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› Gênero: Comédia / Romance e Novela.
› Classificação: 12+
› Adicionado em: 19/05/07
› Comentários/Favoritos 3/4
› Caracteres: 10.130
› Exibições: 112
O destino seguinte deles deixou-os completamente desanimados. Olharam ao redor, e viram apenas cinza, apenas um monte de edificações que pareciam querer atingir o céu, atravessá-lo rasgá-lo e ultrapassá-lo. As ruas pareciam tão frias e impessoais quanto os prédios, num asfalto perfeitamente liso. Lixo era visto por todos os lugares, e isso desanimou os amigos. Onde estariam? Uma placa feita de um metal reluzente e completamente simétrico respondeu-lhes a pergunta: “2.100”.
- AH!!! QUÊ?! – Malfim quase deu um pulo pra trás.
- Avançamos demais!! – choramingou Karininha – Ah... i.i
- Ai meu Deus do Céu! Talvez ainda tivesse um pouco do... er... material genético na máquina! – concluiu Ale, com uma careta..
- Raios U_U
- Hei hei, tive uma idéia brilhante! – Lee deu um largo sorriso, com os olhos brilhando de expectativa - podemos nos vender para cientistas malucos que farão experiências malucas em nós já que somos do presente e então seremos felizes para sempre no futuro \o
- Grande idéia, Lee... _ _”
- Vamos procurar a máquina... tem que ter um meio de voltar!
- Ei... acho que estou vendo alguma coisa colorida ali dentro! – Lee apontou, enquanto saía correndo que nem um maluco para uma pequena construção em que se lia Lan House.
- Ai meu DEUS Ù.ú’’ Maninho, volte aqui!!
Dani saiu correndo atrás do irmão, mas ambos ficaram extáticos na porta da Lan House, olhando estupefatos. Os outros amigos acompanharam-nos, curiosos.
Dentro da Lan, parecia que haviam mudado de país, talvez de planeta. O aposento parecia muito maior dentro, e com mais vida também. Era tudo muito colorido, moderno e redondo: computadores parecendo folhas de papel de tão finas, o teclado parecia que, ao invés de teclas, tinha bolhas de sabão para teclar, ao invés de cadeiras, haviam vários puffs.
Os mouses tinha formato de rato, e alguns até mesmo guinchavam, o que gerava risos das crianças. Um grande painel de horários de vez em quando apitava, anunciando que o tempo havia acabado.
O painel era bastante escandaloso, pois ficava vermelho e começava a apitar assim que a vez da pessoa chegava ao fim. A tela do computador dessa pessoa simplesmente desligava, e ela se retirava, ainda pensando nos arquivos não-salvos no computador. As paredes da Lan House pareciam mais que tinham sofrido uma guerra civil de tinta: grandes manchas coloridas e vibrantes por todos os lados.
- Oh *-* - Lee correu para o caixa, perguntando quanto era a hora.
- Vinte dólares brasileiros – respondeu uma mulher carrancuda e com olheiras profundas.
- Mas... eu só tenho um real T.T
- Quê?! O.õ SEU POBRE! Roubou o dinheiro da avó? Ù.Ú Não usamos o real desde a década de quarenta... o.ó
- Mas... – interviu Dani – Em 2007 a gente ainda usa o real, como que pode ter mudado em 1940?
- Que 1940? Eu disse 2040!
- Hã.... ta bem, senhora o_o
- Seus estranhos U_U
Ale, feliz, alegre contente e literalmente saltitante, começou a saltitar (oh o.õ) pela Lan House, rindo das crianças e dos sites que elas estavam acessando. Quando viu o mouse, no entanto, sentiu seu coração bater mais forte e olhos arregalarem. O mouse... tinha... pêlos! E, quando apertado, guinchava, baixinho, como que gozando da cara daquele que o apertava... e Ale notou... o mouse era um... RATO!!
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!
Tomada pelo pânico total, saiu correndo e gritando feito uma maluca, se escondendo atrás de Binario, como se o mouse fosse simplesmente sair correndo atrás dela.
- Que foi, mor?? X_X’’
- O... o... rato O.O
Binario não conseguiu arrancar mais nada que fizesse sentido da menina, mas ele mal sabia que o pior ainda estava por vir. Um dos mouses (que não eram conectados a fios) saiu da mão de uma menina morena e saiu correndo e guinchando na direção de Ale.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!!! – Ale saiu correndo na direção contrária feito uma maluca, enquanto o rato-mouse corria atrás dela.
- Droga, é o décimo esse mês! – disse a moça do caixa, mais carrancuda ainda, enquanto dava uma miniatura de porquinho, muito rosa e grunhindo, para a menina que perdera o mouse.
Ale, em desespero, correu para o primeiro lugar que viu, e não se importou muito com o que fosse. Entrou, e fechou a porta com força, a respiração curta e ofegante. As pessoas que estavam lá dentro olharam para ela, pensando “que garota esquisita”, mas resolveram ignorá-la.
Nesse meio tempo, o turma se dividiu para procurar por Ale, mas ninguém conseguia encontrá-la. Em poucos minutos estavam todos perdidos, pois a cidade era quase toda igual, em seu eterno tom cinzento e monótono.
Ale tinha ido parar numa lavanderia, e, entre várias máquinas brancas e iguais, demorou um pouco para reconhecer uma das máquinas dali. Colorida, psicodélica e com o famoso botão “não aperte”, sim, era ELA que estava lá. A menina apressou-se em levar a máquina consigo, mas logo uma das assistentes barrou-a.
- O que pensa que vai fazer?
- Levar a máquina, ué. Ela é minha.
A assistente soltou uma risada irônica.
- Está bem, mocinha. Se pensa que vai levar minha máquina de lavar, sonhe! Cada uma dessas máquinas foi importada do Paraguai e...
- Do PARAGUAI? O.õ é capaz da máquina do tempo funcionar melhor... u.ú
- o.õ Você ta brincando? O Paraguai é a maior potência do mundo!
- o.õ E como ficaram os Estados Unidos??
- Quer dizer os Estados Desunidos, né? Depois da mancada que o presidente Bush XXV deu com a região sul do país, foi separado o país... você não lê os jornais, não?!
- AH, AÍ ESTÁ VOCÊ! – Lee apareceu, apontando dramaticamente na direção da Ale. – Procuramos você por todos os lugares, nunca mais fuja desse jeito, ouviu? O.ó
- Obrigada, sobrinho lindo por me procurar... *-*
- Sai da frente, Ale u.ú – Lee pegou a máquina do tempo das mãos da menina e saiu andando.
- EI, VOCÊ DA CARA DE LERDO! – a moça da lavanderia atacou Lee com um super golpe ninja, fazendo a máquina do tempo voar longe. Numa velocidade incrível para uma moça de lavanderia, ela pegou a máquina ainda no ar e colocou-a com graciosidade no lugar onde estava.
- O_O... você não sabe o que fez, dona moça.
- Sei sim, devolvi algo que pertence à loja u.ú
- Não... você irritou o Lee O_O”
A moça se virou para olhar para o menino estranho com desdém. Mas, à medida que se virava, seus olhos arregalaram-se, num típico clichê de filme velho. Lee estava no meio de seu processo de transformação de Thiago-Lee para Lee, o Gênio da Tosquice! Numa velocidade incrivelmente lenta, ele fazia mil gestos e caretas, enquanto a atendente punha a mão no rosto, em desespero.
Assistindo àquela tosquice toda, Ale se sentia como vendo desenho animado em câmera lenta. Sentou no chão, assistindo ao espetáculo.
- Lee, o Gênio da Tosquice – com os olhos afilados, a atendente jogou os cabelos para trás e deu um riso cínico. – Finalmente nos reencontramos! Aposto que você não sabe, mas eu sou... A Atendente da Lavanderia!!!!
- Não!!! VOCÊ?! Sempre suspeitei...! – Lee fez uma porção de gestos complicados enquanto fazia mais caretas – Vamos ter agora a revanche da luta que nunca tivemos! Prepare-se... pois você vai morrer e vai perder a vida!!!!
- Levarei você primeiro! E faço questão de ir junto para garantir que você não volta!
- Então... venha Ò.Ó
A luta foi tão lerda que cada golpe demorava mais de cinco minutos para ser pensado, depois dez para ser aplicado e seu efeito (a pessoa atingida, por exemplo), durava mais cinco. Depois de meia hora de luta, Ale estava completamente entediada, e resolveu interferir na luta. Com passos rápidos, andou até a atendente da lavanderia e deu um peteleco nela. A moça caiu em câmera lenta, fazendo gestos dramáticos como se tivesse levado um tiro de bazuca.
- Vamos, Lee u.ú e RÁPIDO – ela disse, enquanto olhava a moça estatelada no chão.
- Jáááá.... vooooooooooooooooouuuuuuu.... – Lee andava em câmera lenta, e falava em igual lentidão. – Goooostooooooooou do meeeeeeuuuuuu baleeeeeeeeeeeiiêês???
- Baleiês... parece mais Tosquês Ù.Ú
- *o* ou podia ser Leeês!
- Três Es? U_U””
- Sim *-*
A porta da lavanderia abriu outra vez, e lá entrou o resto do grupo, feliz por ver que a máquina tinha sido encontrada.
- Vamos embora desse lugar estranho! – disse Bella, olhando para aquele monte de máquinas com um arrepio.
- Eu pego água – ofereceu-se Binario – Aqui é uma lavanderia, deve ser fácil...
Ele se dirigiu para a mais próxima máquina de lavar, abrindo-a. Estava seca. Com seu profundo conhecimento sobre máquinas de lavar, apertou todos os botões que viu pela frente, fazendo-a vibrar loucamente.
- Hum.... acho que apertei botão a mais o_o’
- Nada, é só desligar aqui ó, mor – Ale apertou um botão que dizia “NÃO APERTE EM HIPÓTESE ALGUMA” e todas as máquinas começaram a chacoalhar feito malucas. Água espirrou por todos os lados, juntamente com um monte de espuma. Encharcados, apertaram todos o botão ao mesmo tempo. Ainda cheirando a sabão em pó, foram tele-transportados daquele lugar.
[26/12/06] [Originais] O aniversário da Ale
[17/04/07] Capítulo Dois - A máquina do tempo
[19/04/07] Capítulo Três - Pré-história
[19/04/07] Capítulo Quatro - Pré-história 2
[19/04/07] Capítulo Cinco - Pré-história 3
[21/04/07] Capítulo Seis - Feudalismo
[21/04/07] Capítulo Sete - Feudalismo 2
[23/04/07] Capítulo Oito - Campanha Desperte Seu Lado Malfim ...
[24/04/07] Capítulo Nove - Reencontro
[26/04/07] Capítulo Dez - 1500
[27/04/07] Capítulo Onze - 1500 parte 2
[29/04/07] Capítulo Doze - 1500 parte 3
[03/05/07] Capítulo Treze - 1500 parte 4
[08/05/07] Capítulo Quatorze - Monteiro Lobato
[19/05/07] Capítulo Quinze - Futuro parte 1
[28/05/07] Capítulo Dezesseis - Futuro parte 2
[03/06/07] Capítulo Dezessete - Futuro Parte3
[12/06/07] Capítulo Dezoito - Futuro parte 4
[17/06/07] Capítulo Dezenove - O Planeta de Chocolate
[18/06/07] Capítulo Vinte - O Planeta de Chocolate 2
[21/06/07] Capítulo Vinte e Um - Planeta de Chocolate 3
[30/06/07] Capítulo Vinte e Dois - De volta para casa - FINAL
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