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[InuYasha] A batalha perdida de Sesshomaru.....

Capitulo XXXI


Autor: ~QUEENRJ

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri / Shoujo (Romântico)

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Personagens:

Classificação: 18+

Adicionado em: 30/06/07

Comentários/Favoritos 18/15

Caracteres: 16.361

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Olá Leitores queridos!

Voltei com mais um capítulo e este está repleto de ação e fortes emoções.
Leiam e aproveitem.



Dias depois mais uma terrível batalha estava sendo travada nas terras ao sul do litoral.
Seguindo as ordens de seu mestre o general Yoshikawa perseguiu o clã dos morcegos até a praia onde eles se abrigavam em grandes cavernas nas rochas.
Como previsto, o número de yokais morcego era superior ao de soldados do exército de Yoahikawa. A batalha já durava algumas horas e as perdas eram grandes nos dois lados. Os yokais morcego estavam em vantagem não só pelo seu número, mas também por causa de sua capacidade de voar.
Em vôos rasantes os morcegos atacavam os cães agarrando-os com suas enormes garras e jogando-os contra os rochedos de onde eles caíam violentamente nas águas do mar revolto.
Os yokais cães lutavam bravamente e visivelmente possuíam mais conhecimento das artes da guerra do que seus adversários, eles dividiam-se em flancos ao avançar o território inimigo orientados por seus comandantes. Eles eram obrigados a avançar passando por cima de centenas de corpos de soldados abatidos, mas não havia tempo para lamentos, eram guerreiros e tinham que ir até o fim na defesa de sua pátria e de sua honra.
O alvorecer começava a se pronunciar no céu até então coberto de estrelas. A balança da vitória pendia para o lado dos morcegos que estavam devastando o inimigo, mas a sorte mudaria vindo a favorecer os yokais cães. Ryou chegava àquelas terras acompanhado por seus homens para dar reforço ao general Yoshikawa. Ele avançou sem demora contra o inimigo e deus ordens a seus comandantes para fazerem o mesmo.
Os morcegos ainda davam vôos rasantes pelo campo de batalhas, mas já sentiam os efeitos negativos da claridade do sol sobre sua visão.
Conforme orientação de seu jovem general os soldados utilizaram uma nova estratégia se posicionaram de forma que os morcegos fossem forçados a voarem de encontro ao sol e passaram a agarrar os morcegos puxando-os por suas garras quando passavam em seus vôos rasantes cegos pela luz solar. Eles eram jogados ao chão e subjugados rapidamente, tendo suas asas cortadas pelas espadas ou pelas garras dos cães não permitindo que eles fugissem a um confronto corpo-a-corpo.
Ryou travava um combate feroz contra um dos morcegos que aparentemente tinha um nível elevado na hierarquia deles. O yokai tigre desferia golpes com extrema força utilizando sua espada demoníaca. A energia sinistra formada por uma nuvem negra foi lançada em direção ao inimigo destruindo-o. Ao ver seu adversário derrotado Ryou olhou a sua volta analisando a situação. O dia já estava quase que totalmente claro e já era possível concluir que a batalha fora vencida pelos cães.
Ryou avistou de longe o velho general Yoshikawa em combate contra o que parecia ser o chefe do clã inimigo. Seria um luta equilibrada se o morcego não utilizasse um artifício sujo. Yoshikawa estava ferido assim como o morcego, mas este lançou contra o inimigo uma espécie de veneno que impedia o processo de cicatrização que é normal acontecer a um yokai, fazendo assim com que o velho general perdesse muito sangue.
O jovem general o viu cair sobre os joelhos na areia que antes era clara, mas que agora estava tingida de vermelho. O morcego preparava-se para desferir o golpe mortal sobre o velho e ao ver isso Ryou correu em disparada. Ao alcançar os dois o yokai tigre atingiu o morcego com sua espada antes que este pudesse concluir seu ataque, logo depois Ryou voltou a atacar ferozmente e cravou sua espada no peito do inimigo fazendo com que ela o atravessasse, derrotando-o por fim.
Uma vez derrotado o morcego, Ryou voltou-se para o velho general caído ao chão. A batalha já estava sendo finalizada, não havia mais morcegos sobrevoando os céus.
Ryou ordenou a alguns homens que levassem o general dali para que seus ferimentos fossem tratados.

......................

Horas mais tarde os homens de Ryou e os remanescentes de Yoshikawa já estavam acampados por ali. O velho general estava em uma das barracas sendo tratado por um médico. Ele ardia em febre e o ferimento em seu peito ainda não havia fechado, causando uma hemorragia intensa.
- Eu não entendo. Por que esse ferimento não cicatriza? Perguntou o comandante Satsuo.
- Um veneno foi injetado nele e isso está impedindo que seu corpo se regenere. Respondeu o médico trocando as bandagens sobre o peito do general na tentativa vã de estancar o sangramento.
- Ryou.... O general murmurou.
- O que??? O comandante inclinou-se para ouvi-lo melhor.
- Chame Ryou... o velho disse com a voz fraca.
- O senhor quer ver o general Ryou???
O velho general confirmou com a cabeça.
- Soldado?!
- Sim comandante.
- Vá atrás do general Ryou e traga-o aqui. Diga que o general Yoshikawa quer vê-lo com urgência.
- Sim senhor.
O jovem soldado saiu correndo da barraca para cumprir a ordem. Andou alguns minutos e logo encontrou o jovem escudeiro de Ryou.
- Hei Kito! Onde está o general Ryou?
- O que você quer com ele?
- Não seja abusado fedelho. O general Yoshikawa quer vê-lo imediatamente.
O menino se levantou prontamente estranhando o fato.
- Eu vou avisá-lo.
Kito correu cerca de um quilômetro até alcançar a porção da praia onde estava Ryou. O yokai estava na água do mar livrando-se do sangue que cobria seu corpo. Vestia apenas as calças e parecia meditar enquanto era sacudido levemente pelas ondas que o atingiam.
- Ryou-sama! Kito o chamou da orla.
Ryou olhou para trás avistando o garoto, vendo que este desejava lhe falar ele caminhou de volta a areia.
- O que foi Kito?
- O general Yoshikawa deseja ver o senhor.
Ryou franziu o cenho estranhando o fato.
- O que esse velho quer comigo?
- Eu não sei meu senhor. Um dos soldados dele foi procurar pelo senhor no acampamento.
O jovem general caminhou até as pedras próximas dali e trocou o traje colocando um outro seco que fora trazido pelo seu jovem escudeiro.
Após alguns minutos Ryou passava imponente por entre os homens de Yoshikawa vestindo sua magnífica armadura negra, para logo depois entrar na barraca onde o velho descansava.
- Ryou-sama!?. O comandante e o médico o reverenciaram.
- O que está havendo aqui? O jovem indagou olhando para o velho general deitado à cama improvisada.
- O general está muito mal Ryou-sama.
- Como assim? Esse ferimento não seria suficiente para deixá-lo nesse estado.
- Ele foi envenenado. A substância injetada em seu corpo está impedindo que o ferimento se feche.
Ryou aproximou-se um pouco mais do general e o fitou de forma séria. O velho estava realmente muito mal, o ferimento não parava de sangrar e não havia nada que eles pudessem fazer.
O comandante se aproximou da cama e falou ao ouvido do general.
- Senhor! O general Ryou está aqui como o senhor solicitou.
O velho abriu os olhos com dificuldade, estava em um estado deplorável, se fosse um humano há muito já teria morrido.
Yoshikawa fez um gesto chamando Ryou para mais perto. Ryou agachou próximo à pequena cama para ouvi-lo, continuava com a feição séria.
- Minha filha...ela deve....se casar com alguém.....que a me...reça.
- Ela vai velho, eu garanto.
- Você....é...um ....insolente Ryou, mas...se...você se dedicar....a minha filha.....como...se dedica as batalhas... eu morrerei.......tranqüilo.
O velho parou por um instante por causa da tosse que o fez expelir sangue pela boca.
- Minha .....filha ....não tem.....mais ninguém....
- Kiomi nunca ficará sozinha, ela tem a mim.
- Me dê....sua palavra....de que..... cuidará de....la. O velho praticamente exigiu mesmo que sua voz saísse tão fraca e entrecortada.
- De que vale a minha palavra para você velho? Considera-me indigno e sem honra.
Yoshikawa apertou os olhos e respirou profundamente buscando ar.
- Pro...meta Ryou.
- Kiomi será minha esposa e eu cuidarei dela porque nós dois queremos, não por você.
Yoshikawa voltou a fechar os olhos e a respirar fracamente, parecia ter se tranqüilizado ao ouvir de Ryou que sua filha estaria segura ao lado dele. O velho general tinha suas diferenças com o mais jovem, mas tinha que reconhecer que ele era um guerreiro formidável e embora não aprovasse sua atitude, sabia agora que ele não faltaria com sua palavra, tinha honra afinal, caso contrário não o teria salvado já que se odiavam.
Alguns poucos segundos depois o general Yoshikawa estava morto.
Ryou saiu da barraca e reuniu um pequeno grupo de homens, deu ordens a eles para que se preparassem para a jornada de volta as Terras do Oeste.
Os homens foram informados de que seu general havia morrido e todos lamentaram sua perda. Horas depois Ryou partia com seu pequeno grupo e transportavam o corpo do velho general.
No dia seguinte durante a manhã Ryou adentrava o castelo nas Terras do Oeste. Pediu a um dos servos que avisasse Sesshoumaru sobre sua presença ali. A serva logo subiu as escadas e foi aos aposentos chamá-lo.
Minutos depois Sesshoumaru descia as escadas placidamente em companhia de Rin. Vendo a feição séria do general que o aguardava no salão principal ele questionou:
- O que houve Ryou?
- Yoshikawa está morto. Ele disse de uma vez.
Rin levou a mão à boca demonstrando espanto. Sesshoumaru arqueou as sobrancelhas e perguntou:
- Como aconteceu?
- Quando cheguei ao litoral eles já estavam em batalha. Nós revertemos a situação a nosso favor, mas Yoshikawa foi ferido e envenenado, nada pôde ser feito.
- Kiomi já sabe? Perguntou Rin.
- Creio que ainda não minha senhora, a menos que alguém tenha dito a ela no vilarejo.
- Isso não seria possível. Kiomi tem ficado presa em casa por ordens do general desde que ele partiu.
- Mande alguém chamá-la Rin. O general não pode dar ordens a mais ninguém agora.
Rin olhou para o yokai com ar de repreensão pelo comentário, enquanto ele caminhou até a poltrona sentando-se nela.
- Eu tenho que ir agora, há algumas providências que preciso tomar. Disse Ryou.
- Vá Ryou e não se preocupe eu me encarregarei de avisar a Kiomi. Mandarei que a tragam para cá e a manterei aqui. Disse Rin.
- Certo, obrigado senhora. Com sua licença. Ele se despediu com uma reverência e saiu.

.................

Horas mais tarde Kiomi já havia recebido a notícia e estava no castelo em companhia de Rin. O funeral do general já havia sido providenciado e muitas pessoas compareceriam.
Uma bela cerimônia foi realizada para homenagear o nobre general com todas as honras e esta foi acompanhada pelo Senhor e Senhora do Oeste, vários comandantes, membros proeminentes do clã e alguns aliados, assim como sua filha.
O velho general foi sepultado no cemitério reservado aos mais nobres membros do clã e a vida seguiu o seu curso.

.................................

Dias depois....

Kiomi estava triste, apesar de tudo lamentava a morte do pai ele era sua única família e mesmo com os atritos entre os dois ela o amava e sabia que também era amada por ele.
A jovem sentia-se ainda mais triste pela distância que surgiu entre ela e Ryou. Eles não trocaram sequer uma palavra, apenas se olharam durante a cerimônia.
Ryou a fitou profundamente e depois se distanciou caminhando para dentro da floresta.
Uma noite sem estrelas se fez presente naquele dia. Kiomi permaneceu hospedada no castelo por insistência de Rin. Ela havia prometido a Ryou que zelaria pela jovem yokai enquanto ele estivesse fora.
As duas jovens estavam no grande salão principal e tomavam chá enquanto conversavam.
- Como se sente Kiomi?
- Bem... eu acho.
- Gostaria que Ryou estivesse aqui não é?
Kiomi respirou pesadamente antes de responder.
- Ele se afastou, desde que voltou daquela batalha não veio falar comigo. Não sei o que pensar.
- Ele tem muitas responsabilidades agora Kiomi. Ryou se tornou o principal general na linha de comando. Comandar tamanha quantidade de homens não deve ser uma tarefa fácil e Sesshoumaru o incumbiu disso.
- Sim eu sei.
- Ele deve retornar em breve e virá procurá-la tenho certeza. Eu disse a ele que você ficaria conosco por enquanto.
Mais tarde naquele mesmo dia pouco depois do jantar Sesshoumaru chegava ao castelo e Ryou estava com ele. Kiomi logo identificou o cheiro do yokai tigre, então se voltou para a entrada do castelo. Ela tinha Heikou no colo, pois brincava com ele minutos antes.
- Konbanwa! Seshoumaru cumprimentou tranqüilamente assim que as viu.
- Konbanwa! Ambas responderam.
Ryou permanecia com o semblante mais sério que o habitual. Ele cumprimentou as duas com uma leve reverência e se dirigiu a Rin.
- Minha senhora!
- Olá Ryou!
A Senhora do Oeste caminhou até a jovem Kiomi pegando Heikou em seu colo.
- Venha meu príncipe, está na hora de dormir.
Rin lançou um olhar significativo para Kiomi e sorriu.
- Até mais Ryou!
- Até mais minha senhora.
- Sesshoumaru pode me acompanhar? Preciso lhe falar por um instante.
O yokai não argumentou, sabia qual era a intenção da mulher então a acompanhou até o andar superior do castelo.
Depois que ficaram sozinhos o casal se fitou intensamente por alguns instantes sem nada dizer, até que Kiomi resolveu falar.
- Posso lhe fazer uma pergunta? Ela disse caminhando calmamente até ficar a alguns metros de distância dele.
- Sim.
- Por que se afastou de mim?
- Não me afastei, apenas estive ocupado.
- Ryou!? Prometemos que sempre seríamos sinceros um com o outro.
- Você considerou a possibilidade de eu tê-lo matado. Vi isso em seus olhos durante o funeral.
Kiomi baixou os olhos por alguns segundos e depois os ergueu fazendo com que os orbes dourados e os negros se encarassem.
- Sim eu considerei por alguns instantes talvez.
- Eu disse a você que não o faria Kiomi por você, apenas por você.
- Eu sei e sinto muito, mas por um momento achei que o desejo de me ter ao seu lado e a intransigência de meu pai o tivessem levado a cometer uma loucura.
- Eu não faria nada que pudesse lhe trazer sofrimento minha pequena.
A frase dita no tom suave e amoroso com o qual Kiomi se acostumara a ser tratada por ele foi o sinal para que ela se aproximasse e o abraçasse com força. Ryou correspondeu ao gesto envolvendo-a carinhosamente. Ele acariciava as costas dela, deslizando a mão pelo tecido do lindo quimono preto com estampa floral branca que ela usava.
Kiomi sentia-se bem nos braços dele, sentia que estava onde sempre deveria estar.
- Eu ainda tenho alguns assuntos a tratar com Sesshoumaru e terei que voltar ao litoral.
Kiomi ergueu o rosto para fitá-lo e acariciou o belo rosto do yokai.
- Ficará muito tempo fora?
- Ainda não sei minha pequena, mas nós manteremos contato com freqüência e eu virei visitá-la sempre que tiver chance.

............................




E então o que vcs acharam?
Foi meio triste o fim do pai da Kiomi, mas honestamente não via outra forma desses dois conseguirem ficar juntos em paz. Pareceu em algum momento da história que nosso casalzinho iria se desentender não é? O Ryou ficou realmente chateado pelo fato de Kiomi ter cogitado a possibilidade dele ter matado o velho. Tá certo que Ryou o ameaçou diversas vezes, mas honestamente não acredito que ele fosse capaz de fazer isso.
Não posso deixar de comentar sobre o comentário do Sesshoumaru, como aquela criatura consegue ser tão fria? Isso porque o Yoshikawa era um de seus homens de confiança imagine se fosse um qualquer.
Espero que tenham gostado. Deixem seus comentários.
Beijos!!


Capítulos de [InuYasha] A batalha perdida de Sesshomaru.....

[28/01/07] Capitulo I

[31/01/07] Capitulo II

[01/02/07] Capitulo III

[04/02/07] Capitulo IV

[06/02/07] Capitulo V

[10/02/07] Capitulo VI

[13/02/07] Capitulo VII

[17/02/07] Capitulo VIII

[22/02/07] Capitulo IX

[26/02/07] Capitulo X

[01/04/07] Capitulo XVII

[17/04/07] Capitulo XVIII

[17/04/07] Capitulo XIX

[20/04/07] Capitulo XX

[24/04/07] Capitulo XXI

[01/05/07] Capitulo XXII

[16/06/07] Capitulo XXVIII

[21/06/07] Capitulo XXIX

[25/06/07] Capitulo XXX

[30/06/07] Capitulo XXXI

[10/07/07] Capitulo XXXII

[20/07/07] Capitulo XXXIII


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