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› Autor: ~Alazif
› Gênero: Romance e Novela.
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 15/08/06
› Comentários/Favoritos 7/4
› Caracteres: 7.055
› Exibições: 417
-O que te faz pensar nisso? Resmungou
-Porque estás triste e abalado com isso. Porque está a ser cada vez mais difícil de o esconder.
Tyson não estava a perceber nada daquela conversa. – O que estão a falar?
-Estou a falar que o Kai está apaixonado pela Rioco!
-O quê? Como sabes isso?
-Acontece Tyson que eu tenho miolos. E além do mais percebo destas coisas.
-Pois…! Cruzou os braços. – Mas o Kai estar apaixonado e algo um tanto raro. Ele é duro que nem pedra.
-Está calado! Helary puxou a sua bochecha. – Mas é verdade o Kai está apaixonado só que não quer admitir.
Quando Helary abriu os olhos Kai estava tão perto dela com uma cara muito chateada que teve de se afastar.
-Porque haveria de gostar de uma mentirosa e traidora!
-Calma! Não é nenhum motivo de vergonha Kai.
-Cala-te não sabes o que dizes! Para mim o amor está fora de questão.
-Mesmo quando ele é mas forte do que tu?
Desta vez Kai não conseguiu se conter batendo com a mão nas grades. – ESTÁ CALADA! NÃO PARAS DE DIZER DESPARATES!
Tyson agarrou em Helary afastando-a um bocadinho de Kai e disse:
-Vamos Helary! Não vale a pena falar com ele.
Helary olhou para Tyson um pouco triste.
-Tudo bem Kai! Como queiras!
Os dois saíram muito triste pela forma como Kai dirigia a sua vida mas por outro lado, ele tinha razão.
Kai voltou a sentar na cama tirando o lenço do bolço. Olhou-o mais uma vez.
-Não pode ser! disse com tremenda tristeza. – Estarei apaixonado pela Rioco?
Abanou a cabeça, não queria saber de mais nada. Ela foi apenas um momento de tristeza mais nada. E se for verdade? E se estiver apaixonado? E se não conseguir controlar? Tais perguntas não paravam de passar na sua mente, algo que o fazia ficar ainda mais nervoso.
-Kai!
Voltou a ser interrompido mas desta vez quem estava lá era a tal mulher. Kai não respondeu virando a cara com desagrado.
-Como estás?
-Que queres?
-Vim dar os comprimentos. O famoso Kai preso. Soltou uma gargalhada estrondosa. – Não é divertido?
-Divertido é…! Um sorriso se formou no rosto dele. – É ter uma palhaça á minha frente!
-Então Kai isso é maneira de tratar assim a pessoa que cuidou de ti durante muito tempo?
-Não percebo, porque voltou?
-E porque saíste de casa naquele dia? Vinha falar contigo.
-Sobre o quê? Sobre lembranças fantasmagóricas da minha família?
-Quem te ouve a dizer isso pensa que nunca gostaste dos teus pais!
Kai baixou a cabeça.
-Não…! Sempre gostei muito deles.
A tal mulher viu no seu rosto uma nova forma de expressar os seus sentimentos. Um novo método de amor.
-É pena já não estarem vivos!
A mulher olhou para a pequena janela da sela e Kai viu também no seu rosto uma nova luz.
-E você! Que sabia sobre os meus pais?
A mulher virou o rosto agora para ele.
-Era amiga deles!
-Amiga…amiga? Deve de estar a gozar? Se não fosse você eles nunca tinham morrido.
A mulher soltou uma lágrima limpando-a rapidamente com um lenço.
-Isso não é verdade! Sabes melhor do que ninguém como eles morreram.
-Não…não sei!
-Para ti, a perda dos pais foi um choque tremendo! A partir daí nunca mais sorriste, e tens um sorriso tão bonito Kai! disse com tremenda tristeza. – Eras para mim como um filho.
Kai estava que nem uma nuvem negra no meio de uma sala com pouca luz. A cabeça estava baixa e a alma também. Detestava lembrar do passado, era algo que fechava a sete chaves para nunca mais se lembrar. Mas a cada dia sentia-se cada vez mais só e por isso, cada chave abriu cada cofre. E além do mais sentia falta de algo que á muito tempo nunca mais sentiu.
-Lamento Kai por tudo aquilo que te fiz. Mas agora não posso voltar atrás.
A mulher saiu da sala deixando Kai sem saber o que fazer. Cansado com tudo aquilo, caiu para trás na cama olhando o tecto bolorento, depois fechou os olhos. Recordou o momento, o dia em que os pais deram o seu último adeus.
O tempo voltou atrás
Estava um dia muito escuro dentro de uma casa muito grande. Propriamente no corredor principal, havia um tapete enorme vermelho como nos palácios. No corredor a cima, uma criança de mão dada com a mãe descia nas escadas. Esta criança cujo as afeiçoes eram muito engraçadas ria.
-Mama onde vais?
-Comprar o teu presente Kai!
-Posso ir?
-Claro que não filho. Assim não seria uma surpresa.
A criança largou uma grande gargalhada.
Ao chegarem a baixo apareceu um homem muito alto com uma mulher ao lado.
-Então filho? disse para a criança
Esta muito contente correu para o seu colo.
-Temos de ir! disse a mulher que estava ao lado do homem.
Uma empregada que se chamava Gilda agarrou no Kai, levando-o pela mão para fora do corredor. Kai estendeu o braço para os pais que saíam com a mulher, queria alcança-los não queria que fossem embora.
-Para onde vão? perguntou á empregada.
-Não sei querido! Vamos para a sala a final é o dia do teu aniversário não é?
Kai voltou a olhar para os pais e depois para a janela onde batiam umas gotas de chuva vindo logo a seguir uma grande tempestade. A mãe lhe mandou um beijo e nesse momento deu um trovão interrompendo os sentimentos.
Mais tarde os pais ainda não tinham voltado e a sua pequena festa já tinha acabado. Olhava a janela para ver se chegavam. Nesse momento Gilda agarrou-o mandado fazer as malas.
-Que se passa Gilda? perguntou assustado.
-Nada jovem Kai. Temos de o levar para a casa do seu avô.
-Do meu avô! Porquê?
-Não faça perguntas por favor.
Kai fez as malas sempre sem saber o que se passava até que ao passar na cozinha ouviu a conversa do mordomo com a Gilda.
-Foram para o hospital.
-E como estão?
-Mo…morreram.
Gilda ficou triste com tudo aquilo mostrando o seu espanto. – Quer dizer que os pais do jovem Kai morreram?
-Sim! disse abanando a cabeça em forma de afirmação
Kai sentiu um grande desgosto naquele momento fazendo um grande esforço para não chorar.
-E o que aconteceu?
O mordomo encolheu os ombros
-Bateram numa árvore devido a um relâmpago e á chuva. Quem vinha a conduzir era a amiga deles mas não sofreu nenhum dano grave está em recuperação.
Kai correu pelo corredor chorando e soluçando sem descanso culpando a amiga pela morte dos pais.
Kai acordou assustado. Olhou para todo o lado vendo que tinha sonhado apenas com uma memória. Já era de noite pois já se podia ver a lua da janela.
Um barulho mesmo atrás assustou-o, virou a cara para o escuro. Não conseguia ver quem era, por isso teve de aproximar o rosto a grade quando reparou, viu que era Rioco
-Que fazes aqui?
-Vim tirar-te daqui!
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[04/07/06] O roubo
[06/07/06] O reencontro
[16/07/06] A folha
[20/07/06] A acusação
[22/07/06] Tyson na prisão
[23/07/06] Kai de volta
[24/07/06] Foi apenas um momento
[26/07/06] O fogo
[30/07/06] A mentira parte I
[11/08/06] A mentira parte II
[15/08/06] O passado de Kai
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