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› Autor: ~Alazif
› Gênero: Comédia / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 21/08/06
› Comentários/Favoritos 6/3
› Caracteres: 7.175
› Exibições: 411
-Podes me chamar de tudo, mas estou arrependida de ter feito tudo o que fiz.
Kai ficou impressionado que até tirou a mão do ferro que na verdade segurava era a mão dela.
-Não preciso que me tires daqui! disse cruzando os braços
-Que casmurro! Vou te tirar daqui na mesma.
-NÃO! Já disse! Vou sair daqui com os meus próprios meios.
-Ai sim! E quais são os teus próprios meios?
-Não te diz respeito!
Na realidade ele não tinha nenhuma ideia para sair dali mas também não aceitava ajuda de ninguém, muito menos de uma mentirosa. Observou-a pelo canto do olho vendo que já se preparava para o tirar dali.
-Não pára! disse correndo para os ferros agarrando de novo na mão dela mas desta vez foi para tirar da fechadura.
-Não percebo porque não queres que te tire daqui! Que grande mula!
-Prefiro sair sozinho do que sair pelas mãos de uma mentirosa.
Rioco fez força com a mão conseguindo tirar a do Kai que a segurava.
-Não precisas de jogar isso á cara! Se faço o que faço é por ti!
-Vais dizer que tudo o que fizeste para me por na cadeia foi para o meu bem. Não intento as mulheres! Assoprou
-Não entendes porque és um homem da idade da pedra.
Rioco olhou para o longo corredor escuro, alguém vinha para cá. Ainda mais depressa tirou uma agulha do cabelo que caiu frágil. Kai ficou parado, olhando para o que ela estava a fazer.
-Não vais conseguir!
-Está calado!
O seu desespero era enorme fazendo força para todos os lados tentando abrir aquela maldita fechadura. Kai não deixou de reparar, que na realidade ela queria o tirar dali. Estava desesperada para abrir uma simples fechadura que na verdade era a quebra da sua emoção. Não era tudo mentira como pensava, estava realmente arrependida do que tinha feito e a única coisa que fez foi ignora-la. Kai fechou os olhos e pensou: -Que grande idiota Kai!
Descruzou os braços aproximando-se muito amigavelmente pondo a mão sobre a dela. Rioco parou por um instante olhando para a mão e depois para os seus olhos.
-Des...!
Kai disse tão baixinho e suavemente que Rioco teve de aproximar o ouvido.
-O quê?
-Deslubla! disse outra vez baixinho.
-Fala mais alto! disse já um pouco aborrecida.
Rioco voltou a olhar para a mão sentido a dele apertar a sua. O coração bateu mais depressa, tinha a mão suada.
-Desculpa!
Rioco afastou o rosto com os olhos bem abertos e a ficar num tomate. Virou a cara para o outro lado.
-Eu é que te tenho de pedir desculpa. Errei.
-Não! A mão voltou a apertar. – Nós os dois!
Rioco ficou ainda mais espantada com a nova maneira do Kai agir.
-Ouve lá! Bateste com a cabeça em algum sítio?
Kai ficou mais sério. – És burra ou quê?
Rioco tirou muito depressa a mão abanando-a ainda muito atrapalhada com tudo. O coração não parava de bater, o corpo estava demasiado quente.
-Respeito!
-É o que digo, as mulheres não entendem nada!
-Mais parece que, os homens é que não entendem nada! Muito menos os casmurros!
Kai fez um esforço para a não matar as dentadas. Nesse momento sem saberem como, a fechadura caiu mesmo aos pés de Rioco. Olharam para aquele objecto insignificante.
-Como é que…? pensou Rioco
-Idiota! disse Kai cruzando os braços. – A fechadura estava aberta!
-Pois é, tens razão! Rioco levou a mão á cabeça
-Idiota! repetiu Kai.
-Tu também não sabias que estava aberta CASMURRO!
-Repete isso mais uma vez!
-Claro quantas vezes quiseres C-A-S-M-U-R-R-O!
Kai apertou o punho mordendo os lábios.
-Já vais ver!
-Xiuuu! disse Rioco olhando para o corredor escuro.
-Como?!
-XIUUU! Voltou a olhar para o corredor. – Depressa Kai vem aí alguém!
Muito depressa, Kai abriu a porta e Rioco agarrou na sua mão puxando-o para correr. Nisso, o seu pé deitou ao chão um balde que estava ali perto. O guarda parou ao ouvir o som até olhar para a sela que estava vazia. Agarrou no apito que tinha ao pescoço assoprando com muita força. O ruído prolongou pelo corredor fora.
-FUGITIVO! ACORDEM, ACORDEM!!! gritou também correndo pelo corredor.
O alarme tocou em todas as salas formando nas paredes uma cor avermelhada. Os dois corriam de mão dada, pararam num corredor onde tinha duas portas.
-E agora? perguntou Rioco limpando com a mão o suor da testa.
-Devias de saber!
-Não comece!
-Por ali! disse apontando para a porta da direita.
-Não por ali! Apontou para a da esquerda.
-Não confio nas mulheres!
-Deves de achar que confio nos homens!
Kai apertou a mão dela de novo. Agarrando-a melhor para não se soltar.
-Em quanto tiver a minha mão agarrada á tua, sou eu que mando para onde vamos!
Rioco ficou espantada sem saber o que dizer. Se era o que ele queria tudo bem.
-Então para que lado chefe?
-Esquerda!
Rioco sorriu afinal ele não era assim tão mau como parecia ser. Correram para o lado indicado, conseguindo sair daquele maldito lugar. Mas ainda não estavam em segurança, tinham de se esconder em algum sítio.
-Para onde vamos? perguntou Kai olhando para todo o lado.
Agora era Rioco que apertava a mão dele. Olhou para ela.
-Sei para onde podemos ir.
Kai sorriu confiando na palavra de Rioco.
Chegaram ao local onde se conheceram pela primeira vez. Kai olhou em volta recordando o momento. Esconderam-se nuns arbustos ali perto, olhando para a estrada por uns buraquinhos que havia nos arbustos.
-Conseguimos! disse Kai deitando a cabeça para trás cansado.
-Ainda bem!
Rioco estava sempre a olhar para ele. Não conseguia parar de o observar. Descobrira outra facete de Kai e estava feliz por isso.
-Que foi? perguntou admirado pela sua atitude.
-Nada nada! Corou.
Kai deitou-se na relva olhando para as estrelas muito sorridente.
-Estas muito contente! disse Rioco.
-Não sei porquê mas…estou feliz por tudo o que se passou aqui!
-Feliz?
-Sim! Fechou os olhos. – Porque finalmente percebi…!
-Que és um casmurro? Finalmente!
-Não! Levantou-se olhando para os olhos de Rioco.
-Que já não és nenhuma criança!
-Não!
-Tens razão continuas a ser!
-Também mas deixa-me falar!
-Talvez tenhas percebido, que as mulheres é que têm miolos, e os homens não! Que grande conclu…!
Kai tapou a sua boca com a mão. – Está calada tagarela! Que és uma rapariga muito especial para…para…!
-Para?!
-Mim!
Rioco ficou impressionada, isto sim é que era o golpe total para ela. Sentiu como se alguém a tivesse jogado um balde de água fria em cima.
-Estás a arder em febre? disse pondo a mão na testa dele.
Kai a tirou muito devagar. – Gosto de ti!
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