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[InuYasha] Put your records on

Capítulo Dezesseis - FINAL - Virada do ano


Autor: +Nah

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens:

Classificação: 12+

Adicionado em: 09/05/07

Comentários/Favoritos 10/5

Caracteres: 8.508

Exibições: 215

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AnimeSpirit:

 


O começo pode estar um pouco romântico e triste... mas acho que vocês vão gostar do final ^-^


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Cinco anos passaram-se... cinco anos sofrendo, vendo-o apenas nos finais de semana. Milhares de idéias absurdas vieram pela minha cabeça: estaria ele gostando de uma outra pessoa? Porque às vezes aparecia preocupado, algumas vezes não me dava a atenção que eu queria. E nem mesmo éramos namorados... ele nunca declarara qualquer coisa por mim!

Isto é, não oficialmente...

Porque na faculdade é isso: ao menos o que me disseram. Você conhece um monte de pessoas novas, com idéias iguais ou totalmente contrárias das suas, de todos os tipos. E você cria amizades, vínculos que não serão rompidos... e marcará, em vinte e poucos anos, encontros, nem que seja para comemorar os vinte anos de formatura...

Senti ciúmes dessas garotas que nem conhecia, escrevia nos meus cadernos o nome dele, acho que nunca produzi tantas músicas tristes, melancólicas e profundas quanto nesse período. Escrevia-me de vez em quando, dizendo o quanto sentia a minha falta e a do resto do pessoal. Claro, pois nunca diria “como sinto sua falta... queria MUITO que você estivesse aqui...”. Oh, pois nas cartas que me escrevia, contava mais sobre os colegas que arranjara, o quanto tinha que estudar, dando ênfase ao pouco tempo que ele tinha disponível... para mim!

Senti-me tão deixada de lado, tão esquecida e negligenciada que parei de responder as cartas. Havia cerca de um ano que ele havia ido, quando parei de responder. Estava decidida a agir friamente com ele, a me mostrar alegre, disposta e namoradeira quando ele viesse nos visitar, como uma vingança pessoal.

Duas semanas. Três semanas. Depois de quatro semanas, recebi outra carta. Perguntava por que eu não respondia. Mas logo descontraía, contando o que tinha feito naquele meio tempo, sobre os amigos que conhecera. Aparentemente conhecera um tal de Kouga, uma tal de Ayame, uma tal chamada Kagura... enfim... 2/3 do pessoal novo que ele conheceu era mulher... fiquei possessa, amassei a carta e atirei na lixeira.

Depois me arrependi, quem sabe se usaria para jogar na cara dele?!, peguei a carta e guardei-a na gaveta, não sem algum ressentimento. Depois da sexta semana, ele finalmente veio nos visitar (sim, passamos mais de mês sem nos vermos!)

Veio num feriado. Emendou quatro dias seguidos para ficar conosco... jurei a mim mesma que daria um soco nele se ele trouxesse amigas.

Não as trouxe. Ainda bem! Respirei aliviada, dissipando um pouco meu ódio. Sorriu, e reparei que ele estava com uma aparência muito cansada, mas muito mais lindo do que nunca. Enrubesci, pois em meus pensamentos de ódio e rancor, imaginava-o um bad boy, um garoto rebelde e mal-apanhado. Nada disso. Veio com a cara mais limpa do mundo. Comecei a me arrepender de ter pensado mal dele.

- Kagome-chan... nunca mais me escreveu! – ele tinha um tom extremamente triste na voz. Senti que lágrimas vinham nos meus olhos quando abracei-o.

- Desculpe!...

- Oh, não faz mal... – ele ficou um pouco constrangido – Reli suas cartas... Li-as em voz alta para todos meus colegas pelo menos cinco vezes...

Ele riu, e fiquei com cara de boba. Ele lia minhas cartas para os amigos deles? Que mais? Será que falaria de mim? Não tive coragem de perguntar aquelas coisas a ele, e estava completamente absorta pelo tom que ele tinha na voz, seria um timbre diferente?

Fiquei muito feliz naquele dia. Pena não tê-lo registrado! Pois havia passado apenas um ano... um... faltavam ainda quatro! Quando ele foi embora, fiquei extremamente triste.

E o tempo passou... muito tempo, diga-se de passagem. Quatro anos depois... ele retornava... claro que eu o vi diversas vezes nesse meio tempo, mas nem se compara à saudade que eu sentia.

- InuYasha!... – falei, quando ele chegou. Estava lindo. Tinha então vinte e seis anos... meu Deus! Crescera, embora não muito. Estava um pouco mais moreno (o que é estranho, já que ele passara aqueles cinco anos ESTUDANDO e não indo à praia...) e com o semblante mais sério que o de costume.

- Você está linda – disse ele, sussurrando no meu ouvido. Senti um arrepio percorrer-me a espinha.

Agradeci, sorrindo com ternura. Aquela noite, teve festa. Vieram todos nossos amigos que estavam nos EUA (já mencionei que Miroku e Sango foram morar juntos?) e dormiram todos lá em casa, para que meia-noite, ano novo, estivéssemos acordados.

******

Esperei todos dormirem para pôr meu plano em prática. Queria um modo de surpreendê-la, e tinha passado cinco anos imaginando como. Sim, eu havia decidido. Queria que ninguém soubesse, nem mesmo ela, senão perderia a graça. Quando percebi que todos estava profundamente adormecidos, pus meu plano em prática.

Peguei Kagome no colo e levei-a até meu carro (eu tinha até então arranjado um emprego, e com isso consegui economizar o suficiente para comprar um carro e... bom, vocês descobrirão).

Fiquei com medo de que ela acordasse no meio do caminho e começasse a me interrogar, mas por graça divina, nada aconteceu. Ela dormiu profundamente até que chegássemos. Estacionei, e acho que foi o barulho dos fogos testando cantando que a acordou. Meu coração batia forte e a garganta estava seca, especialmente quando ela olhou ao redor, como se despertasse de um sonho.

- InuYasha? Deve ser um sonho... faz tanto tempo que você não vem me visitar! – ela sorriu docemente. – Hum, acho que estou meio dormente...

- Kagome-chan? – arrisquei, timidamente.

- Hm? – foi então que ela pareceu acordar do sonho, e reparar que era tudo real. – INUYASHA!!! QUE RAIOS...?!

- Er... juro que posso explicar.

- Explicar?!! EXPLIQUE-SE AGORA!! Você me seqüestrou no meio da noite! Me trouxe para esse lugar estranho... peraí... AHHH, SEU TARAAAAAAADO!!!!!

Ela começou a me bater, enquanto tentava sair do carro, meio bêbada de sono. Segurei uma das mãos dela, sentindo meu rosto começar a arder.

- Espera aí, Kagome!! Eu trouxe você aqui... porque foi onde nos conhecemos!

- Mentira!! – ela gritou, tentando se soltar – A primeira vez que vi você foi naquela entrevista babaca!

- Não! Ali você não me conhecia... eu era um estranho, um qualquer... o câmera de uma das entrevistas que você tinha feito... aqui foi onde conheci você!

- Não lembro de ter visto você aqui.

- Mas eu me lembro... – sorri – Você andava, conversando com Sango, toda risonha e linda. Linda, linda! Foi então que definitivamente me apaixonei por você. Um dia antes... um dia antes de nos encontrarmos no shopping!

Ela parou de tentar se soltar, e me olhou nos olhos.

- Se você estiver mentindo... juro que espanco você!

Ri dela, sentindo meu coração na garganta. Peguei uma das mãos dela, olhando em seus olhos.

- Acho que você vai espancar depois que eu falar... Kagome... quer casar comigo?!

******

Empalideci, enrubesci, não sei. Apenas senti que meu coração bateu mais forte, e senti que estava no mesmo compasso que o dele. Engasguei, gaguejei, mas acho que saiu minha resposta... então algo estranho aconteceu. Ele havia terminado as aulas há algum tempo, mas só viera nos visitar... na véspera do ano novo. Fogos soltaram, enquanto ele e eu nos beijávamos, felizes. Entramos no carro, pois eu disse que tínhamos que voltar, afinal meu amigos me esperavam. Ele ficou meio... indeciso.

Entramos no carro, mas logo notei... que ele não ia para minha casa. Espera! Para onde ele me levava? Ah... bom, vou deixar para a mente fértil de vocês... mas digamos que uma música começou a tocar bem na hora...

Deixe as contas que no fim da contas
O que interessa para nós é
Fazer amor de madrugada
Amor com jeito de virada!


Fim



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