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› Autor: ~Boobles
› Categoria: Games/Legend of Zelda
› Gênero: Ação, Aventura e Luta / Romance e Novela.
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 20/08/06
› Comentários/Favoritos 4/6
› Caracteres: 12.691
› Exibições: 501
Nota:
Essa Fic é minha e de um amigo
mas como ele não é cadastrado no Fórum não posso coloca-lo como co-autor....
Espero que vc's gostem!^^
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PRÓLOGO
“No belo e próspero reino de Hyrule, existe uma lenda. Uma lenda sobre poder, coragem e sabedoria. Uma lenda sobre ganância, ódio, sobre as pessoas. E, acima de tudo, uma lenda sobre o amor”.
No inicio, antes que o mundo viesse a existir, três deusas douradas desceram sobre a caótica terra de Hyrule. Elas eram: Din, a deusa do Poder; Farore, a deusa da Coragem; e Nayru, a deusa da Sabedoria. Utilizando seus admiráveis poderes, as três deusas criaram o mundo e as raças que o habitariam. Quando se foram, deixaram para trás uma relíquia sagrada. A relíquia possuía um poder dourado, inimaginável por qualquer homem vivo: era capaz de realizar os desejos de quem a possuísse. Prevendo seu perigo em mãos erradas, os homens e mulheres conhecidos como os Seis Sábios construíram o Templo do Tempo, um santuário protegido por poderes mágicos, que impediriam qualquer um de acessar através dele o Sacred Realm, o lugar de descanso do poder dourado. Com o tempo, as diversas raças de Hyrule entraram em conflito pelas relíquias necessárias para obter a relíquia. A guerra tomou conta do reino, e sangue inocente foi derramado por séculos a fio. Contudo, depois da tempestade, sempre vem a bonança, esta representada por um novo rei Hylian. Sob sua exímia liderança, o reino voltou à paz. Antigas rixas entre as raças foram curadas, e logo tudo estava devidamente em harmonia.
Todavia, a verdade é que o Mal não dorme, mas descansa. Muito tempo depois, um terrível homem negro do deserto conseguiu entrar no Sacred Realm e roubou o poder dourado, exercendo com ele uma ditadura ferrenha sobre Hyrule. Muitos se opuseram ao homem, mas ele, implacável como era, os perseguiu e eliminou sem piedade. Quando tudo parecia perdido, e a esperança era nula, uma luz apareceu em meio às trevas. Um garoto vestido com roupas verdes surgiu da floresta, segurando a lendária Espada do Banimento do Mal, capaz de anular até os poderes da relíquia sagrada. Com a ajuda da Princesa do Destino, o garoto venceu o homem do deserto e restaurou a paz. Esse garoto, que viajou através do tempo para salvar seus semelhantes, ficou conhecido como o Herói do Tempo. Voltando à sua época original, o garoto recuperou o tempo que perdera.
Muitos anos se passaram desde então...”
Capítulo 1: De volta para casa
Às 8 horas da manhã, o sol batia forte nos campos verdejantes de Hyrule. Ingo, o mal-humorado empregado do Rancho Lon Lon, cultivava o mato para que as vacas pastassem. Enquanto isso, Malon, a bela filha de 20 anos do dono do rancho, saía do estábulo carregando dois baldes cheios de leite. Ao ver a jovem, Ingo começou a falar por trás de sua vasta bigodeira.
-Onde está seu pai? - perguntou ele, dando uma grossa cusparada no chão. - Dormindo de novo, presumo... Maldito vagabundo...
-Senhor Ingo - Malon lançou um olhar severo ao empregado -, é verdade que grande parte do sucesso do rancho se deve ao senhor, mas não vou admitir que desrespeite meu pai.
Sem pedir desculpas, Ingo voltou a cuidar da terra, resmungando e praguejando. Malon simplesmente balançou a cabeça e voltou a levar os baldes de leite a um tonel: nem se importava mais com a falta de respeito do homem, pois ele sempre desprezara o tempo extra que o pai de Malon passava dormindo. Mas era inegável que, sem Ingo, o rancho jamais teria durado.
Enquanto voltava ao estábulo para pegar mais baldes de leite, a garota avistou um homem alto chegando pela entrada do rancho. Estava contra o sol, então apenas sua silhueta era visível. Malon se adiantou e gritou, para que o homem pudesse ouvi-la:
-Senhor, se veio comprar leite, saiba que ainda é muito cedo. Acabamos de ordenhar as vacas.
As palavras não surtiram efeito: o sujeito continuou se aproximando, sem dizer nada.
Hey!-gritou a garota, levemente irritada.-Você é surdo ou só mal-educado? Já disse que ainda não estamos vendendo leite, vá embora!
-Nem pra mim, Malon?-perguntou uma voz zombeteira. O homem parou de andar.-Não costumávamos ser bons amigos?
Malon ficou paralisada. Um leve sorriso começou a se formar em seu rosto.
-Link?-gaguejou ela.-É você mesmo?
Link parou de andar. O garoto trajava uma túnica e um gorro verdes, tinha cabelos loiros, quase dourados, usava um brinco em uma das orelhas pontudas e olhos azuis. Estava sorrindo. O primeiro pensamento de Malon ao vê-lo foi “Ele está mais bonito do que nunca!”. A garota correu até ele, ofegando, e o abraçou com força, deixando-o sem ar.
-É bom ver você também, Malon, heheh...-disse Link, recuperando o fôlego.-Como vai você?
-Muito bem, muito bem!-respondeu Malon ativamente, observando Link da cabeça aos pés.-Você parece cansado! Quer um copo de leite? Senhor Ingo!-chamou ela, antes que o hylian pudesse responder.-Traga aqui um balde de leite, rápido!
Ingo, enfurecido, jogou seu forcado no chão com ímpeto e saiu andando até o estábulo, enquanto resmungava “Tudo eu, tudo eu!”. Enquanto isso, Talon, o barrigudo dono do rancho, saiu da casa, bocejando.
-Que escândalo é esse, minha filha? Parece até que...-de repente, o rancheiro tomou conhecimento de Link.-Por Din... Link!?
-Como vai, senhor Talon?-perguntou Link afetuosamente, enquanto estendia a mão. Talon, em vez de apertá-la, deu um caloroso abraço no garoto enquanto dava fortes tapas em suas costas. Finalmente, soltou-o e deu uma olhada nele tão grande como a que Malon dera.
-Nossa como você cresceu!-disse o rancheiro.-Soubemos sobre você! Cavaleiro de Hyrule, hein? Hehehe... que bom que você voltou, acho que Malon não iria durar mais um dia sem ver você!
Malon corou. Link lançou a ela um olhar zombeteiro.
-Papai, por favor...
-Ora, falei alguma mentira, filha?-perguntou Talon, inconveniente.-É verdade, todo dia era você falando do Link, “Link isso, Link aquilo”...
Malon estava começando a se parecer com um pimentão. Nenhum dos três percebeu que Ingo voltara com o leite.
-Não querem mais o leite? Azar o seu!-o empregado depositou o balde pesadamente sobre um toco de árvore próximo e saiu, pisando forte no chão e com os punhos cerrados.
-O que deu nele?-perguntou um confuso Talon. Link e Malon trocaram risos.
A alguns quilômetros do rancho, uma suave melodia ecoava por um aposento no Castelo de Hyrule. Sentada em uma cadeira, uma jovem de cabelos dourados e olhos azuis corria seus delicados dedos pelas cordas de uma harpa de ouro. Seus olhos estavam fechados, como se sua mente estivesse em outro lugar. Era Zelda, a bela princesa de Hyrule. O tocar de harpa da mulher mais bela do reino era quase automático, pois seus pensamentos estavam focados em outros assuntos. Há cerca de dois anos, Link, o garoto conhecido como Herói do Tempo, havia partido em uma viagem a mando do rei. O objetivo de sua jornada seria fazer diplomacia em outros reinos. O garoto mandava cartas com relatos da viagem uma vez por mês. O rei não permitia que a princesa lesse as cartas, mas isso não a impedia de saber o que fora feito de seu amigo: Impa, a pajem de Zelda, tratava de interceptar as cartas e deixar que a princesa as lesse antes de entregá-las ao rei. O risco era grande, mas ela não se importava. Impa não tinha intenção de ajudar no início, mas depois que Zelda ameaçou afanar as cartas pessoalmente e se arriscar ainda mais, a sheikah concordou em tomar parte, surrupiando a correspondência. Desta forma, a princesa havia conseguido informações valiosas, exceto a de quando Link voltaria. Contudo, apenas o conhecimento de que o hylian ainda estava perfeitamente são e salvo já era um alívio para a princesa de Hyrule.
De supetão, a porta de madeira do quarto da princesa se abriu, interrompendo a melodia da harpa.Por ela entrou Impa, a pajem de Zelda.
-Princesa -cumprimentou ela, com uma reverência-, Sua Majestade, o rei, a espera na Sala do Trono.
Zelda estranhou o chamado. O que seria tão importante que não poderia esperar até uma refeição? Deixando sua harpa de lado, a princesa ajeitou o vestido e seguiu até o portal. Em seguida, virou-se para Impa e pediu:
-Impa, poderia me acompanhar? Me sentiria mais à vontade...
A pajem aceitou, com um aceno de cabeça. Assim, as duas foram caminhando até a Sala do Trono. Lá, o rei de Hyrule sentava sobre o seu trono, pensativo. Ao ver que sua filha chegara, pediu a Impa que se retirasse. Esta fez uma reverência e saiu da sala, fechando a porta atrás de si. O rei se aproximou de Zelda e a cumprimentou.
-Bom dia, minha filha.-ele sorria com gosto.-Como tem passado?
-Muito bem, meu pai, felizmente.- respondeu a outra, retribuindo o sorriso. –Por que mandou me chamar?
-Bem...-começou o monarca. Zelda percebeu que aquela seria uma ocasião especial.-Querida, creio que sabe que hoje é um dia muito importante, não?
O sangue de Zelda começou a gelar. Seria este o dia do regresso de Link? Será que seria essa uma ocasião tão importante para o rei como era para ela? Finalmente, respondeu com a voz levemente trêmula:
-Na verdade, não sei, meu pai.
-Hoje - respondeu ele- é o dia da Conferência Anual dos Reinos Unidos. Como sabe, um dia importantíssimo para Hyrule.
Zelda murchou. A Conferência Anual dos Reinos Unidos era um encontro anual entre todos os monarcas e nobres do grupo de reinos do qual Hyrule fazia parte. Zelda aprendera a odiar essa data, pois, para ela, era sinônimo de um bando de arrogantes endinheirados de nomes pomposos querendo cortejar a famosa princesa de Hyrule. Dois anos antes, haviam viajado até o reino de Labrynna, onde Zelda fora cortejada por um homem franzino de bigodes ruivos, se dizendo o Visconde “Não-Sei-Das-Quantas”, que se sentiu profundamente ofendido e quase voltou correndo para sua mãe quando foi rejeitado. Um ano antes, um barão gordo de Holodrum quase a estrangulara tentando colocar a força na princesa um colar de esmeraldas, sob os protestos abafados da mesma. Desta vez, a comemoração ocorreria em Hyrule, o que a faria menos ruim para Zelda, já que a princesa sempre poderia recorrer a uma passagem secreta se achasse necessário.
-Então, minha filha -continuou o rei-, eu apreciaria muito se você se comportasse bem desta vez. Nada de vexames como têm ocorrido nos últimos anos... O rei e a rainha de Labrynna nunca me perdoaram pelo incidente com o visconde..
.-Bom, meu pai - interrompeu-o Zelda-, se o visconde possuísse maturidade suficiente para ter uma decepção sem se derreter em prantos, não teria havido vexame algum.
O rei fez à filha um gesto de censura, mas parecia estar se esforçando para não rir.
-Seja paciente, filha.-pediu ele.-Nem todos os nobres do mundo foram criados da mesma forma que você... Você poderá se arrepender de tratá-los assim, especialmente se considerar que um deles poderá ser seu marido um dia...
Zelda fez uma expressão de nojo.
-Argh! Se tiver de escolher entre um bando de réplicas do visconde sensível, para mim é preferível morrer solteira!
-Não diga uma coisa dessas nem em pensamento, filha!-replicou o rei. Agora estava um tanto preocupado.-Jamais me perdoaria se a deixasse em um mundo tão cruel sozinha, sem família... Aonde é que já se viu, uma princesa, filha única, morrer solteira... Ora, faça-me o favor!
Zelda percebeu que seu comentário fizera mal ao pai. Tranqüilizou-o em seguida.
-Acalme-se, pai.-a princesa pegou uma das mãos do rei e beijou as costas dela. Depois, lançou um olhar de tranqüilidade a ele.-Não se preocupe, tudo vai ficar bem...
Enquanto a paz reinava em Hyrule,um estranho sentimento pairava no ar de outro lugar: na sagrada Chamber of Sages, o poderoso sábio Rauru meditava em silêncio.
-Posso sentir...-murmurava o velho.-Ventos cruéis sopram insistentemente em Hyrule... Algo terrível está prestes a acontecer... Novamente, o Herói do Tempo é nossa única esperança...
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