Baseado na obra original "InuYasha" de Rumiko Takahashi (Todos os direitos reservados. Esta fiction não possui nenhum fim lucrativo.
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NOTA: Para a compreensão deste enredo é indispensável a leitura das fictions mencionadas na seguinte ordem:
“Ao rumo de uma nova vida. ”
“A luz da lua. ”
“Uma lótus em meu coração. "
“Novamente ao rumo de uma nova vida. ”
Aviso: baseada em diversas lendas da mitologia egípicia.
Personagens da autoria da ficwriter nesta:
Aiko (hanyou), Shinji (hanyou), Lótus (exterminadora)
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Capítulo 6
O assovio era estridente e irritante. Sesshoumaru estava extremamente agoniado com aquele som perturbador a ponto de cair de joelhos ao chão com ambas as mãos protegendo os ouvidos do cruel barulho.
Preocupadíssima, Rin, que passava pelo corredor diante do quarto, ao ver Sesshoumaru de joelhos com sôfrega expressão ao rosto, corre até ele para tomar conhecimento do acontecido:
_Sesshoumaru, o que está havendo?
_Afaste-se Rin! Não posso... Controlar-me!
Sesshoumaru brada com Rin por um bom motivo, aos poucos ele perdia o controle e transformava-se em sua real forma a do grande cão branco. Rin afasta-se andando de costas em direção à porta.
_Vou buscar ajuda!
_Não adianta.
Rin nem escuta o que Sesshoumaru acaba de falar, pois sai desesperada em corrida para fora do castelo à procura de socorro, ao sair no jardim, ela vê Aiko que estava caído ao chão dentre urros e gemidos.
Ela corre até o filho e aflita o recolhe aos braços dizendo:
_Aiko! Aiko, fale comigo!
Aiko não responde, parecia estar inconsciente. Aos prantos ela abraça o filho e fala:
_Céus, o que está havendo aqui! Alguém me ajude!
Jaken, que chegava de sua caçada, avista Rin em completo desespero sustentando em seus braços o corpo imóvel e pálido de Aiko.
_O que houve Senhora Rin? O que aconteceu com o garoto?
Ele aproxima-se correndo para acudi-la. Ela responde:
_Jaken, ajude-me! Não sei o que está havendo! Sesshoumaru está nos aposentos tendo uma crise e transformando-se em sua verdadeira forma!
_Sesshoumaru Sama também!?
_Sim! Não faço idéia do que possa ser!
Aiko fica em silêncio, aos poucos abre os olhos e ofegante diz:
_Mamãe...
Rin, com o coração aliviado abraça o filho:
_Aiko, você está bem! Pode me ouvir?
Aiko faz que sim com a cabeça.
_O que aconteceu meu filho? – pergunta Rin.
_Não sei... Um assovio... Estridente... Perturbador... Estava me deixando louco.
Jaken core para o interior do castelo para averiguar seu amo. Sesshoumaru estava estirado ao chão completamente fadigado, mal possuía força para sustentar suas mãos ao chão e poder erguer-se.
_O que foi amo?
_Alguém está brincando comigo Jaken.
Jaken permanece em silêncio sem compreender o que Sesshoumaru acaba de dizer. O amo levanta com dificuldade escorando-se na parede e diz olhando pela janela Aiko que estava estirado ao chão do jardim nos braços de Rin:
_Acho que alguém está brincando de nos controlar... Como cães de caça.
...
A situação no vilarejo não foi diferente. Já na cabana de Kagome, Inuyasha e Shinji foram encontrados caídos no bosque e trazidos para lá.
Kagome ora velava pelo marido e pelo filho. Sango viera para ajudá-la. Saindo do quarto de Shinji e entrando no de Kagome a exterminadora diz:
_Shinji está bem, agora dormirá por um bom tempo, parecia estar muito cansado.
Segurando a mão de Inuyasha e sentada à cama, Kagome olha o hanyou e pergunta:
_Inuysha, o que você havia dito que escutou quando começou a ter essa crise e quase transformar-se em um youkai completo?
_Uma espécie de assovio, um som muito irritante e agudo, estava me pondo em parafusos! Era algo torturante!
_Você tem alguma idéia do que pode ter emitido esse som?
_Não, mas se tivesse, certamente ele não estaria vivo para tentar uma próxima vez!
_Tudo bem... Descanse agora e veremos isso mais tarde.
Kagome levanta-se e sai do quarto, preocupada. Ela fecha a porta e olha para Sango dizendo:
_O que será dessa vez, Sango?
_Muitos youkais podem emitir sons agudos, mas nunca ouvi de algum que pode praticamente inutilizar o outro com um som!
_Se ao menos vovó Kaede estivesse viva, talvez ela pudesse nos dizer.
Miroku vai entrando na casa de Kagome e dizendo:
_Não se trata de um youkai em específico, mas de um artefato.
Kagome e Sango viram-se para o monge que continua a falar:
_Um artefato. Creio que estejamos nos deparando com alguém que possui em mãos um artefato capaz de controlar os youkais e hanyous com seu som. Em especial... Os youkais caninos.
_Mas por que diabos alguém usaria um artefato para controlar Inuyasha e Shinji? – diz Kagome irritada.
_Isso não sei! – continua o monge. – Mas o que sei é que essa pessoa tem interesses para com os youkais caninos daqui e boa coisa não deve ser!
_O que necessariamente é esse tal artefato Miroku? – pergunta Sango.
_Uma flauta capaz de produzir sons agudos apenas audíveis pelos youkais e hanyous caninos cuja audição é muito mais aguçada que a nossa. Creio que estejamos lidando com um portador da Flauta de Buda.
_Flauta de Buda? – indaga Kagome.
_Sim, a Flauta de Buda foi um presente dos deuses ao príncipe Sidartah, com esta flauta, Sidartah libertou os escravos de Anúbis de sua prisão. Anúbis era tido como um deus para o povo egípcio, o deus da morte. Porém, meu avô disse-me quando criança que Anúbis era um youkai, cujo qual, deu origem a todos os youkais caninos do mundo como os lobos e os cães.
_O que faremos? Certamente a pessoa que tocou a tal flauta hoje voltará a fazê-lo! – diz Sango.
_Não sei como, mas temos de encontrar esta pessoa e pegar a flauta. Para a segurança de Inuyasha, Shinjí e de todos os demais youkais e hanyous caninos temos de devolver a flauta ao templo de Anúbis.
Continua...