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› Autor: +-Countrynha-
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Comédia / Drama (Tragédia) / Mistério / Romance e Novela. / Terror e Horror
› Classificação: 12+
› Adicionado em: 18/09/06
› Comentários/Favoritos 4/3
› Caracteres: 68.739
› Exibições: 3
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Capítulo 21 – Dormindo no volante _ parte 1
Estava amanhecendo e estavam chegando em Pato Branco. Claro que teriam ido mais longe, mas InuYasha sempre foi bem cuidadoso durante as viagens, especialmente á noite por causa das notícias que viu nos jornais, na TV ou em comentários de outros camioneiros de acidentes e coisas do tipo, porém isso não significava que as vezes não dirigia como o adolescente que era, não é? Ou seja, às vezes ia ao limite pra caminhão em 80 por hora. Nessas horas ele desejava ter um carro, mas se satisfazia em saber que havia uma rural verde e branca na fazenda, pronta pra um bom rally, seja em dias ensolarados ou chuvosos. Algumas áreas da fazenda eram em terreno difícil e escorregadio, com morros íngremes, o que o alegrava.
Vendo que Inuyasha estava viajando em outro mundo, ao invés do caminhão que conduzia, ela abanou a mão na frente de seus olhos, pra ver se acordava.
-Hã?
-Acorda aí Inu!
-Foi mal! Tava pensando numas coisas...
-Tipo?
-Na minha rural!
-Rural?
-É! Eu e o Sesshoumaru juntamos uns trocados e compramos uma! Às vezes a gente vai num terreno perto do rio fazer um rally básico!
-Hum!
-Ta cansada, minha vida?
-Um pouco!
-Dorme um pouco então! Daqui á pouco vai ser a vez do Mirok mesmo!
-Não precisa não!
InuYasha voltou sua atenção pra estrada. Kagome levantou a mão, olhando pro anel prateado, escrito InuYasha. Ficou admirando o belo anel, sentindo aquele calor lhe subir a espinha.
-Ihh, o diesel já ta acabando!-Comentou InuYasha, olhando o marcador da diesel no painel.
-HHHUUUUUUAAAAAA!!!-Bocejou Mirok lá trás.-Bom dia!
-Bom dia dorminhoco!-Sorriu InuYasha, passando uma garrafa térmica que estava do lado das pernas. Mirok pegou a garrafa térmica e pegou um copo descartável que estava num pacote naquela rede atrás do banco de Kagome. Encheu de café e foi tomando em goles curtos.
-Que dia lindo!-Comentou, olhando pra janela.
-Maravilhoso!-InuYasha olhou pra cima por um instante, na borda do vidro pára-brisa com o teto. Quando voltou á olhar pra frente, viu um ônibus indo pra outra pista. A princípio achou que ele estaria ultrapassando algum veículo, mas quando estava totalmente na outra pista e começou á voltar pra primeira pista, não tinha nada lá.-Mirok! Mirok! Olha!
Mirok olhou pra frente. O ônibus continuou em ziguezague.
-Da uma olhada naquele cara ta fazendo ali!-InuYasha estava ficando preocupado.
-Ihh...-Mirok também não estava gostando da situação.
O ônibus estava saindo da estrada, indo pro acostamento.
-Gente, ele ta dormindo no volante!-Kagome disse apreensiva.
O veículo na frente passou por um buraco e voltou á estrada, mas foi pra contramão. InuYasha buzinou algumas vezes pra tentar chamar a atenção do motorista. O ônibus foi pra outro acostamento, onde uma barraquinha de frutas estava montada próximo á uma árvore.
-VAI BATER!!!-InuYasha berrou.
O veículo por sorte foi de encontro á barraca, passando de raspão na árvore. O motorista parece que se tocou e brecou no acostamento, cantando os pneus. InuYasha estacionou no acostamento da direita, ao contrário do ônibus, tirou o cinto de segurança e saiu do caminhão. Kagome também tirou o cinto e saiu, seguida de Mirok e Sango que foram pro banco da frente e saíram do caminhão. Amarelo foi pelo lado de InuYasha, com o rabo abanando pra cima enquanto andava trotando.
Na porta do ônibus, um bando de mulheres saiu correndo pra fora.
-SAI DAQUI SUAS MENINAS, POR FAVOR!-Uma mulher veio correndo na direção do grupo.
-Está todo mundo bem?-Mirok perguntou.
-Sim, graças á Deus! Só a Luciane coitadinha, ela tava em pé e torceu o tornozelo!
-Cadê o maluco desse motorista?-InuYasha perguntou nervoso, indo apressado pro caminhão. Passou por aquele bando de mulheres, que mesmo aflitas suspiravam pela beleza do meio-yokai. Subiu até a metade das escadas do ônibus, onde o motorista berrava no banco.
-DONA MATILDE POR FAVOR, PÕE AS MENINAS PRA DENTRO!!!-O homem parou de berrar ao ver a cara furiosa de InuYasha quando entrou.-Calma! Calma! Calma! Calma que ta tudo... ta tudo nos conforto! Ta tudo certo!
-Eu vi nos conforto! Fazendo ziguezague no meio da estrada botando a vida de todo mundo em risco!-InuYasha olhou pro crachá no peito do homem.-É Adelmon?
-É Adelmon!
-Meus companheiros e eu temos café pra você toma! Vem que vai te ajudar á acordar...
-Mas quem que ta dormindo... ah... é... ah... Eu fui desvia de um buraco no meio da estrada, agora aquela barraquinha que não devia estar no acostamento, isso sim!
As mulheres no asfalto protestaram enfurecidas.
-Agora a culpa é da barraca rapa? É? Você devia dar graças á Deus por não ter sofrido um acidente pior que esse! Há quanto tempo você não dorme?
-Olha, é bom você não se meter em assunto que não é da sua conta... Olha, vai embora! Anda! Xô! Sai daí!-O motorista usou um papel no painel pra expulsar InuYasha. Este bufou, se virou e seguiu na direção de seus amigos, passando por eles.
-Bora gente! Não tem mais o que fazer por aqui!-InuYasha já estava abrindo a porta do caminhão.
-Esse cara não tem condições de dirigir InuYasha!-Protestou Mirok.
-Eu sei, você sabe, a Kagome e a Sango sabem, até o Amarelo sabe, mas ele que não quer admitir! VAMO BORA!!!
InuYasha pôs o pé no degrau, mas foi impedido pela mulher que lhe chamou a atenção primeiro e uma segunda.
-Moço! Moço! SAI DA ESTRADA MENINA! EU JÁ FALEI 20 VEZES!-Gritou pras amigas lá trás.-Por favor, a gente ta precisando da ajuda de vocês! Sabem o que é? É que as meninas não querem seguir viagem com o motorista!
-Um de vocês poderia levar o ônibus... Só pra gente sair daqui! Deve ter um posto por perto!-Pediu a segunda.
-Desculpe moça, já fizemos tudo o que podíamos fazer! Nós estamos trabalhando e precisamos ir embora!-InuYasha disse educado e já nervoso.
-Mas como elas vão sair daqui, InuYasha?-Kagome protestou.
-Elas têm motorista Kagome!-InuYasha disse grosso, irritado e nervoso.
-Quem? Ele?-Kagome ironizou fria, apontou com a cabeça pra árvore ali perto. Encostado em seu tronco, debaixo da sombra, estava o motorista do ônibus, dormindo roncando e de boca aberta.
-Que merda!-InuYasha esbravejou.
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Capítulo 22 – Dormindo no volante _ Parte 2
InuYasha dirigia o ônibus, sem direção hidráulica, sendo bem pesado virar o volante. Não irritava-se só com a direção, como também com umas gurias que iam até ele de fininho e tocavam nas orelhas dele. Outras só procuravam estar em um local que pudesse vê-lo, e não paravam de suspirar e cochichar entre si, e até esbravejavam por causa do anel prateado escrito Kagome. Olhou pelo retrovisor, irritado, vendo o motorista dormindo de boca aberta no banco.
Lá trás, no caminhão, Kagome estava no banco de trás, abraçando um travesseiro e olhando pro ônibus na frente, por entre o banco de Sango e a moldura da porta. Sentiu-se magoada pelo jeito que InuYasha a tratou minutos atrás. Sabia que ele ficou nervoso por ter que fazer o trabalho, mas precisava descontar nela? Também sentia ciúmes, pois podia ver perfeitamente umas gurias suspirando e pegando nas orelhas de InuYasha pelo espelho lateral do ônibus.
Mirok e Sango conversavam como se nada tivesse acontecido. Enquanto dirigia, Mirok tomava um café pra se manter acordado. Sango também saboreava aos goles a bebida quente e pra acompanhar, uma bolacha salgada. Amarelo se deliciava com uns biscoitos caninos oferecidos á ele no tapete do chão do caminhão. No rádio, tocada a música Ciúme Exagerado, de Edson e Hudson. Kagome fechou os olhos, se aconchegou mais no travesseiro, desejando em mente que fosse InuYasha. Ficou escutando a música, enquanto avançavam viagem para Pato Branco.
Já sofri já chorei por alguém que eu magoei
Eu achei que eu era o bom e me ferrei
Tanta coisa rolou
Mil promessas de amor
Um romance que o cinema não inventou
Tudo era tão lindo
Um sonho colorido, parecia não ter fim
Amor descontrolado, ciúme exagerado separou ela de mim
Hoje eu sei que vacilei joguei fora aquele amor
Um cara enciumado só faz o que é errado
E acaba tudo em dor
E com a dor eu aprendi a controlar a emoção
Se um dia ela voltar eu vou saber cuidar
Do seu coração
Tudo era tão lindo um sonho colorido
Parecia não ter fim
Amor descontrolado, ciúme exagerado separou ela de mim
Hoje eu sei que vacilei joguei fora aquele amor
Um cara enciumado só faz o que é errado
E acaba tudo em dor
E com a dor eu aprendi a controlar a emoção
Se um dia ela voltar eu vou saber cuidar do seu coração
E com a dor eu aprendi a controlar a emoção
Se um dia ela voltar eu vou saber cuidar do seu coração
Chegaram em Pato Branco e pararam no primeiro posto que viram. As mulheres do ônibus conversavam animadas ao lado do mesmo, InuYasha passava água no pára-brisa do Axor Mercedes-benz, de pé no pára-choque se equilibrando pelo espelho lateral, Mirok conversava com ele, e Sango dava água pra Amarelo. Kagome foi pra sabe-se lá onde.
-InuYasha... Você com essa mulherada toda, eu pensei que tivesse fugido com elas!
-Cê acha que eu só penso nisso, né Mirok? É, graça...
-Com esse bando de mulheres é... Você no controle da situação!
-Perigo Mirok! Essa joça aí não vê manutenção faz tempo e eu vou pensar em rabo-de-saia? E o motorista a viagem inteira...aaahhhhh...-Imitou o motorista dormindo de boca aberta.-Emborcado dormindo! E quando acordo, veio com chilique pra cima de mim porque eu peguei na direção! Mal agradecido o cara!
-E a dona vem aí!
InuYasha pulou pro chão, com o balde de água na mão.
-Oi, da licença a gente queria agradecer pela ajuda!
-É, não tem de quer! Mas da próxima vez que arrumar uma escurção pras coleguinhas, vê se não incluí esporte radical no pacote! Não tem nada que ficar contratando essas empresas de fundo de quintal!
-É que a gente procurou uma mais baratinha...-Sorriu a mulher.
-É baratinha, porque paga mal os funcionários! O caboclo tinha que se mata de trabalha pra ganhar uma miséria!
-E nem sempre se matam sozinhos!-Disse Sango lá trás, acariciando a cabeça de Amarelo, que latiu, como se disse “Ela tem razão!”.
-Sango, tem razão! Muita gente morreu por causa disso!-Mirok disse educadamente.
-É, mas a gente já aprendeu a lição!
-Estamos esperando o novo motorista! A empresa acabou de enviar um! Obrigada de novo!-A mulher saiu e guiou as amigas pro restaurante ir almoçar.
InuYasha olhou em volta, sentindo o coração apertado.
-Cadê a Kagome?
-Ela foi dar uma volta!-Respondeu Sango, se aproximando dos dois. Amarelo assim que saciou a sede foi lá trás fazer as... necessidades.-Estava meio triste...
-Pra onde ela foi?
-Foi passear naquele campo lá trás!-Sango apontou pra um campo de milho verde, tendo muito que crescer ainda. Devia ter só uns dez centímetros de altura. Havia umas cinco ou seis árvores bem lá trás, á uns trinta metros do posto. As árvores não pareciam ser tão grandes dali, mas eram jatobás que chegavam á quinze metros de altura vistos de perto.
-Enche o tanque Mirok! Eu já volto!-InuYasha entregou a chave pra Mirok e saiu correndo em direção do campo de milho. Mirok e Sango entreolharam-se. Mirok foi chamar alguém pra lotar-lhe a gasolina, e Sango foi ao banheiro.
Naquele campo de milho, InuYasha corria na direção que o cheiro de Kagome. Guiado pelo seu sentido apurado, estava correndo em direção daquele grupo de jatobás. O cheiro foi ficando cada vez mais fresco.
-Kagome?-Chamou o meio-yokai.
Atrás de um jatobá, sentada em uma rocha, Kagome ouviu o chamado de InuYasha. Recolocou o anel de compromisso no dedo e saiu de seu esconderijo.
-O que foi InuYasha?-Ela perguntou. Sua voz saiu um pouco magoada e fria, fazendo o coração de InuYasha levar uma pontada dolorosa.
-Kagome...-InuYasha deu um passo na direção da garota.
-Hu?
-Você está brava comigo, não é?
-Por que estaria?
-Não se faça de desentendida! O que você tem?-InuYasha se aproximou mais.
-Não é nada InuYasha!-Kagome olhou pro lado.
InuYasha estava cada vez mais próximo. Quando Kagome deu-se por si, ele já estava meio metro longe de si. Ela recuou um passo, encostando-se no tronco de um jatobá, desviando os olhos pro chão. InuYasha avançou, ficando bem próximo dela.
-O que você sente Kagome?-Ele a prendeu contra a árvore, deixando-a sem escapatória. Carinhosamente ele levantou o seu queixo, fazendo-a olha pra ele. Kagome se perdeu naquelas piscinas douradas, olhando-a com paixão e ternura, ao mesmo tempo com aflição e implorando-lhe pra revelar seus sentimentos.
-Não é nada InuYasha! Eu estou bem!-Ela desviou os olhos novamente. Já ficando irritado com os resultados fracassados que obteve até agora, InuYasha a prendeu ainda mais com o próprio corpo. Ela ficou um pouco assustada pela reação dele.
-É por causa do que eu falei antes, não é? É por causa do jeito que eu falei com você?-InuYasha perguntou.
Kagome abaixou a cabeça, assentindo de leve. As lágrimas quentes querendo escapar do seu controle e escorrer dos olhos.
Percebendo a besteira que estava fazendo, InuYasha a abraçou forte, prensando-a contra o jatobá.
-Me perdoe Kagome! Estava nervoso naquela hora e descontei tudo em você! Por favor, me perdoe!
Kagome o abraçou forte.
-Eu te perdôo!-Kagome sorriu. Estava aliviada daquela briga ter acabado. Agradeceu aos céus por não ter sido uma briga séria e longa.
InuYasha pode comprovar que foi perdoado ao ver aquele sorriso.
-Ah, mas você deve ter morrido de ciúmes, não é?-InuYasha sorriu divertido.
-Mas claro! Ver aquelas barangas suspirando e pegando nas orelhas do meu Inu? Nem vem! Não deixo ninguém chegar perto!-Kagome riu.
Ao ouvir a frase, InuYasha lembrou de um detalhe. Um detalhe que morava na fazenda de onde nasceu. Só de lembrar e ele já começou á rolar no chão de tanto rir.
-Oh InuYasha! Você pirou?
-HAHAHAHAHAHAHA!!! Não é nada, não... Eu só tava pensando numa coisa!-InuYasha se recompôs, levantando-se do chão. Kagome levantou a sobrancelha, e InuYasha entendeu o recado.-Eu tava pensando nas guerras entre você, a Sango e a Rin contra o Jakotsu...
-Jakotsu? Aquele gay que você me falou? Ah, mas eu meto bala nele se chegar perto do meu Inu!-Kagome abraçou InuYasha, como uma criança protege seu brinquedo favorito de tudo e de todos.
InuYasha a abraçou pela cintura, olhando carinhosamente em seus profundos olhos castanhos (É aí que começa a música de fundo >>> Amor ou Paixão – Tannia Mara)
-Ah, mas se você vai me proteger da mulherada por aí, espere só até um machão da pra cima de você!
Kagome sorriu divertida. Era tão bom conversar assim com InuYasha. Não que não gostasse de conversar com Mirok ou com Sango, mas realmente gostava de ficar sozinha com InuYasha num lugar como aquele. Ele se tornou sua fonte de alegria, e pelo jeito, vice-versa. Aos poucos InuYasha foi se aproximando dela. Seus corações pulsaram mais fortes, e seus lábios se encostaram. Kagome segurou a nuca de InuYasha com uma mão, com a outra envolveu-lhe as costas e entreabriu os lábios. O meio-yokai prensou o corpo de Kagome ainda mais contra o tronco do jatobá, massageando suas costas e aprofundando ainda mais o ósculo apaixonado. Ela gemeu de leve, contra os lábios do meio-yokai. Seus corações batiam descompassados, bombeando uma mistura de amor e paixão por suas veias e artérias (Faz pouco tempo que tava estudando sistema circulatório XD). Lentamente InuYasha e Kagome foram se separando por falta de ar. Mas isso levou tempo! Tempo porque InuYasha tocava berrante que era uma beleza e Kagome fazia natação.
Quando se separaram, seus olhos se encontraram. Sorriram levemente.
-Eu te amo Kagome!-InuYasha murmuro no ouvido dela.
-InuYasha...-Kagome cravou as unhas nas costas dele ao senti-lo beijando-lhe o pescoço, enquanto acariciava-lhe a têmpora com uma mão e com a outra segurava sua cintura. O corpo dele pendia pra frente, apoiando-se no corpo dela, que por sua vez se apoiava da árvore. Ela gemeu de leve ao sentir a língua em contato com sua pele.
O momento foi cortado pela voz de Mirok, chamando-os para partirem.
-InuYasha! Kagome! Chega de namorico e vamos almoçar!-Gritava Mirok. Ele só não viu o que os dois estavam fazendo pro causa da árvore grossa que estava obstruindo sua visão do casal.
InuYasha e Kagome se separaram, vermelhos e foram em direção de Mirok.
-Vamos então?-Perguntou o rapaz.
-Vamos!-Responderam InuYasha e Kagome.
Chegando no posto, eles vão pro restaurante, almoçam, pagam a conta, depois sobem no caminhão e vão embora. Mirok e Sango na frente, e InuYasha e Kagome atrás. Amarelo descansava no chão do caminhão, na frente.
Próxima cidade: Xanxerê, Santa Catarina.
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Capítulo 23 – Confusões no trecho Pato Branco á Xanxerê
Aquele caminhão tava na maior animação. Vai saber lá pro que né? No rádio tocava um Cd do Edson e Hudson, na música Entra na Arena. Os quatro cantavam junto, balançando pra lá e pra cá, enquanto tomavam um tererê de maracujá (Êh vida boa!). Sango enchia mais uma cuia e entregava pra Mirok. Este levou o bico da bomba á boca e tomou uns goles. Depois soltou o bico da bomba e voltou á cantar mais um pouco.
Se você quer se divertir
Fique à vontade é só chegar
Entra na arena
Que o show já vai começar
Prepare o seu coração
Libere a sua emoção
Entra na arena
Que o show já vai começar
Ta proibido de ficar parado
Contagiante o clima animado
Deixa a tristeza de lado
Maravilhoso é ver os braços pro alto
Vocês cantando com a gente no embalo
Fico arrepiado
Bato palmas pra vocês que estão aqui de novo
Agradeço o carinho desse nosso encontro
Onde passo sempre fica o meu coração
Obrigado galera de bota chapéu cinturão
Depois dessa música, uma outra chamada Festa Louca, do mesmo cantor, começava. Quando a música começou, Mirok passou a cuia pra Sango encher, e depois passar pra InuYasha, atrás de Mirok. Depois dele era a vez de Kagome, atrás do banco de Sango, e depois seria a sua vez, recomeçando a roda do tererê.
-Oh Mirok! Coloca na 12!-InuYasha pediu.
Mirok pulou as músicas até a faixa 12. A música era Esqueça que Eu Te Amo. Quando Mirok a reconheceu, logo começou á cantar junto, assim como InuYasha.
-Esqueça que eu te amo, que eu vou me virando, segue sua vida...
Vai ser melhor assim
Se não está mais afim
Não vejo outra saída
É difícil...
Sango e Kagome só observavam. Já ouviram e adoravam aquela música, mas preferiam ouvir e observar seus amados cantando. Quando ficou só instrumental. InuYasha se arrastou até Kagome, prendeu-a contra a parede lateral do caminhão e começou á beija-la. Mirok olhou malicioso e até com inveja pros dois, e quando foi olhar pra frente, viu um piá de mais ou menos 7 anos, olhando inocentemente pro caminhão através do vidro traseiro do Gol prata. Mirok puxou a cortina do seu lado esquerdo, e Sango puxou o da direita. Os olhos fixos nos olhos do garotinho. Quando a cortina ocultou totalmente o casal lá trás, Mirok apoiou o cotovelo na direção e esfregou a mão na testa. Sango olhava pra janela, com aquele olhar tipo “Agora fudeu!”. O garotinho só continuava lá, de boca aberta e com os olhinhos curiosos na cortina. Deu um sorrisinho inocente quando esta se moveu. Lá dentro pode ser escutado um leve gemido de Kagome. Mirok afastou a cabeça da mão e olhou pra cortina sendo levemente movimentada, vai saber por quem e pelo que, e voltou á esconder o rosto com a mão. Quando o Gol mudou de direção num trevo, Mirok comentou.
-Mais um que vai aprender coisas impróprias mais cedo! Essas crianças de hoje em dia, heim...
-Ó quem fala!
-Isso foi uma indireta?
Mais um gemido lá trás.
-Oh InuYasha, não faz isso no caminhão não! A gente pode parar á noite num motel, mas dentro do meu caminhão não!-Mirok resmungou.
-Nosso caminhão!-InuYasha corrigiu, dando bastante ênfase á palavra nosso. Sua cabeça apareceu entre as duas cortinas cor de vinho.-E eu não to fazendo aquilo que você está sempre pensando, e se não se importa, eu quero namorar um pouquinho!
InuYasha voltou lá trás. Deitou sobre o corpo de Kagome começou á beija-la. Ela só deu uma risada. Era até divertido ouvir as briguinhas daqueles dois. Nunca um dia pensou que a vida de um camioneiro fosse assim tão... emocionante. Deixou suas reflexões um pouco de lado e só aproveitou as caricias de InuYasha em suas costas e os lábios macios e possessivos dele cobrindo os seus.
Aquele momento mágico teria continuado, se um camioneiro dirigindo um LS-1634 branco com uma listra na lateral azul, ultrapassar o Axor. Pela janela sem cortina, o camioneiro pode ver claramente o namorico lá dentro. Infelizmente ele pensou outra coisa e já tava buzinando e gargalhando. InuYasha olhou pra trás, enfurecido. Kagome pegou a coberta no chão e se cobriu de vergonha. Inuyasha catou a espingarda e só pra assustar o enxerido, mirou nele. O cara ficou assustado e acelerou com tudo, passando do limite permitido para caminhões. O pior era que estavam á três quilômetros de um posto de policia rodoviária.
-O cara vai dar queixa por causa disso!-Mirok riu.
-Ninguém mandou se meter na vida dos outros!-InuYasha guardou a espingarda novamente.
-Estressado!-Kagome riu.
-Você vai ver o estressado!-InuYasha olhou marotamente pra Kagome. Se cobriu com a mesma coberta que ela e voltaram á namorar. Quando Mirok olhou pra frente, viu um corsa e um piá de 6 anos observando através do pára-brisa traseiro.
-Lá vamos nós de novo!-Mirok suspirou.
-O mundo ta perdido!-Sango caiu pro lado, deitando pra descansar e acabou levando um chute na cabeça.-OH!
-Foi mal!-Kagome riu.
Depois de alguns minutos, estavam em Xanxerê, Santa Catarina. Próxima cidade: Chapecó, na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Tentariam ir até Passo Fundo naquela mesma noite e no dia seguinte pela manhã, a fazenda.
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Capítulo 24 – O fantasma na beira da estrada _ parte 1
Depois de tudo naquela tarde, já nas ultimas horas do turno de Mirok, InuYasha ensinava um pouco de violão á Kagome. Ela diz querer aprender á tocar, e ele emprestou o violão dele pra ensiná-la. Sango observava a aula lá trás, em que Kagome não se saia tão mal.
-Mirok, você toca alguma coisa?-Sango perguntou, olhando pros olhos azuis escuro do rapaz.
-Sim! Eu toco sanfona, mas sei tocar violão também!
-Na verdade Sango, era que eu toco violão, o Mirok sanfona e o Sesshoumaru sabe de teclado! Aí a gente foi se ensinando e aprendendo! Claro que não tivemos muito tempo pra aprender por causa das viagens de camioneiro nossa, mas já sabemos alguma coisa de instrumentos diferente...
-Epa, eu sei um pouco de violino!-Sango sorriu.
-Eu ia fazer curso de violão, mas...-Kagome deixou o resto da frase em branco. InuYasha entendeu o recado e achou melhor não tocar no assunto.
-Eu te ensino então!-InuYasha sorriu.
-Valeu!-Kagome respondeu o sorriso.
-InuYasha, você não quer pegar na direção mais cedo não?-Mirok sorriu preguiçoso.
-Com sono?
-Mais ou menos...
-Sai pra lá!
Mirok freou no acostamento e trocaram de lugar. Mirok e Sango atrás, InuYasha e Kagome na frente.
Á medida que o sol ia se pondo, uma neblina azul cinzenta estranha ia cobrindo a estrada. A neblina era mais intensa até os pára-choques do caminhão. InuYasha diminuiu a velocidade do caminhão, fazendo o que podia pra enxergar a estrada. Toda aquela neblina fez Mirok se lembrar de uma velha profecia feita por uma cigana que tinha consultado antes mesmo de conhecer InuYasha.
-Isso não em trás boas lembranças!-Mirok pulou pra frente, na porta. Sango resolveu ir também e ficou do lado de Mirok.
-O que? A neblina?-InuYasha olhou pra Mirok.
-É! Uma vez eu consultei uma cigana e ela disse: “Um dia o brilho da morte vai ofuscar os seus olhos!” E eu vou morrer InuYasha! Era isso que ela quer dizer, eu vou morrer!
Sango e Kagome tiveram um arrepio na espinha, principalmente Sango.
-Todo mundo vai!-InuYasha disse.
-Hoje InuYasha! Eu vou morrer hoje!-Mirok disse irritado.
-Ah pára Mirok! Eu hein, eu não acredito nessas coisa! Eh, eh, eh...-Fez o sinal da cruz.-Eh! Pára com esse papo!
-É, eu também não acredito não... Bom, ás vezes eu até acredito... Hoje eu acreditei... Eu senti um calafrio, InuYasha...
-Pára com isso Mirok! A mente dos humanos é muito sugestiva! Meu pai sempre dizia isso!
-Que sugestão InuYasha? Ela disse! O brilho da morte vai ofuscar os seus olhos... Ela falo! Ela falo!
-Que ofuscar nada Mirok! Com essa neblina toda não vai ofuscar nada! Não da pra enxergar um palmo diante do nariz, e andando á 5 quilômetros por hora, ah pára com isso!
O caminhão continuou avançando por entre a nevoa. Kagome e Sango não gostavam muito daquele papo. Mirok sentiu mais um calafrio na espinha.
-Ta vendo, InuYasha, ta vendo? É sério InuYasha, eu vou morrer!
InuYasha explodiu.
-Quer morrer pode morrer, mas não aqui, na beira dessa estrada hoje e dentro do meu caminhão!
-Então explica essa neblina InuYasha! Explica!
-Sol, calor, chuva, efeito estufa... neblina!
Depois de três minutos...
-Vai mais devagar InuYasha, mais devagar...
-Mas eu to á 5 quilômetros por hora Mirok!-InuYasha riu.-Mas que cagão, bicho! Tu ta si cagando de medo! A estrada ta cheia dessas coisas Mirok!
-Que coisas?-Kagome olhou pra InuYasha.
-Pára com isso InuYasha!-Sango estava arrepiada de medo.
-Lenda gente! Folclore!
-Era muito real! Os ciganos são assim! Místicos sensitivos!
-Lenda Mirok! Coleção do Monteiro Lobato que meu pai lia pra mim e pro Sesshoumaru quando éramos pequenos! Saci Pererê, Mula-sem-cabeça, Curupira,...
-Penélope!
-Que?
-Penélope! O nome dela era Penélope!
-Não lembro de nenhuma história do Monteiro Lobato que tivesse Penélope...
-INUYASHA CUIDADO!!!
InuYasha brecou na hora. Mirok se agarrou na moldura da porta e no banco. Sango se abraçou á Mirok. Kagome abraçou InuYasha, que se apoiou no volante. Os pneus do caminhão cantaram com o breque repentino. Mirok olhou pro retrovisor a sombra de uma mulher acenando pro caminhão.
-Olha só! Você quase matou a mulher! Fica contando essas historinhas...
-Que mulher? Não to vendo nada!
-Olha no retrovisor lateral!
Sango tentou olhar, mas foi exprimida contra Mirok por Kagome e InuYasha que foram olhar, mas... não tinha nada lá além de névoa e alguns vaga-lumes.
-Só tem brilhinho de vaga-lume ali!
-Brilhinho de vaga-lume, ah, vai te catar!-Mirok pegou uma lanterna e saiu.
-Mirok espera! Pode ser ASALTO, ESPERA!!!
Mirok correu na direção da mulher de cabelos loiros e curtos e olhos caramelos. Ela vestia uma roupa semelhante á seda branca.
-Graças á Deus vocês chegaram! Eu tava desesperada! Por aqui!-Ela saiu correndo pelo mato!
-Mas o que aconteceu? INUYASHA, SANGO, KAGOME SIGAM EM FRENTE!
-VOU TENTAR MIROK!!!-InuYasha veio correndo com uma lanterna, com Sango e Kagome se agarrando á ele de medo e Amarelo quase sumindo na névoa, guiando-os.
Na frente, Mirok corria atrás da mulher. InuYasha ia mais atrás, com Sango e Kagome nos seus calcanhares e Amarelo na frente deles.
-É melhor esperar seus amigos! A gente vai precisar da ajuda deles!-A mulher disse desesperada.
-Eles vão chegar logo!
Mais atrás...
-O que um homem não faz por uma mulher...-InuYasha pensou alto. Isso fez os nervos de Sango irem á mil de ciúmes.
-InuYasha!-Kagome repreendeu o namorado.
-Eu só to pensando alto!
Alguns minutos de correria por entre a mata...
Mirok avistou um carro vermelho, que antes era um Tempra, que bateu numa árvore. Dentro dele, ele viu um rapaz com um corte na cabeça, ensangüentado.
-Como esse carro veio parar aqui? Está muito longe da estrada!
-Eu não lembro de nada! O meu filho ta lá dentro e ta preso!-Ela bateu no vidro desesperada.-E ta vivo! Vocês têm que tirar ele daí!
-Volte pra estrada e chame uma ambulância! Precisamos de um resgate!
A mulher correu de volta pra estrada. InuYasha, Kagome, Sango e Amarelo chegaram logo depois.
-Cadê a mulher Mirok?-InuYasha perguntou, apontando a lanterna pro amigo.
-Ela volto pra estrada pra chamar ajuda! O menino está ferido ali dentro, tem que ter um resgate InuYasha!
-Nem á pau Mirok! Até que ela consiga alguém... e esse alguém leva recado... quando o pessoal estiver aqui o muleque já morreu...
-Mas ele está ferido! Se mexer nele ele pode morrer!
-Ta se esvaindo em sangue Mirok! Ou morre aqui ou morre lá! Não podemos ficar aqui sem fazer nada! Se fosse seu filho o que você faria?
-Levaria ele pro hospital nos braços!
-Então?
-Vamos tirar ele daí!-Kagome foi pro outro lado do carro.-Como esse carro veio parar aqui?
-Ela não se lembra! Perdeu a direção!
-Tem mais gente aqui!-Kagome disse, ao ver uma pessoa imóvel no banco do motorista.
InuYasha correu pra lá, com Mirok logo atrás. Kagome a abriu e quando o corpo ia cair, InuYasha pegou-o e recolocou no banco. Colocou os dois dedos no pescoço, tentando sentir os batimentos cardíacos. Nada! Estava morto! Quando Mirok finalmente foi lá ver, seus se arregalaram em espanto... Aquele rosto... aquela roupa... Aquela era a mulher que Mirok viu pedindo sua ajuda na estrada... Aquela que acabou de ir pedir ajuda... Sua ajuda foi solicitada por um espírito, um fantasma! O fantasma da mulher que morreu dentro do carro pediu sua ajuda pra salvar o filho dela!
-AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!
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Capítulo 25 – O fantasma na beira da estrada _ parte 2
-Fantasma?-InuYasha, Kagome, e Sango disseram ao mesmo tempo. Estavam no caminhão novamente, com o jovem que estava preso no carro vivo e deito lá trás, no colo de Kagome. InuYasha ficou com uma pontada de ciúmes, mas se controlou. A cabeça do rapaz estava enfaixada, evitando uma hemorragia maior do que a que já teve.
Sango se agarrou forte a Mirok, toda á calafrios.
-Sim! Aquela mulher era exatamente igual á aquela que pediu a minha ajuda! O espírito dela me chamou!
-Agora faz sentido aquela história de “o brilho da morte vai ofuscar os seus olhos”!-Kagome comentou.
-Credo em cruz! Vamos parar com esse assunto aqui! Eu heim!-InuYasha fez um sinal da cruz rápido e beijou a própria mão.
Aquele assunto morreu ali. Toda aquela situação lembrou Kagome e Sango do acidente que sofreram. Se arrepiaram inteiras, só de pensar que o espírito da mãe de Kagome, ou do pai, poderia ter aparecido na estrada e solicitado a ajuda do primeiro que passasse pro lá. Afastaram aqueles pensamentos, prestando atenção na estrada, que aos a névoa desaparecia e deixava á mostra as faixas amarelas e brancas no asfalto.
Chegando na cidade de Chapecó, eles deixam o garoto no hospital. Com a carteira de identidade que Inuyasha trouxe pra policia, estes descobriram onde o pai do rapaz morava, e foi imediatamente avisado e estava á caminho do hospital. O homem morava em Chapecó mesmo, no outro lado da cidade. O pessoal do resgate foi acionado e foram no local do acidente, recolher o corpo da mulher e o carro.
Quando o pai do rapaz chegou ao hospital, ele avistou InuYasha e Mirok, e reconhecendo-os pelas características que lhe foram concedidas, correu ao encontro deles. Conversaram por um tempo, acalmando o pai desesperado, e este agradecendo á eles mil e uma vezes.
-Novamente, eu não sei como agradecer-lhes!-O homem sorriu, um pouco mais calmo.
-Não é necessário!-Sorriu Mirok.
-Pagamos metade das despesas do hospital! Não podemos mais ficar, temos que prosseguir viagem!
-Então que Deus vá convosco!-O homem sorriu.
-Contigo também!-Desejou o grupo, indo pro caminhão estacionado na frente do hospital. Mirok e Sango atrás, InuYasha e Kagome na frente.
-Essa história de fantasma foi arrepiante!-InuYasha estremeceu.
-É!-Concordaram Sango e Kagome.
-Eu não quero ver um nunca mais!-Mirok comentou, olhando pra janela. Na estrada, perto de um poste de luz, ele pode ver o espírito da mulher acenando, como se agradecesse pela ajuda dele. Mirok deu um sorrisinho e acenou também. A mulher virou névoa e desapareceu na madrugada.
Ao ver o rapaz acenando pro nada na janela, InuYasha, Sango e Kagome entreolharam-se. InuYasha contornou a orelha com o dedo indicador, como se dissesse “Ele pirou!”. Kagome mexeu os ombros, como se dissesse “Fazer o que?”. Sango olhou pro teto do caminhão, como se dissesse “Ninguém merece!”.
A viagem prosseguiu. Mirok e Sango adormeceram. InuYasha e Kagome observavam a estrada. Kagome se agarrava no braço de InuYasha toda vez que aparecia uma coruja, um morcego, um inseto ou qualquer outra coisa passando na frente do caminhão. Ela quase teve um enfarte quando o vento fez uma sacola branca prender no retrovisor. InuYasha estava adorando tudo aquilo, e ainda só porque ela o abraçava. Enlaçou a cintura dela, lhe dando conforto e segurança. Ficaram namorando durante toda a metade da viagem, até chegar á cidade de Erechim, Rio Grande do Sul.
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Capítulo 26 – Mais confusões via celular!
As horas passavam, e chegando ao ápice da meia-noite, estavam chegando em Passo Fundo. InuYasha acabou se distraindo e ansioso pra rever os amigos e parentes, acabou chegando no limite pra caminhão e quando percebeu estavam chegando em Passo Fundo. A fazenda era alguns quilômetros perto de Vacaria, na BR-285.
-Porcaria! O rodeio é amanhã!-InuYasha resmungou pela décima vez.
-InuYasha, a gente vai chegar amanhã de manhã e o rodeio começa lá pelas sete da tarde!-Kagome suspirou.
-E antes vai ter vaquejada!-Mirok sorriu.
-Tu ainda não dormiu?-InuYasha olhou pra Mirok.
-Do jeito que você vai, vamos chegar de madrugada na fazenda, e eu não quero acordar com um balde de água com gelo por causa do seu irmão!
-Nunca se sabe! Você pode acordar num sufoco por causa dos abraços do Jakotsu, ou então com os beijos da minha mãe, ou com o Bankotsu jogando ovo na tua cara, ou...
-Ta, ta, ta! Já entendi!-Mirok suspirou.-Só não esquenta! Vamos chegar á tempo!-Mirok se ajeitou novamente pra descansar um pouco.
Kagome tava ficando meio nervosa. Ligou o rádio tentando se acalmar. A música era Amor Desencontrado – Rio Negro e Solimões.
-Essa aí é boa!-Mirok comentou.
Os dois começaram á cantar com a música, e Kagome e Sango só olhavam.
InuYasha: Sai de casa a noite passada
Entrei numa parada amarrei uma fogueira
Ela veio no meu pensamento
Pensei naquele momento em fazer besteira
InuYasha e Mirok: Peguei o carro fui em sua direção parei em frente ao seu portão
Meti a mão na buzina
Não demorou ela saiu pra fora me mandou embora
Vai vê se eu to na esquina
Sai acelerado o som do carro ligado
Coração desesperado
Que paixão mal resolvida
Esse amor desencontrado
Ta me deixando pirado
Bagunçando minha vida
Sai acelerado o som do carro ligado
Coração desesperado
Que paixão mal resolvida
Esse amor desencontrado
Ta me deixando pirado
Bagunçando minha vida
A voz dos dois era realmente bonita, e era alta. Ah, se eles tivessem um vizinho...
-Vocês sabem contar alto hein! Nossa senhora!-Kagome sorriu.
-Devia ver nos dias que a gente faz churrasco!
O celular de InuYasha começou á chamar, e adivinhem quem é?
-Fala Sesshy!-InuYasha boto no viva-voz.
-JÁ DISSE PRA NÃO ME CHAMAR ASSIM, MERDA!
-Ta o que que tu qué, Sesshy?
-Aff... Tu chega quando aqui? Ta demorando!
-Acho que só amanhã! Preciso refazer o meu sistema! To dormindo de dia e dirijo á noite! Vou parar agora e amanhã de manhã eu chego aí, falo?
-Ta! Amanhã á noite então a gente vai fazer um churrasco pra você! É bom ta trazendo a cerveja!
-Xi, você devia ter me falando antes! Já passei de Passo Fundo!
-Puta merda! Ta devendo duas grades pra gente hein Inu!
-Quê?
-É isso aí! Duas grades!
-Não, você me chamou do quê?
-De Inu! Você me chama de Sesshy vou te chamar de Inu!
-Aê, mandou bem Sesshoumaru!-Mirok riu.
-Valeu Mirok! E as meninas? Como estão?
-Ótimas!-Kagome e Sango sorriram.
No outro lado da linha, ouve-se o barulho de uma... explosão.
POW!
-O que aconteceu?-Sesshoumaru perguntou.
-SESSHOUMARU!!! CADÊ A TUA ESPINGARDA???-A voz de Bankotsu gritou enfurecida ao longe.
-Por quê? O que aconteHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
-É, é, vai tirando pêlo com a minha cara, mas cadê aquele sem vergonha?
-HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
-Sesshoumaru? Você ta legal?-InuYasha estranhou.
-E aí?-Uma outra voz apareceu.
-RENKOTSU!!! SEU CAREQUINHA DUMA FIGA!!! EU VOU E MATAR!!!-Bankotsu pareceu sair correndo. Sesshoumaru tomou o telefone outra vez.
-Foi mal InuYasha, eu tenho que desligar! Vou tirar uma foto da cara do Bankotsu e te passar por mensagem depois! Quando você chegar eu te explico o que aconteceu!
-Falo!
-Tchau! NÃO BANKOTSU!!! O MEU RÁDIO NÃO!!!-Sesshoumaru gritou, desligando o telefone logo depois.-Tu, tu, tu, tu, tu,...
InuYasha, Mirok, Sango e Kagome entreolharam-se, sem entender nada.
-Bom, acho melhor a gente parar e descansar! Amanhã a gente continua!-InuYasha parou o caminhão na beira da pista.-Tranca a porta Kagome! Mirok passa uma coberta aí!
Kagome trancou a porta. Mirok passou uma coberta para InuYasha e um travesseiro. InuYasha ajeitou o travesseiro e deitou no banco, abraçando Kagome, com a coberta protegendo os dois. Mirok e Sango ficaram dormindo lá trás, com a cortina fechada. Amarelo ficou apenas descansando no chão. Era nessas horas que o cão ficava acordado, vigiando. Qualquer pessoa que passasse pela estrada, se aproximando do caminhão, ou uma barulho estranho vindo do mesmo, ele acordava seu dono. Saltou para o banco, e sentou em cima dos pés de InuYasha e Kagome, atento ao que se passava lá fora.
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Capitulo 27 – Enfim a Fazenda Taisho!
Estavam á 40 quilômetros da casa da fazenda. Já entraram na propriedade de aproximadamente 1.000 hectares, mas tinha mais 40 quilômetros de estrada de chão pela frente. Kagome e Sango observavam o ‘pequeno reino’ de InuYasha. Era simplesmente lindo! Havia um rio passando bem no meio do domínio, com alguns riachos e suas nascentes também. A fazenda era dividida em agricultura e pecuária, sendo dividida em 500 hectares pro gado e 450 pro soja e milho. Os outros 50 hectares, lá nos cafundó da área sul fazenda, era uma pequena plantação de arroz.
-InuYasha, esse lugar é lindo!-Kagome estava encantada pelas maravilhas da fazenda.
-Bem vinda ao meu paraíso!-InuYasha sorriu divertido, ao ver Kagome tão fascinada. Como se ela fosse a única... Sango tava de boca aberta.-Kagome! Olha lá!-InuYasha diminuiu a velocidade do caminhão.
-O que?
-Bem ali!-InuYasha apontou pro parto. O pasto era cheio de cupinzeiros, altos e baixos. Entre eles, um tamanduá-bandeira caminhava tranqüilo por entre os montes marrons.-É um tamanduá-bandeira...
-É lindo InuYasha!-Os olhos de Kagome brilhavam.
Rodados 35 quilômetros, depois de passar por quatro pontes, vendo todo tipo de animal, como tucanos, raposas, coiotes e papagaios selvagens, eles avistam alguém verificando alguma coisa deitada no chão. InuYasha logo reconheceu a tal pessoa. A mesma olhou pro caminhão e veio correndo na direção do mesmo, com um sorriso de orelha á orelha. InuYasha parou o caminhão e abraçou a pessoa.
-Bankotsu! Há quanto tempo, rapa!-InuYasha deu uns tapas amigáveis no lombo do amigo.
-Bom ver você de novo InuYasha!-Bankotsu sorriu. Dando uns tapinhas também.
Bankotsu era um homem forte, com olhos azuis escuros, e cabelos negros presos numa longa trança que ia até abaixo da cintura. Seu corpo era definido e sua pele bronzeada de sol.
Se soltaram do abraço e Bankotsu abraçou Mirok.
-E você, andou aprontando muito?
-Só um pouquinho!-Mirok sorriu.
-Bankotsu, estas são Kagome e Sango! Meninas esse é Bankotsu, uns dos homens que trabalha na fazenda!-Apresentou InuYasha.
-Prazer!-Disseram os três ao mesmo tempo.
-Tava fazendo o que Bankotsu?
-Verificando mais uma carcaça! Parece que realmente tem onça por aqui!-Bankotsu caminhou até o que restou do boi.
-Com certeza!-InuYasha se abaixou perto do boi. Amarelo se aproximou e farejou.-Não Amarelo!-InuYasha disse para o cachorro. Este se afastou novamente.-Aquela parte do couro mostra marcas de garras e...-Chegou perto da cabeça. Pegou o chifre do boi e puxou-o até esticar o pescoço.-É, tem marcas de dentes no pescoço! Com certeza é onça!
-Os urubus vão ter jantar hoje! E falando nisso, já olharam pra cima?-Mirok comentou. Os outros quatro olharam pro céu. Quatro sombras em forma de urubus sobrevoavam o local, esperando uma oportunidade pra começar á festa.
-Vamos deixar eles fazer o trabalho de limpar isso tudo! Veio de cavalo Bankotsu?-InuYasha se dirigiu ao caminhão.
-Não, eu peguei a rural!-Bankotsu apontou pra rural atrás de um arbusto grande. Amarelo olhou para a carcaça do boi, com os olhinhos brilhando e correu pro caminhão pra não ser deixado pra trás. Bankotsu correu pra rural e saiu um pouco na frente de InuYasha. Quando a casa finalmente foi avistava, Bankotsu começou á buzinar e InuYasha também, anunciando a chegada. A casa parecia que estava em construção, mas já estava ponta, sendo que faltava a pintura do lado externo e não havia muitos moveis no andar de cima. Era de dois andares, e compartilhava o mesmo telhado de um barracão de 12 metros por 26. Os dois andares pareciam ser quase iguais. Uma estrada de chão separava o primeiro barracão por uma casa de dois andares de cimento, de pintura branca.
Um homem de olhos dourados e cabelos prateados que iam até abaixo da cintura olhou pra janela no andar de cima do primeiro barracão. Ele deu um salto e saiu correndo pra dentro da casa.
Dentro da casa...
Izayoi, mãe de InuYasha, fazia o café da manhã para toda a galera na casa do andar de baixo. A casa de cima era só á quartos, embora de fora parecesse igual á casa de baixo. Ela era uma mulher muito bela. Tinha longos cabelos negros que iam até a cintura, e olhos negros também. Ela era ajudada por Rin, noiva de Sesshoumaru. Uma garota de aparência muito jovem, mas tinha 17 anos. Tinha cabelos negros e olhos castanhos.
Enquanto Izayoi fazia o café, e Rin arrumava a mesa, Sesshoumaru vinha correndo pelas escadas de madeira bastante íngreme fazendo um gritedo.
-O INUYASHA CHEGO GAUCHADA!!! O INUYASHA CHEGO!!!-Ele tropeçou no ultimo degrau e caiu em cima de uma carreta pequena cheia de milho.
-Sesshoumaru? Você está bem?-Rin veio correndo, subindo em cima do pneu da carretinha e segurando-se na borda da mesma. Sesshoumaru cuspiu algumas sementes de milho e viu que alem da sua noiva, tinha mais seis olhando pra ele, o Renkotsu, Mukotsu, Jackotsu, Kyokotsu, Suikotsu e o Ginkotsu.-O INUYASHA CHEGO GALERA!!!
-COMO É???-Izayoi saiu correndo da cozinha pra fora. Foi pro lado do varal no quintal, onde um lençol balançava com o vento e viu o caminhão vir entrando bem devagar pela porteira no sentido norte-sul. A rural buzinando em ritmo, comemorando a volta deles, juntamente com o caminhão. O Axor virou pra direita, em estacionou num lugar onde ligava á uma segunda estrada que contornava o barracão e seguia até sumir de vista. InuYasha abriu a porta e o que levou de boas vindas? Um balde de água com gelo! Molhou o caminhão inteiro, inclusive quem estava dentro dele. Amarelo deu um grunhido e saiu correndo pra fora do caminhão.
-E aí rapaz? Que saudade!-Sesshoumaru largou o balde e abraçou o irmão.
-Como é que tu ta Sesshoumaru?-InuYasha sorriu, dando uns tapinhas no ombro do irmão.
-Beleza!-Os dois se soltaram. InuYasha foi abraçando de um em um, e Mirok não ficou pra trás. Assim que Sesshoumaru deu as boas vindas á Mirok, foi cumprimentar as garotas.-Bom dia! Vocês devem ser Sango e Kagome, não?
-Somos sim!-Ambas sorriram.
-Sou Sesshoumaru! Irmão mais velho desse caipira aqui!-Sesshoumaru pegou e prendeu a cabeça de InuYasha num,a chave de braço, raspando as juntas dos dedos na mesma.
-Prazer!
-O que achou do presente?-Sesshoumaru apontou pra um caminhão Axor 2044 prata, com cabina estendida, com espaço ainda maior que o Axor 2540. Só pra ter idéia, acbia um colchão de casal atrás. O caminhão novinho em folha estava estacionado ao lado do barracão, sob a sombra de uma árvore enorme.
-Nossa!-Mirok abriu a boca.
-Fecha a boca, que não entra mosquito! O Axor é meu!-InuYasha mostrou a língua pro amigo.
-Quando a Izayoi soube da Kagome e da Sango, ela resolveu comprar um caminhão com cabine maior, pra maior conforto, e ela também pensou se o Mirok queria ficar com o Axor 2540! Aí, quem sabe você e a Kagome num caminhão, e o Mirok e a Sango no outro...-Sesshoumaru cochichou alguma coisa no ouvido de InuYasha, que deu um pulo e ficou vermelho.
-MÃE!!!-InuYasha olhou pra mãe, que abafou uma risada.-Mirok, você andou dando mal exemplo pra minha mãe?-InuYasha olhou pro amigo. Os outros caíram na gargalhada pelo jeito que os quatro ficaram vermelhos.
Quando todos se acalmaram...
-Vixi Maria! InuYasha é melhor você pegar um cavalo e se mandar, que o Jakotsu vem aí!-Sesshoumaru apontou pro cara que vinha correndo em direção ao grupo.
-Puta merda! Kagome, a gente se vê depois falou! Eu te mostro a fazenda OUTRA HORA!!!-InuYasha dizia enquanto era empurrado desesperadamente por Mirok. Ele saiu correndo até Toutosai, que segurava quatro cavalos com apenas freio e rédeas, sem selas. InuYasha e Mirok deram um abraço rápido do homem, montaram nos cavalos num pulo e dispararam pra terra arada, pronta pro plantio. O terceiro cavalo foi montado por Jakotsu, que disparou atrás de InuYasha e Mirok, que gritavam feito loucos “Somos comprometidos! Temos namoradas!” e coisas do gênero.
-Daqui á pouco eles voltam!-Izayoi sorriu.-Vamos nos conhecer melhor durante o café da manhã?-Convidou ela.
-Obrigada!-Respondeu Kagome por si e por Sango, que olhava divertida a cena dos três correndo lá pra baixo.-Mas se aquele bichinha descarado não largar o meu Inu, eu vôo pra cima dele!
-Tudo bem!-Izayoi riu.
As duas foram convidadas á se sentarem à mesa, que ficava fora da casa em frente á porta que dava á cozinha, num piso meio marrom. Todos estavam ali, menos InuYasha, Mirok e Jakotsu, que galopavam lá fora, ou seja, na mesa estavam Kagome, Sango, Izayoi, Rin, Sesshoumaru, Toutosai, Bankotsu, Renkotsu, Mukotsu, Ginkotsu, Suikotsu e Kyokotsu. Alguns tiveram que ficar em pé, porque só tinha lugar para dez na mesa. Amarelo se escondeu embaixo da mesa, recebendo alguns petiscos de vez em quando. Conversavam animados, se conhecendo direito. As duas logo estavam familiarizadas com toda aquela gauchada, e vice-versa. Bankotsu contou sobre o irmão Jakotsu, já que ele estava ocupado, azucrinando a vida dos nossos pobres camioneiros.
Quando finalmente Jakotsu desistiu, depois de quase conhecer o punho de Kagome e Sango, InuYasha e Mirok podiam comer o café da manhã sossegados, isso já era onze horas. Eles se safaram dessa vez. Só comeram pão puro mesmo e esperaram o almoço, que era feito por Izayoi, Rin, Kagome e Sango, descarregando o material que compraram em Naviraí do caminhão. InuYasha, Mirok e Sesshoumaru subiram na carreta e foram tirando o material, entregando-os á Bankotsu e Suikotsu no chão, que levavam pro barracão.
Quando esse serviço foi concluído, InuYasha Mirok e Sesshoumaru foram dar um jeito na cabine do caminhão, encharcada.
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Capítulo 28 – Trabalha!
Lá pro meio da fazenda, Sesshoumaru dirigia o arado pela terra, levantando um tufo de poeira por onde passava. A maquina mal era vista da estrada de chão, onde InuYasha, Mirok e Bankotsu conversavam escondidos do sol na sombra da Toyota Hilux, conversando e ouvindo as músicas de uma coletânea do Rio Negro e Solimões. No momento a música era De São Paulo á Belém. Amarelo corria pelo outro campo, já arado, de soja, fazendo alguns perdizes saírem voando. InuYasha cantava baixo a música, enquanto observava um pardal cruzando os céus por baixo da aba do chapéu de cowboy preto-carvão, com um broxe dourado em forma de rosário atrás, que terminava numa cruz, e um broxe preto e prata em forma de um touro de rodeio. Possuía uma cintinha vermelha. Além do chapéu, InuYasha estava usando uma calça jeans e uma camisa pólo preta um pouco justa, moldando perfeitamente os seus músculos e botas marrom claro. Também usava um óculos de sol cinza de lentes bem escuras.
-Cara, que saudades desse lugar!-Comentou Mirok, mordendo a ponta de um pedaço de grama.
-Muita saudade!-Completou o meio-yokai.
Mirok usava uma calça jeans um pouco mais escuras do que a do companheiro, botas de cowboy pretas, uma camisa branca de abotoadura, com os primeiros botões abertos por causa do calor, um chapéu branco com uma cintinha marrom claro, com apenas um broxe igual ao que InuYasha tem atrás do chapéu dele.
-O que pretendem pra hoje á tarde?-Perguntou Bankotsu. O mesmo usava um traje parecido com o de Mirok, mas seu chapéu era negro, as botas eram marrons escuras, usava um cinto com uma fivela de prata grande, e um lenço vermelho-sangue amarrado meio frouxo no pescoço.
-Vamos convidar a Kagome e a Sango pra conhecer a fazenda!-Mirok respondeu, tirando o chapéu e passando a mão pela nuca.
-A gente tava planejando pegar a Hilux e a Mitsubishi (L-200) e dar uma volta pela fazenda... tentar a sorte com os veados, procurar mais pistas de onça, seguir pelo riacho, tomar água da mina, e talvez tomar um banho lá no lago do riacho...-Propôs o rapaz.
-É... Gostei!-InuYasha sorriu.
-E depois tem rodeio! Ta preparado?-Mirok mal terminou de falar e InuYasha deu um pulo e ficou em pé.
-EU ESQUECI MERDA!!!-InuYasha berrou, quase entrando em pânico.
-Calma! Que ataque é esse?-Bankotsu voltou á sentar, depois de deitar no chão, empurrado por Mirok que tinha levado um susto.
-Ta muito em cima! Olha só o que a gente tem pra arar ainda!-InuYasha apontou pra parte da terra não arada ainda. Aquilo ia alem de onde os olhos alcançavam.
Mirok deu um pulo e levantou também ao ter uma idéia.
-Já sei! A gente podia vir aqui depois que o rodeio acabar, trazer lenha, carne e cerveja e enquanto a gente festeja alguém vai arando! Troca de lugar e vai!
-Uma festa?-InuYasha pensou um pouco. Prendeu Mirok numa chave de braço e raspou as juntas dos dedos na cabeça dele.-Não sabia que você pensava seu Zé Mané!
Mirok depois de algumas tentativas se libertou e saiu correndo aos risos.
Alguns minutos depois, Sesshoumaru voltou com o arado, e foi a vez de Mirok. O rapaz de cabelos negros subiu no trator depois que Sesshoumaru desceu, e continuou o trabalho. Sesshoumaru sentou-se ao lado do irmão e encheu uma caneca de água gelada.
-Sesshoumaru, o que aconteceu ontem, que você ficou rindo no telefone?-Perguntou o meio-yokai.
-Ah! Isso?-Sesshoumaru tirou o celular SAMSUNG SGH-X640 GSM cinza e preto, e mostrou uma foto do Bankotsu. O cara tava quase irreconhecível com a cara preta de óleo..
-O que aconteceu?-InuYasha riu.
-O Renkotsu e o Bankotsu tavam trocando o óleo do trator azul, e o babaca do Renkotsu fez o tanque de óleo explodir! Veio um monte de óleo pra cara do Bankotsu, sorte que não tava quente!-Sesshoumaru respondeu rindo da careta que Bankotsu fez.
-É, mas o gosto não é nem um pouco agradável!-O rapaz com o cabelo em trança comentou.
Sesshoumaru e InuYasha riram.
Lá na sede da fazenda, as coisas não podiam estar mais calmas. Renkotsu, Suikotsu, Mukotsu, Ginkotsu, Kyokotsu e Jakotsu estavam removendo tudo que estivesse debaixo do telhado do barracão. Enquanto que do lado da parede que separava a entrada da casa do quintal, um marea preto com caixas de som preto e azul tocava Bruno e Marrone, Credo em Cruz, Ave-Maria, Ginkotsu guiava um trator verde, amarrado por três correntes á um container prata, que servia para guardar ferramentas e outras coisas que não deviam ficar no tempo. Renkotsu fazia sinais lá perto do container, dizendo “Vai!” e “Para!”. Sim, estavam tentando tira-lo do barracão, arrastando-o com o trator.
Suikotsu estavam com um carrinho de mão, tirando o entulho que os pedreiros deixaram amontoado ali, quando terminaram de construir a casa dois dias atrás. Claro, que faltava a pintura do lado externo, e a organização no interior do andar de cima, fora a limpeza do piso, cheio de farelo de cimento.
Jakotsu, Mukotsu e Kyokotsu tiravam outros materiais do barracão, e deixavam no quintal para depois organizarem o que farão depois.
Kagome, Sango e Rin estavam no andar de cima, organizando as coisas por lá. Esse era o esquema dali por diante (Agora uma descrição da planta que eu planejei pra casa deles u,u quem não quiser saber, é só pular pro próximo parágrafo e imaginar a casa do jeito que vocês quiserem!): Ambos os andares externamente eram iguais. No local da cozinha embaixo, em cima era uma sala, ambas no canto inferior direito (Pra mim mesma entender, tive que desenhar a planta!). Mais em cima, o banheiro (Vista de cima, gente) em ambos os andares. Um pouco mais pra cima, um quarto, também em ambos os andares. Ali era o limite dos dois andares. Pra esquerda, um corredor, mais pra esquerda ainda, um quarto, nos dois andares. Ainda mais pra esquerda, no andar de cima, a primeira parte da sacada, no andar de baixo, outro quarto (Pra abrigar toda essa galera também! Não gostei muito da idéia deles dormir em casais, senão acaba com as minhas idéias!). Ali era outro limite dos andares. Pra baixo, no andar de cima, o resto da sacada, no andar de baixo, outro quarto. Pra direito, a sala no andar de baixo e em cima, mais um quarto (aff!). E mais pra direita, no andar de cima a sala que era a entrada, e no andar de baixo a cozinha, que também era a entrada.
Pois é, para não separar os casais em dois andares, Izayoi resolveu se mudar pro andar de cima, que tinha apenas três quartos, enquanto que no andar de baixo havia quatro. Os sete irmãos moravam no barracão do outro lado da estrada. Então ficou o seguinte: No andar de cima, nos quartos com divisória para a sacada, em cima InuYasha, em baixo Kagome, e no ultimo quarto Izayoi. No andar de baixo, ficaria Mirok, bem embaixo do quarto de InuYasha, Sango bem embaixo do quarto de Izayoi, Sesshoumaru bem embaixo da sacada do lado do quarto de Kagome, e Rin bem embaixo da sacada pro lado do quarto de InuYasha (Xii, esse negócio de um quarto com apenas alguns centímetros de cimento separando não vai dar certo! Ainda mais que a piazada (InuYasha, Sesshoumaru e Mirok) quando ta em casa RONCA!!!).
Bom, voltando, o que Kagome, Sango e rin estavam fazendo lá em cima? Kagome varria o farelo de concreto pra fora, Sango passava um rodo com um pano nas paredes, Rin deixou o serviço de ajudar Kagome á varrer e desceu lá pra baixo pra chamar os garotos pelo radio pra virem almoçar. Á tarde teriam um serviço longo: Arrumar o barracão, organizar os quartos, limpar os dois andares e muitos mais. E tudo isso antes do rodeio começar.
-Ainda bem que somos quatorze! Senão eu morria!-Kagome comenta pra Sango. Kagome usava um shorts jeans claro, que ia até a metade das coxas, com o final que parecia ser rasgado. O shorts eram um pouco justinho, dando ar de sensualidade, mais do que ela já tinha. Também usava um top branco com uma rosa vermelha desenhada, que deixava seu ventre á mostra. Nos pés, a famosa rasteirinha branca. Não que ela adorasse rasteirinha, mas pra viajar e fazer tarefas domésticas, ela gostava de usar.
-Eu também!-Sango responde, descansando o rodo em cima da pia de mármore, que os pedreiros já haviam colocado ali. Sango vestia uma saia jeans escura, um tomara-que-caia branco com um coração preto e vermelho estampado, e uma sandália branca.
Ambas vestiam roupas simples, mas estavam numa fazenda não estavam? Reservaram alguma coisa bem ‘especial’ para vestirem no rodeio, e na tal festa que falaram pra de noite.
-Kagome! Sango! Vamos almoçar!-Chamou Izayoi lá embaixo.
Kagome foi até a porta. Sango espiou por cima do ombro da prima.
-Mas e o InuYasha e o Mirok?-Ela perguntou.
-Eles já estão vindo!-Rin disse sorrindo, colocando o fone do rádio no gancho.
Ambas desceram as escadas de madeira, com um corrimão de cano e outro de madeira.
Sentaram-se na mesa na área do lado de fora da casa, onde comeram o café-da-manhã mais cedo.
-Podem se servir!-Izayoi disse com um largo sorriso, levando uma panela de arroz até um balcão de madeira encostado na parede. O balcão estava com algumas panelas e bacias, com arroz, salada, feijão, macarrão, carne e outros. Um almoço farto e simples ao mesmo tempo. Um almoço da fazenda.
-Gente, vamos atacar? Eu to morto de fome!-Renkotsu já tava pegando um prato e se servindo.
Logo os outros o seguiram e foram se servindo. Renkotsu sentou numa outra cadeira, que a mesa só tinha lugar para dez. Os últimos á chegar eram InuYasha, Mirok, Sesshoumaru e Bankotsu. Toutossai iria almoçar na casa de um peão que trabalha na fazenda também com sua mãe. O nome dele era Ginengi, um gentil meio-yokai que trabalhava mais no cultivo de ervas medicinais e plantas para curar doenças e outras coisas. Ou seja, ele trabalhava como um tipo de curandeiro. Assim, não teriam que ir até Vacaria atrás de um médico.
Em poucos minutos chegaram InuYasha, Mirok, Sesshoumaru e Bankotsu na Hilux, com Amarelo latindo na caçamba.
-É, né? Nem esperaram a gente!-Bankotsu resmungou, pegando um prato e se servindo.
-Não adianta Bankotsu! São um bando de gulosos mesmo!-InuYasha disse, pegando um prato também.
-Hum!-Chamou Kagome, engolindo a comida.-Vocês que demoraram!-Depois de virou pra Izayoi.-Izayoi, ta uma delicia!
-Ah, mas vocês três me ajudaram!-Izayoi sorriu.
-Mas você fez a maior parte das coisas!-Sango pronunciou.
-Então amanhã vocês fazem o almoço!-Sesshoumaru propôs, sentando numa cadeira perto da mesa, com um sorriso malvado.
-É isso aí! Vamos ver se as namoradas do InuYasha e do Mirok tem dom pra cozinha!-Renkotsu comentou antes de enfiar um rolo de macarrão pra dentro da boca.
E assim passou o almoço, com muita conversa e risadas.
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Capítulo 29 – Vão carnear!
A Fazenda Taisho estava muito agitada. Bankotsu e Suikotsu voltaram com a rural lá pra onde deixaram o trator e o arado e recomeçaram á trabalhar. A sede era onde a agitação era ainda mais intensa. InuYasha e Mirok levavam alguns móveis para o andar de cima, que antes da reconstrução da casa, foram abrigados na casa de Ginengi. Os móveis eram trazidos por Sesshoumaru, usando o Axor 2044 e Renkotsu, com o Axor 2540. Assim era muito mais rápido. Jakotsu organizava as ferramentas dentro do container. Mukotsu, Ginkotsu e Kyokotsu, continuavam á tirar o entulho. Rin, Sango e Kagome limpavam o andar de cima, e Izayoi tirava o estofado dos bancos do caminhão do varal.
-Quem vai leva um boi pro matadouro?-Perguntou Izayoi, enquanto colocava os bancos em cima da mesa na área (Aquele piso em frente á porta do andar de baixo onde eles almoçaram, eu vou chamar só de área, falow galera?).
-Vamos eleger o Mirok e o InuYasha pro serviço!-Sorriu malvado Kagome lá na porta do andar de cima, abraçando InuYasha pelo pescoço. Ele tava com um pé no degrau e o outro no piso da casa, meio úmido pelo pano de chão que era passado. Pra não sujar tudo de novo, ele tava com um chinelo de dedo azul escuro.
-Ah, mas eu quero ficar aqui com você!-Ele disse imitando uma voz infantil e chorona, enquanto dava selinhos nos lábios de Kagome.
-E outra, a caçamba da camioneta vai ficar ensangüentada!-Mirok disse esperando InuYasha entrar para levar o monitor de um computador lá pra cima.
-É só lavar depois!-Sango disse pela janela, um metro ao lado esquerdo da escada, protegida por uma tela de mosquiteiro verde.
-Quando entrarmos vamos sujar o chão!-InuYasha tentou, mas...
-É vocês irem direto pro banheiro, e passar um pano no chão depois! Tchau!-Sango disse, voltando ao trabalho.
-Ta bom!-InuYasha suspirou.-Vejo você depois minha linda!-Beijou Kagome de leve e desceu as escadas.
-Põe em cima da pia Kagome!-Mirok entregou o monitor pra garota.-Já volto Sango!-Mirok deu um beijo nos lábios de Sango e desceu.
-Vem Amarelo!-Chamou InuYasha ao cão que descansava no banco de um trator. O cão desceu, esperou InuYasha abrir a tampa da caçamba da Hilux e subiu na caçamba.
-Vocês vão de camioneta?-Sango olhou pra Mirok de uma janela que dava pra onde a camioneta estava estacionada.
-A selas estão muito sujas! O Toutosai ficou de limpa-las!
-Ah ta!
InuYasha fechou a tampa da caçamba, deslizou pra trás do volante, esperou Mirok entrar, ligou o motor e saiu pela porteira, virando pra direita, direção contraria á que vinha pela manhã.
Kagome observou a camioneta prata sumir numa nuvem de poeira vermelha, e voltou ao serviço.
-Ah, como eu amo esse peão!-Kagome suspirou.
-Tu se derrete por ele menina!-Sango riu.
-Você também se derrete!-Kagome defendeu.
Elas continuaram o serviço. Estava quase acabado, só faltava o quarto de InuYasha.
A Hilux corria velozmente pela estrada, passando por lombadas e levantando poeira. Dentro dela, InuYasha conversava com Mirok.
-Que boi nós mandamos pro matadouro?-Perguntou InuYasha.
-Vai saber! Pra ser toda a galera da fazenda, acho que um boi já basta, não é? E ainda que a Izayoi me falou que tem uma picanhas e coração de frango no congelador!
-É! Olha, olha, olha! Olha Mirok!-InuYasha freou a camioneta.-Olha aquele!
Mirok olhou para o pasto do lado do InuYasha. Pastando sob uma grande árvore, estava um Charolês branco.
-Opa! Que tal esse aí?-Mirok sorriu.
-Amarelo!-InuYasha chamou pela janela. Não precisou dizer duas vezes, Amarelo pulou da caçamba, passou por baixo do arame farpado e começou á latir pro boi, que saiu correndo.
-Abre a cerca Mirok!-InuYasha manobrou a camioneta de frete pra cerca. Mirok desceu da camioneta, puxou a estaca pro lado, esperou a camioneta entrar, fechou a cerca de novo e pulou pra caçamba.
-Me passa o laço!-Mirok pediu. InuYasha estendeu o laço pra Mirok pela janela. O rapaz pegou o laço e preparou-o. InuYasha dirigiu a camioneta atrás do boi feito louco, desviando de buracos e cupinzeiros. Amarelo fez o boi parar, e InuYasha dirigiu a Hilux na direção do animal. Mirok começou á rodar o laço, e quando passaram por trás do boi, Mirok conseguiu fazer o laço se prender no pescoço do animal. InuYasha parou a camioneta, mas por sorte Mirok se segurou e não foi de boca naquela barra de ferro.
InuYasha dirigiu a Hilux devagar até o portão, e foi indo pela estrada, olhando pelo retrovisor lateral para o boi, que seguia a camioneta. Chegando no matadouro, Mirok e InuYasha prenderam o boi num poste, dentro do local. Enquanto InuYasha afiava um facão, Mirok ligou o rádio da Hilux e estendeu uma toalha no banco de motorista, pra não sujar o banco quando forem embora.
-Segura esse bicho Mirok!-InuYasha pediu, olhando para a lâmina do facão.
-Acaba logo com isso! Sabe que eu não gosto quando bicho sofre!-Mirok segurou o laço preso ao pescoço do boi.
-Pra mim, bicho se tem que morrer, tem que morrer sem sofrer!-InuYasha disse apontando o facão pro pescoço do animal.
Mirok segurou a corda mais firme. InuYasha segurou um dos cifres do animal, e com um movimento rápido, esfaqueou o pescoço do boi. O animal provavelmente só sentiu uma pontada, e logo morreu. Naquela fazenda nunca deixavam o animal sofrer, principalmente quando se tratava de carnear. O sangue respingou um pouco em Mirok e InuYasha. O animal tombou pro chão, o sangue escorrendo por uma pequena vala que levava ao chão do lado de fora.
-Afia um facão lá!-InuYasha disse á Mirok. Segurou um dos chifres do animal e cortou a cabeça dele fora.
Mirok afiou um facão e ajudou InuYasha á cortar a carne do boi.
-Pega a língua dele que da uma carne daquelas!-InuY
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