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[Outros]Shinomori Kaze no Namida.

Capítulo 3


Autores: @Karol, ~Aoshi-

Categoria: Misc/Outros

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Tags:

Personagens:

Classificação: 16+

Adicionado em: 07/09/06

Comentários/Favoritos 9/8

Caracteres: 10.173

Exibições: 437

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Ai! Agora acho que é minha vez! XD
Quero deixar bem claro que o prazer aquí é todo meu Aoshi_!

*Karol explodindo de felicidade!*

Tentarei continuar a história com mais este capítulo, não sou tão boa como Aoshi_ San é nas suas descrições mas tentarei fazer o possívle quanto à isso.

Apesar de a maioria achar que projetos em parceria são desgastantes, digo que este é um dos mais prazerosos que estou participando! Aoshi_ San é um menino muito meticuloso e cuidadoso com o que faz, o que nos inspira a dar o melhor de nós no que fazemos! Isso é muito bom! ^^

Nunca me sentí tão à vontade em uma parceria grande como uma novela quanto agora me sinto.

É bom termos a liberdade para conversar-mos e sugerirmos como eu e Aoshi_ temos entre nós, o que mais impressiona é que geralmente temos idéias muito parecidas, isso é bom!

Vamos lá então! Mãos à obra!

Se por acaso a coisa estiver melosa demais ou dramática ao extremo, fiquem tranqüilos que o próximo será escrito por Aoshi_ San que certamente fará uma coisa menos clichê.



_______________________






O sol lançava seus últimos raios de luz sobre o manto do horizonte, seus feiches cálidos transpassavam as aberturas dentre as folhas das copas das árvores que dançavam conforme as carícias da brisa de outono. As aves já retornavam aos seus ninhos para que pudessem enfrentar a noite que aproximava-se com seu gélido sopro sobre a terra.

Em meio a floresta, a fumaça saia da pequenina chaminé de uma choupana em estado deplorável. As paredes de troncos de árvores pouco trabalhados pelo homem acumulavam uma grossa camada de junco e limo que iam deteriorando aos poucos a madeira. Uma porta rústica que mal fechava segurava as rajadas do vento noturno que aproximavam-se. Dentro da cabana, as labaredas do fogo de uma singela lareira aqueciam o local e ao mesmo tempo iluminava-o.

Sobre uma esteira de banbús ao chão, jazia o corpo quase sem vida da jovem que antes fora encontrada por Aoshi em meio à floresta sendo atacada por homens vís, nefastos e repulsivos.

Sentado ao assoalho, que rangia a qualquer simples movimento, estava Aoshi recostando-se à parede da choupana próximo ao fogo para se aquecer pois seu casaco envolvia a jovem que encontrara maltrapilha e ferida severamente.

A jovem estava adormecida e envolta no sobretudo caqui já desbotado. Toda a sujeira e sangue foram removidos da superfície de sua pele, seus ferimentos estavam todos com curativos, dentre eles o mais significativo no ombro esquerdo que exigira uma imobilização parcial deste com faixas de tecido branco envoltos em seu tórax e clavícula.

Aoshi depositara a moça e sua esteira prontamente à lareira para que pudesse aquecê-la também. Os cabelos negros de brilho azulado da moça estavam soltos o que revelavam-lhe um rosto cativo e cândido de serenidade.

A noite segue calma, Aoshi velava o sono da jovem temendo que esta não vislumbrasse a manhã seguinte. Sua respiração era fraca e havia perdido muito sangue.

Os primeiros raios de sol adentram a choupana pelas gretas nas paredes. A lareira estava apagada. Um dos lumes acaba despertando a moça que se vê em local estranho. Atordoada ela abre os olhos devagar, com dificuldade. A dor em seu corpo não a permite mover-se o suficiente para levantar-se, apenas girar sua cabeça levemente aos lados para observar o ambiente. Ela estava só. Debilitada ela acaba por perder os sentidos novamente.

Algumas horas depois, a moça acorda com o toque das mãos de um homem sobre seu ombro direito, era Aoshi que a despertava dizendo:

_Ainda está viva?

Assustada e completamente debilitada sem condições de defesa ela apenas diz em tom sôfrego:

_Que é você? O que estou fazendo aqui?

Aoshi solta o ombro da moça e diz:

_Sou apenas um amigo e você não está em posição de interrogatórios. Trouxe algo para você, afinal, não posso deixar que saia por aí com meu casaco.

A moça então olha para seu corpo e percebe que está limpa, envolta em um casaco masculino e com seus ferimentos tratados. Ao perceber que seu kimono não existia mais ela puxa a abertura do casaco com a mão direita fechando-a muito espantada.

Aoshi dá um sorriso e diz apontando com o dedo indicador para o corpo dela:

_É meio tarde para esconder-me algo daí! Fique calma, não sou o tipo de covarde que se aproveitaria de uma mulher enfêrma. Vamos, vista isso!

O homem joga ao lado da moça um kimono feminino azul com detalhes florais em dourado, logo depois ele completa dizendo:

_Venha, ajudarei a levantar-se.

Ele estende os braços apoiando as costas da jovem auxiliando-a a sentar-se sobre seus joelhos na esteira. Logo após, ele desdobra o kimono e o suspende no ar. Ela permanece atônita o observando sem dizer uma palavra, então ele brada:

_Está esperando o que? Não tenho o dia todo! Tire o casaco e vista isso!

_Mas, na sua frente? - replica a moça que ouve uma resposta ríspida.

_Duvido que conssiga mover-se o suficiente para vestir esse kimono! Ande!

Ela então abre o casaco e deixa um dos lados da peça caírem. Sem condições de movimentar o braço esquerdo, Aoshi derruba a parte esquerda da veste de sopetão o que a assusta. Ele para e percebe que está sendo agressivo, então, com mais cuidado, ele lança o kimono sobre os ombros da mulher que passa o seu braço direito dentro da manga facilmente mas não conssegue mover o esquerdo.

Aoshi então segura o pulso esquerdo da jovem com cuidado e, bem devagar, vai passando o braço ferido pela manga. A dor é inevitável e suficiente para fazê-la franzir o cerno, atitude que faz com que ele pare de puxar o braço da jovem e diga:

_Está tão mal assim?

A jovem então segura seu lamento na garganta e vai empurrando vagarosamente o braço até que entre completamente na veste.

Sem poder fazer movimentos buscos ela pede ajuda a ele dizendo:

_Não posso amarrar a fita.

Com muito cuidado, Aoshi transpaça as laterais do kimono uma sobre a outra suavemente tocando na cintura da garota. Ela coloca a mão oposta ao braço ferido segurando a abertura e ao fazê-lo acaba resbalando sobre a mão dele o que deixa-o um pouco encabulado e evita que a olhe nos olhos. Com cuidado ele desdobra a fita de seda vermelha e aproxima seu tronco ao dela quase que a abraçando e chegando a resbalarem ambos para poder passar as extremidades da faixa pelas costas da moça. Após duas voltas, ele faz para ela um laço nas costas.

Ele se afasta um pouco e não pôde deixar de vislumbrar a beleza da jovem, muito diferente de quando estava suja e enssangüêntada com o kimono aos flagelos. O que viasse alí era uma jovem de estatura baixa mediana cerca de um metro e sessenta e dois centímetros com um corpo até que muito normal e comum mas que destacavasse pela alvez de sua pele em contraste com os cabelos negros azulados e olhos escuros como betume. Aoshi a fita com os olhos mas rapidamente desvia seu olhar e diz:

_Melhor descançar moça ou não vai durar nem mais um dia.

_Quem é você? - issiste ela na pergunta.

_Já disse, apenas um amigo. - responde ele indo sentar-se à porta observando o horizonte.

_Sei que é um amigo, mas gosto de saber o nome de meus amigos, se é que me entende. - replica a moça com sarcasmo.

Ele olha para ela e diz voltando novamente seu olhar ao horizonte.

_Shinomori, Aoshi.

_Posso chamá-lo apenas de Aoshi, Shinomori Sama? - pergunta ela com sua voz aveludada.

Ele não responde nada, ela então sorrí e diz:

_Então, Aoshi Sama, o que faz você nessa vida?

_Nada que lhe diga respeito. - responde rispidamente Aoshi incomodado com a pergunta e completa. Você pergunta demais para quem estava quase morta. O que fazia correndo daqueles homens?

A jovem abaixa o rosto e seu semblante toma ares tristonhos, ela então inicia um relato:

_Quando criança, minha mãe e eu fomos trazidas de terras distantes para esse país, fomos vendidas como escravas para um senhor feudal como pagamento da dívida de meu pai. A muitos anos vinha vendo o sofrer de minha mãe e de outros como eu nos feudos, apesar da política toda, muitos ainda são senhores feudais por essas terras e ainda possuem escravos. Quando você me encontrou, Aoshi Sama, estava eu fugindo dos guardas que ao invés de prenderem os senhores e libertarem os escravos, recebem subornos destes para continuarem suas atividades no silêncio e... Eu fui um destes subornos aos soldados.

Aoshi apenas escutava a história e nada dizia. O silêncio se fez por um certo tempo até que a jovem o quebra dizendo com uma alegfria que brotava ligeiramente do nada e que espantava-o:

_Me chamo Karol, sobrenome não tenho, se tenho não me lembro, faz muito tempo que sou uma escrava.

_Bem se vê pelo seu nome estranho que não é daqui. - diz ele com desdém.

Ela permanece em silêncio mas ainda sorrindo.

Continua...

________________


"Fecho a conta e passo a régua" neste capítulo caros amigos!

Aoshi_ San! Agora é contigo meu querido!

Que você fará eu não faço a mínima idéia! Mas podemos conversar pelo msn para trocar "figurinhas".

Espero que tenham apreciado mais um capítulo meloso e dramático da Karol XD

Acalmem-se pois Aoshi_ San vai salvar essa história ainda!

Abraços a todos. E ao Aoshi_ San também!


Capítulos de [Outros]Shinomori Kaze no Namida.

[04/09/06] Capítulo 1

[07/09/06] Capítulo 2

[07/09/06] Capítulo 3

[12/09/06] Capítulo 4

[17/09/06] Capítulo 5

[20/09/06] Capítulo 6

[21/09/06] Capítulo 7

[26/09/06] Capítulo 8

[26/09/06] Capítulo 9

[03/10/06] Capítulo 10

[05/10/06] Capítulo 11

[08/10/06] Capítulo 12 - O Espadachim Vulnerável

[11/10/06] Capítulo 13 - O baú.

[17/10/06] Capítulo 14 - Sentimentos

[23/10/06] Capítulo 15 - Sendivogius e o pergaminho.

[25/10/06] Capítulo 16 - O Espadachim chamado Sousuke

[01/11/06] Capítulo 17 - A Técnica Kaiten Kenbu

[20/11/06] Capítulo 18 - O Miraculoso Dr. Tatsu

[27/11/06] Capítulo 19 - O doutor Tatsu

[01/01/07] Capítulo 20 - O "Anjo" da Morte

[12/02/07] Capítulo 21 - Os Rumores de Mercenários e a Bela N...

[07/03/07] Capítulo 22 - A Fuga de Karol.

[08/03/07] Capítulo 23 - Surge um novo oponente

[13/03/07] Capítulo 24 - Velocidade e Força Bruta!!

[16/03/07] Capítulo 25 - A gueixa e o alquimista.

[31/03/07] Capítulo 26 - A Decisão de Aoshi

[03/04/07] Capítulo 27 - Candle Lights

[22/04/07] Capítulo 28 - O Discípulo de Aoshi

[25/04/07] Capítulo 29 - Candle Lights: Parte 2

[30/04/07] Capítulo 30 - A Pessoa Misteriosa.

[23/05/07] Capítulo 31 - Nas Mãos Erradas

[31/05/07] Capítulo 32 - Okashira é preso.

[12/06/07] Capítulo 33 - Resgate

[05/07/07] Capítulo 34 - A vida esvaindo-se.

[16/09/07] Capítulo 35 - Viva enquanto puder.

[09/12/07] Capítulo 36 - Em algum lugar no tempo.

[17/03/08] Capítulo 37 - O Contra-Ataque Fulminante

[30/03/08] Capítulo 38 - A Morte de Quest

[05/04/08] Capítulo 39 - A origem de Shinomori

[24/06/08] Capítulo 40 - O dia em que Shinomori sorriu. - FIN...


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