Nada à noite falta ao Gato
Nada a noite falta ao gato
Nem a presteza no salto
Nem a elegância completa
Do seu traje de veludo
Para o baile dos telhados
O gato é ato em seu salto
E a noite a luz do seu palco
Guardai a sétima estrofe
Para o canto dos mistérios
Das sete vidas
Nada a noite falta ao gato
_ Yoruichi-chan???_ Grita Uruhara, colocando um pires com leite no ao lado da porta._ É hora do café da manha Yoruichi-chan!!!
_ Baka! Quantas vezes eu já falei que não se dá leite pra gatos Uruhara?
_Calma, calma, Yoruichizinha._ diz se virando._ Acordou de mal humor hoje?_ Diz fitando a mulher morena._ Não é normal estar nessa forma logo pela manha, ainda mais vestida._Uruhara esconde o sorriso atrás do leque, mas qualquer um poderia notar nos olhos dele a indireta.
_ Idiota, se fosse um pouco mais atento teria notado que eu acabei de chegar.
_ Eu notei, eu notei Yoruichi-chan, mas é normal os gatos saírem durante a noite não é?
_ Ta..._ Concorda, pouco convencida.¬_ Vamos logo comer alguma coisa que eu estou morrendo de fome.
Os dois entraram na loja, indo direto para a cozinha, o som das sandálias de madeira de Uruhara ecoando contra o assoalho, ameaçando acordar os outros moradores que ainda dormiam na manha que ainda estava nascendo.
Yoruichi senta-se sobre a almofada da mesa baixa, as pernas esticadas contornando a mesa, observado Uruhara trazendo uma pequena bandeja com duas xícaras e biscoitos.
Uruhara deposita as xícaras sobre a mesa, a sua com o conteúdo quase cristalino, de cheiro adocicado, e a de Yoruichi com um liquido branco e quente.
_ Uruhara! Já não disse que não se dá leite pra gatos?
_Mas agora você não é um gato Yoruichi-chan e você sempre gostou de leite..._ Tenta se explicar.
_ Agora não gosto mais_ Diz se levantando. _ São recomendações do meu veterinário, leite faz mal pros pelos e pra minha dieta.
Vai até a cozinha e volta com uma xícara de chá, igual a de Uruhara.
_ Eca. Que gosto horrível, de que é feito essa coisa em?
_ É chá de maça, erva cidreira e boldo Yoruichi-chan, é bom pra começar bem disposto._ Uruhara sorri levando a xícara aos lábios.
_ Acho que vou tomar é aquele seu saquê. _ Levanta-se novamente, indo buscar a garrafa.
_Logo de manha cedo?
_ Eu em dormi ainda, então não se pode dizer “de manha cedo” não é?_ volta da cozinha com uma garrafa e dois copos rasos de porcelana branca. Enche os dois copos e da um a Uruhara, tomando o outro com um gole e enchendo-o novamente.
_ Teve muito trabalho durante a noite Yoruichi?
_Nada preocupante ou digno de nota. Só uma coisa me incomoda Uruhara, é melhor você tomar mais cuidado com a Orihime Inoue, é melhor mantê-la afastada de combates.
_ Eu vou falar com ela amanha talvez, amanha...
Beberam em silencio por um tempo e antes que a garrafa estivesse vazia Yoruichi se levanta.
_ Eu vou dormir um pouco Uruhara, passei a noite em claro.
_ Renji está dormindo no quarto de visitas Yoruichi-chan, pode ficar no meu quarto, eu aviso as crianças para não perturbá-la.
_ E você achou que eu fosse dormir onde? Aquele quarto de visitas é muito barulhento, e vocês ficam entrando e saindo o tempo todo, nem mesmo um gato conseguiria dormir naquela bagunça._ dizendo isso ela se retira, deixando Uruhara sozinho na manha que acabava de nascer.
_Bom dia Uruhara-san._ Diz Ururu, bocejando.
_ Bom dia gerente_ Ginta chega logo atrás dela.
_ Não é cedo pra estarem acordados crianças?
_ E quem conseguiria dormir com esse barulho infer..._ Ururu cobre a boca de Ginta com as mãos.
_ Resolvemos acordar mais cedo para adiantar o trabalho.
O dia passa tranqüilo na loja de Uruhara. Um dia quente e monótono. Tudo o que se ouvia da rua era o eventual latido de algum cão desocupado ou então Ginta brigando com Ururu, até mesmo Renji estava estranhamente quieto naquela tarde.
_ Yoruichi-chan???_ chama Uruhara abrindo com cuidado a porta do próprio quarto. Yoruichi dormira o dia inteiro, deveria estar acordado agora que a noite caíra.
Um olhar desatento ao quarto o revelaria desocupado, mas Yoruichi dormia sobre o tufon, sobre a forma de um gato negro e grande. Uruhara entra no quarto com cuidado para não abordá-la, preparando-se para dormir. Aquele foi um dia entediante e cansativo, do tipo que só pode ser compensado com muitas horas de sono
Deitou-se no tufon junto com o gato, puxando-o para cima de seu peito nu. Afaga o gato com preguiça, deixando os dedos deslizarem pela pelagem macia do pescoço.
Por um momento Yoruichi abre os olhos, de um amarelo da cor de mel ao sol, e ronrona baixinho, voltando a dormir sobre Uruhara, que logo também cai em sono profundo.
Uruhara acordou no meio da noite, com Yoruichi ainda dormindo sobre ele, mas agora os cabelos longos dela lhe caiam no rosto, dando a ela uma aparência vulnerável, tão diferente da mulher que realmente era.O corpo dela estava completamente nu sobre o seu.
Uruhara a envolve gentilmente nos braços, virando-se de modo a deixar Yoruichi deitada ao seu lado no tufon. Levanta-se em busca de um cobertor, jogando-o sobre a adormecida Yoruichi.
Por um momento apenas a olha, ela era uma mulher e tanto. Sai do quarto indo até a cozinha em busca de água.
Volta para o quarto de deita-se novamente no tufon, ao lado de Yoruichi, sentindo a mulher jogar o corpo contra o seu novamente, abraçando-o no sono.
_ Yoruichi???_ Tenta despertá-la sem conseguir, talvez não quisesse realmente conseguir. Yoruichi apenas se aconchega mais contra o corpo de Uruhara, abraçando-o pela cintura e escondendo o rosto na curva do pescoço dele.
Estava ficando difícil de suportar a situação. Primeiro acorda com ela nua sobre ele, não que nunca a tivesse visto nua, como ela vivia mudando de forma era normal vê-la sem roupa, mas não tão próxima. Agora ela ainda o abraçava assim, a respiração dela em sem pescoço fazendo o corpo dele se arrepiar.
Dava pra sentir o coração dela batendo no peito colado a ele, a sensação da carne macia lhe esquentando o corpo. Segurou as mãos dela e as afastou de sua cintura, fazendo-a largar seu corpo e virando para o outro lado no tufon.
Talvez não fosse uma boa idéia tê-la virado, pois a visão dela nua de costas era ainda mais tentadora. Os cabelos, tão negros que eram quase roxos, caindo suavemente pelas costas bem desenhadas. Uruhara percorreu aquele corpo com os olhos, do pescoço frágil passado pelas curvas bem definidas até as pernas longas e dobradas, ressaltando ainda mais as curvas perfeitas.
Fechou os olhos e concentrou-se em apenas dormir, o que realmente difícil com Yoruichi tão tentadora dormindo ao lado.
Estava com os olhos fechados quando sentiu que ela novamente se virou para ele, deitando a cabeça e seu ombro, uma das pernas jogada dobre as dele. Hoje ela estava realmente irrequieta no sono.
Olhou a mulher que dormia sobre ele, o rosto dela lívido no sono, como um anjo negro, tão próximo ao seu que era um sacrilégio não tocá-lo. Por um momento cobriu a boca dela com a sua, em um toque suave e lento, apenas um roçar de lábios. Uma das mãos deslizando levemente sobre os ombros descobertos dela.
O pequeno toque apenas o atiça ainda mais, e Yoruichi permanecia dormindo, sem saber do que o atormentava. Um pequeno gemido escapa dos lábios entreabertos de Yoruichi e Uruhara beija-a devagar, para não acordá-la, sentido o gosto da boca dela, o calor e a suavidade de seus lábios. Desliza a mão dos ombros da mulher, prendendo-a pela cintura. Sua língua encontrou a dela, em um beijo ansioso, e ela respondeu, num misto de sonho e realidade, sem estar dormindo ou acordada.
Deixou que a mão explorasse o corpo dela, descendo da cintura aos quadris largos de Yoruichi. Sua boca ainda colada a dela, a língua dele serpenteando de encontro a sua. Yoruichi, em seu sono meio desperto, leva as mãos aos cabelos dele, afundando os dedos nos cabelos louros de Uruhara. Enlouquecendo-o com o movimento das mãos na sua nuca.
Observou Yoruichi abrir os olhos e afastou-se, suavemente pondo um fim ao beijo, mas a mulher o puxa pela nuca, iniciando um beijo mais apresado e urgente que o ultimo. Aproximando mais seu corpo contra o de Uruhara. Desceu a mão da nuca dele, deslizando-a pelo peito de Uruhara enquanto o beijava com urgência.
As mãos de Yoruichi percorriam seu corpo com calma, um toque suave como uma caricia. Estremeceu quando ela parou a mão sobre seu membro ereto, acariciando-o sobre a calça fina de dormir.
Puxou o corpo dela ainda mais junto ao seu, as mãos apresadas correndo o corpo dela, explorando cada parte de seu corpo. Cessou o beijo, mordendo-lhe os lábios vermelhos e quentes, acariciando-os com a língua. Largou-os e foi direto aos seios da mulher, grandes e redondos, envolveu-os com as mãos, cobrindo o bico rosado com a boca, lambendo e chupando enquanto as mãos brincavam com o corpo dela.
As mãos dela afrouxavam o nó que prendia-lhe a calça, dando acesso ao membro dele, ela o envolveu com os dedos, livre do tecido que até então atrapalhara, iniciando um movimentos suave com as mãos hábeis.
Uruhara desceu uma das mãos da cintura dela até as coxas, afastando-lhe as pernas macias, indo ao encontro do vão entre as pernas dela. Sentiu que ela estremecia quando introduziu ali dois dedos, sentindo-a molhada por dentro. Levou os dedos molhados a boca, sentindo o gosto de Yoruichi, vendo-a sorrir com o ato voltou a penetrá-la com os dedos, beijando-a novamente.
Yoruichi virou-se sobre ele, olhando-o de cima enquanto o beijava, um beijo ardente. Desceu pelo corpo dele com as mãos livrando-os completamente das roupas que ainda usava e sentou-se sobre ele, prendendo-o pela cintura com as pernas.
As mãos de Uruhara a seguravam pela cintura, dando mais firmeza ao movimento, enquanto ela subia e descia sobre seu corpo, enlouquecendo-o. Os gemidos pesados de Uruhara misturavam-se a respiração entrecortada de Yoruichi conforme esta aumentava o ritmo.
Uruhara a puxou para si, fazendo-a quase deitar-se sobre seu corpo, envolvendo seus rosto com as mãos e enrolando os dedos nos cabelos dela, beijando-a com força num ultimo momento antes do gozo, tanto pra impedir aos dois que fizessem muito barulho, quanto pela necessidade de beijá-la. Sentiu-a estremecer quando chegou ao ápice do prazer com ele, e envolveu-a em um abraço carinhoso, deitando-a sobre si.
Ficaram juntos assim pelo resto da noite, sem uma única palavra sobre o acontecido, apenas beijos ocasionais até que ambos caíram no sono novamente. Juntos.