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› Autor: +-COUNTRYNHA-
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Comédia / Drama (Tragédia) / Mistério / Romance e Novela. / Terror e Horror
› Classificação: 12+
› Adicionado em: 18/09/06
› Comentários/Favoritos 3/2
› Caracteres: 68.510
› Exibições: 627
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Capítulo 11 – Revelações, o amor de InuYasha e Kagome
Até que enfim, Rondonópolis. Eram uma e meia da tarde. Talvez eles chegariam ainda naquele dia á Coxim, pois já não tinha peso e a ponte foi reaberta. Talvez chegariam em Mato Grosso em três dias. Tinham que ser rápidos, pois queriam rever no caso de Mirok e InuYasha, e conhecer no caso de Kagome e Sango, a família de InuYasha.
No momento a cabine tava num silencio terrível. InuYasha estava sentado á janela de passageiro, apoiado na moldura da porta e olhando as lojas passando, com os pés descalços apoiados nas costas de Amarelo. Mirok só dirigia olhando pra frente. Sango estava atrás, olhando pra frente entre a porta e o apoio pra cabeça do banco de motorista. Kagome estava sentada, com as costas num travesseiro apoiado á porta, olhando pra frente.
-Mirok, acho melhor a gente não parar essa noite!-InuYasha começou, sem desviar os olhos da rua.
-Hein?-Mirok olhou pra InuYasha.
-Você dirige de dia e eu á noite! Por isso acho que eu vou tira um cochilo!-InuYasha se levantou, meio ajoelhado no banco e foi pro banco de trás. Sango foi pra frente, ocupando seu lugar, e Amarelo subiu no banco, do lado de Sango. InuYasha se deitou no colchão. Sango puxou a cortina vermelho-vinho.
-Kagome...-InuYasha murmurou de olhos fechados.
-Sim?-Ela sorriu.
-Você pode...-Começando á ficar corado.-Me dar o seu colo?
-...-Kagome ficou vermelha feito pimenta, mas não recusou.-C-claro!
InuYasha levantou um pouco o tronco e apoiou a cabeça no colo da garota. Esta, corada é claro, começou á afagar a franja do meio-yokai. Viu aquele par de orelhinhas se movendo, e começou á acaricia-las. No começo InuYasha se sentiu desconfortável, mas logo voltou á relaxar.
-Ok, nós estamos chegando á algum lugar...-Mirok sussurrou pra Sango, com um sorriso maroto. Ele olhava de vez em quando pelo retrovisor que focava o casal lá trás pela fresta da cortina. Sango abafou o riso com as mãos.
De volta lá trás, InuYasha e Kagome se olhavam com carinho. Lentamente, InuYasha se levantou, e Kagome foi inclinando pro lado. Agora eles estavam assim: InuYasha sentado de lado no banco, com as costas no travesseiro da janela, com uma perna dobrada em cima do banco e a outra caindo do mesmo. Ele se apoiava com uma mão no banco e com a outra acariciava o rosto de Kagome, que por sua vez, estava sentada, com as pernas pro lado do mesmo travesseiro que InuYasha apoiava as costas, e suas costas estavam apoiadas na perna dobrada de InuYasha. Ela se apoiava com uma mão na outra perna de InuYasha, e a outra estava depositada sobre a própria coxa, ao lado do tronco do meio-yokai. Estavam á poucos centímetros de distância, e se olhavam apaixonados. InuYasha abriu um leve sorriso, e Kagome retribuiu. Logo depois, eles se beijam. Lentos, mas apaixonados. Ao mesmo tempo em que tocaram os lábios, uma música começou á soar no radio recém ligado. Clima de Rodeio – Rio Negro e Solimões. Kagome começou á acariciar o rosto de InuYasha, com a mão que á pouco estava sobre a própria coxa. O meio-yokai a abraçou com força, e ela retribuiu entreabrindo os lábios e o abraçando também. Ele introduziu a língua na boca dela, explorando cada cantinho, cada centímetro, cada segundo daquele tempo mágica, que queimava em seu coração, que palpitava o nome daquela que o domou : Kagome. Sua mente já não tinha dúvidas... O tempo foi curto, mas isso já não importava! Ele amava aquela que lhe conquistou, ele amava Kagome.
Kagome se sentia a garota mais feliz do mundo. Não queria que aquele momento acabasse. Seu coração, já descontrolado, parecia dar cambalhotas e piruetas de alegria... Sua mente estava hipnotizada naquele que ama. Infelizmente, ela começou á sentir o peso da falta de ar... Tiveram que se separar para buscar o oxigênio que lhe faltavam... Ela só não se arrependeu de soltar aqueles doces lábios, porque estes murmuraram as três palavras que mais queria ouvir...
-Eu te amo, Kagome!-InuYasha murmurou, acariciando o rosto dela.
-Eu também te...-Ela não pode terminar de falar, pois um gritedo começou na frente.
-AAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!! VOCÊ OUVIU ISSO???? ELES SE AMAM!!!-Sango berrava de alegria, abraçando Mirok.
-AAAAEEEE INUYASHA!!! HHHOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHH!!!-Mirok gritava com alegria também, ao mesmo tempo em que buzinava sem parar. Até Amarelo estava feliz. Do jeito que latia e uivava, com o rabo quase pulando do traseiro de tanto abanar, ele estava super feliz.
InuYasha e Kagome não entenderam muito bem o que deu naqueles dois, mas sorriram mesmo assim. Se abraçaram e ficaram admirando juntos a paisagem da estrada em que seguiam, sem darem muita bola pra festa que Sango e Mirok faziam, mas não resistiram e participaram. Ficaram cantando tudo ao mesmo tempo, num coro até que bem afinado, o refrão da música, junto com as vozes da dupla de Rio Negro e Solimões.
Ainda bem que já tinham saído da cidade, senão já teriam chamado o pessoal do hospício.
Eles ficaram festejando, cantando e rindo tão alegres, que nem notaram o tempo passar. Começaram á sentir uns solavancos, e notaram que estavam entrando naquele trecho de estrada esburacada, onde Mirok tinha quebrado o eixo do caminhão que pegou emprestado.
Tiveram que aquietar um pouco pra não acontecer outro acidente.
-Lá vamos nós de novo!-InuYasha suspirou.
-Relaxa InuYasha!-Mirok sorriu, tendo uma idéia. Virou a direção pra sua esquerda, desviando de um buraco. InuYasha perdeu o equilíbrio e acabou deitando em cima de Kagome. Ela estava sentada de lado no banco, com as costas no travesseiro á janela. Por sorte ele não foi de frente. Ele caiu de costas, com a cabeça no peito dela. Mirok ficou com inveja, e foi pra direita, desviando de outro buraco. A situação lá trás inverteu, ficando Kagome com a cara no peito de InuYasha, que deitou no banco. Sango acabou deitando de costas, com a cabeça no colo de Mirok.
-Você quer para Mirok? Eu to me sentindo um ovo mexido!-InuYasha reclamou, se levantando corado, mas não tanto quanto Kagome.
-Eu só to desviando dos buracos!-Mirok defendeu, desviando de outro buraco. Nesse InuYasha foi jogado pra cima de Kagome, dessa vez de frente e acabou beijando-a, com uma mão no seio dela.
PAF!
POW!
É isso aí, o InuYasha apanhou da Kagome, e devolveu no Mirok.
-Você não ia dormi não?-Mirok reclamou.
-Se ao menos você deixasse!-InuYasha esbravejou.
-Você não é um completo inútil, Mirok! Ao menos serve de mau exemplo!-Kagome cruzou os braços.
-Isso é verdade!-Sango concordou.
-Aí InuYasha, vai dormi, que quando a gente chega na fazenda, você não dorme mais!-Mirok suspirou.
InuYasha resolveu ir dormir mesmo, pois sua noite seria longa. Kagome tava com tanto tédio, que acabou dormindo também. Só ficaram Sango e Mirok acordados, porque Amarelo foi lá pra trás e dormiu em cima da barriga de InuYasha, que apoiava a cabeça no colo de Kagome, que dormia com a cabeça no travesseiro da janela.
-Só imagino como as coisas vão estar daqui um tempo!-Mirok pensava em como sua vida seria no futuro, agora com Sango começando á conquista-lo sem saber...
-Se te conheço bem deve estar sonhando com safadezas!-Sango suspirou desanimada, apoiando o braço na moldura da porta e olhando as vastas plantações de soja passando.
-Desanimada?
-Bastante!
-Não está gostando de viajar com a gente?-Mirok perguntou preocupado.
-Não é isso! Só estou um pouco cansada!
-Hei Sango!-Mirok chamou.
-Hu?-Sango olhou pra ele.
-Eu estava pensando... naquele acidente... onde vocês estavam indo?
Sango ficou em silêncio um pouco, e então abriu um leve sorriso e respondeu.
-Estávamos indo visitar a minha mãe! Ela trabalha na cidade Cachimbo, no Pará!-Sango respondeu triste.
-Ela deve estar muito preocupada com você!-Mirok se sentiu culpado por reabrir feridas recém fechadas.
-Talvez ela nem saiba...-Sango continuou, olhando pros belos campos abertos que se estendiam até as colinas mato-grossenses.
Mirok desviou o olhar pro céu por um instante. Então sorriu levemente, olhando pra Sango.
-Seja como for, um dia nós levamos você e a Kagome pra visitar suas famílias...-Mirok disse com carinho.
Sango olhou pra ele com um brilho de esperança no olhar.
-Você fariam isso?
-Claro, é pra isso que servem os amigos...
-Obrigada Mirok! Muito obrigada!-Sango se aproximou dele e o abraçou, entrelaçando as mãos em seu pescoço. Ele por sua vez, a abraçou pela cintura com uma mão, enquanto que com a outra ele dirigia o pesado caminhão.
Sango estava com seu rosto encostado no peito de Mirok, podendo ouvir as batidas abafadas de seu coração.
Lá trás, Kagome abriu um olho e olhou pra InuYasha, que por coincidência também estava acordado, e olhou pra ela com um olho aberto. Lentamente ele levantou a mão e pegou e apertou de leve a mão dela. Kagome sorriu pra InuYasha, que devolveu com outro sorriso. E Amarelo,... bom, Amarelo não tava nem aí pra paçoca.
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Capítulo 12 – Curtindo o pôr-do-sol...
Eram quase seis da tarde, e já estavam quase chegando em Coxim. O sol ia se pondo atrás das colinas das terras do Mato Grosso do Sul. Kagome e InuYasha ainda dormia. Sango conversava com Mirok muito animada, embora Mirok já tava meio mole de cansaço. Amarelo também dormia.
-Não acredito que ele fez isso!-Sango sorriu divertida, ouvindo as histórias que Mirok contava sobre o que a gauchada do Rio Grande do Sul, mais especificamente, da fazenda em que InuYasha vivia faziam (Falando nisso, vocês notaram que na minha fic metade da galera é gaúcha? Só a Kagome, a Sango e o Mirok que não são, por enquanto Lembrete: Kagome e Sango são Catarinenses, e o Mirok é de Brasiliense...).
-Fez sim! Mas o bicho era desse tamanho!-Mirok disse, alargando os braços que dava no tamanho de uma bola de basquete.
-Credo, tem certeza que um tatu ia dar nesse tamanho?
-Um tato bola! Já comeu carne de tato?
-Mas caçar animais silvestres não é crime?
-Sim, mas a colhedeira ou a plantadeira, ou até o arado atropela uns tatos e a gente aproveita sempre que puder! Mas você vai achar cada bicho lá! Tem tato, tem ema, tem tucano, tem cobra, tem seriema, tem veado, tem...
-Seriema é o que mesmo?
-Papa-léguas!
-É!
-Mas lá tem uma fauna incrível! Lá perto da casa tem um riacho, e ele forma vários laguinhos, né? Mas a gente ia lá todos os dias á cavalo, tomava banho,... Teve uma vez que o InuYasha até achou um jacaré lá...
-Sério?
-Não era muito grande! Devia ter um metro e meio mais ou menos! Nem sabemos se ainda ta lá!
-E vocês ainda vão lá?!
-Mas claro!
-Vocês são loucos!
-Você nem sabe o quanto!
-Ih, tu nem viu nem a metade da metade Sango!-InuYasha disse numa voz sonolenta lá trás. Sango olhou pra trás e viu InuYasha deitado no colo da sua prima, com as pernas dobradas, uma em cima do joelho da outra, e com o braço sobre os olhos, pra evitar os raios do sol. A outra mão estava sobre as costas de Amarelo, acariciando-o. O canino estava deitado forgadão sobre a barriga de InuYasha.
Kagome estava com a cabeça encostada no travesseiro da janela, acariciando uma das orelhinhas do meio-yokai com uma mão, e com a outra segurava a mão de InuYasha, do braço que estava sobre os olhos.
-Tenho certeza que não!-Sango sorriu.
-Aí InuYasha, não é a sua vez não?-Mirok perguntou, dando uma batidinha de leve no volante.
-Ah, só mais um pouquinho! Eu quero ficar aqui mais!-InuYasha reclamou, virando o corpo, ficando com o rosto escondido no ventre de Kagome. Esta acabou corando, ainda mais que secretamente ele dava leves beijos e mordidas na sua barriga, fazendo-a ficar arrepiada. Amarelo teve que trocar de posição, e ficou deitado entre o banco e o corpo de InuYasha, com a cabeça apoiada na lateral da cintura de seu dono.
-Você pode namorar a Kagome a noite inteira se quiser! Agora sou eu quem quer descansar!-Mirok ligou o pisca da direção, avisando ao carro de trás que iria estacionar no encostamento.
Aos poucos o caminhão foi parando.
-Alguma coisa errada?-Perguntou o gentil homem, que parou o carro ao lado do caminhão.
-Não, nada! Só vou trocar de lugar com o meu amigo! É a vez dele de dirigir...-Mirok respondeu sorrindo.
-Ah ta! Achei que aconteceu alguma coisa!
-Mas não aconteceu nada não, senhor! Não precisa se preocupar...
-Ok! Então, adeus!
- Vai com Deus!
-O senhor também!-Mirok acenou pro carro, que foi se distanciando. Depois ele desceu do caminhão.
-Ah, como é bom esticar as pernas!
-Eu vou aproveitar também!-Sango desceu do caminhão.
-Levanta aí InuYasha! As minhas pernas já estão dormentes!-Kagome empurrou docemente InuYasha pra ele se levantar. Meio contra vontade, ele se levantou e foi pra fora. Amarelo se levantou e correu pra esticar suas quatro patas.
-Nossa, eu dormi que nem uma pluma!-Disse InuYasha em meio á uma gostosa espreguiçada e um bocejo.
-Não é a toa, né?-Mirok sorriu.-Mas agora quem vai dormi feito uma pluma sou eu, né Sango?-Mirok olhou malicioso pra Sango. Esta só fez corar.
-Nossa, olhem que pôr do sol!-Kagome disse, observando o pôr do sol avermelhado. As terras do Mato Grosso do Sul eram tingidas de vermelho alaranjado. Um bando de Sabiás cruzou o céu, cantando ao fim do dia, enquanto procuravam um lugar pra dormir. Kagome observou as belas aves cantoras, voando ao pôr do sol. O caminhão azul, agora com reflexos avermelhados, parado á beira da estrada, e o grupo estava próximo dele, aproveitando a paisagem. Amarelo, aproveitando a oportunidade, atravessou a cerca por baixo e começou á correr pela grama alta, com o pêlo castanho claro, agora avermelhado e muito brilhoso balançando ao vento. Uma brisa refrescante fez os cabelos de Kagome esvoaçarem. Ela fechou os olhos, aproveitando aquela brisa. InuYasha caminhou até ela e a abraçou pelas costas, entrelaçando suas mãos no ventre dela. Mirok e Sango entreolharam-se com sorrisos, enquanto disfarçadamente pegaram uma máquina fotográfica digital.
-Olhem vocês dois pra cá!-Mirok chamou.
InuYasha olhou pra trás e puxou Kagome pra ela se virar. InuYasha ficou abraçando ela por trás, com a cabeça apoiada no ombro dela, e ela o abraçava com os braços erguidos pra trás, segurando-o pelo pescoço. De fundo, o belo pôr do sol. Mirok também aproveitou e tirou uma foto de Amarelo, que vinha correndo na sua direção. Tiraram mais uma dele e de Sango e tiveram que ir embora, pois o sol já quase nem se era mais visto.
Por alguma razão, eles foram correndo pro caminhão aos risos. Deveria ser por causa da felicidade que transbordou de vez. Dessa vez, InuYasha ia dirigindo, Kagome ao seu lado, Amarelo sentado ao lado da porta, Mirok e Sango atrás. InuYasha ligou o caminhão e se foram.
-Ainda não sei porque nasci chorando, se essa minha vida é tão perfeita assim!-InuYasha disse sorrindo.
-Eu também não sei!-Mirok sorriu. Ele tava do jeito que queria: deitado no colo de Sango. Só faltava uma uvinha, ou quem sabe um tererê pra completar. A garota por sua vez, só corava.
-Será que a gente chega em dois dias?-Mirok perguntou, mudando de assunto.
-Talvez se eu fizer o meu turno á noite acho que chegamos sim!-InuYasha respondeu.
Logo a escuridão foi ficando muito densa, e InuYasha teve que ligar os faróis. A cabine estava escura, sendo pouco iluminada apenas pela luz do painel e do rádio.
-Aí Kagome, me passa uma bolacha que eu to com fome!-InuYasha pediu.
Kagome pegou numa sacola branca um pacote de bolacha ‘Gulosos’ de Brigadeiro. Abriu e derramou umas três na mão de InuYasha. Kagome segurou o pacote por cima dos ombros, pra Mirok ou Sango pegar. Sentiu a mão de alguém encostar no embrulho e ela soltou umas quatro bolachas.
Ela olhou pra cara pidona de Amarelo.
-Da uma pra ele, antes que essa sarna começa á chorar!-InuYasha disse, sem tirar os olhos da estrada.
Kagome tirou uma bolacha e deu pro cachorro, que feliz foi saboreá-la no chão.
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Capítulo 13 – Selando compromisso, enfim namorados!
Eram 08h00min PM. Finalmente estavam entrando em Coxim. Mirok e Sango já tavam dormindo. A noite estava fria. Mirok estava coberto por um edredom e Sango por outro, tendo pra Mirok mais uma camada grossa de tecido separando-o de sua amada, por azar dele. Kagome estava com um edredom também, que lhe cobria até os ombros, já que estava sentada no banco com as pernas cruzadas. InuYasha tinha um edredom, que conseguiu dar um jeito de lhe cobrir todo o corpo. Por alguma razão, Kagome estava muito... como da pra se dizer? Transbordando de alegria? É, acho que isso aí... Ela se remexia, por baixo das cobertas, abraçava o travesseiro, se aconchegava de tudo quanto era jeito... Talvez por estar friozinho e estar enrolada numa coberta... Ela adorava esses friozinhos noturnos... InuYasha sabia o que ela sentia. Era uma pequena agitação, ele também se sentia assim, mas controlava os impulsos de abraçá-la e começar á namorar, afinal estava no comando do caminhão, não é? E falando em namoro, o que eles eram? Amigos? Namorados? Ficantes?
-“Será que passamos de mansinho por essa de ficantes e já somos namorados?”-InuYasha pensou. Esse foi o caso do Sesshoumaru. O primeiro pedido que Rin recebeu de Sesshoumaru, pra uma relação mais intima, foi o convite de noivado, porque pra namorado eles pularam o pedido e correram boatos na fazenda na sua última visita, que se pegavam no galpão do seu Toutossai, principalmente nos fins de semana e quando estavam sem serviço.-Será?
-Hu?-Kagome perguntou, olhando pra InuYasha.
-Ah, nada não! Eu só tava pensando numa coisa...
-Posso saber?
-Sabe, é que...-InuYasha olhou pra trás, certificando-se de que Mirok e Sango estavam mesmo dormindo.-Eu tava pensando, o que nós somos agora?
-Eu tava pensando nisso também...-Kagome olhou pra alavanca das marchas, como se fosse a coisa mais interessante do mundo.
-Nesse caso...-InuYasha começou, ao ver uma joalheria. Parou o caminhão na frente da loja, pegou a carteira, e deixando o caminhão ligado e com a porta aberta mesmo, entrou na joalheira. Kagome pode ver ele pedir alguma coisa pra mulher no balcão. Ela entrou numa sala, enquanto InuYasha esperava, olhando pras outras jóias, expostas atrás do balcão. Depois de uns cinco minutos, ela voltou com uma caixinha de veludo vermelha em forma de coração nas mãos. InuYasha pediu alguma coisa pra moça, apontando primeiro pra uma rosa num buquê dentro de um vaso de porcelana, e depois pro caminhão, provavelmente na sua direção. A atendente pegou uma rosa vermelha, e entregou pra InuYasha, que pagou o que Kagome conseguiu contar sessenta conto. Enquanto ele saia, Kagome ouviu a atendente dizer um ‘boa sorte!’. InuYasha pulou pro caminhão fechou a porta, acenou pra atendente da joalheria e deu a partida.
-Vou deixar bem claro que sou curiosa! O que você ta planejando?-Kagome começou.
InuYasha sorriu pra Kagome, ao mesmo tempo em que diminuía a velocidade do caminhão. Pegou a caixa de veludo vermelha em forma de coração da sacola com uma mão, e com a outra tirou a rosa, presa no bolso da calça pelo cabo.
-Kagome, quer namorar comigo?-InuYasha perguntou, sorrindo.
Kagome olhou pros anéis de prata, reluzindo á luz da lua, podendo-se ver os nomes ‘Kagome’ e ‘InuYasha’ em cada um deles, entre dois corações. Emocionada, Kagome pulou pra cima de InuYasha, segurando o seu rosto e beijando-o ardentemente. InuYasha, ainda segurando a caixinha de veludo e a rosa, abraçou Kagome pela cintura, e fazendo de tudo pra tornar aquele momento marcante pra ela. Ela por sua vez, entreabriu os lábios, permitindo que InuYasha começasse á explorar sua boca. Enlaçou-o pelo pescoço, enquanto ele pressionava suas mãos nas costas dela, intensificando a massagem. Seus corações queimavam de amor, incentivados pela paixão. A posição de suas cabeças mudavam constantemente, tornando realmente marcante, e o mais ardente beijo já saboreado pelos dois. Infelizmente, aquele momento foi cortado pelo som irritante de buzina. Um pólo vermelho (Olha nóis lá! O carro da minha mãe é um pólo vermelho! Falta de criatividade é uma desgraça ¬¬), atrás da carreta, buzinava pro caminhão aumentar a velocidade, pois estavam numa rua que não tinha como ultrapassar... InuYasha cessou o beijo, e mandou um ‘vai tomar no cú’ com o dedo pra fora da janela. Quando o carro começou á buzinar em ritmo, ele viu que as buzinas não eram por causa da velocidade, e sim porque o pessoal do carro de trás viu que acontecia pelo espelho lateral, já que a luz do painel e do rádio erma suficientes pra iluminá-los e mostrar pros outros o que acontecia, por meio do espelho lateral.
-Bom, voltando ao que interessa e ignorando os palhaços lá fora...-InuYasha meteu a cabeça pra fora.-VÃO SE CATAR!!!-Depois voltou pra Kagome.-...Kagome, você quer namorar comigo?
-Mas é claro que eu quero!-Kagome pulou em cima de InuYasha novamente, abraçando-o com força, e lá vem aqueles palhaços pra comemorar, mesmo não entendendo o que rolava dentro da cabine. InuYasha afastou Kagome carinhosamente, tirou o anel que estava escrito ‘InuYasha’, e colocou no dedo dela, depois levou a mão dela os lábios, beijando-a. Kagome fez o mesmo com InuYasha. Depois selaram o compromisso com um beijo, lento, calmo e apaixonado. InuYasha entregou a rosa á Kagome, que sorriu delicadamente, fazendo-o derreter feito picolé...
-Eu te amo Kagome!-InuYasha sorriu, abraçando a nova namorada pela cintura.
-Eu também te amo InuYasha!-Kagome sorriu, encostando a cabeça no peito do meio-yokai, enquanto cobria á si com a sua coberta, e cobria InuYasha com a coberta dele.
E assim foi durante um bom tempo. Amarelo era o único á segurar vela, mesmo não tendo consciências disso, já que estava mais interessado em roer um chinelo que roubou da bagagem de InuYasha enquanto ele foi pegar os anéis na joalheria.
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Capítulo 14 – As quatro cruzes á beira da estrada, Kagome sofre, mas InuYasha está com ela
Os minutos corriam. O tempo voava. InuYasha e Kagome estavam nas nuvens por estarem namorando agora. Trocavam beijos e caricias quase o tempo todo. Mas InuYasha tinha que prestar atenção na estrada, pro bem dos amigos e de sua amada.
De repente, InuYasha viu algo branco passar na beira da estrada. Freou suavemente pra não despertar Mirok e Sango, e parou no encostamento. Seu coração estava acelerado e na garganta.
-InuYasha, o que foi?-Kagome perguntou preocupada, vendo o namorado olhando pro volante fixamente.
InuYasha acordou, olhou pra Kagome com um sorriso e acariciou o seu rosto.
-Fique aqui! Eu já volto!-InuYasha pegou uma lanterna no porta-luvas e abriu a porta pra sair, mas Kagome segurou-lhe o braço.
-Aonde vai?
-Não se preocupe! Só vou dar uma olhada! Acho que vi alguma coisa na estrada!-InuYasha sorriu, acalmando a namorada.
-Ta, mas seja rápido!-Ela pediu, se aconchegando nas cobertas pos causa do vento frio do lado de fora. InuYasha saiu e fechou a porta com suavidade. Foi caminhando pelo asfalto, olhando de vez em quando pro caminhão. Ouvia o barulho dos próprios passos com as pedrinhas soltas no asfalto se batendo. Não caminhou muito, até começar á iluminar o mato á encosta. Reconhecia aquele lugar, mas de onde? Suas dúvidas foram amargamente respondidas ao ver o que era o risco branco que viu. Perto do mato, havia quatro cruzes brancas com alguns nomes, três deles citando ‘Higurashi’. Com uma cãibra no estomago, o coração no boca, e uma dor no peito, InuYasha chamou Kagome. Abaixou a lanterna, pra quando ela estivesse em seus braços ela poder se consolar com alguém, e não no duro e frio asfalto. Ele viu a garota de aproximar correndo, tremendo de frio.
-O que foi?-Ela perguntou sorrindo. Porem, seu sorriso foi se desfazendo com a expressão séria do namorado. Este apontou a lanterna pro mato. Ao olhar pro nome Higurashi naquelas cruzes, seus olhos começaram á lagrimejar. Seu coração recebia facadas e mais facadas. Foi ali que perdera sua família. A quarta cruz, provavelmente foi daquele camioneiro, que morreu no acidente. Kagome abraçou InuYasha, começando á chorar. Sua dor se tornou a dele. Com um assovio, Inuyasha chamou Amarelo. Ao invés de ir lá, Amarelo começou á tentar acordar Mirok e Sango.
-Calma Kagome! Calma!-InuYasha tentava acalmar a namorada. Olhou novamente pras cruzes e fez o sinal da cruz, começando á rezar.-Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome, vem á nós o vosso Reino...
Aos poucos, e com dificuldade, Kagome começou á rezar junto. Logo vieram Mirok e Sango ver o que acontecia. Ao verem as cruzes, Sango começou á chorar, e Mirok á consola-la. Os quatro ficaram rezando ali, no frio da noite, durante uns dez minutos.
-Descansem em paz!-Mirok disse por fim. Abraçou mais forte Sango e a conduziu ao caminhão. InuYasha e Kagome ficaram ali mais um pouco, depois resolveram voltar. Mirok e InuYasha tentavam acalmar Sango e Kagome. Sabiam que era muito doloroso ver os túmulos das pessoas que amavam, que morreram num acidente que talvez nem elas poderiam ter escapado. Com o tempo, elas ficaram mais calmas, e InuYasha já pode voltar á dirigir mais tranqüilo. Comandava o volante com apenas uma mão, enquanto que com a outra ele acariciava o cabelo de Kagome, deitada no seu colo. Com ele, Kagome se sentia mais tranqüila, acolhida, segura...
Lá trás, Sango conseguiu adormecer depressa, e Mirok já mais calmo, adormeceu logo atrás, agora com Sango no colo dele.
-Já está melhor Kagome?-InuYasha sorriu.
-Sim, obrigada!-Kagome respondeu olhando pra InuYasha, levantando a mão e acariciando o rosto do meio-yokai.
-Eu prometo sempre estar com você! Pro que der e vier, e pra te proteger de tudo e de todos!-InuYasha falou, pegando a mão dela e beijando-a.
-Você é muito gentil InuYasha!-Kagome se levantou, sentou no banco e continuou á acariciar o rosto do namorado.-Realmente, você tem um coração de ouro!
-De ouro é o seu amor!-InuYasha segurou a mão dela, que estava na sua têmpora.
Ficaram namorando grande parte do caminho. Mesmo que InuYasha tinha que prestar atenção na estrada, eles trocavam um ou outro beijo, ardente ou não, sempre com amor. Outras vezes eles só observavam o anel prata de compromisso, coisa que Mirok e Sango nem notaram ainda. Mesmo não querendo ter muita pressa, InuYasha já sonhava com alianças, um enorme bolo branco, roupas elegantes, noite de nupes, e até filhos... Kagome notou no olhar meio que sonhador de InuYasha.
-O que você ta sonhando acordado aí?-Kagome perguntou, meio desconfiada.
-Ah nada não!-InuYasha virou o rosto, vermelho.
-Tem certeza?-Kagome levantou uma sobrancelha, com as mãos na cintura, desconfiada uma barbaridade.
-Er...-InuYasha ficou até com medo daquela expressão.-Bem, eu só estava pensando no futuro!
-Quero em detalhes!-Pediu Kagome.
-Muito, muito detalhado?-InuYasha sorriu amarelo.
-Muito, muito detalhado!
-Bem, eu só estava pensando em...
-Em...?
-Casamento,noitedenupes,aliançaefilhos!Só!
-Repete tudo que eu não entendi naaaddaaa!
-Nada mesmo, ou foi meio entendido?
-Nada mesmo, e para de enrola que eu to ficando irritada!
-Eu... tava... pensando... em...
-Também não precisa ir tão devagar!
-Eu tava pensando em casamento...-Ele fechou os olhos.-Noite de nupes...-Se encolheu.-Aliança...-Cobriu os ouvidos.-E filhos!-Quase teve um ataque.
-...-Kagome tinha uma expressão calma e indiferente no rosto.-E daí?
-Hein?-InuYasha arregalou os olhos.
-Ué, não via acontecer um dia?
InuYasha olhou surpreso pra ela, colocou a mão na testa dela e murmurou divertido, fingindo estar sério.
-Sai demônio! Sai! Sai que eu quero a minha Kagome de volta!
-É ruim, hein?-Kagome deu um tapinha na mão dele.-Mas falando sério! Isso vai acontecer, não é?
-É, mas eu achei que você não tava preparada pra ouvir isso... quer dizer, você deve estar me achando um tarado agora!
-Realmente, o Mirok só presta pra mau exemplo!-Kagome sorriu.
-O que eu posso fazer? Estou á cinco meses com ele! E já deve fazer quase uma semana que estamos juntos...
-É! Como o tempo passa...
-Pior! Nos conhecemos em uma semana e em uma semana já estamos namorando...
-Como eu disse pra Sango no hospital logo no primeiro dia que nós quatro estávamos juntos: Foi amor á primeira vista...
-O meu caso foi a mesma coisa... É, ainda não vamos ver nem a metade do que a vida pode dar...
Kagome sorriu. E assim a noite prosseguiu, entre beijos, conversa, inclusive briguinhas bestas até o despertar do sol, quando estavam chegando á capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande.
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Capítulo 15 – De Campo Grande á Nova Alvorada do Sul...
Os olhos de Mirok foram se abrindo lentamente. Não escutava o barulho do motor. Ele olhou pra fora, e só viu uma rua não muito movimentada, com algumas lojas na calçada. InuYasha e Kagome também não estavam ali, mas notou Sango dormindo no seu colo. Corado, ele pôs a cabeça de Sango no travesseiro e saiu. Quando saiu, viu InuYasha e Kagome se aproximando, com sacolas.
-Bom dia Mirok!-Kagome sorriu.
-Bom Kagome! Bom dia InuYasha!-Mirok correspondeu ao sorriso.-Cara, que noite...
-É, foi uma noite bem complicada... mas alguma coisa boa saiu!-InuYasha olhou malicioso pra Kagome, que corou.
-Sério? O que aconteceu entre vocês dois?-Mirok sorriu malicioso, já pensando besteira como sempre.
-Nada não Mirok! A Sango já acordou?-Kagome perguntou, tentando amenizar a face, que sentia corada.
-Ta dormindo ain...
-To acordada Kagome!-Sango chamou, sentando na beira do banco da frente, com a porta aberta.
-...da!-Terminou Mirok, olhando pra Sango.
Kagome correu pra dar um bom dia pra amiga, e conversar também. InuYasha entregou algumas sacolas pra Mirok, que deu uma espiadinha básica e se decepcionou.
-Maquiagem e Cd’s?-Mirok gemeu.
-O que você esperava?-InuYasha sorriu.
-Sei lá, quem sabe calcinhas, roupas íntimas, saias ‘a-melhor-prestação-do-mundo’...
-Pera aí! Que negócio é esse de saia ‘a-melhor-prestação-do-mundo?-InuYasha perguntou.
-Quanto mais curta melhor!
-Ah!
Os meninos viram as duas garotas correr pra parte de trás do caminhão. Largaram as sacolas no caminhão e foram atrás delas. Lá, Kagome escondia alguma coisa na carreta, que Sango insistia em querer ver.
-O que você ta fazendo Kagome?-InuYasha perguntou.
Kagome finalmente tirou as mãos da frente mostrando um adesivo. Era branco e com grandes letras pretas estava escrito ‘!Veículo rastreado pela patroa. Não posso dar carona!’. Mirok e Sango ainda estavam estáticos, observando cada letra do adesivo, até InuYasha interromper.
-Cada mulher tem sua mania! Não tem frescura...-InuYasha comentou.
-Pera aí! Vocês dois estão.... namorando?-Mirok perguntou, apontando pra Kagome e depois pra InuYasha.
Kagome chegou e abraçou InuYasha de frente, e ele enlaçou-a pela cintura.
-Huhum!-Eles disseram juntos, mostrando os anéis de compromisso.
-VOCÊ OUVIU ISSO MIROK???-Sango começou á berrar, feliz da vida.
-NÓS CONSEGUIMOS SANGO!!!-Mirok berrou, segurando-a pelos cotovelos.-JUNTAMOS OS DOIS!!!-A abraçou forte,e começaram á pular, gritando ‘Nós conseguimos! Nós conseguimos! Juntamos os dois!’. InuYasha se inclinou um pouco pra trás, com os joelhos meio dobrados, e beijou Kagome, que o abraçou pelo pescoço. Dois malucos pulando e gritando abraçados e um casal se beijando ao lado. Quem não ia olhar?
-BORA! BORA! A GENTE TEM QUE FALAR ISSO PRA GAUCHADA!!!-Mirok pulou pro caminhão, na direção. Começando á buzinar em ritmo. Sango correu pra lá também. InuYasha e Kagome se abraçaram e foram assim mesmo pra dentro do caminhão. Saíram de Campo Grande e as primeiras duas horas foram as mais agitadas pra Mirok e Sango, e as mais românticas pra InuYasha e Kagome.
De Campo Grande, seguiam viagem para Nova Alvorada do Sul, depois iriam para Dourados, seguindo caminho para Navirai, entrando em terras paranaenses, e adivinhem do que eles estavam comentando agora mais calmos? (Essa é exclusiva!). Isso mesmo! Paraná!
-Oh estadão maravilhoso!-InuYasha comentava, vendo as condições de estrada do Paraná pela internet.-Uma particularidade inclusive! Alguém boto o nome da sogra na cidade que fundou!
-Cascavel!-Mirok e InuYasha disseram juntos (Essa foi pra Karol! Beleza aí contigo Karol? ^__^).
-E falando em Cascavel tão duplicando a rodovia de Toledo pra Cascavel, não é?-Kagome comentou.
-É verdade, e já estão terminando!-Sango completou.
-Uma coisa feia que ta no Paraná é aquele Foz do Iguaçu! O Boletim de Ocorrências só fala em Foz do Iguaçu! (O pessoal de Foz do Iguaçu que me desculpem, mas fala sério, o B.O. só fala nisso...).
-É verdade...-Mirok suspirou.
-Ih, se acabo o assunto eu vo dormir, cumpade! Bom dia!-InuYasha puxou a cortina e se deitou, puxando Kagome junto.
-E eu quero ver o Rio Paraná!-Mirok se espreguiçava.
-Você gosta do Rio Paraná?-Sango sorriu, tentando prolongar o assunto.
-Sim! Eu e o InuYasha andamos planejando ir pescar lá um dia, mas nada parece estar colaborando! O rio subiu e ta violento demais, e daqui uns tempos o gado vai ter que ser vacinado e os bezerros marcados á ferro!
-Vocês criam gado?
-Sim, e plantam soja também! Agora eles tão planejando uma parte de milho! Do outro lado do riacho que é legal! Eles plantavam arroz lá e a terra é estranha por lá! É como se fosse uma cama-elástica natural... Nossa, é muito estranho! E as festas do Sesshoumaru? Nossa, a gente quebrava tudo!
-Como é o esquema? Assim, vocês trabalham por quanto tempo e voltam quando pra fazenda?
-Ah! Tipo, a gente sai em setembro, por exemplo, e volta pra fazenda em novembro! Ficamos um mês fora e voltamos pra ficar um mês! Eu só fui naquela fazenda duas vezes! Mas me embrenhei naquela gauchada e já faço parte da família, a gente quebra tudo lá! A Izayoi já mando construí um quarto pra mim e oia... To feito! Cama de casal, armário quatro portas, tv, vhs, play station 2 com dvd, rádio... Os aparelhos não são de primeira, mas to feito! Acho que vou ficar com inveja do seu quarto...
-Por quê?
-A Izayoi capricha! Pensa em todos os detalhes! Devia ver a ultima decoração de natal dela... Ela vai capricha no quarto de vocês duas, podem deixar! Ah, vocês serão mais que bem-vindas lá! Vão gostar da Rin! Ela tava precisando de amigas da idade dela...
-Ela mora lá?
-Sim! Nem eu sei porque nem á quanto tempo, mas isso nem interessa! O que interessa é que eu vou meter um tomate na cabeça dela quando chegarmos!
-Ué, por que isso?
-É uma moda que a gente invento! Se você fica noivado, ou ta casando, invés de arroz é tomate ou ovo! A mesma coisa no aniversário, mas essa já é velha, né? Cara no aniversário do Bankotsu uns meses atrás a gente fez uma tremenda massa de macarrão na cara dele! Não tinha tomate a gente ataco ovo... Acabo o ovo, metemo farinha, acabo a farinha, uma pitada de sal... acabo o sal, um pouco de água... O Sesshoumaru e o InuYasha modelaram um topete no cabelo dele, olha o resultado...-Mirok disse aos risos, enquanto mostrava uma foto da situação, que até agora mantinha guardada na carteira. Sango não se continha de dar risadas ao ver a foto: Nela mostrava InuYasha e Sesshoumaru, mostrando a línguona pra câmera e com as mãos melecadas, parecendo que modelavam um ‘chifre’ com a massa na cabeça de um homem que seria o tal Bankotsu. Atrás uma camionete L-200 verde, com a tampa aberta e nela sentadas três pessoas: Izayoi, Rin e Mirok com o violão de InuYasha. Mais seis pessoas na caçamba, que dançavam e cantavam mais felizes que porco na merda.
-Vocês realmente tem parafuso solto...-Sango sorriu, devolvendo a foto.
-É, nós fomos e somos meio doidos!-Mirok sorriu, guardando a foto na carteira de couro outra vez.-Você devia ouvir as histórias do Sesshoumaru e do InuYasha quando ainda estavam estudando... Nossa, eles quebravam o colégio!
-Eu e a Kagome também! A gente jogava corretivo aberto no ventilador pra mancha todo mundo!
-O InuYasha disse que fazia isso também!
-E a vez que eu tentei ficar com a garota mais popular do colégio?-A voz de InuYasha soou lá trás. Parece que de barriga vazia ele não ia dormi mesmo. Nem Kagome...
-Ah é! Cara, o colégio inteiro queria te pegar! Ainda mais depois que ela se interesso em você...
-Ah, é charme né meu fio! Mas Kagome, você acredita que durante duas semanas eu tive que matar a ultima aula pra fugir do colégio pra gurizada não me quebra no pau? Juntava o meu material, pulava o muro e me mandava! E ainda tive que passar o fim de semana inteiro com a molecada lá fora querendo me esfolar vivo! Mas Mirok, quem te conto que ela se interesso em mim?
-O Sesshoumaru conto um monte de coisa do que vocês aprontavam!
-Eu lembro quando um pia queria ficar comigo no colegial!-Kagome sorriu.
-Deixa eu ver, o colégio inteiro queria pegar ele também!-InuYasha adivinhou.
-É! O coitado mato aula por uma semana e meia! E ainda na terceira semana olhavam torto pra ele...
-Credo, você devia ser mesmo popular!-Mirok comentou.
-A Sango também sofreu uma dessas, mas aí foi ela quem acabo com o moleque! Disse que passo a mão na bunda dela...
-Então esse era o meu primo, ele foi estuda em Santa Catarina por um tempo, e chego de olho roxo em casa...-Mirok sorriu.
-Será que não foi você?-Sango sorriu divertida.
-Sango!!! Ah quanto tempo!!-Mirok abraçou Sango, brincando.
-Também tava com saudades, seu tarado!-Sango sorriu.
Mas era tudo brincadeira... Só pra dar uma animada...
Com toda aquela conversa, nem notaram que entraram em Nova Alvorada do Sul. A cada cidade que passavam, Kagome e Sango ficavam cada vez mais agitada pra conhecerem a família de InuYasha, onde elas passariam á fazer parte...
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Capítulo 16 – Deus-nos-acuda
Já era 11h00min AM e a cabine tava num coral de roncos de estômagos, implorando pro comida. Nem um dos quatro comeu café da manhã, e pra InuYasha e Kagome tava difícil de dormi. Acharam que iam agüenta até Dourados, e agora tavam nesse desespero aí...
-Cara eu estou com tanta fome, que trocaria meu violão por um salgadinho!-InuYasha gemeu.
-Se falar em comida outra vez eu te deixo na estrada!-Mirok reclamou.
Kagome e Sango suspiraram desanimadas.
-Aperta um cinto aí pra enganar o estômago, vai!-Kagome reclamou.
InuYasha pegou uma cinta preta e inclinando o quadril pra cima, passou a cinta no passados da calça e apertou a fivela, não muito grande, no máximo.
-Eu passo vergonha assim! Vou ter que pegar umas fivelas maiores pro próximo mês de trabalho!-Comentou InuYasha, olhando a fivela prata, com detalhes pretos e dourados, com um cavalo de rodeio modelado no meio. A fivela era média, não grande, mas mesmo assim InuYasha preferia as maiores, pois chamavam mais atenção.
-Vem cá, você já participou de rodeios?-Kagome perguntou.
-Muitas vezes! Eu gosto de participar de rodeios, corridas de cavalos. Às vezes eu e o Mirok fazíamos dupla pra vaquejada! Aí Mirok, que tal nós treinarmos essas duas pra fazer vaquejada?
-Isso aê InuYasha!-Mirok ‘bate’ na mão de InuYasha.
-Talvez vocês podem forrar o quarto de você com troféus e prêmios!-InuYasha sorriu.
Kagome e Sango gostaram da idéia. Iriam aprender tudo o que aqueles dois sabiam. Uma coisa elas já aprenderam: Aprenderam á deixar que a vida as levasse... Nisso o celular de InuYasha começou á apitar, sinalizando que recebeu uma mensagem.
“InuYasha, é pra você compra madeira aí por Navirai que o telhado do cocho ta muito podre e precisa ser reformado! O Bankotsu quer tirar aquele banheiro velho que sabe se lá pra que construíram lá na cerca do pasto! Estamos planejando um galinheiro novo, e a Izayoi quer estender uma rede sobre a horta pros pássaros não comerem as sementes! Compra aí as madeiras, a rede, uns pregos (os daqui a anta do Jakotsu esqueceu no tempo e enferrujo tudo), um martelo (O Renkotsu tava martelando um prego na madeira pra fazer a rede de vôlei quando a cabeça do martelo saiu e acerto a minha cabeça, e ainda to zonzo...) Bom é isso! Compra isso daí, e vê se chega logo que eu to afim de te incomoda! Sesshoumaru.”
-Ninguém merece!-InuYasha suspirou, afundando no banco e descansando a mão com o celular na perna (Eu pensei num Sony Ericsson T610 igual o meu pro InuYasha, mas vou deixa um Motorola V300 GSM igual o do meu irmão). Mirok olhou pro celular de InuYasha, meio que lembrando de algo.
-Oh InuYasha, o plano que fizeram pra gauchada da fazenda não eram em 14 celulares?
-Sim, os chips dos outros dois estão guardados na minha gaveta lá em casa! Por quê?
-A gente tinha que compra mais dois aparelhos pra Kagome e pra Sango!
-Não precisa! O Sesshoumaru falou que os caras da Claro (uma propaganda no meio da fic não faz mal á ninguém não né? Ainda mais se o seu cunhado trabalha na empresa ^^) entregaram os aparelhos! É um Sony Ericsson T610 vermelho (O meu é prata) e um Nokia 3220 azul!
-É a linha ou crédito?-Perguntou Kagome.
-Linha!-InuYasha respondeu.
-Aí, deixa eu ver as fotos do seu celular?-Kagome pediu, já encostando a mão no celular dele.
-Claro!-InuYasha entregou o celular pra ela. Kagome entrou na galeria de imagens e foi passando. A primeira: InuYasha e Sesshoumaru sorrindo pra câmera, tão perto que nem dava pra ver onde estavam. A segunda: InuYasha dirigindo com um óculos de sol e dando um ‘beleza’ com o polegar e o mínimo. A terceira: Sesshoumaru, Mirok e InuYasha na caçamba de chevrolet montana preta. A quarta: InuYasha dentro do caminhão, enquanto o cano-de-descarga(1) de uma colheitadeira despejava quilos de soja num monte. O meio-yokai estava com soja até os joelhos. E a ultima era da Izayoi abraçando InuYasha por trás.
-Essa é a sua mãe InuYasha?-Kagome perguntou, mostrando a foto pra InuYasha.
-É sim!-InuYasha sorriu.
-Louca e pirada, mas ninguém sabe o significado da alegria sem ela!-Mirok sorriu.
-Na verdade, se falta alguém alegria não existe!-InuYasha corrigiu.
-É!-Concordou Mirok.
-CHEGAMO!!!-Gritou Sango, olhando pra janela.
Dourados! Enfim eles iam comer alguma coisa...
Mirok estacionou o caminhão no primeiro restaurante que viu, num posto.
-Ainda bem que é buffet!-InuYasha foi pra fila do buffet. Os outros quatro foram logo atrás. Pela rapidez que começaram á comer só faltava uma indigestão... Amarelo arranhava as pernas deles por baixo da mesa, pedindo qualquer coisa que fosse comestível...
Quase uma hora depois...
-Cara, eu to cheio!-InuYasha na verdade chegava á passar mal, de tanto que comeu.
-Eu comi por dois hoje!-Mirok comentou.
-Como se vocês fossem os únicos, né?-Sango sorriu.
Entraram no caminhão e foram embora. Kagome, InuYasha e Sango capotaram na hora! Mirok ficou se lamentando muito desiludido por ter que ficar ali dirigindo...
A saída de Dourados foi tranqüila, mas no meio do caminho de Navirai...
-AH INUYASHA!!!-Mirok reclamou, tampando o nariz.
-Que foi? Não fui eu!
-Credo, abre essa janela, homem! Tu ta podre, piá!-Mirok abanava com a mão o fedor.
-É você que ta com diarréia, seu cabrito!-InuYasha defendeu tampando o nariz.
-E falando nisso...-Mirok gemeu, freando o caminhão. Abriu a tampa do porta-luvas, pegou um rolo de papel higiênico, e correu pro mato.
-Sem vergonha! Sango, estaciona esse bicho!-InuYasha pediu, se referindo ao caminhão.
-Eu? Mas eu não sei dirigir caminhão!
-É como um carro! Não tem tanta diferença...
Sango meio receosa pulou pro lado do motorista, desengatou o freio de mão, e bem devagar e com algumas dificuldades, sendo ajudada por Inuyasha, estacionou o caminhão na beira da estrada. Alguns minutos depois Mirok veio mancando...
-Cara, o meu toba(2) ta ardendo!-Mirok gemeu ao sentar no banco de motorista.
-Talvez aprenda á não comer tanta pimenta tão depressa!-InuYasha sorriu divertido.-Usou todo o papel higiênico?-InuYasha já tava pronto pra rir, ao notar a ausência do rolo de papel higiênico.
-Todinho! Cara, eu nunca fiz tanta cagada na minha vida!-Mirok gemeu.
Os três desabaram em rir, enquanto Mirok fazia caretas de azedo.
-É como diz a minha mãe: No organismo, o cú é quem manda!-InuYasha disse aos risos.
(1) Cano-de-descarga – É um cano da colheitadeira que despeja o produto da agricultura na carreta do caminhão.
(2) Toba – Cú.
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Capítulo 17 – Agora é a vez do Mirok e da Sango!
-Será que ele vai agüentar a noite toda?-Mirok sorriu, olhando pra trás, onde InuYasha e Kagome dormiam abraçados.
-Sei lá!-Sango sorriu de volta.-Ai, mas eles formam um belo casal, não acha?
-E como! Mas... e a gente?
-O que?-Sango ficou vermelha.
-...-Mirok ficou um pouco vermelho... Eu disse um pouco? Super vermelho!-Sabe Sango...
-Hu?
Mirok não sabia por onde começar. Estava apaixonado por Sango, mas não sabia se era correspondido. Tinha medo da reação dela... Talvez se esperasse a hora certa, mais tarde... Não, não podia agüentar! Queria beijá-la agora! Queria tê-la em seus braços! Queria sentir livremente seu cheiro perfumado!
Amarelo fez um grunhido de tédio, e esperto como era, sabia que tava de vela ali...
Rodaram alguns quilômetros em silêncio total, apenas com o barulho dos pneus ao contado do asfalto e o motor do caminhão pra cortar a calmaria.
-Mirok, o que você queria me dizer?
Amarelo deu uma lambida na fuça de InuYasha, acordando-o. Ele resmungou baixinho, mas ao notar o clímax dos dois na frente, ficou quietinho. Em silêncio acordou Kagome também.
-Sabe Sango, eu queria... eu preciso te dizer uma coisa!-Mirok tava ficando cada vez mais vermelho. Sango o acompanhava.
-E o que é?-Ela perguntou, ansiosa e nervosa.
Novamente silêncio, coisa que aqueles dois pareciam nem notar. Os dois lá trás já tavam ficando irritados com a demora. InuYasha passou o braço por entre o banco e a moldura da porta e empurrou Sango pro lado de Mirok. Ela acabou beijando-o. Ele não sabendo mais o que fazer, fechou os olhos e foi em frente. Corada e surpresa, Sango também fechou os olhos e deixou-se levar. Ele pediu permissão pra aprofundar o ósculo, coisa que ela aceitou de muito bom gosto. Ao se separarem por falta de ar...
-Sango eu...-Ele corou.-Eu te amo!
-Mirok...-Sango sorriu, embora mais corada que pimenta.-Eu também te amo, meu Mirok!
-Minha Sango!-Mirok a abraçou com um braço, já que precisava dirigir com o outro.
Lá trás foi um estouro só! InuYasha levantou se supetão, abraçou Kagome e começou á berrar.
-ELES SE AMAM!!! ELES SE AMAM!!!-InuYasha e Kagome berravam. Mirok e Sango entreolharam-se, como se quisessem dizer um pro outro ‘eles piraram?’. Mesmo com a pergunta já respondida, eles deixaram pra lá e só aproveitaram a companhia um do outro, enquanto aqueles dois lá trás faziam a festa. Novamente Amarelo começou á uivar de alegria. A gota d’água foi quando InuYasha pegou o violão e começou á tocar Movido pela Emoção – Rio Negro e Solimões. Não tinha muito a ver com a situação, mas era uma das músicas favoritas dele né? Fazer o que?
Com o tempo, Kagome, InuYasha e Amarelo adormecem novamente. InuYasha no colo de Kagome, abraçando o violão e Amarelo apoiando a cabeça sobre o instrumento. Mirok e Sango só ficavam no maior romance. Quase nem notaram quando entraram em Navirai.
-É, agora temos que comprar aquele material! O que era mesmo Sango?-Perguntou Mirok.
-Madeira, uma rede, pregos e martelo!
-Oh InuYasha, acorda aí seu molenga!-Mirok cutucou InuYasha.
-Que foi?-InuYasha bocejou, com os zoinho virando de sono.
-Vamos compra o material que o teu irmão pediu! Anda! Vapt Vupt!-Mirok apressava o amigo.
-Ah, vai compra você!
-Vem logo!-Mirok arrasto InuYasha pra dentro da loja.
Sango observou os dois dentro da firma, olhando pras madeiras e ferramentas que deveriam comprar.
Uma meia hora depois, os funcionários da empresa carregam o caminhão com a madeira e a rede comprados. O martelo e os pregos foram guardados dentro da cabine. InuYasha mandou uma mensagem no celular dizendo:
“Sesshoumaru, já comprei as coisa que pediu! É só isso que você queria ou tem mais alguma coisa? InuYasha.”
Quando a mensagem foi enviada, InuYasha capotou outra vez. Mirok ligou o motor e seguiram viagem. E agora, estavam entrando em terras paranaenses. Sim, estavam atravessando a ponte do Rio Paraná.
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Capítulo 18 – De Guaíra á Toledo....
Eram umas sete da tarde e o sol já tinha se pondo completamente. Mirok resolveu dar uma trégua ao amigo e permaneceu pilotando o pesado caminhão mais um pouco, pelo menos até começar á sentir o peso do sono. Sango, muito pelo contrário, já tava até roncando a folgada...
Quando era umas oito horas, Mirok resolveu chamar o meio-yokai.
-Acorda mariquinha!-Mirok chacoalhava o amigo, meio que chamando cantando de brincadeira. Ele tinha estacionado o caminhão na beira da estrada, com o motor ainda ligado. Estavam na metade do caminho pra Guaíra, depois seguiriam pra Toledo (Opa!), depois pra Cascavel (Opa de novo! Mais uma pra Karol!), daí Laranjeiras do Sul, Pato Branco e entrando no território de Santa Catarina.
-Eu não acordo não!-Cantarolou InuYasha de volta, aos risos. Ele tirou o braço de cima dos olhos e olhou pra Mirok.-Que que tu qué?
-Tua vez de dirigi!
-Ah merda!-InuYasha deixou a cabeça cair no colo de Kagome, que ainda dormia. Levantou e tentou acordar Kagome.-Acorda Kagome! É o nosso turno! Pode dormi na frente!
Kagome pulou pra frente puxando as cobertas e dormiu de novo. Mirok aconchegou Sango no banco de trás e dormiu abraçando ela. InuYasha esfregou os olhos e encostou uma garrafa de água gelada no rosto pra ficar mais acordado. Quando não sentiu mais traços de sono, tomou o volante e começou á dirigir. Kagome dormia deitada no banco, com os pés no colo de InuYasha e a cabeça encostada no travesseiro meio deitado á porta. InuYasha massageava os pés dela, sem provocar cócegas, embora estava atentado á faze-lo.
-Droga! Não vai dar mais pra parar nem pro almoço! O rodeio é daqui á um dia!-InuYasha estava em desespero. Se perdesse esse rodeio iria á loucura. Estava com tanto desespero, que chegou á aumentar um pouco a velocidade do caminhão.-Vamos ver! Em oitenta quilômetros por hora(1), atravessando o Paraná e Santa Catarina... Deve dar umas 20 horas... Cara que desespero!
-InuYasha?-Kagome abriu um dos olhos, preguiçosamente.
-Desculpa Kagome, eu te acordei?
-Não! Mas você está falando sozinho?
-Ah, eu to entrando em desespero por causa do rodeio em Vacaria! Eu não quero perder...
-Relaxa! Vamos chegar á tempo!-Kagome sorriu.
-Kagome...
-Hu?
-Se não estiver com preguiça de levantar, eu quero um beijo!
-Pedido aceito!-Kagome se levantou e beijou InuYasha. Este diminuiu bastante a velocidade pra não causar um acidente. Ao se separaram, InuYasha teve que olhar pra frente por causa de uma curva, mas quando esta terminou dando origem á um trecho reto...
-Eu te amo Kagome!-InuYasha se virou pra ela.
-Eu também te amo InuYasha!-Kagome encostou a cabeça no ombro do meio-yokai, que alisava seus cabelos com uma mão e com a outra pilotava o caminhão.
-Nossa, que romântico!-Comentou Mirok lá trás.
-Ta acordado ainda piá?-InuYasha olhou pra trás por um segundo.
-Não, to dormindo!-Mirok respondeu sarcástico.-Não é obvio?
-Eita, tolerância zero!-Suspirou o meio-yokai.
-Tu não tem nem o que falar, InuYasha!-Mirok colocou o braço sobre os olhos, por causa da claridade dos faróis de um carro que vinha vindo, e o desgraçado nem baixou a luz por sinal...
-ABAIXA AS LUZES SEU CABRITO DE UMA FIGA!!!-Berrou InuYasha pela janela.
-VAI TE CATAR!!!-O motorista gritou de volta ao passar rápido pelo caminhão.
-Camioneiro é nervoso assim mesmo?-Kagome comentou baixinho, ajoelhada no banco espiando os dois lá trás por cima do banco.
-Eu ouvi isso!-InuYasha esbravejou.
-Não, ele é assim mesmo!-Mirok suspirou.
-Tu ta num animo piá!-InuYasha comentou sarcástico.
-Ah, é que eu quero chegar logo na fazenda! To com saudades de ir no riacho de cavalo, cantar e tocar no pasto, caçar onça,...
-O que? Tem onça na fazenda?-Kagome e Sango olharam surpresas pra Mirok.
-Não se sabe, mas apareceram carcaças de gado no pasto os últimos meses...-Mirok respondeu.
-É, e também tinha pegadas na beira da estrada...-Completou InuYasha.
-Mas matar onça é crime!
-Sabemos, é por isso que nós procuramos pra confirmar se tem ou não onça lá, se acharmos nós armamos uma armadilha e mandamos pro IBAMA dar um jeito...-Mirok sorriu.
A conversa foi cortada pelo toque de chamada do Sony Ericsson de InuYasha. Na tela do celular, InuYasha viu uma foto do Sesshoumaru de chapéu country preto. Um pouco mais abaixo, estava escrito “Sesshy”.
-Fala Sesshy!-InuYasha sorriu.
-Não me chama mais assim seu caipira!-A voz de Sesshoumaru soou raivosa do outro lado da linha.
-Ta bom Sesshy! Não te chamo mais de Sesshy! O que você quer Sesshy?-InuYasha riu ao ouvir um palavrão que Sesshoumaru murmurou entre dentes.
-Só liguei pra avisar que o rodeio é daqui á dois dias!
-Ué, mas não seria daqui um dia?
-Eu errei!
-Ai, que alivio! Eu quero participar dessa vez!
-Eu sabia! É por isso que eu já te inscrevi! Ah, mas você tem que chegar á tempo! Quer participar da vaquejada e da corrida também?
-Dessa vez vai só na vaquejada! Corrida vai ter na semana que vem, não é?
-Sim, lá na chácara do seu Toutossai!-Sesshoumaru respondeu.-Ah, e eu vou participar do rodeio e da corrida!
-Falow!
-Onde vocês tão agora?
-Chegando em Guaíra!
-Compraram o material que te passei por mensagem de celular?
-Sim!
-Então ta! Juízo hein!
-Falow! Abraços!
-Abraços!
-Ah Sesshoumaru!-Chamou InuYasha, antes que o irmão desligasse, quer dizer, meio-irmão.
-Fala!
-Por que ta me ligando logo de noite?
-Porque hoje passei o dia dando banho e escovando o pêlo dos cavalos! Por quê?
-Nada, só curiosidade... Boa noite!
-Boa noite!-Sesshoumaru desligou.
(1) “80 quilômetros por hora”... = Pra quem não sabe ou não lembra, caminhões só podem atingir até 80 quilômetros por hora... Sou meio burrinha, né! Descobri isso a pouco tempo! -.-“
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Capítulo 19 – Parada pra revisão!
O Mercedez-Benz Axor 2540 azul saía de Guaíra agora. InuYasha e Kagome conversavam, Amarelo tava com a cabeça pra fora da janela, com as orelhas levantadas por causa do vento, numa cara muito engraçada e fofa ao mesmo tempo, Mirok e Sango dormiam atrás, abraçados.
-InuYasha, como é a fazenda onde vocês moram?-Kagome perguntou curiosa.
-Ah, a casa principal está sendo construída! Minha família está na casa da fronteira sul, até que esteja pronta...-InuYasha fez uma pausa pra colocar um CD no rádio.-Acho que já devem estar na casa do centro, mas ainda ta mostrando tijolo e deve ta uma bagunça no barracão... é que o barracão é junto com a casa, né? Compartilham do mesmo telhado...
-Quantas casas têm lá?
-Uma no centro, uma na fronteira sul, outra na fronteira norte, leste e oeste...
-Nossa!
-Fazenda é grande né! De tão grande, a gente resolveu demarcar uma terra pro amigo do meu pai, o Toutossai... Ele é quase um tio pra mim! Ele cuida duma tropa de cavalos por lá e a gente vai lá pra ajudar de vez em quando... Até montaram uma pista pra corrida de cavalos... Virou até mais um evento... Tem umas cachoeirinhas por lá, mas a maior que encontramos tinha uns cinco metros... Não é grande coisa...
-Nossa!
-Não espere uma casa com um gramado verde ao redor na casa que a gente vai morar... Por enquanto... Minha mãe quer tirar aquele entulho que sobrou da construção, passar um arado em volta pra amaciar a terra e fazer um jardim em volta... Aí criar umas galinhas caipira pros ovos e carne, uma horta também...
-Nossa, mas é grandinha a sua fazenda...
-Imensa isso sim! Mas e você? Você vivia na cidade, não é?
-Sim, eu morava em Florianópolis!-Kagome disse sorrindo.
-Epa, e era bonitas as praias? Nunca fui pra lá! Talvez com sorte a gente consiga alguma carga pra lá...-InuYasha sorriu.
-É lindo!
Nem notaram que estavam se aproximando de Toledo. Vinham pela PR – 162, passando pelo Aeroeste Aeroclube do Oeste do Paraná (Meu irmão fazia curso de aviação lá). Em alguns minutos, estavam passando pelo Olinda Park Hotel (Desculpa pessoas, mas não conheço bem outras cidades, então só vou conseguir detalhar melhor Toledo).
-Olha só pra isso! Qual dos motéis você acha que vem mais cliente?-InuYasha apontou pros dois motéis um do lado do outro. Motel Eclipse e o outro motel logo do lado, na estrada do lado da Mercedes-benz que levava pra São Luiz (Não lembro o nome do segundo motel).
-Com certeza o Eclipse!-Kagome sorriu, ao ver a cachoeira na entrada.
-Acho que vou fazer uma revisão no caminhão!-InuYasha virou o caminhão pra estrada que antigamente era de chão. Entrou no lugar e um homem parou perto da porta do caminhão.
-O que deseja senhor?
-Uma revisão!-InuYasha desceu do caminhão. Kagome também desceu pelo outro lado, mas parou quando InuYasha lhe chamou a atenção.-Chama o Mirok e a Sango também!
Kagome voltou pra cabine e acordou os dois amigos.
-Mirok! Sango! Acordem!
-Hein?-Mirok acordou sonolento.
-O caminhão vai passar por uma revisão!
Mirok meio contra gosto, levantou, antes de acordar Sango.
-Sango acorda! O caminhão vai passar por uma revisão!
-E?-Ela perguntou sonolenta.
-Você já vai ver!-Mirok saiu pra Sango sair também.-Vem Amarelo!
O cão saltou do banco pro chão do caminhão e depois pro solo. O homem que atendeu InuYasha, tirou uma chave na parte de trás da cabine, que se inclinou lentamente pra frente, revelando o motor eletrônico Mercedes-Benz OM 457 LA, de 401 cavalos de potência. O homem verificou o óleo, e algumas outras coisas do motor. Quando terminado, puxou a cabine pra baixo novamente e recolocou a chave. Depois foi verificar os pneus. Mirok viu que Sango tava quase dormindo em pé de sono, então a levou para uma sala de espera. Sentou no banco, com ela ao seu lado. Ela encostou a cabeça no ombro dele e ficou cochilando.
Lá fora, Kagome e InuYasha observavam a revisão. Amarelo se deitou aos pés de InuYasha e tirava um cochilo com a cabeça apoiada nos mesmos. InuYasha avistou um grupo de camioneiros agrupado entre alguns caminhões. Deveriam ser uns sete. Entre eles, havia três mesas de bar com algumas garrafas de cerveja. Uns quatro camioneiros estavam sentados em cadeiras de bar, enquanto que os restantes se sentavam em banquinhos de pernas cruzadas, do mesmo tecido em que é fabricado o cinto de segurança, com as costas apoiadas nos pneus do caminhão, ou se sentavam na beira do banco dos caminhões, com a porta aberta. Um deles estava sentado em cima de uma caixa térmica azul Termolar 24. O
-Boa noite!-Cumprimentou educadamente InuYasha.
-Boa noite!-Cumprimentaram alguns.
-Vai uma cerveja?-Sorriu o que estava sentado na caixa térmica, levantando, tirando a tampa e pegando uma garrafa de cerveja Skol.
-Não obrigado! Está no meu turno!-InuYasha sorriu, embora seu sangue fervia quando notou alguns camioneiros devorando a garota atrás de si com o olhar.
-E a bela moça atrás? Quer uma cerveja, uma água?-Ofereceu o camioneiro.
-Não, obrigada!-Kagome sorriu.
-Uhm, belo caminhão!-Um outro homem sorriu.
Ele não conseguiu enganar o meio-yokai. InuYasha percebeu a indireta do camioneiro, mas resolveu ignorar pra não arranjar problemas.
-Obrigado!-Respondeu frio e duro.
-Oh InuYasha! Vamos embora?-Chamou Mirok ás suas costas. Ele carregava Sango adormecida nos braços.-A revisão acabou!
-Ta bom!-InuYasha se virou, passou o braço por cima dos ombros de Kagome e seguiu na direção do caminhão, mas...
-Hei, aquele não é o Hakitoki?-Mirok avistou alguém se pendurando numa das janelas do motel Eclipse, no segundo andar (Aqueles motéis não eram de segundo andar na verdade, mas disfarça, falow?). Ele tinha cabelos loiros presos num rabo de cavalo alto e olhos castanhos. A luz do quarto tava acesa, mas parecia não ter nenhuma alma viva lá. InuYasha correu pro jardim do motel, perto do rapaz, seguindo por Mirok, Kagome e Amarelo, e até alguns camioneiros curiosos.
-Hakitoki! Desce daí Hakitoki!-InuYasha sussurrou.
-Como InuYasha?-Hakitoki perguntou desesperado.
-Pula daí rapa!-Mirok disse meio desconcertado pelo que estava acontecendo.
Na estrada, um homem veio cantarolando e ia entrar no motel, quando notou no rapaz pendurado na janela.
-OH! OH! DESCE DAÍ! DESCE DAÍ RAPA!!!-O homem começou á gritar.
-Calma!-InuYasha interferiu.-Calma! Fique calmo!
O homem pegou uma pedra na beira da estrada.
-EU VO TACA ESSA PREDA NOCÊ!!!-Ameaço com a pedra em punho.
Na janela do lado, um homem sem camisa veio ver o que acontecia.
-Que isso?-O homem perguntou assustado.
Na janela que Hakitoki tentava escalar, uma mulher veio dar uma olhada. Tinha cabelos loiros e olhos castanhos.
-Hakitoki, o que você está fazendo aqui?-A mulher deu uma piscadela.
-Oh Susana...-Hakitoki deu um meio sorriso.
O homem atacou a pedra. Hakitoki se assustou e acabou caindo.
-HAKITOKI!!!
InuYasha deu uns passos pra trás e Hakitoki caiu bem onde ele estava antes.
-Aiaiai!-Gemeu Hakitoki.-Nossa!
-BEM FEITO!-O homem na estrada bufou.-BEM FEITO, AQUI Ó!-Mostrou o braço pra ele.
-Nossa senhora!-Hakitoki gemeu, segurando a coluna.
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Capítulo 20 – Viagem á Cascavel, dando uma carona á Hakitoki e Susana
InuYasha, Kagome, Mirok, Sango, Amarelo, Hakitoki, Susana, o homem da estrada e mais uma mulher estavam na recepção do motel. Susana sentada num banco, de frente pras costas de Hakitoki, fazendo um curativo. InuYasha encostado de costas na parede, com Kagome nos braços. Mirok sentado num banco da outra parede, rodeando com os braços a cintura de Sango, que estava sentada no seu colo. O homem que atirou aquela pedra em Hakitoki estava o mais longe possível dos outros, escondendo como podia a sua mulher, olhando furioso pra Hakitoki.
-Qual é? Ficou louco Hakitoki, ficou?-Susana repreendeu a atitude do ‘amigo’.
-Desculpa!-Murmurou num gemido Hakitoki.
-Não falei Susana? Ta todo mundo da região de olho na minha mulher! PATIFE!!!-O homem pegou uma revista e bateu na coluna de Hakitoki.
-Oh, não vê que ta machucado aqui? Ta machucando!-Defendeu Hakitoki.
-Vem, minha linda! Fica longe da visão dele, fica longe!-O homem voltou á esconder sua amada, que aprecia meio desconcertada com a situação.
-Devia deixar você sem curativo, pra ver se arranja respeito!-Repreendeu novamente Susana, soprando o ferimento.
-Desculpa Susana! Desculpa mesmo!
Depois de toda aquela confusão, InuYasha, Kagome, Mirok, Sango, Susana e Hakitoki foram pro caminhão, estacionado na fileira dos caminhões, no fundo do pátio da Mercedes-Benz.
-Agora me conta! O que você tava fazendo escalando a parede daquele motel?-InuYasha perguntou á Hakitoki, enquanto abria a porta do caminhão.-Entra aí! Te dou uma carona até Cascavel!
-Valeu InuYasha!-Hakitoki agradeceu, empurrando primeiro Susana, pra depois ele mesmo entrar. Mirok e Sango entraram pelo outro lado e forma pro banco de trás, ficando assim: Mirok e Sango atrás, InuYasha no motorista, Kagome ao seu lado, Susana e Hakitoki. O meio-yokai ligou o motor e esperou aquecer.
-Não fomos apresentados direito! Eu sou Hakitoki, e esta é minha namorada Susana!-Hakitoki sorriu pra Kagome.-E a senhorita é...?
-Kagome Higurashi, e aquela é Sango Mitsunagui, minha prima!
-Ah Susana! Aquele é o InuYasha Taisho, e aquele ali é o Mirok Houshi, meus dois velhos amigos!
-Prazer!-Sorriu a jovem.
-Conta aí Hakitoki! O que você tava fazendo?
-A história é meio longa, mas a Susana não achou nenhum hotel e resolveu ir pro motel mesmo! Aí quando eu voltei, eu ia escalar pro quarto, mas aquele cara lá achou que eu tava indo atrás da mulher dele!
-Só você, hein!-InuYasha balançou a cabeça reprovador
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