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› Autor: ~Matsumoto-Ann
› Gênero: Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri
› Personagens: Alucard, Victoria
› Classificação: 18+
› Adicionado em: 27/06/07
› Comentários/Favoritos 18/14
› Caracteres: 10.733
› Exibições: 1.480
Nota:
Do meu casalzinho favorito do Hellsing!! Por favor se gostou comenta!!!
Era uma noite clara. A lua cheia despontava pálida e lúgubre no céu invernal. Iluminando a copa das arvores baixas e a vegetação rasteira.
Victoria esparramou-se na grama gelada dos jardins da mansão, sentindo vagamente o frio da noite e o aroma adocicado das arvores próximas.
_ Uma bela noite para não precisar trabalhar..._ Sussurrava sozinha no escuro._ Seria bom se Integra-sama me desse mais folgas dessa de vez em quando...
A lua branca e fantasmagórica passava calma pelo céu noturno e estrelado, anunciando um belo dia ao amanhecer. Um dia que Victoria sabia que não veria. Há alguns meses tudo o que tinha eram noites, escuras ou claras, com luas vermelhas ou brancas, e ela preferia as brancas, pois nas luas vermelhas sempre havia grandes matanças.
_ É uma bela noite. São noites como estas que fazem o sangue enlouquecer. _ Victoria levou um susto ao ouvir a voz grave de Alucard, saindo das sombras de um salgueiro. Sabia, apenas pelo tom da voz dele, que seu mestre já estava ali a um bom tempo apenas a observá-la, e falou com ela apenas para que ela tomasse ciencia de sua presença.
_ Mestre... _ Sussurrou Victoria levantando o corpo da grama gelada, mas, a um movimento das mãos de Alucard volta a se sentar.
Alucard apenas senta-se ao seu lado na grama úmida.
Sentia-se sem reação na presença de seu Mestre, como se qualquer gesto seu pudesse de algum modo desagrada-lo. É claro que não era apenas isso, por mais que evita-se pensar no assunto, seu Mestre era um homem muito bonito e a simples presença dele era de tirar o fôlego.
Alucard sorriu, revelando os caninos pequenos. Victoria olhava o vampiro, perdida na imagem de seus olhos translúcido, vermelhos por trás das lentes amarelas, olhos perigosamente vermelhos, como o mais puro sangue inocente. Embora aqueles olhos não emanassem inocência alguma.
O vampiro abriu mais o sorriso, e celas notou que ele estava lendo seus pensamentos. A pior parte de se ter um mestre vampiro é que ele sempre sabe exatamente o que você esta pensando, e Alucard sempre sabia o que Victoria pensava, e agia de modo a perturbá-la. sempre.
O vampiro a fitava, o habitual sorriso cínico nos lábios, deixava-o ainda mais bonito. Observou quando Alucard levou uma das mãos a um dos bolsos do sobretudo vermelho, tirando do boldo um invólucro de sangue e brindo-o com os dentes afiados. Seu mestre levou o plástico à boca, bebendo o sangue tentadoramente vermelho, e em seguida oferecendo-o a Victoria.
_ Não esta com fome policial?_ A voz dele soava mais doce agora, como o sangue que acabara de beber.
_ Não... obrigada...
_ A quanto tempo esta sem comer Victoria Celas?_pergunta-lhe em tom de preocupação e reprimenda.
_ ah... a uns dois meses..?.._ Responde, sem enfatizar que este era o tempo em que se tornara vampira.
_Dois meses sem comer e você não esta com fome? A maioria dos vampiros que não se alimentam morrem muito antes deste tempo, e melhor você começar a se alimentar direito draculina, ou logo você vai poder dormir eternamente em seu caixão.
_ Mestre... eu não posso...
_ Não pode? Você já não é humana Victoria, nada que faça a tornará humana novamente. Não existem mais motivos para não beber policial._ Diz Alucard oferecendo-lhe novamente o sangue.
Victoria pega o invólucro das mãos de seu mestre, fitando-o embaraçada.
_ Eu..._ Celas apenas o olha, sem levá-lo aos lábios. Mas apenas o cheiro de sangue já era enlouquecidor.
_ Você não consegue policial? Não consegue beber?_ Alucard movesse sutilmente, parando de frente a Victoria, e tomando novamente o pacote de sangue nas mãos.
Vistoria apenas observa, pasma, seu mestre beber novamente o sangue, ele estava muito próximo, ajoelhado na sua frente. O sangue tingindo levemente a boca dele, dando mais cor a pele pálida. Alucard afasta os lábios do plástico, aproximando-se de Victoria e cobrindo a boca dela com a sua.
O gosto de sangue misturado ao beijo de Alucard era de tirar a razão. O sangue era muito mais agradável do que esperava, e os lábios de seu mestre contra os seus eram ainda melhores. A língua dele serpenteando contra sua com uma urgência devastadora. Sentia-se tonta com a proximidade dele e sentiu-se perdida quando os lábios dele se afastaram dos seus.
O vampiro afastou-se e a olhou, rindo alto. Os lábios tentadoramente vermelhos e quentes lhe sorrindo.
_ Foi tão horrível assim policial? Sangue é a melhor bebida que existe, depois que você cria coragem para tomá-lo.
_ Não, não foi tão ruim assim._ sua voz era apenas um sussurro, a pele branca agora rubra pelo beijo roubado.
O vampiro a olha com curiosidade estampada no rosto, e novamente sorri, tomando o rosto dela entre as mãos.
_ Por vezes eu me esqueço que você ainda é uma criança, pobre Victoria Celas.
Mais uma vez a boca do mestre cobria a sua, pela segunda vez naquela noite. Mas agora sem o gosto de sangue, apenas o gosto da boca dele. Não dava para pensar com Alucard tão próximo assim. Sentia-se fraca mediante a presença dominadora do vampiro.
Alucard aprofundou mais ainda o beijo, fazendo Victoria ceder mais ainda ao seu mestre. Sentia o corpo fraquejar, se estive de pé com certeza as pernas não suportariam seu peso, até mesmo os braços que a sustentavam estavam fracos, e sentia-se impelida a deitar-se na grama, cedendo pouco a pouco ao beijo do vampiro, que a forçava a recuar.
O peso do corpo do mestre sobre o seu era maravilhoso, quente e confortador na noite gelada. Quando ele deitou-se sobre ela o chapéu vermelho deslizou até o chão, revelando o homem por traz do vampiro, os cabelos negros caindo como um véu sobre ela. Afastou os lábios dos dele por um momento fitando-o.
Seu mestre apenas a olhava, num misto de curiosidade e divertimento. Victoria levou as mãos ao rosto dele, livrando-o dos óculos amarelos e olhando atenta dentro dos olhos do vampiro. Sem os óculos e o chapéu Alucard até parecia mais humano, era um homem verdadeiramente lindo sem aquelas peças, sem o cinismo que elas que incutiam, sem a beleza sinistra que elas lhe davam. Levou as mãos aos cabelos sedosos do vampiro, aninhando os dedos entre as mechas negras, deixando que os fios lisos escapassem suaves entre seus dedos, puxando o vampiro para um outro beijo.
Victoria estremeceu ao sentir que as mãos do vampiro puxavam o zíper fino do vestido curto, deixando-a seminua sob o corpo dele. As mãos quentes do vampiro percorriam cada centímetro de seu corpo, fazendo-a estremecer. O vampiro cessou o beijo, descendo os lábios pelo pescoço de Victoria até os seis fartos, cravando os dentes afiados na carne macia.
A sensação da perda do sangue e dos lábios de Alucard sobre seu corpo era desconcertante. A melhor coisa que já provara. E como se para provar-lhe o oposto Alucard a beija novamente, agora com o gosto do sangue dela nos lábios. O gosto do próprio sangue a deixa com mais fome e ansiando ainda mais o corpo do vampiro.
Com as mãos tremulas começa a desabotoar o sobretudo do mestre, livrando-o da peça pesada e jogando-a de lado. Agora ele estava apenas com as roupas cinzas, a camisa e calça coladas ao corpo, de um cinza escuro. Continua a livrá-lo das roupas, devagar para não interromper o beijo, sabendo que as roupas dele não eram reais como as suas, que apenas com um pensamento ele poderia tê-las feito desaparecer, e, no entanto deixara que ela mesma as tirasse.
Mais uma vez o corpo de Alucard deitasse sobre o seu, só que agora sem o sobretudo ou qualquer outra roupa. Victoria sente o vampiro sorrindo ao beijá-la, ao mesmo tempo em que a livra das ultimas peças que a cobriam, e apóia seu corpo sobre o dela, sufocando o grito dela com a boca, abraçando-a enquanto se movimentava dentro dela.
Victoria o abraça com força, que teria quebrado os ossos de um homem mortal, para livrar-se da agonia de tê-lo dentro de si. Cravando as unhas na carne branca de Alucard, fazendo-a sangrar. Mas logo a dor se mistura ao prazer, e por fim resta apenas este. Ter Alucard dentro de si a fazia querer gritas, mas não era mais de dor.
Com uma das mãos Alucard afasta os cabelos longos, deixando exposto o pescoço alvo.
_ Beba meu sangue Victoria._ Sussurra com os lábios colados no pescoço dela._ Beba-o e seja minha eternamente...
Era uma promessa realmente tentadora. Ser dele eternamente. Talvez não acreditasse realmente naquelas palavras, mas desejava acreditar, desejava ser de Alucard para a eternidade.
Com esse pensamento levou os lábios ao pescoço do mestre, afundando os pequenos caninos na carne branca e quente do vampiro. O gosto do sangue do mestre era totalmente diferente do dela mesma ou do sangue humano. Era mais especo ao tocar sua língua, mais doce e mais forte. Dava para senti-lo correndo nas veias, e sentia também que algo mudava nela enquanto bebia.
Sentiu que as presas de Alucard se cravavam em seu pescoço, roubando-lhe o sangue. A sensação da troca de sangue, o sangue dela adentrando o corpo dele e o dele adentrando o corpo dela, junto com o movimento suave de seus corpos a fez tremer em êxtase, soltando o pescoço de Alucard em desespero, os lábios dele cobrindo os seus, abafando seus gemidos altos, até que ela parasse, exausta.
Alucard apenas deixou-se ficar deitado sobre Victoria por mais um tempo. Sem deixar transparecer a Celas o que realmente sentia. Agora Victoria estava livre. Nada mais a prendia a Hellsing, era uma vampira completa, e Alucard lamentava perdê-la.
Victoria sentia-se diferente agora, como se de algum modo Alucard tivesse lhe dado a liberdade.
_ Você esta certa Victoria._ Alucard levanta-se, as roupas materializando-se sobre o corpo do vampiro._ Você é livre agora, nada mais a prende a Hellsing ou a mim, você pode partir quando desejar.
_ Eu devo partir?_ Perguntou insegura.
_ Essa escolha é somente sua draculina, se desejar ficar será bem vinda, se desejar partir irá em paz.
_ Eu prefiro ficar Alucard._ Disse fechando o zíper do vestido, e andando até o vampiro._ Como você mesmo disse, sua para a eternidade...
Victoria beija-o mais uma vez, sentindo que o vampiro sorria mediante aquele beijo e aprovando sua decisão.
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