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[InuYasha] sangue no meu coração

capitulo 10


Autor: ~serenas2

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Tags: inuyasha

Personagens: inuyasha, kagome, miroku, sango, naraku

Classificação: Livre

Adicionado em: 15/05/07

Comentários/Favoritos 1/0

Caracteres: 23.886

Exibições: 248

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- O Senhor já vai partir meu Senhor? – Perguntou Matsukoto. O grupo estava nos portões de entrada do castelo imperial. O sol já se levantara e Inuyasha estava com seu habitual mau humor, tendo em vista o atraso.
- Keh. Sim, eu já vou.
Eles olharam para trás uma ultima vez. Dezenas de servos olhavam para o chão em sinal de respeito. Matsukoto fazia uma vênia, ainda que a contra gosto.
Seguindo as instruções de Myouga, Inuyasha disse.
- Revogo a Lei da Presença Áurea.
Matsukoto levantou imediatamente e com um sorriso desdenhoso fechou os portões.
- Baka.
- Para onde nós vamos agora?
O youkai apontou para as montanhas no horizonte.
- Para o norte. Se o que a Kagura disse for verdade, chegaremos lá em três dias.
- Eu espero que dê tempo – Disse Sango montando em Kirara. Miroku montou atrás dela enlaçando sua cintura. Kagome preparava-se para subir também, quando Inuyasha ajoelhou no chão.
- Vamos Kagome.
Ela olhou para ela abobada. Pensava que com a nova transformação ele não quisesse que ela fosse nas suas costas.
- Posso ir com você?
- Ora, mas que pergunta. Você não vai sempre comigo?
Ela concordou com a cabeça.
Inuyasha pôs os braços para traz.
- Então venha.
Kagome subiu nele, ajeitando-se e cima do quimono macio. Sorriu.
- Vamos?
Inuyasha começou a correr. Sem perceber, teve que reduzir o passo várias vezes, para que Kirara pudesse alcança-lo. Estava infinitamente mais rápido.
Quando a noite caiu, eles montaram acampamento às margens de um córrego cristalino. Kagome e Sango preparavam o jantar. Sem nenhuma surpresa, Inuyasha farejava o ar ansioso. Sua aparência podia não ser a mesma, mas por dentro ainda era um menino arteiro.
- Hum...Kagome está uma delícia.
Kagome sorriu afagando a cabeça do pequeno kitsune
- Obrigada Shippo. Que bom que alguém me elogia – ela fusilou Inuyasha com o olhar. Engolindo em seco, ele estendeu o prato para repetir a sopa de legumes, que contra a sua vontade, estava realmente deliciosa.
Miroku olhou para o céu pensativo.
- A primeira noite...
- O que? – perguntou Sango.
- Essa é a primeira noite da transformação do Hakkanah, só temos mais duas.
Inuyasha pousou o prato no chão.
- Keh...antes do efeito acabar, eu vou ter estraçalhado o Naraku.
- Será?
- Como assim Miroku?
- Inuyasha, nós não podemos dizer que você não está muito mais forte. Mas também não podemos esquecer que o Naraku agora possui a Shikon no tama. Sem duvida o poder dele também aumentou drasticamente.
- Sim – Inuyasha foi forçado a concordar. – Mas não importa o quão forte ele está. Eu sei que posso vencê-lo.
Kagome sorriu para ele.
- Eu acredito em você Inuyasha.
Ei Kagome – Shippo vasculhava o pêlo do Kirara com desespero – Você viu o Vovô Myouga?
- Há..não Shippo eu não vi.
- Aquele covarde deve ter fugido como sempre – disse Inuyasha – e não me adimira nada.
Um ar gélido correu por eles. Kirara cobriu Sango com a pata, para aquece-la- Miroku escondeu as mãos dentro do hábito, e Shippo se enroscou no próprio pêlo tentando fugir do ar orvalhado.
Kagome remexia a mochila, parecia procurar algo. Esvaziou toda a sacola, mas aparentemente não achou o que procurava. Concluiu com pesar.
- Droga, esqueci o casaco em casa.
Ela sentou-se ao lado de Inuyasha tilintando de frio. Seus dentes batiam fervorosamente. Inuyasha suspirou. Os humanos eram tão frágeis.
Kagome sentiu seu rosto aquecer quando Inuyasha passou o braço pelos seus ombros , trazendo-a para junto de si. Suas pernas desnudas estavam arrepiadas.
- Tsc tsc. Droga Kagome, por que você veio com uma roupa tão curta.
Ela apoiou a cabeça no ombro dele
- Mas essa é a roupa que eu sempre uso...
- Keh.
Inuyasha desenrolou a grossa cauda alva, envolvendo a colegial. Ela corou sentindo aquele calor cobrir o seu corpo como um manto emplumado, macio como as próprias nuvens. Acariciou o pêlo branco. Inuyasha estremeceu.
- Durma Kagome. Amanhã será o segundo dia. Temos que encontrar logo o Naraku e fazer ele pagar pelo que fês.
Ela concordou com a cabeça, e fechou os olhos, sentindo o perfume do youkai que a aquecia.
O dia nasceu depressa. Kagome não estava cansada, por isso foi a primeira a acordar. O céu ainda estava com sua linda tonalidade cor de safira, e o orvalho da manhã lembrava um dia de aula do primeiro mês do verão. A colegial olhou para o céu, sentindo falta da sua casa. Em seguida, olhou para Inuyasha, que dormia se sobre aviso, sentado em uma postura tensa, com os braços cruzados. As orelhas pontudas giravam de vez em quando, tomando conta do grupo. Kagome sorriu e levantou, deixando a pelagem branca do youkai deslizar pelo seu corpo, o suficiente para acordá-lo.
- Hum...?
- Me desculpe. Eu lhe acordei Inuyasha?
- Keh... Eu não estava dormindo Kagome, apenas descansando.
- Certo.
Ele levantou enrolando a cauda no corpo, como no dia anterior. Olhou para Kagome que o observava atentamente.
- O que foi? – perguntou desconcertado
- Obrigada.
- Pelo quê?
Kagome se aproximou ameigando o pêlo branco do seu ombro.
- Por me aquecer.
Inuyasha estremeceu. Seria essa nova característica mais um ponto fraco? Não. Bastavam-lhe as orelhas...
Ao longe, Shippo deu um grande bocejo, esfregando os olhos. Levantou sonâmbulo, indo em direção à colegial, que o pegou no colo com carinho.
- Bom dia Shippo.
- Uahh...bom dia Kagome. O que vocês estão fazendo acordados uma hora dessas? É muito cedo.
- Eu sei, mas nós temos que ganhar tempo. – ela passou a mão pela sua rubra cabeçinha. – Vamos acordar o Miroku e a Sango?
- Há...tah!
Shippo pulou para o chão, correndo na direção da exterminadora. Pulou no seu colo.
- Ei Sango vamos.
Ela abriu os olhos devagar.
- O que? Já estamos indo?
- Nossa como vocês demoram – resmungava Inuyasha. Kagome juntava suas coisas na mochila, depois de acordar Miroku.
- Ai Inuyasha, não seja chato. O dia ainda nem raiou.
- Mas que droga Kagome, nessa lerdeza nós nunca vamos conseguir chegar lá em três dias.
- O que você disse?
- Keh... foi isso mesmo que você ouviu.
- INUYASHA!!!
- O...o que?
Os olhos de Kagome adquiriam aquele brilho característico que sempre aparecia quando Inuyasha era castigado. Ele engoliu em seco, fazendo o pomo-de-adão subir e descer de forma cômica.
- SENTA!!!!!!!
Ele fechou os olhos esperando a pancada.
Mas nada aconteceu.
- Ué...?
O youkai olhou para o próprio peito. O kotodama ainda estava lá. Por que não fizera efeito?
Kagome estava atônita.
- Senta! Senta! Senta! Senta! Senta!
Nada.
- Por que o Inuyasha não está de cara no chão? – Shippo perguntou para Miroku, que também olhava sem entender.
- Quando a Senhora Kaede pôs o Kotodama nele, ele era um meio youkai. Podemos supor que agora seu poder ultrapassa o colar mental e por isso ele não funciona.
Kagome caiu no chão, decepcionada. Inuyasha olhou para ela, sorrindo de orelha a orelha.
- Hehehehe. Quer dizer que esse maldito colar não funciona mais? Hehehe, acho que vou gostar de ser um daiyoukai. Ei Kagome me mande sentar.
A colegial levantou enfurecida.
- Você acha que a única forma que eu tenho de lhe castigar é o kotodama? – e lançou um olhar maligno entes de virar as costas – Acho bom você não me irritar Inuyasha.
- Ou senão o que? – caçoava ele, sorrindo sem parar.
- Grrrrr.
- Hehehehe
- Para
- Hehehehe, não quero.
- Eu mandei você parar.
- Hehehehehe... Nããããããããããããããããão
- A é?
Kagome pulou em cima do youkai, quase o derrubando.
- Caaaaaimm..... – ele gemia – Paaaaara, Kagomeeeeee.
Todos olharam espantados. Kagome puxava uma orelha canina de Inuyasha, torcendo a pronta com força, forçando-o a se curvar. É lógico que ele poderia escapar do golpe baixo, mas isso implicaria machuca-la, e Kagome sabia que ele não o faria.
- Pede desculpas.
- Nuunca
- INUYASHA!!!
Ela esticou a orelha o máximo que pode. Shippo cerrou os dentes. Aquilo devia realmente doer.
- Caiiimm. Drooga Kagome, me largaaaaaa!
- Não... Pede desculpas.
- Ora suuuuua
Outro puxão
- PEDE!!
Esta bem, está bem....desculpa!
Kagome soltou a orelha do youkai. Inuyasha caiu no chão, gemendo.
- Sua burra. Você vai me pagar.
- O que você disse?
Instintivamente ele tapou as orelhas com as mãos.
- Nada.
- Hunf
- Nossa – Shippo sussurrou para Miroku – A Kagome me dá medo quando está irritada.
- Nunca pensei que ela pudesse subjugar o Inuyasha sem o Kotodama. Estou impressionado.
Eles olharam para Inuyasha que esfregava a ponta cinzenta da orelha aguda com força. Devia estar odiando a colegial naquele momento. Shippo suspirou
- Ele mereceu...
O grupo tomou o café da manhã rápido. Inuyasha e Kagome evitavam se olhar. O ar estava tenso, mais nada que não fosse passageiro. Por algum motivo estranho, ou medo de levar outro puxão de orelha, o youkai não retirou o Kotodama, ou talvez estivesse simplesmente muito acostumado com o peso em seu pescoço para lembrar que poderia se ver livre dele.
No entanto, por mais forte que fosse Kirara não podia carregar três pessoas o dia inteiro, de modo que a contra gosto, Kagome teve que ir nas costas de Inuyasha. Para evitar que outra briga eclodisse, Shippo a acompanhou em seu ombro. Principalmente por que a colegial estaria perigosamente perto das orelhas do youkai.
Inuyasha corria silenciosamente, dando ocasionalmente algumas paradas para que Kirara o alcançasse. Momentos em que evitava falar com Kagome, que agora começava se sentir culpada pelo silêncio dele.
Logo a manhã se foi, e o grupo parou para almoçar. A mochila de Kagome estava vazia, por isso tiveram que improvisar com peixes e lagartos. Shippo mordia feliz a perna de um teju, quando observou Inuyasha levantar, dirigindo-se para a floresta. A bonita cauda alva balançando com seu andar soturno.
- Vai falar com ele Kagome – pediu o kitsune – ele está calado o dia todo. Mesmo para o Inuyasha, é muito estranho.
A colegial olhou para Miroku e Sango, que apenas concordaram com a cabeça.
Kagome levantou olhando para o chão. Inuyasha apenas mordiscara o peixe. Muito estranho, geralmente ele era o mais esfomeado do grupo. Ela andou em direção ao bosque. O alcançou depressa.
Inuyasha olhava para o chão, distraído. Notou-a se aproximar, mais não teve reação. Talvez estivesse mais preocupado com outras coisas.
- Inuyasha?
- Hum?
- O que você....? – Kagome se aproximou do youkai. Exclamou de surpresa. Aos pés de Inuyasha, jazia um bonito youkai borboleta, típico de bosques e pradarias. Suas asas violáceas estavam quebradas, de bruços era visível um filete de sangue por baixo do corpo. Kagome sabia que não eram youkais hostís, mas ele estava visivelmente morto. Ela olhou para Inuyasha, que desviou o olhar – O que aconteceu?
Ele virou as costas
- Eu.... não sei – e era uma meia verdade
“... foi você...?”
Ela se aproximou um pouco mais.
- Me desculpa.
O youkai olhou para ela sem entender.
- O que?
Kagome balançou a cabeça negativamente
- Esquece. – olhou mais uma vez para o youkai no chão – Vamos?
Inuyasha não entendeu, mas deu as costas a clareira e seguiu a colegial, olhando para as garras que reluziam, molhadas.
“... o que aconteceu comigo?...”
Kagome Não comentou sobre o ocorrido com Sango e Miroku. Não tinha certeza do que teria acontecido, por isso preferiu manter silencio. Esqueceu o assunto momentaneamente.
A tarde chegou rápido. Inuyasha e Kagome voltaram a se falar, tornando a viagem mais prazerosa.
Quando o sol se punha e o céu estava púrpura e laranja, Inuyasha parou abruptamente. Preocupados, Miroku e Sango pararam ao seu lado. O youkai farejava o ar, os pêlos brancos arrepiados.
- O que foi Inuyasha? – perguntou Miroku
- Vocês não estão sentindo?
- O que?
Ele farejou o ar novamente, como que para ter certeza da sensação.
- Essa energia maligna...um enxame de youkais passou por aqui à algum tempo.
- O que? – exclamou Sango descendo de Kirara e pondo o osso voado em posição de ataque. Inuyasha segurou seu braço
-Eles já foram. Mas o rastro de energia maligna ainda está aqui. Muito fraca, mas está. É como se estivessem fugindo de alguma coisa, muito rápido.
Kagome deu um passo afrente, observando as pradarias, opostas à cordilheras de montanhas q os levariam à Naraku, já muito próximas
- Para onde foram?
Inuyasha parou refletendo, farejou o ar novamente.
- Para o sul – concluiu
Sango olhou para a direção que Inuyasha havia dito, pensativa.
- Já´começou-
- O que? – Perguntou Miroku
- Pensem bem. Não é muito estranho que uma horda de youkais tenha fugido exatamente na direção oposta à que o Naraku está? Eu acho que ele já começou a por seus planos em prática. Sejam lá quias forem.
Kagome concordou
- Sim, estava mesmo muito estranho nós não termos nenhuma pista dele. Me pergunto se vamos mesmo encontrar esse castelo.
-Se nós encontrarmos – supôs Shippo
- Não seja burro – Inuyasha resmungava – Não viemos tão longe para deixar esse maldito escapar.
O céu escureceu por completo, e o grupo já andara mais alguns quilômetros quando, por insistência das garotas, pararam para acampar, deixando a idéia do final do segundo dia escorrer por suas mentes. Kagome contemplava as montanhas no norte, ao horizonte, quase palpáveis. Ao amanhecer, custe o que custar, teriam que definir a situação, caso contrário... O arrebol feria os olhos do grupo. Pouco falavam naquela manhã. A tensão estava clara, o terceiro dia se erguia com fragilidade, tão fino e delicado, como as pétalas de uma sakura recém desabrochada.
O tempo parava a medida que se aproximavam das montanhas enevoadas, brilhantes, reluzentes à grácil luz do sol, pálida e envergonhada. Seria aquele cenário místico, ponto de partida para a definição da vida de cada membro daquele grupo? Seria aquele dia o final de um pesadelo, e o inicio de um sonho? Mas e se por ventura, o acaso fugisse à misteriosa regra dos contos-de-fada, em que, não importando quão grande seja, o mal sempre sucumbi perante o bem? Seria uma possibilidade terrível, avassaladora. A dor não caberia em um coração humano... ou youkai... talvez.
Inuyasha avançava sem cansaço. O movimento de suas pernas era automático, seu poderoso senso de direção o guiava sem esforço, permitindo que sua mente cheia de incertezas voasse alto, fugisse do cenário que pouco a pouco se aproximava. Repetidamente Kagome via aquelas lindas orelhinhas agudas, com suas pontas cor de grafite, girarem, loucas no vento feroz. Depois, em perfeita sincronia... ar farejado... mudança de rumo, estavam no caminho certo.
Era impossível sentir frio, meio àquela quente pelagem macia, mas depois de algumas horas, Kagome sentia a ponta do seu nariz dormente. Espirrou de leve, pedindo para pararem, mas Inuyasha não ouviu, ou melhor, fingiu não ouvir. A colegial entendeu as pequenas mãos delicadas em direção àquelas orelhas caninas. Olhou para o rosto de Inuyasha. Um ar quase gélido o cercava. Suas expressões se foram, dando lugar a uma calma frígida. Poderia não ser calma, mas ele estava estagnado, imutável, não reagia, apenas um pensamento preenchia sua mente. Kagome recolheu a mão, respeitando o silencio do seu amado. E assim, o dia seguiu calmo, singelo, frio.
Quando o entardecer se aproximava, Inuyasha finalmente parou. À sua frente, uma grande montanha azulada se erguia. Sombras laranja começavam a dançar nas paredes de gelo. Inuyasha farejou o ar insistentemente. Naraku estava perto.
Eles seguiam a pé pelo caminho de terra, em direção à montanha gelada. Estavam no norte, mas que caminho seguir?
- Como vamos encontrar o castelo? – Perguntou Sango preocupada. Pusera a roupa de exterminadora, o osso voador jazia nas suas costas, pronto para qualquer ataque.
- Eu não sei – Inuyasha respondeu taciturno – O cheiro dele está fraco, e um pouco diferente. Não consigo me orientar.
-Droga
Quando chegaram a uma encruzilhada Kagome e Miroku se entreolharam, olharam para Inuyasha e Sango. Os caminhos divergentes contornavam a montanha azulada. Onde ir?
- Param onde nó vamos agora – perguntou Sango
- Nós temos que ir para o norte – disse Shippo confiante. Em seguida olhou para Kagome – para onde é o norte?
- Nós estamos no norte Shippo. Qualquer lado levará pra o norte, mas só um vai nos levar para o Castelo.
- Droga, maldito Naraku - Inuyasha abaixou mantendo o nariz alguns milímetros acima do chão. Depois de alguns tempo levantou sem nenhum resultado. – O cheiro está muito estranho, em todo lugar, mas muito fraco. Eu não entendo, é como se o Naraku tivesse uma barreira, mas deixasse o cheiro escapar de propósito, apenas para nós o seguirmos.
Kagome concordou
- Isso seria exatamente o tipo que coisa que aquele demônio faria.
Miroku se aproximou.
- Nós temos que escolher um caminho. Se escolhermos o errado, o sol irá se por. E o terceiro dia acabará.
Inuyasha cerrou os punhos
- Maldição...para onde nós vamos?
De repente o youkai se virou bruscamente, com os olhos fixos em um arbusto. Farejou o ar.
- O que foi Inuyasha
Ele andou levemente até a planta. As bonitas botas de couro esmaltado não produziam nenhum ruído ao tocar no chão cheio de seixos brutos.
- Cheiro de sangue....humano.
- O que?
Mas Kagome não teve tempo de fazer nenhuma pergunta. De dentro das folhagens, caiu um homem. Estava muito ferido, as roupas totalmente rasgadas deixavam à mostra um profundo corte em seu abdômen. Apertava a katana com tanta força, que as pontas de seus dedos estavam brancas. Um fio grosso de sangue escorria dos seus lábios sem parar, como uma torneira aberta.
- ....não.... eles não podem.... tenho que avisar....
Inuyasha e Miroku abaixaram puxando o homem para longe dos arbustos. Kagome abriu a mochila prontamente, pegando sua caixa de primeiros socorros. Se preparava para começar a cuidar de seus ferimentos, quando o homem agarrou sua mão com forca.
- Ai
Ele balbuciou:
- ....preste atenção.... em ushitora.... eles estão vindo para o pé da montanha....
- O que? – a colegial não entendia
- ....o sacerdote me mandou...para verificar o que estava acontecendo....eu descobri, mas....não vou viver tempo suficiente para entregar a mensagem.... os Corcéis da Penumbra....eles estão fugindo de algo muito maior....
Sango arregalou os olhos
- Os, Corcéis da Penumbra?
- Você os conhece Sango – perguntou Kagome, mas a exterminadora não teve tempo de explicar, por que o homem moribundo voltara a balbuciar.
- .... em ushitora....um demônio....chamado....Na....raku....
“...Naraku...???”
O homem arregalou os olhos, em seguida afrouxou as mãos. Seu olhar estava vidrado na encruzilhada, olhava para a esquerda.... definitivamente morto. Kagome fechou-lhe as pálpebras com um suspiro
- O que ele quis dizer?
- Os Corcéis da Penumbra são youkais – explicou Sango – eu já ouvi falar deles, mas nunca lutei contra um por que seu rebanho fica muito a norte.
- Pelo que eu pude entender, esse youkais estão fugindo do Naraku, e vêm da direção ushitora para o pé da montanha. Isso significa que o maldito castelo fica pela esquerda. – Inuyasha levantou olhando para seu caminho. Não tinham tempo a perder. Nenhum tempo a perder.
Kagome subiu nas costas de Inuyasha, dando uma ultima olhada no tumulo improvisado do infeliz samurai. Não importa o que acontecesse, a morte pontilhava seu caminho ao longo daquela jornada, que enfim se decidiria, para bem....ou mal.
Eles corriam pelo caminho de terra, subindo a encosta da montanha azulada com velocidade. O sol teimava em se por, mas o tom alaranjado do entardecer ainda era persistente, mal coloria o céu com suas tonalidades quentes e reconfortantes. Kagome rescostou-se em Inuyasha, chegando mais perto de seu ouvido. Sussurrou:
- O que nós vamos fazer quando encontrarmos esses Corcéis da Penumbra? – sua voz tremia.
- Eu não sei Kagome. E não estou preocupado. Só quero matar aquele maldito Naraku....
Kagome piscou.Uma pergunta antiga dançava em sua mente, fazendo cócegas no seu peito.
- Inuyasha. O que vai acontecer quando nós derrotarmos o Naraku?
O youkai afrouxou os braços que envolviam as pernas da colegial, e de fato, se não fosse pela grossa cauda branca, que contornava sua cintura, ela provavelmente teria caído no chão. É claro que isso foi um gesto involuntário que foi logo corrigido. Nunca pensara nisso
- Como assim Kagome?
- Bom. Eu detectava os fragmentos da jóia. Agora a jóia está completa e quando nós a recuperarmos – se nós a recuperarmos, ela temeu dizer – o que vai acontecer... comigo?
Inuyasha virou a cabeça para encará-la de frente. Kagome parecia preocupada, triste até. Tinha uma certa razão. Se não houvesse mais fragmentos para buscar, ela voltaria a ser uma colegial normal do presente... não haveria necessidade de voltar ao passado... Ou haveria?
Pela primeira vez em muito tempo, Inuyasha ficou sem fala. Não sabia o que falar, não sabia a resposta. Era impossível não desejar aplacar a dor do olhar de Kagome, mas era igualmente impossível responder uma pergunta para a qual se desconhece o desfecho.
Baixando a cabeça, ele retomou o ritmo da corrida e o assunto morreu. Por enquanto.
Não demorou para que o grupo chegasse à uma planície no meio da montanha. À frente, um enorme paredão de pedra vertical se erguia bloqueando o caminho, metros e metros acima, o topo anil da montanha gelada ocultava o destino daqueles jovens. E eles sabiam disso.
Kagome desceu das costas de Inuyasha, olhando para a enorme parede rochosa. Uma interrogação se formou no rosto de Sango, que acabara de descer de Kirara e se juntou à colegial. A parede era enorme, sem nenhuma saliência de modo que escalar estava fora de questão. Como subiriam?
Não tinham noção da altura da lisa parade natural, e se por acaso de aventurassem a subirem um por um , o sol com certeza iria se por, finalizando o terceiro dia... e suas esperanças.
- Essa não - Miroku olhou para cima - o que vamos fazer agora?
- Não é obvio? – contestou Inuyasha – temos que subir.
- Mas como?
O youkai olhou para as prórias mãos. Seu olhar dançou em Kagome, e como se compartilhassem o mesmo pensamento, a colegial subiu em suas costas.
Inuyasha pulou para a parede, cravando as longas garras na superfície vertical. Embaixo deles, Sango e Miroku observavam admirados. Apesar de tudo, o youkai não poderia subir apenas com a força dos braços, e a falta de um apoio para os pés os fez escorregar. Kagome caiu chão, Inuyasha aterrissou silenciosamente. Olhava para a parede com fúria.

já né?
arigatou pelos comentários.
bjos**


Capítulos de [InuYasha] sangue no meu coração

[28/04/07] [InuYasha] sangue no meu coração

[29/04/07] capitulo 2

[30/04/07] capitulo 2

[03/05/07] capitulo 3

[04/05/07] capitulo 4

[06/05/07] capitulo 5

[08/05/07] capitulo 7

[15/05/07] capitulo 9

[15/05/07] capitulo 10

[16/05/07] capitulo 11

[16/05/07] capítulo FINAL


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