. Por alguns instantes, Karol senta-se à borda da cama improvisada e acaricia levemente os cabelos de Aoshi e diz:
_Ele dorme pouco, mas quando adormece é difícil de ser acordado.
Um sorriso brota nos lábios carmim da jovem que logo levanta-se e apanha um novo vasilhame para recolher água. Ela novamente sai da cabana e logo retorna com água na vasilha e mais lenha para fazer o fogo.
Ela revive as brasas da lareira e com a nova chama ascende uma outra no fogareiro de pedra depositando o vasilhame cheio sobre ele, a água logo é aquecida, ela então prepara algumas ervas para uma infusão e molha uma atadura nesta colocando-a posteriormente sobre a testa de Aoshi.
Ela repete este ritual por cerca de muitas horas, aquecendo a água, preparando a infusão e aplicando sobre o corpo de Shinomori. Por fim, ela recolhe as vestes sujas de poeira e coloca-as em um cesto. Karol sai então da cabana e caminha com o cesto de bambús apoiado á sua cintura em direção ao rio.
Chegando nele, ela caminha sobre as pedras com cuidado para não escorregar, por fim deposita o cesto na margem, com ambas as mãos ela segura as laterais das barras do seu kimono e suspende-as um pouco deixando à mostra suas delicadas pernas, ela amarra as pontas da barra à fita em sua cintura.
Karol ajoelha-se na pedra dentro d'água e com uma das mãos alcança o kimono sujo de terra que retirara do corpo de Aoshi trazendo-o para dentro do riacho e começa a esfregá-lo de forma a limpar toda a poeira.
Enquanto ela o fazia cantava uma antiga canção que sua mãe a ensinara quando pequenina.
Dentro da cabana era possível escutar a doce e triste melodia que acaba despertando Aoshi Shinomori.
Continua...
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É isso aí pessoal!
O que será que Aoshi vai fazer?
Karol cantando com as perninhas de fora no riacho... XD