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[Saint Seiya] Esta Noite Como Lembrança

Capítulo 7_Fúria_


Autor: ~shina

Categoria: Animes/Saint Seiya

Gênero: Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri / Romance e Novela.

Personagens: Shiryu e Shunrei

Classificação: 18+

Adicionado em: 02/07/07

Comentários/Favoritos 5/6

Caracteres: 10.810

Exibições: 1

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Shunrei entrou em seu quarto e sobressaltou-se ao vê-los dormindo. Ah se ele soubesse o quanto a estava machucando, o quanto lhe doía o ver trocando carinhos com ela. Rodou os calcanhares e saiu do quarto. Caminhou pelo corredor escuro e sentou no chão da pequena varanda. Olhou em direção a cachoeira, onde o Mestre estava meditando no templo. Voltou sua visão aos cinco picos que se destacavam entre as nuvens róseas, pelo pôr-do-sol. Deu um longo suspiro, amanhã faria três dias que Lumina chegara.
“E parece uma eternidade” – Pensou sorrindo desanimada. Olhou em direção do templo e resolveu fazer companhia ao Mestre.
Enquanto caminhava pensava nas palavras de Lumina. Tinha que admitir que mudasse sempre que Lumina estava com Shiryu, mas não fica se oferecendo, afinal, nem ele ao menos sabe de seus sentimentos por ele. E o que mais lhe perturbou a mente foi saber que Lumina sabia que era virgem.
“Está tão na cara assim?” – Shunrei não compreendia. Será errado manter-se casta a espera pelo homem que escolhera para amar?


Shiryu acordou devagar, os olhos arderam ao serem abertos, viu o quarto rodar, sentiu náuseas ao sentar-se e de imediato deitou-se. Levou as mãos ao rosto, suava frio, sentiu a acidez em sua garganta e levantou-se rápido indo para o banheiro regurgitando todo o seu almoço. Endireitando-se, deu a descarga no sanitário, recostou na parede e, levando a mão ao rosto, retirou alguns fios de cabelo que grudavam. Havia, mais ou menos, um mês que sentia essas náuseas, havia melhorado do dia em que chegara a Rasan. Já tinha ouvido comentários entre seus colegas de trabalho, e agora deduzia que poderia ser isto, já que Lumina não sente nada. Talvez já tenha certeza e chegara à hora de contar.
Lumina acordou, procurou com o olhar Shiryu e encontrou apenas o lado em que havia deitado vazio, foi até a penteadeira e escovou os cabelos, passou um pouco de maquiagem no rosto, para esconder o abatimento que o choro lhe provocara, e passou seu tão estimado batom vermelho. Levantou indo em direção ao quarto dele, e lá o encontrou. Estava com a toalha na cintura e com uma cueca na mão que acabara de tirar da gaveta. Ela entrou e trancou a porta.
-Por que me abandonou? – falou enlaçando o pescoço dele.
-Por que tive um mal-estar. Foi passageiro... A culpa é sua sabia?
-Ah, agora me culpa? – sorriu – Não vai precisar disso – ela arrancou a cueca das mãos dele e a jogou no chão, logo em seguida fez o mesmo com a toalha Ela retirou as mãos do pescoço dele e as posicionou no peitoral do rapaz empurrando-o na cama e começou a beijar-lhe o peito, descendo até a barriga fazendo uma trilha de beijos vermelhos até chegar ao púbis coberto por pêlos. Lumina abocanhou o pênis dele fazendo-o gemer.
Ao sentir seu pênis entrar na boca quente dela, não conseguiu conter o gemido, cravou as unhas no lençol tentando conter outro gemido no instante em que seu membro entrou na garganta dela. Ela parou e o encarou, Shiryu formou um sorriso nos lábios e levantou a cabeça para saber o motivo de ela ter parado. Voltou a repousar a cabeça no colchão quando a viu retirar o vestido e a calcinha de renda rosa. Mordeu o lábio inferior ao sentir-se dentro dela, ele levou as mãos até as coxas dela e as apertou.
-Está gostando? – Lumina começou a mover o quadril devagar sentindo sua excitação aumentar a cada gemida que ele soltava, fazendo-a mover-se mais depressa. Ela ainda o fitava sentindo o prazer aumentar ainda mais, apertou os olhos curvando para frente pondo as mãos espalmadas no peito dele, o suor já escorria por seus corpos. As mãos de Shiryu foram subindo pela cintura dela até alcançar os seios fartos, que balançavam sincronizados pelos movimentos de ambos, apertando-os. A cama já cedia, a madeira rangia, sendo abafada pelos gemidos de Shiryu e os gritos baixos de Lumina. Erguendo o tronco, Shiryu segurou em sua cintura fazendo-a movimentar-se mais rápida, fazendo-o chegar ao clímax, estava quase a gozar. Lumina tombou a cabeça para trás, enquanto suas mãos desciam pelo peito dele, passando pelo tórax até chegarem onde estavam unidos, atingindo o orgasmo. Shiryu gozou logo depois para em seguida “morrer” dentro dela. Lumina passou um tempo sentada, até sentir os braços de Shiryu a puxarem para deitar-se por sobre seu corpo.
-Estou todo manchado de batom... – ele ainda arfava e falava baixo. Passou a mão no rosto suado dela. Sorriu ao ver que o queixo dela estava avermelhado pelo batom. – Vou precisar de outro banho... – sentou-se e procurou a toalha com o olhar.
-Fica mais um pouco comigo... – disse enlaçando seu pescoço.
-Lumina, daqui a pouco o Mestre chega e... – ele gelou ao lembrar de Shunrei. Lumina percebeu a tensão dos músculos dele.
-Não se preocupe – falou baixo soltando-se dele –... antes de vir para o quarto certifiquei se ela tinha saído. Estamos sozinhos.
-Vamos... – Disse jogando o lençol nela – podemos tomar banho sem preocupações – Shiryu notou o abatimento dela ao saber que ela percebeu que era com Shunrei que se preocupava e tentava reverter à situação.
-Vamos sim... – Lumina retribuiu-lhe com um sorriso.


Shiryu caminha pela trilha que leva ao templo onde Dohko está meditando, olhou o céu estralado, nem se lembrava a ultima vez que olhou as estrelas. Fazia isso sempre com Shunrei. Sorriu. Parou e se pôs a olhar, era tão bonito. Uma brisa fresca brincou com seus cabelos negros, fazendo alguns fios baterem em seu rosto. Às vezes tinha saudade de ter seus cabelos longos novamente. A camisa manga longa que usava também balançava com o vento, que vinha gelado e com cheiro de terra molhada, sinal que viria chuva.
-Elas não mudam, não é mesmo? – Shunrei parou ao seu lado fitando, também, o céu.
-Não... – ele respondeu agora desviando seu olhar para o rosto pálido dela, pela escuridão – E você? Mudou nesses anos?
Shunrei se espantou pela forma direta dele. Não estava preparada para qualquer pergunta daquele gênero.
-Talvez. – suspirou e desviara o rosto do céu para poder olhá-lo e seus olhos acinzentados encontraram-se com os dele.
-Espero que não... – começou a caminhar em direção oposta.
Shunrei não entendeu o que ele quis dizer com aquele comentário. Retomou sua caminhada de volta a casa, que já podia ver o brilho das lâmpadas acesas pela janela aberta. Desejou voltar, mas sabia que o Mestre poderia querer conversar a sós com Shiryu, continuou a se aproximar da casa e logo a viu na janela fitando o céu. Preferiria que ela não estivesse ali, interrompendo sua vida e seus sonhos.


-Boa noite, Mestre. Posso entrar?
-Claro... – Dohko desviou o olhar do papel amarelado e velho que lia com interesse.
-Sinto que o senhor quer falar comigo.
-É verdade... Desde que chegou não consegui falar a sós com você. – ele sorriu amigavelmente vendo Shiryu sentar-se a sua frente.
-Creio que seja sobre Lumina. – falou receoso pela resposta.
-Também, mas antes quero matar a saudade de meu discípulo.


Shunrei sentou-se no sofá e olhou para Lumina, que agora também sentava. As duas se encaravam, cada qual com o cenho franzido, está mais que claro que as duas se odeiam.
-É sério mesmo? Que você nunca...? – Lumina indagou com um sorriso desdenhoso.
-Isso não é problema seu. – retrucou aborrecida. Porém, em resposta escutou as gargalhadas da loura.
-Então você espera mesmo pelo príncipe encantado? – continuou a rir quando a viu se levantar e caminhar para o corredor. Ficou de pé também – Eu só espero que não seja mesmo o Shiryu... – ela falou baixo próxima a Shunrei que se virou e a fitou.
-E se for?! – exaltou-se.
-Se for, é melhor você esquecê-lo, pois sabe que Shiryu é meu. Então procure outro para você – Disse Lumina ficando séria, seus olhos escurecendo e seus lábios crispando. Mas sorriu em seguida – Ou você não é capaz de fazer isso, caipira?
Shunrei pareceu explodir. Seu rosto esquentou tão intensamente que parecia estar em chamas. Sua mão instintivamente cortou o ar e em um tapa seco atingiu o rosto de Lumina, e em seguida tornou a cortar o ar e do outro lado do rosto da moça fez um arranhão com suas unhas tão profundo que o sangue quente escorreu vermelho como braza pela face de Lumina, fazendo com que sua pele alva se realçasse ainda mais como se um lençol perfeitamente branco fosse riscado por um batom vermelho.
-Eu odeio você! Odeio!! – gritou Shunrei sentindo o sangue pingar de seus dedos.
No caminho Shiryu escutou a voz de Shunrei, como se gritasse, e correu para ver o que estava acontecendo. Estacou na porta ao vê-las: Lumina com a face ensangüentada e Shunrei gritando histericamente que a odiava.
-Vadia! Olhe o que fez com meu rosto!! – passou a mão tentando alimpar o sangue que teimava em escorrer.
-O que fez? – Indagou Shiryu encarando Shunrei seriamente.
-Olhe o que essa desgraçada fez! – Lumina começou a chorar e abraçou-o, tingindo de vermelho a camisa lilás de Shiryu – Desfigurou o meu rosto!
-Como pode agredi-la assim?! - exaltou a voz.
- Eu disse que ela me odiava... – Soluçou Lumina afundando o rosto no peito dele.
-Espero que não a tenha machucado mais! Ela está grávida, Shunrei. Você pode ter matado o meu filho com essa sua atitude infantil e insana! – Gritou apertando Lumina em seus braços. Ele olhou para a loura preocupado – Vamos até o vilarejo, um medico vai cuidar de você. – Shiryu a conduziu para a porta e saíram noite a fora.
Shunrei continuou parada a olhar para a porta, não chorou, em nenhum segundo chorou. Parecia estar em transe. Levantou a mão e a passou no rosto, quando sentiu o liquido quente espalhar-se pela bochecha esquerda, voltou seus olhos para a mão e se espantou; estava ensangüentada. Deu alguns passos para trás e sentou no sofá. Na garganta uma dor incomoda, e os olhos arderam, e as lagrimas enfim vieram. Um trovão soou bem a cima da casa, espantando Shunrei que se encolhera mais. Soluçava e tremia. Por que Shiryu não dissera que estava a esperar por um filho? Por que gritara com ela? Apertou mais os olhos ao lembrar do olhar que Shiryu lhe lançava ao gritar: havia tristeza, decepção e mágoa.



N.A.: Enfim terminei este capitulo, pensei que o não faria... Graças à ajuda da minha Maninha consegui complementa-lo. E olha que ela detesta hentai e odeia, isso mesmo, eu disse que ela odeia o Shiryu... Vá lá entender a cabeça dessa menina. ¬¬

P.S.: Desculpem a demora. ^^’




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