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› Autor: ~Joyblack
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Comédia / Romance e Novela.
› Personagens: Vários!
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 18/04/07
› Comentários/Favoritos 14/38
› Caracteres: 30.714
› Exibições: 3.246
Nota:
Capitulo VI – Perda de tempo
“Hum, então a resposta dessa é cinco... Hora de ir pra próxima.”
Naruto estava debruçado sobre uma pilha de livros, com seu caderno aberto e um monte de folhas amassadas no chão. Na parede, um calendário marcava o dia D, a data da prova em tinta vermelha, 19 de dezembro. Um pouco mais a frente, no dia 27, ele fez questão de fazer uma outra marcação. Dessa vez em tinta azul, estava escrito “Aniversário de Hinata”. Ele já estava pensando no que daria de presente para a garota. Afinal, já que ela estava ajudando tanto, merecia alguma coisa melhor. Até já tinha tirado um dinheirinho de Gama-chan e colocado em um pote de ramen vazia para não correr o risco de gastar tudo.
“Tenho que pedir uns conselhos a Sakura-chan. Nem imagino o que possa dar de presente para Hinata. Nunca dei presente para nenhuma menina...” pensava preocupado a cada cinco minutos, antes de balançar a cabeça e voltar a se concentrar nas questões à sua frente.
Tirou mais um livro que estava debaixo da pilha em sua mesa e começou a responder a questão seguinte. Seu quarto era bastante iluminado pelo sol, então Naruto estudava com as janelas abertas. Porém, mal havia começado a responder, quando percebeu que a luz que vinha da janela fora bloqueada por uma sombra. Ao olhar em direção ao local, viu um anbu, que trazia em seu rosto uma máscara de pássaro e estava de cócoras na janela olhando para ele.
Naruto sorriu contente.
- Bom dia, Uchiha Pardal. – debochou – Está tão necessitado de um poleiro que decidiu usar minha janela?
Sasuke tirou a máscara e fez uma cara nada satisfeita.
- Se eu decidisse transformar sua janela no meu poleiro, eu traria “Mil pássaros” para visitá-lo. – respondeu fazendo referência ao seu golpe Chidori.
Naruto caiu na risada.
- Depois que você entrou na anbu, perdeu o costume de usar a porta, Sasuke? – perguntou se encostando à cadeira e segurando um lápis na direção do colega.
- Tsc. – resmungou o outro pulando para dentro do apartamento do amigo. – Vim ver se era verdade os boatos.
- Que boatos? – quis saber Naruto interessado.
- Que você criou vergonha na cara e decidiu estudar.
- Hehe, você está um pouco atrasado. Já faz duas semanas que eu comecei.
O líder da anbu se aproxima da mesa onde o amigo permanece sentado analisando a quantidade de livros e pergaminhos, depois, pegou seu caderno e começou a folheá-lo displicentemente. Parecia querer conferir a veracidade do mesmo.
- Sua letra continua horrível. – censurou Sasuke.
- Me processe, então.
Devolvendo o caderno, passou andar vagarosamente pelo quarto, como se procurasse conhecer o terreno para uma eventual fuga.
- Se está procurando alpiste, não tenho. – gracejou Naruto.
Sasuke fez que não ouvira a gracinha e continuou andando pelo quarto até parar de frente para o calendário. Seus olhos se detiveram na data marcada em vermelha e ele comentou seriamente:
- Dia 19... Não está longe.
- Duas semanas exatamente. – lembrou Naruto jogando o lápis que segurava em cima da mesa - E eu ainda tenho tanto o que estudar...
O olhar de Sasuke se voltou então para o dia 27.
- Onde está Hinata? Achei que ela estava te ajudando. Inclusive fui à biblioteca e vocês não estavam lá.
- É, como hoje era só revisão, ela fez um exercício para que eu respondesse enquanto ela ia visitar Kurenai-san. Vou entregar mais tarde para que ela corrija.
Saindo da frente do calendário, Sasuke parou de frente para o genin que estava sentado e deu uma forte tapa em seu pescoço e começou a sorrir.
- Ai! Por que você fez isso?! – protestou Naruto massageando o lugar atingido.
- Estou te desejando boa sorte. – esclareceu o outro.
- Que forma estranha de desejar boa sorte...
Sasuke caminhou até a janela do quarto e olhou para baixo, onde as pessoas da vila andavam.
- Não quer dar um passeio lá fora? – convidou - O sol está bonito.
- Não posso – choramingou Naruto – Tenho ainda 43 questões para resolver. E eu que achava que Iruka-sensei era exigente. Hinata tem aquela carinha de anjo, mas passou 50 questões para que eu resolvesse em uma manhã. – e se debruçou sobre o caderno, desanimado.
- Vou me lembrar de comprar um presente para ela dia 27 para agradecê-la por estar te torturando – e se encaminhando para o armário, começou a remexer nele e tirou uma embalagem de cup nuddle. Naruto observou o ato sem entender o que Sasuke pretendia, até que ele foi até sua garrafa térmica e pôs água quente nele.
- EIIIIIII!!!! O QUE VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO?! – gritou Naruto horrorizado.
- Ué? Você não disse que não tinha alpiste? – respondeu Sasuke calmamente - Então estou comendo isso...
- Mas esse era meu ultimo ramen de camarão!!!!
Sasuke olhou para o desespero de Naruto, e sem um pingo de arrependimento, colocou os ohashi dentro da embalagem.
- Me processe. – disse com um sorriso sarcástico.
- Chato. – murmurou Naruto, e se levantando falou - Vamos dar esse passeio antes que você decida comer meus ramens de carne de porco...
- Opa, tinha de carne de porco?
- PODE IR TIRANDO ESSES OLHOS DE PASSARINHO DE MEUS RAMENS DE CARNE DE PORCO!!!!!
Sasuke limitou-se a rir e comeu o ramen de camarão diante do olhar desolado de Naruto. Terminada a rápida refeição, colocou a embalagem vazia no lixo e acompanhou Naruto para fora do apartamento. Depois, eles começaram a andar pela vila aparentemente sem rumo, e acabaram tomando o rumo do bosque na área de treinamento. Enquanto andavam e conversavam, diversas pessoas cumprimentavam dois.
- Você tem tido muito trabalho, né, Sasuke? – comentou Naruto depois que passaram por Tenten, que acabava de voltar de uma missão.
- Sim. As missões são cada vez mais difíceis. Se não fosse meu Sharingan, eu não poderia fazer metade delas. – falou suspirando.
Em frente a eles surgiu um local de treinamento composto por três troncos de árvores, que ficavam em frente a um memorial, onde estava gravado o nome dos mártires da vila. Param em frente ao memorial e ficaram calados durante algum tempo. Um ar de nostalgia pairava entre eles.
- Você lembra de quando nos tornamos genins? – falou Sasuke quebrando o silêncio.
- Claro que lembro. Vocês foram embora e me deixaram amarrado naquele tronco do meio. Se o Iruka-sensei não tivesse vindo me desamarrar de noite eu acho que estaria lá até hoje.
Eles riram um pouco.
- Bons tempos aqueles. Nossas missões se resumiam a pegar gatos de estimações e ajudar em colheitas de arroz. Mas tudo mudou depois daquele Exame chunin.
Naruto encarou o amigo, sem entender o motivo de entrarem naquele assunto já superado.
- Por que estamos lembrando disso, Sasuke? – perguntou desconfortável. Não gostava de lembrar daquela época.
- Eu quero ter uma conversa séria com você, Naruto. Uma conversa de homem pra homem. – sentenciou encarando-o.
- Nossa, deve ser sério mesmo. – comentou colocando as mãos na nuca.
- É sobre eu, você e a Sakura.
A expressão de Naruto mudou assustadoramente ao ouvir isso. Mas não disse nada, apenas conseguiu ficar parado olhando para o amigo.
- Não há o que discutir sobre nós, Sasuke. – falou finalmente depois de um tempo tirando as mãos da cabeça.
- Sim, há. – rebateu o outro - Eu sei que você sempre gostou da Sakura. Desde que nós éramos crianças.
- E o que isso importa agora? Vocês estão juntos. Eu sempre soube que era isso que ela desejava. – a constatação daquilo ainda doía dentro de Naruto, mas ele sabia que nada podia fazer a respeito, a não ser garantir que Sakura fosse feliz - Só quero te fazer uma pergunta Sasuke: e você, o que sente por ela?
Sasuke deu dois passos na direção de Naruto. Encarou-o sem medo e começou a falar o que pretendia desde o momento em que entrara pela sua janela naquela manhã:
- Eu sabia que você iria querer ouvir isso da minha boca. Durante essas duas semanas eu esperei você me procurar para questionar isso, desde que você viu nosso beijo. Sim eu te vi lá – acrescentou quando viu a expressão surpresa de Naruto - Mas a Sakura não. Então eu esperei, mas você não veio.
- Por que você não veio me procurar antes? – perguntou Naruto surpreso.
- Naquele dia era minha pretensão, mas achei melhor esperar você ficar mais calmo. Não queria brigar com você. – revelou ele – Então, quando finalmente fui te procurar, eu soube que você tinha recebido essa proposta para mudar de nível, e que estava tendo aulas com Hyuuga Hinata. Tanto que, quando a Hokage-sama decidiu convocar o Time três para catalogar os livros no intuito de fazer com que ela tivesse mais tempo com você, eu fiz questão de ir eu mesmo chama-la.
- Mas não me procurou nas duas ultimas semanas...
Sasuke fez um barulho irritado com a boca.
- Claro que não. Como poderia falar com você sobre esse assunto na frente da Hinata?
- Então esperou ela ir visitar a Kurenai-san para me encontrar sozinho. – concluiu Naruto.
- Exatamente.
- Por que, Sasuke? – quis saber perscrutando-o com os olhos, tentando entrar em sua alma e saber o que se passava em seu interior.
- Porque você é meu melhor amigo. Eu me vejo na necessidade de te explicar.
- Você não precisa me explicar nada, Sasuke. – falou desanimado, mas consciente - Eu quero que você e a Sakura sejam felizes. Mas se é pra te fazer se sentir melhor, estou ouvindo.
Sasuke suspirou aliviado.
- Obrigado por me ouvir... – e dando uma pausa, olhou para o céu, como se buscasse palavras que pudesse expressar o que sentia - Quando eu voltei para a Vila de Konoha, há três anos atrás nem todos me receberam de braços abertos como você, a Sakura ou o Kakashi-sensei. Para a maior parte da vila eu era um traidor que deveria ser executado. - começou ele para o espanto de Naruto - E eu não os culpo por pensar assim. Eu mesmo achava que minha punição deveria ser a morte, por tudo que eu havia feito vocês sofrerem.
- Sasuke, não devemos...
- Deixe-me continuar Naruto. – pediu ele – Como estava dizendo, eu sei que merecia a morte, mas a Hokage não pensava assim. Ela decidiu me dar uma chance que nenhum outro kage daria para um pária. Todavia, a justiça devia ser feita, seja para manter o status da Vila perante as demais, ou para dar exemplo às crianças, e serem evitados problemas futuros. Eu, então, fiquei preso durante um ano. Um longo e tenebroso ano.
Naruto ainda lembrava disso. Estava muito vívido na sua mente para ser apagado e pelo olhar de seu amigo, sabia que o mesmo valia para ele. Sasuke, igualmente a ele não poderia esquecer o tempo que passara algemado, numa cela fria, sendo submetido a todo tipo de interrogatórios e torturas. Jamais esqueceria das lágrimas derramadas pela Sakura sempre que iam visitá-lo na prisão. Ele mesmo se pegara chorando várias vezes pelo sofrimento do amigo.
- No fim daquele ano, eu fui solto. – Sasuke deu um passo para frente e tocou com as pontas dos dedos o monumento aos mártires da vila - Mas ainda oferecia risco. Foi colocado um grupo da anbu para me vigiar de perto, todos meus passos. Só me foram designadas missões pequenas, sempre na companhia de Kakashi-sensei, mas com ordens de que, ao menor sinal de traição, eu fosse executado.
A forma que Sasuke falava daquelas experiências soava não como algo doloroso, mas como uma lição que ele havia aprendido, mesmo que de forma difícil. Se Naruto sempre admirara o amigo, tinha certeza que agora o admirava mais que nunca.
– Então, houve aquele ataque ao Daymio... – lembrou Naruto.
- Exatamente. E eu fui designado para ir sem o Kakashi-sensei dessa vez. E completei minha missão com sucesso absoluto. - a voz de Sasuke ganhou um pouco mais de vida ao lembrar o tempo que ele deu a volta por cima da situação humilhante em que se encontrara - Comecei a retomar o respeito da Vila, e a Hokage-sama convenceu os conselheiros a me entregaram novamente os bens de minha família. Hoje sou o chefe da anbu. Toda vila me reconhece. Meus tempos de dor acabaram. Sabe por quê?
- Não. – admitiu o outro.
- Por que cada vez que o ódio tomava de conta de mim novamente, eu lembrava das lágrimas da Sakura derrubadas por minha causa. – Sasuke não sabia se a expressão que Naruto exibia agora era de dor por Sakura ou por ele - Quando saí daquela prisão dois anos atrás, jurei que nunca mais a faria chorar. Jurei também que jamais ia esconder uma coisa dela, ou de você. Que, a partir aquele momento, eu seria sincero com meus sentimentos e com meus amigos.
Se aproximando mais uma vez de Naruto, Sasuke o encarou sabendo que chegara a parte que devia ser mais sincero que nunca. Não podia enganar Naruto, nem queria fazer aquilo.
- Depois disso, Naruto, você deve lembrar que eu sempre estava perto dela, sempre sendo aquela pessoa que eu queria ser e que não me permitia antes. Foi quando eu descobri que a amava. Que sempre a havia amado. E amava como nunca tinha amado ninguém. – a ênfase e a veemência contida naquelas palavras e até um pouco de desespero, não deixava dúvidas de que ele falava a verdade. – Todas as coisas que passei nesses últimos três anos, boas ou ruins, foram por ela e para ela. Para poder provar para mim, e principalmente para ela, que eu era um homem digno do amor dela. Eu não estaria aqui hoje se naquele dia que você nos viu ela tivesse dito que não me amava mais. Porque foi a certeza do amor dela que me manteve vivo e são até agora. Eu só demorei esses três anos para conversar com ela, não por dúvidas dos meus próprios sentimentos, mas para mostrar a todos que eu era o homem certo para ela, apesar de tudo o que eu fiz. – e olhando dentro dos olhos de Naruto afirmou com paixão – Eu a amo de uma forma que nem eu mesmo não sei descrever.
Totalmente surpresa Naruto pensou “Por Deus, nem eu a amei tanto assim... Tão intensamente... Tão apaixonadamente.... Tão desesperadamente! Isso parece uma...”
- E quando eu disse a ela que a amava, ela me abraçou e disse que ainda me amava. E foi o momento de maior paz em minha vida. E foi quando você nos viu. Eu não quebrei minha palavra. Estou sendo sincero com você. Você tem todo direito de me odiar. Mas eu jamais odiarei você... Meu amigo.
Naruto não sabia se batia em Sasuke ou se o abraçava. Estava triste por ter perdido aquela batalha para o amigo, mas sabia que na verdade havia bem mais em jogo que uma paixão infantil. Ele abria mão não do amor de Sakura, mas abria a porta para a felicidade de seus maiores amigos. Por isso, diante de Sasuke preferiu uma terceira opção. Apertou a mão do amigo fortemente e olhou dentro dos olhos dele.
- Eu não poderia jamais odiar você. – falou com sinceridade.
Sasuke sorriu aliviado. Tinha finalmente tirado aquele peso que o atormentara durante duas semanas das costas.
- Só faço uma exigência. – revelou Naruto
- Exigência? – perguntou Sasuke surpreso.
- Eu quero ser o padrinho do casamento e do primeiro filho. – gracejou o outro.
- Isso são dois pedidos, burro! – reclamou o líder da anbu soltando a mão do amigo.
- Ah, não importa. Então? Aceita minhas condições?
Sasuke deu um sorriso de canto de boca e murmurou:
- Claro que sim. – e dando uma pausa, acrescentou - Mas quem seria a madrinha?
- Hum... Sei lá. – disse Naruto coçando a cabeça - Vocês poderiam chamar qualquer pessoa.
- A Hinata? – perguntou Sasuke maliciosamente.
- Pode ser. – respondeu o outro sem se tocar do real sentido da frase.
Vendo que ele ainda não havia percebido nada, Sasuke pergunta sem cerimônia:
- Naruto, você nunca reparou na forma que a Hinata te olha?
- Hã? Por quê? O que é que tem a forma que ela me olha? – perguntou meio obtuso.
- Você nunca percebeu que ela te olha de uma forma especial?
Naruto coçou o queixo pensativo.
- Na verdade, ela nunca me olhou nos olhos. Sempre que eu a encaro, ela desvia a vista. Eu gostaria saber por quê...
Sasuke não acreditava que ele ainda não tinha notado os sentimentos de Hinata por ele. E se aproximando do outro, deu um tapa em seu pescoço, mais forte que o que dera antes.
- Cara, tu é muito burro! – exclamou aborrecido.
- Ei, por que você ta dizendo isso comigo? – protestou Naruto.
- Ora, porque é verdade! Deve ser por isso que você é um genin ainda! Incompetente. – zombou.
- Venha aqui que eu te mostro o incompetente. – gritou ele e correu em direção a Sasuke.
Sasuke, rindo da cara de Naruto, dá as costas e começa a correr de volta à vila.
- Volta aqui covarde! – bradou Naruto.
- Me pegue se você é capaz! – provocou ele - Como você quer virar um jounin se não for capaz de me pegar?
Naruto agora vinha atrás dele, saltando e tentando pega-lo.
- Haha, errou. Errou de novo. – ele repetia cada vez que Naruto errava o golpe – Você não está perseguindo qualquer um. Sou o chefe da anbu. E você um mero genin.
- Quando eu for Hokage você não será nem gari em Konoha!
- Ah, então posso ficar tranqüilo, meu emprego ta garantindo. Você nunca será Hokage mesmo...
-ARGH! Maldito!!!
E assim foram os dois amigos, disputando, como sempre fora, mas sabendo que estavam unidos mais que nunca.
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Hinata olhava as flores pensativas. Não sabia quantas deveria levar. Só sabia que precisava ser as mais bonitas possíveis, afinal sua sensei merecia. Mais a frente, Suzumi e Yumi escolhiam um cartão discutindo se deviam levar um que cantava ou um normal mesmo. Elas se divertiam abrindo os cartões e comentando as mensagens neles. Makoto estava parado na porta ansioso, sem participar de nada e com a cara mal-humorada.
- Não dá pra se resolver logo? – falou ele aborrecido - Vocês mulheres são muito indecisas!
- Eu diria que vocês homens são insensíveis, mas não sei se você se enquadra na categoria “Homens”. – Suzumi revidou.
Makoto ficou imediatamente irritado.
- Ora sua... – exclamou já pronto para rebater.
-Será que vocês podem dar uma trégua? – exigiu Yumi olhando para os dois – Vamos visitar nossa sensei, não é hora de briga.
- Será que posso ajudá-los? – perguntou uma voz vindo dos fundos da loja.
Ino entrou na floricultura com seu habitual avental florido. Também trazia um regador em uma das mãos e olhou para os fregueses com um grande sorriso.
- Oh, Ino-san. – exclamou Hinata sorrindo de volta - Estamos olhando flores para levar para Kurenai-sensei, mas não tem das que ela gosta...
- Margaridas, certo? – Ino sorriu – Tivemos que fazer pedido na cidade vizinha porque Asuma-sensei levava um buquê todo dia e acabou o nosso estoque. – e soltando uma gostosa gargalhada continuou - Vocês estão com sorte, a nova remessa acabou de chegar.
- Que coisa boa! – exclamou Yumi satisfeita – Vamos levar quantas Hinata-sensei?
-Leva só uma mesmo – opinou Makoto – A Ino não disse que ela já ganha um buquê todo dia?
- Quem te deu permissão de falar? – indagou Suzumi dando um chute na bunda do garoto.
- Ei, eu já mandei parar! – reclamou Yumi olhando para os dois.
- Ele começou! – disse Suzumi.
- E você me bateu! – gritou ele irritado.
Diante da cena inusitada que se desenrolava, Ino perguntou a Hinata sem conter o sorriso:
- Eles são sempre assim?
- Sempre. – ela suspirou rindo também – Têm tanta energia que às vezes não sei o que fazer com eles...
- Mas você deve está fazendo um ótimo trabalho, já que deve ser fácil ensinar esse aí se comparado a ensinar o Naruto, não é? – elogiou ela, mas com um ar malicioso.
Hinata corou com o comentário.
- C-Como v-você s-sabe?
- Ora, quem não sabe? – falou acenando com a mão displicentemente - Não precisa ficar envergonhada. Então, serão quantas flores?
- Ah... Duas dúzias, por favor. – pediu com o rosto ainda vermelho.
- Ok, duas dúzias de margaridas saindo!
Em pouco tempo as flores estava nos braços de Hinata. Era um lindo buquê feito com fitas prateadas e vermelhas e papel transparente. Ino havia caprichado. Quando os alunos viram aquele buquê tão bonito, ficaram muito impressionados.
- Tudo isso? - se surpreendeu Makoto – Deve ter sido muito caro!
- Deixa de ser mão-de-vaca! – reclamou Suzumi.
- Não se preocupem. – falou Hinata antes que aquilo gerasse uma briga – Eu pago as flores. Vocês escolhem um cartão.
Depois de uma pequena reunião entre Yumi e Suzumi, elas decidiram por um cartão que cantava. Hinata então pagou as flores enquanto coube ao time pagarem o cartão.
Quando estavam saindo da loja, Suzumi foi a primeira a sair intempestivamente e esbarrou acidentalmente em alguém que vinha entrando.
- Opa, desculpa. Sinto muito – disse ela.
- Não se preocupe ruivinha. – falou Sai docemente segurando a garota pelos ombros – Oh, Hinata-sama. Como vai o clã? Soube que você irá se tornar a líder em breve.
- Olá Sai-san. O clã vai bem. – seu estômago apertou um pouco.
- Querido! – exclamou Ino se jogando nos braços dele quando este entrou na loja, deixando os outros saírem – Você demorou hoje! Já estou quase pronta! Vou só chamar minha mãe para ela ficar aqui na loja.
Antes de saírem, Hinata ainda viu de relance o beijo dos dois. Ficou extremamente sem jeito. Todos em Konoha parecia estar namorando agora.
Não demorou muito para que chegassem à nova casa de Kurenai. Desde que ela se casara com Asuma, tinha ido morar na propriedade do clã Sarutobi. Era uma casa grande, em estilo tradicional, como todas as casas dos clãs mais importantes em Konoha. Um rapaz estava sentado na varanda da casa, aparentemente ajeitando suas armas ninjas.
- Opa, visitas! – exclamou Konohamaru contente quando os viu chegando. – Podem entrar. – convidou abrindo a porta.
- Obrigada, Konohamaru-kun. – agradeceu Hinata.
Konohamaru os acompanhou até onde Kurenai estava descansando. Sua barriga já era bem evidente por baixo do quimono. Ela, contudo, parecia bem feliz apesar dos quilinhos a mais, e sorriu largamente quando eles entraram na sala de chá.
- Que surpresa! Não esperava vocês tão cedo por aqui. Soube do trabalho na biblioteca... Vamos sentem – falou fazendo sinal para ele – Conte-me, como vai a missão?
- Aquele trabalho é horrível! – reclamou Makoto. – Passamos o dia todo cercados de livros empoeirados...
- Claro que você não gosta. Na hora de colocar os livros em ordem alfabética você me perguntou qual letra vinha depois do C... – debochou Suzumi.
- Mentirosa!
- Parem de brigar na frente da Kurenai-sensei! – reclamou Yumi.
Kurenai caiu na risada.
- Vocês não mudaram nadinha! Continuam do mesmo jeito e isso é bom! Como vai, Hinata? – perguntou ela se dirigindo a garota que apenas observava tudo.
- Bem sensei. – falou sorrindo – Olha o que trouxemos pra você!
- Ah, margaridas! – exclamou recebendo o buquê das mãos de Hinata. – Muito obrigada. Que cartão lindo!
- Nós escolhemos. – exclamaram as meninas juntas.
- E ele canta musiquinha – acrescentou Suzumi.
Kurenai abre o cartão e sorri ao ouvir os acordes da música de Rythem, Harumonia (2º encerramento de Naruto).
- Que lindo. Obrigada. – agradeceu abraçando ambas meninas - Deixe-me ler.
Estava escrito:
“Kurenai-sensei, sentimos sua falta apesar de adorarmos a Hinata-sensei. Esperamos ansiosamente que seu bebê nasça logo e seja uma menina! Com amor, Yumi, Suzumi e Makoto”.
As lágrimas nublaram os olhos de Kurenai. Estava muito feliz com a preocupação de seus alunos. Era muito bom ser querida, mesmo que o tempo que passara com eles ter sido pequeno. E isso a comovia mais que tudo.
- Amor – uma voz chamou fora da sala. – Vai querer doces?
Asuma entrou na sala fumando seu cigarro rotineiro. Mas tão logo chegou perto da esposa, apagou-o. Não queria fumar perto dela com medo de prejudicar o bebê.
- Olá. - ele cumprimentou todos – Nossa, meninas, que flores bonitas! Eu nunca consigo escolher as melhores – lamentou – Vou pedir pro Konohamaru colocar elas num vaso.
E tirando o buquê do braço de Kurenai, piscou para ela.
-Não precisa chorar querida. Você merece cada centavo que eles gastaram nesse buquê.
Todos caíram na risada, inclusive o próprio Asuma.
- Você está indo comprar doces? – perguntou Kurenai.
- Claro, nossas visitas merecem o melhor tratamento! E também aproveito e compro meu cigarro. Desde que você engravidou que to fumando duas vezes mais. Não há carteira que agüente... Esse negócio de ser pai me deixa nervoso...
Kurenai sorriu para ele.
- Leve os garotos com você para comprarem os doces também. – incentivou ela apontando para o Time três - Assim eles garantem que você traga bastante.
- Ok. Quem quer ir comigo? – perguntou ele sorrindo.
- EU!! – gritou Suzumi. – Doces, doces!
- Eu também vou. – falou Yumi sorrindo.
- Eu odeio doces... – comentou Makoto com a expressão aborrecida.
- E é exatamente por isso que você vai! – falou Suzumi levantando o menino puxando por sua orelha.
- Aiii!! – gritou ele.
- Ótimo! Vamos! – falou Asuma rindo da cena e saiu levando todo time e deixando Kurenai a sós com Hinata.
- E então, – começou Kurenai logo que todos saíram – Como vai o Time três?
- Eles sentem sua falta. – foi o que Hinata respondeu.
Kurenai a olhou por alguns instantes e depois perguntou:
- O Makoto reclama muito?
- O tempo todo. – falou Hinata suspirando.
- Então você está fazendo um ótimo trabalho. – concluiu ela - Essa é a forma que ele tem de elogiar.
- Então ele me elogia o tempo todo. – suspirou Hinata.
- Hinata, ouça: eu fiz parte do time da anbu com o pai do Makoto. – revelou Kurenai - Eu te garanto sem sombra de duvida que ele é idêntico ao pai. Ele critica as pessoas procurando atrair a atenção delas para si próprio. Questão de insegurança. Mas eles só fazem isso com pessoas que admiram. Quando Makoto foi designado para o meu time, sabe qual foi a primeira coisa que ele me disse?
- O quê? – quis saber ela.
- “Meu pai disse que você não era boa o suficiente para me ensinar”.
- Sério?! – perguntou Hinata surpresa.
- Sério. Mas eu sabia muito bem que era só uma forma de dizer “meu pai te admira” já que eu salvei a vida do pai dele várias vezes. – Kurenai sorriu satisfeita – Ele nunca me perdoou por isso.
Diante da disposição de sua antiga sensei e da forma energética que ela falava, Hinata a olhou carinhosamente e comentou sorrindo:
- É muito bom te ver tão bem Kurenai-sensei.
Após essa frase, Kurenai ficou subitamente séria. Havia algo que ela precisava falar com Hinata sem interrupções, por isso pedira para Asuma levar as crianças.
- Hinata, seu pai sabe? – começou ela repentinamente.
- Hã? – Hinata não entendeu bem a pergunta e respondeu - Sim, eu falei para ele que viria te visitar.
- Não é isso. – disse Kurenai abanando a mão - Quero saber se ele sabe que você tem ensinado o Naruto o dia todo.
Hinata ficou vermelha e desviou olhar para o chão..
- Bem, deve saber já que todos na vila parecem que só falam nisso... – respondeu Hinata sem convencê-la muito.
- Bem, você não pode culpá-los de achar tudo interessante. A herdeira do clã mais importante de Konoha saindo com o portador da Kyuubi. Realmente um belo assunto.
- N-Nós n-não e-e-e-estamos s-saindo. – gaguejou Hinata nervosa - Só e-e-estudando...
- Ele não tem te levado para casa nos últimos dias? – perguntou ela surpreendendo Hinata por saber desse detalhe.
- B-bem isso porque eu desmaiei há alguns dias e ele ficou preocupado. Só isso. – explicou-se ela.
- Então devo supor que você não se declarou? – concluiu Kurenai.
Ela balançou a cabeça negativamente.
- Como eu suspeitei. Você está perdendo tempo, Hinata. Talvez seja a última oportunidade que você tenha. Depois que você for a líder de seu clã talvez não tenha como fazê-lo.
- Não vamos falar nesse assunto de clã, sensei. Por favor. – pediu humildemente.
- Claro. Se você não quer falar eu entendo. Mas quero te dar um aviso: corra atrás de sua felicidade. Não espere que as coisas caiam do céu.
- Obrigada pelo conselho, sensei. – disse ela se curvando.
- De nada Hinata. Estou muito feliz por você. Está virando uma mulher, mesmo que continue tímida como uma menina. E não precisa mais me chamar de sensei. Somos amigas agora.
Hinata não agüentou. Não soube explicar por que, mas abraçou sua antiga professora, chorando como nunca havia chorado em sua presença. Kurenai alisou seus cabelos e deixou que ela se acalmasse. Depois de alguns minutos, a garota se separou da futura mamãe.
- É menina ou menino? – perguntou procurando desviar a atenção das lágrimas que ainda manchavam seu rosto.
- Menina. – respondeu calmamente – Mas o Asuma não sabe, então é segredo. Certo? – pediu piscando o olho.
- Certo.
Nesse momento ouviram o barulho de pessoas na porta.
- Ótimo, os doces chegaram. – ela exclamou feliz ouvindo a voz de Asuma. – Agora pode botar um sorriso nesse lindo rosto. Nada de tristeza!
Hinata sorriu limpando as lágrimas. Não importa o que acontecesse, ou quantos títulos ganhasse, para ela, Kurenai sempre seria sua sensei.
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Devido à alguns problemas, eu tive que apagar os capítulos anteriores e respostar tudo de novo... Desculpem pessoal! *se curva* Mas a partir de agora, tudo estará normalizado! Obrigado por estarem lendo a minha fanfic e comentem por favor! ^^
[19/03/07] Capitulo I - Um péssimo dia
[19/03/07] Capitulo II – Posso te ajudar
[25/03/07] Capitulo III – O primeiro passo é o mais difícil
[18/04/07] Capítulo IV – Vamos! Avante!
[18/04/07] Capítulo V – Eu me preocupo com você
[18/04/07] Capitulo VI – Perda de tempo
[30/04/07] Capítulo VII – É só um mal entendido!
[02/05/07] Capítulo VIII – Como se fosse ontem
[03/05/07] Capítulo IX – Entre amigos
[19/05/07] Capítulo X – Borboleta abatida
[25/05/07] Capítulo XI – Assumindo erros
[01/06/07] Capítulo XII – Sonhos possíveis
[15/06/07] Capítulo XIII – Após a tempestade
[22/06/07] Capítulo XIV – Sonhos de uma noite de verão
[29/06/07] Capítulo XV – Tempo Perdido
[06/07/07] Capítulo XVI – Ao seu lado
[14/07/07] Capítulo XVII – Mestre e discípulo
[10/08/07] Capítulo XIX – Sentimentos enterrados vivos
[21/09/07] Capítulo XVIII – Lugar Distante
[23/09/07] Capítulo XX – Conseqüência de seus atos
[23/09/07] Capítulo XXI – O Tempo não pára
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