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› Autor: ~ChiisanaHana
› Categoria: Concursos/Concurso Fanfictions AnimeSpirit 2007
› Gênero: Shoujo (Romântico)
› Personagens: Shiryu, Shunrei, Dohko
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 03/04/07
› Comentários/Favoritos 15/11
› Caracteres: 4.469
› Exibições: 726
Chiisana Hana
Acariciou-lhe a face com tal cuidado como se se tratasse de alguma flor demasiadamente delicada. Tocou-lhe os cabelos negros e aproximou-se um pouco mais. Aspirou o perfume exalado dos fios. Beijou-lhe a fronte. Não ousou beijar-lhe os lábios, embora sentisse tamanha vontade de fazê-lo, pois desejava que esse momento acontecesse com o consentimento da menina. Deitou-se ao lado dela, tomou-lhe a mão entre as suas, tocou os dedos vagarosamente, comparou-os com os seus. Sorriu . Depois beijou cada dedo, aconchegou a mãozinha branca sobre seu peito e adormeceu.
Levantou-se antes do amanhecer. Rabiscou algumas palavras num papel e, com cuidado, colocou-o dentro do travesseiro em que dormira. Colheu uma flor, depositou-a ao lado da menina e, com outro beijo em sua testa, despediu-se dela. Com uma pequena mala nas mãos e a urna de sua armadura nas costas, saiu.
Adiante, encontrou seu mestre.
- Vejo que resolveu atender ao chamado so Santuário. - disse o velhinho.
- Sim. Não é isso que faço sempre? Afinal, é minha obrigação como cavaleiro de Atena, mestre.
- Eu não esperaria outra coisa de você, mas quanto a Shunrei? Não vai esperar amanhecer para se despedir dela?
- Ela dorme tranquilamente agora. Não quero acordá-la.
- Vai partir mais uma vez indiferente ao que ela sente por você, Shiryu?
- O senhor sabe que não... Mestre, ontem finalmente encontrei a resposta para a pergunta que o senhor me fez quando lutávamos contra Shion. O senhor me perguntou se eu ignorava o que seria o amor.
- E a que conclusão chegou?
- Espere Shunrei acordar para saber... Até logo, mestre! Desta vez, vai ser diferente.
No interior da casa, Shunrei despertou e viu a flor a seu lado. Era igual àquela que Shiryu havia lhe dado outro dia. Tocou a flor com a mão direita, que súbito, parecia-lhe mais quente. Sentiu o cheiro de Shiryu em sua cama. Imaginou se ele teria dormido consigo e se era esse o motivo de ela ter se sentido tão protegida durante a noite. Sonhara com ele, sonhara que ele estivera ao seu lado mas não conseguia saber se era real ou se apenas sonho.
Saiu de seu quarto com a flor na mão. Entrou no quarto de Shiryu. Estava arrumado. Ele não havia dormido ali. Sorriu ao ter certeza de que ele havia dormido a seu lado.
Colocou a flor no lugar onde costumava secar ervas para chá, queria conservaá-la para sempre, tal como fez com a outra flor. Dirigiu-se até o mestre.
- Shiryu já partiu, não é, mestre?
- Sim. Partiu antes de amanhecer. Como está, pequena Shunrei?
- Sinto-me estranha, mestre. Shiryu partiu para mais uma batalha mas dessa vez não estou triste pois é como se ele ainda estivesse aqui. Não entendo porque me sinto assim. Devia estar com vontade de chorar, no entanto, meu coração está calmo.
- Não tente entender, pequena... não se pode entender as coisas do coração.
Shunrei retornou à casa. Sentiu novamente vontade de ir ao quarto de Shiryu. Nunca mexera nas coisas dele, limitava-se a guardar-lhe as roupas que lavava e passava. Mas, inexplicavelmente, abriu a única gaveta do criado-mudo. Dentro dela, muitos papéis organizados e dobrados cuidadosamente. Pegou um deles ao acaso, abriu-o, mas não teve coragem de ler o que estava escrito. Recolocou-o no lugar.
De volta à seu quarto, sentou-se em sua cama e abraçou o travesseiro como se fosse Shiryu. Então, do travesseiro caiu um papel igual aos que acabara de ver no quarto de seu amado. Dessa vez, não teve receio de ler o conteúdo.
“Minha doce Shunrei,
o que sentiu ao acordar e encontrar a flor que lhe deixei? O que sentiu ao perceber que eu estive do seu lado a noite inteira? Foi como se acordasse de um sonho e percebesse que ele tinha sido real?
É assim que me sinto todos os dias quando acordo e encontro seu sorriso. Você é a flor com que eu sonho todas as noites e, ao acordar, percebo que está do meu lado.
Amo você.
Para sempre seu,
Shiryu.”
E a menina, com uma lágrima deslizando pela face e um sorriso largo e incontrolável, beijou o papel, redobrou-o e guardou-o na gaveta de seu próprio criado-mudo. Já não duvidava. Ele a amava e voltaria para seus braços.
FIM
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