Desculpem pela demora, você também e principalmente Aoshi_ San! Sei que está azul de vontade de postar a continuação, mas alguns contratempos me impediram de postar este capítulo, porém, emfim, ele chegou.
Vamos descobrir agora o que a Karol fez na noite sozinha na choupana.
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O vento de outono soprava gélido na noite nublada. No céu, as estrelas não podiam ser vistas, apenas a lua cheia tímidamente lançava seus raios sobre a terra hora escondida por uma nuvem teimosa de chuva.
A brisa que passava pelas gretas da pareda daquela choupana em estado caótico assoviava como prelúdio de uma tempestade.
Karol estava sentada próxima a lareira entrelaçando com seus braços os joelhos. Seu olhar estava um tanto quanto relapso. Delicadamente ela estende um dos braços e adiciona um pedaço de madeira à lareira tímidamente. Ao fazê-lo ela então traz para sua frente a mão pequena de dedos finos e delicados. Ela observa-os por um instante fazendo movimentos leves com o pulso mostrando-lhe a palma e as costas de sua mão esquerda. Nela, uma pequenina cicatriz, nas costas da mão, causada por uma faca quando criança. Ela a observa e dá um sorriso ao virar e ver sua palma. Com o dedo indicador direito ela como que caminha por uma das linhas de sua palma e diz:
_Minha vida ainda será muito longa.
Descansando ambas as mãos nos joelhos, a moça então vira levemente a cabeça ao lado direito e vê ao canto da cabana, ao chão, um kimono de Aoshi.
Ela levanta e caminha até a vestimenta a apanhando do chão para guardá-la em local mais apropriado dizendo:
_Homens, apenas mudam de vilarejo mas nunca esquecem alguns hábitos!
Ao recolher o kimono ela o suspende e diz observando-o:
_Ele realmente é bem alto!
A parte superior da veste de Aoshi tem o comprimento que quase chega até o tórax da moça que sorrí dizendo ao constatá-lo:
_Com certeza! Ele é bem alto!
Cuidadosamente ela começa dobrar a veste mas acaba parando por um instante. O kimono escuro e roxo, já um pouco velho, trazia uma rasgadura em uma das mangas. Karol então procura pela cabana uma agulha, ao encontrá-la ela percebe não haver linha por alí, então desfia cuidadosamente uma das ataduras retirando um fio e diz:
_Isso deve resolver!
Ela novamente senta-se perante a lareira e inicia o cuidadoso processo de costura. Ao terminar ela olha para ver se está bem escondida a costura e então fala com um sorriso tímidos em seus lábios:
_Quem diria! Alguém que faz um trabalho tão bom com suturas não ser capaz de costurar uma fenda em suas vestes!
Com a mesma agulha que Aoshi utilizara para suturar o grave ferimento no ombro da moça, ela agora costurara a veste do homem. Realmente, a sutura feita por Aoshi fora muito importante, caso não fosse tão precisa, provávelmente, a jovem teria morrido com uma forte hemorragia pois o ferimento era profundo e incapaz de fechar-se por sí.
Ao constatar tal fato, Karol leva uma de suas mãos e toca levemente o ombro ferido que ainda rendia-lhe algumas dores e debilitariedades de movimento.
Ela fita a veste mais uma vez e acaricia com cuidado a costura feita recentemente. Fora um bom trabalho, quase não podía-se ver a emenda.
De repente, ela segura com ambas as mãos a veste e acaba abraçando-a, logo, recosta uma parte dela ao seu rosto e fala em sussurros:
_Ela tem... Um perfume inebriante...
A jovem fecha os olhos e completa:
_Por que sinto-me tão bem com esse aroma? Ele me lembra...
A imagem de Aoshi zelando por seu sono logo vem à sua mente:
_Por que ele ainda cuida de mim?
As palavras ditas por Aoshi ao sair ecoam na mente da moça:
_Por que ele disse-me aquilo? Por que ele deseja que eu fique? E...
Tocando a vestimenta com seus lábios ela diz bem baixinho:
_Por que eu desejo tanto ficar?
A situação era confusa para a mente de Karol naquele momento, ela não sabia qual decisão tomar. Um misto de angústia e ansiedade invadiam seu coração acabando por retirar lágrimas que corriam tímidas por sua face:
_Não entendo? Por que estou tão preocupada? Por que me importo tanto?
Ao dizer tais palavras ela percebe que desde que Aoshi saíra ela permanecera alí apenas aguardando seu regresso, olhando a porta à cada minuto ou tentando perceber algum barulho no lado exterior da cabana:
_Por que espero pelo seu regresso?
Ela abraça forte o kimono cerrando seus olhos e em sua mente uma seqüência de imagens vem à tona:os cuidados de Aoshi para com ela, o toque das mãos, as palavras, os olhares...
_Por que me sinto tão perturbada em sua presença? Por que eu a desejo tanto, mesmo assim?
Cuidadosamente, Karol dobra a vestimenta e deposita-a sobre a pequena e rústica cômoda de cedro. Ela prepara ao fogo da lareira alguns "onigiri" colocando-os cuidadosamente sobre um velho vasilhame na cômoda ao lado do kimono.
A moça então levanta-se e organiza as duas camas improvisadas, mas dessa vez, ela deita-se na cama onde Aoshi deveria dormir mas nunca o fizera pois estava sempre sentado e acordado, deixando a outra e mais confortável que fora de posse dela nos últimos dias para que o espadachim a utiliza-se.
Cuidadosamente, ela solta seus longos cabelos negros e deita-se cobrindo seu corpo com uma velha manta de lã.
Tímidamente ela seca as lágrimas de seu rosto já muito quente e vermelho com as mãos dizendo:
_Boa noite Shinomori Sama.
Continua...
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Tá!
Não foi tão grande!
Mas fazer oquê! Se eu não escrevesse ao menos um parágrafo era capaz de Aoshi_ ter um troço! XD
E eu não quero isso!
Hahaha!
A Karol acaba de afirmar para sí que gosta do Shinomori Sama.
Que clima! XD
Agora é com você Aoshi_ querido!
O que vai acontecer?