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[InuYasha] Put your records on

Capítulo Um - A entrevista


Autor: +Nah

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Comédia / Romance e Novela.

Tags:

Personagens:

Classificação: 12+

Adicionado em: 26/03/07

Comentários/Favoritos 4/3

Caracteres: 6.536

Exibições: 356

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Oi ^^ fic nova! A proposta dela é ter várias letras de música conhecidas, outras que vou criar, outras que já criei... Além disso, pretendo trabalhar alguns temas sociais (preconceito, por exemplo) numa linguagem mais leve, no mesmo estilo de Amor Virtual 1 e 2. Como são ambos um pouco mais adultos do que as personagens das outras fics, esta será um pouco mais adulta o.õ Isso não significa hentai, ok? Obrigada e espero que curtam!

As poesias e músicas que quaisquer personagens criarem são minhas, por favor não copie ou utilize sem permissão!
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Eu estava sentado, esperando. Kikyou ainda não se aprontava, e como eu era o câmera, não tinha escolha senão esperar. Estava feliz, pois era a primeira vez que realmente ia fazer algo além de estagiar na empresa. Ela era um ano mais velha que eu, mais tinha muito mais experiência, uma vez que tinha começado a trabalhar antes.

No auge de meus vinte e um anos, estava quase eufórico por aquela entrevista. Se queria ser repórter, era bom começar logo. Claro, não podia realmente ser repórter sem ter terminado a faculdade e não sei o que mais, mas podia muito bem ir conhecendo a área em que eu ia trabalhar.

- Estou quase pronta, InuYasha, espere só um pouco mais – ouvi a voz dela. Doce, suave, possuidora de um rosto perfeito para as câmeras, Kikyou era a mulher mais jovem da empresa a trabalhar naquele ramo.

Esperei minutos que me pareceram horas. Ela por fim apareceu. Estava levemente maquiada, com um sorriso encantador nos lábios e pastas nas mãos finas. Afinal, íamos entrevistar uma artista internacional, daquelas pop teens que ganham fama com suas músicas materialistas. Isto é, não que eu soubesse muito sobre aquela menina, como era o nome dela?, ah sim. Kagome Higurashi. Tinha nascido aqui mesmo, mas era aparentemente um fenômeno em inglês, de modo que todas suas músicas eram nessa língua. Falta de patriotismo, na minha opinião.

******

Foi engraçado o modo como aquele rapaz entrou. Vinha com uma expressão pensativa, e me analisou de cima a baixo. Dei um sorriso amigável, tentando ser o mais gentil possível. Ele estava boquiaberto, mas eu já tinha acostumado-me com isso. Muitos achavam-me nova demais para o sucesso que eu fazia, cantando em três línguas diferentes com a fluência de poucos. Aos dezessete anos, sim, isso era um fenômeno.

Mas a razão pela qual ele estava boquiaberto entrou logo em seguida. Uma jovem talvez cinco anos mais velha que eu entrou na sala, mas não houve dúvidas. Era idêntica a mim.

- Kagome Higurashi – disse ela, com um sorriso maquinal no rosto – É um prazer conhecê-la.

- O prazer é meu, srta. Tsukino. – respondi, provavelmente com uma cara de aparvalhada.

- Comecemos a entrevista, por favor.

Foi a entrevista mais longa e complicada da minha vida. Era como falar com sua imagem no espelho, só que ela tinha vida própria e uma personalidade marcante. Demorei a dar as respostas. E aquele rapaz com a câmera não ajudava. Ficava olhando nós duas, com uma cara de besta que ainda BEM que ele não estava sendo filmado.

******

Fiquei com aquela cara de besta a entrevista toda. Higurashi e Kikyou eram parecidas DEMAIS. Obviamente, as diferenças foram aparecendo conforme a entrevista prosseguia. Respirei aliviado quando terminou. Revimos a gravação que tinha feito, e reparei mais ainda no que aquelas duas moças eram diferentes. Reparei também que eu tinha dado muitos closes no rosto de Higurashi. O que não era ruim, uma vez que a entrevistada era ELA.

“- Então, Kagome... como é ser uma pop teen mundialmente famosa?

- Hum... na realidade, isso não é tão bom quanto parece. Não posso sair na rua sozinha sem ter que dar autógrafos, a não ser que vá disfarçada – riu.

- Sobre sua última música, um sucesso, Bloody Sun, o que levou-a a escrevê-la? Em outras palavras... qual foi a inspiração?

- A música claramente fala de denúncias. Denuncia a guerra e a injustiça, especialmente sobre a apatia de pessoas que nem mesmo ligam.

- Cante um pedaço para a gente!

- Mas... nem mesmo trouxe meu violão, ele está em casa – riso envergonhado.

- Sem violão nem nada... só voz!”

Nesse ponto, Kagome começou a cantar, e InuYasha ficou extático. Escutava em silêncio, absorto nos próprios pensamentos. Teve um pressentimento de que não seria a última vez que encontraria aquela moça.

******

A entrevista foi ao ar uma semana depois. Assisti, pois estava horrivelmente nada inspirada para escrever uma música nova ou praticar piano. Não estava tão ruim quanto achei que estaria, nem eu estava com tanta cara de besta. Além disso, na televisão parecíamos um pouco mais diferentes. Notei que nossas vozes eram completamente diferentes, nosso jeito e gestos, mesmo as gírias.

- Kagome-chan, chega de ver televisão, venha ver o que escrevi – chamou Sango lá de dentro.

- Está bem.

Sango estava namorando um jovem de nome Miroku (ao qual eu nunca tinha sido apresentada), e desde então escrevia músicas românticas com a freqüência com que respirava.

- “Não posso mais ficar longe de você
sem seus olhos não tem mais por quê
acordar todas as manhãs sozinha só para olhar
para o teu retrato na sala de estar

Absorta em meus pensamentos, eu penso
Me perco e volto, sentimento intenso
Que insiste em bater no meu peito
E não sei mais como agir se você me olha do jeito

Do jeito que você me olha...”

- Está muito bom, Sango.

- Não terminei. Não consigo encontrar o refrão ideal.

Dei um sorriso. Nesse instante, senti um calafrio percorrer meu corpo. Estremeci, pois tinha um sexto sentido muito apurado... o que ele queria dizer, dessa vez?

- Já sei – Sango deu um sorriso – o que você acha de “Do jeito que você me olha / às vezes penso que está pensando em outra / Será que vê nos meus olhos o espelho dela? / Olho pros meus lábios e penso na sua boca.”

Pensei naquele rapaz da câmera. Novo calafrio. O que queria dizer?



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