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› Autor: ~Alazif
› Gênero: Mistério / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 30/07/06
› Comentários/Favoritos 5/2
› Caracteres: 10.755
› Exibições: 357
Uma enorme chama inundou a casa consumindo-a completamente. Com o olhar preso nas chamas, todos estavam com o coração a bater cada vez mais depressa. Rioco tinha as mãos no peito, olhando para as chamas que estavam já no alta tocando quase o céu. Os seus olhos estavam cheios de lágrimas.
-Não Kai!!! disse com tristeza.
-Quem és tu? resmungou Tyson ao vê-la ali perto!
-Esse não é o momento para fazer perguntas! respondeu aos soluços
-Ela tem razão Tyson! disse o avô ao se dirigir a eles.
Voltaram a olhar para as chamas que deitaram ao chão a ultima tábua de madeira. O avô olhou para o chão pondo a mão na testa, Keny apertou a camisola, Helary ainda olhava para a casa juntamente com o Daichi e o Tyson, Rioco tinha as mãos a tremer.
Nesse momento entre as chamas que já estavam a abrandar, apareceu uma sombra que andava muito devagar. Rioco limpou os olhos para ver se estava a ver bem. Era Kai que se aproximava com algo nos braços, todo sujo devido as chamas. Uma alegria cresceu em todos, especialmente em Rioco que correu para ele.
-Kaiiiii!!!!
Todos ficaram espantados sem perceber aquela intimidade toda. Kai parou, vendo-a correr para si deu um sorriso. Rioco caiu nos seus braços, apertando o seu pescoço.
-Estou tão feliz! disse a chorar
Ele estava a gostar mas não por muito tempo.
-Estás a afogar-me!
-Ai…desculpa! disse pondo a mão na boca. – Que tens aí?
Rioco olhou para os braços de Kai que seguravam algo. Pouco a pouco, Kai levantou o braço surgindo de lá um gatinho branco. Rioco sorriu com um brilho nos olhos.
-Que bonito!
Os outros aproximaram muito contentes, ainda surpresos pela intimidade.
-Então porque ficaste para trás? perguntou Tyson.
Kai olhou para os braços mostrando o gatinho.
-Ele estava lá dentro.
-Hei…e…Kai? Hmm…obrigada pela ajuda! disse Helary um pouco envergonhada.
Kai não lhe respondeu virando as costas pondo o gato no chão. Rioco fez uma festinha ao gato.
-È melhor tomar um banho! Está todo sujo!
O único que não estava muito bem, era o avô que tinha perdido a sua casa e todos os seus bens. Sentou-se no chão arrancando umas quantas ervas cheio de raiva e tristeza. Tyson viu a sua tristeza a final também era a sua casa.
-Não fique assim avô! Vamos arranjar maneira!
-Não sei Tyson! Esta casa foi uma lembrança deixada pela família. E agora está que nem um pedaço de madeira velha.
-Posso ajudar? perguntou Rioco
-Acho que não. Não te conheço de lado nenhum! resmungou Tyson.
-Tyson!!! disse Kai um pouco aborrecido.
-Tenho uma casa, não está limpa mas pode servir! É só até ficar tudo resolvido.
-Não obrigado! disse Tyson a cruzar os braços.
O avô pôs a mão no ombro de Tyson.
-Não sejas assim! Ela está a tentar ajudar. Nós aceitamos.
-Rrrrrr…façam como quiserem!
Tyson afastou-se muito aborrecido e Rioco só ria. Helary aproximou-se dela.
-Oi! Sou a Helary!
Ela esticou a mão em forma de gentileza.
-Oi! Sou a Rioco!
Rioco mostrou a casa a todos mas Tyson não estava a gostar da ideia.
-É melhor ficarem aqui! Os guardas não aparecem por estas bandas.
-Muito obrigada! disse u avó muito contente. – Kai, tens aqui uma bela amiga!
Kai que estava encostado na parede virou o rosto.
-Ela não é a minha amiga!
-Então Kai!
Rioco pôs a mão no ombro mas ele tirou-a logo, saindo da sala.
-Ele é mesmo assim! disse a sorrir. – Mas gosto dele assim!
-Rrrrr…! Fez Tyson.
Todos se foram deitar mas Kai não conseguia dormir. Levantou-se olhando a janela, estava preocupado com alguma coisa. Rioco também não conseguia dormir, olhou para Kai.
-Tenho que fazer algo muito importante para mim! disse olhando a mão. – Mas quero o negar e não consigo.
-O que queres negar? perguntou Rioco.
Kai ficou um pouco surpreendido, não esperava que alguém estivesse acordado.
-Isso não te diz respeito. Odeio pessoas que se metem na minha vida.
-Desculpa!
-Não paras de te meter na minha vida! Vai dormir! disse muito aborrecido.
Rioco ficou triste deitando-se, Kai fez o mesmo. Rioco começou a pensar no que ele quis dizer com isso.
Já era de manhã, Rioco aproveitou para lavar o gatinho. Ali perto tinha um poço. Pegou no gato sempre a lhe fazer festas. Ao sair Kai estava lá, Rioco o viu mas passou por ele como senão o tivesse visto. Kai também fingiu que não a tinha visto. Tentava não olhar mas não aguentava sempre a observar do canto do olho. Rioco lavava o gatinho que se mexia muito.
-Tem calma! disse tentando acalmar o gato com as suas palavras doces.
Rioco estava um pedaço incomodada por Kai estar ali. Levantou-se e disse:
-Kai não te importas de sair?
-Porquê? Se te esta a incomodar sai tu!
Rioco mordeu os lábios pegando de novo no gato e caminhado para o outro lado mas sempre olhando para Kai. Estava tão distraída, que sem saber como, bateu com o pé numa pedra desequilibrando-se. O chão saiu dos seus pés fechando os olhos para não ver. Quando abriu os olhos ainda via o céu e uma grande luz, depois a cara de Kai que apareceu tapando a luz. Rioco olhou para baixo vendo que estava nos braços de Kai. Sentiu o rosto ficar demasiado quente ao ver os olhos de Kai tão próximos. Tocou no seu rosto e viu o olhar sério dele. Estava nervoso mas não o demonstrava, com os braços a tremer o que Rioco sentia muito bem.
-O…obrigada! disse a gaguejar.
Rioco tentou se libertar dos seus braços mas não conseguia. Kai a apertou mais contra si, estava com um olhar prestes a dizer algo mas não conseguia.
-Kai será que…me podes largar! Rioco começava a ter medo dele.
Quando reparou Kai estava com a cara cada vez mais perto da sua. O coração bateu cada vez mais depressa, os braços e as pernas tremeram ainda mais.
-Rioco és uma grande chata! Resmungou Kai
-CHATA EU! SEU ESTUPIDO!
Kai já estava demasiado perto.
-Hei…Rioco! gritou Helary.
Os dois separaram-se inventando algo para fazer. Helary ficou um pouco surpreendida. Kai olhou para a água e Rioco fingiu que procurava o gatinho. Helary correu para ela.
-Vim dizer que alguém tem de ir as compras! Tu és a única que pode, porque se for um de nós somos apanhados pelos guardas. E além do mais não temos nada para o pequeno-almoço.
-Eu vou! Gatinho, gatinho.
-Que estás a fazer?
-Á procura do gatinho.
-Ele está ai mesmo no teu colo!
Rioco ficou muito envergonhada, olhando para os braços vendo realmente que o gato estava lá.
-Ah ah! Que burra! Pois está aqui! disse coçando a cabeça.
Helary abanou a cabeça sem perceber nada.
-Toma, aqui tens um cesto!
Rioco pegou no cesto muito depressa. – Volto num instante.
Helary continuava a abanar a cabeça. Olhou para Kai que estava a olhar para Rioco que se afastava. Observou o seu olhar que estava bem distante.
-Que se passa com vocês os dois?
-Nada! disse preparando-se para ir embora.
-Como nada?
Kai não respondeu continuando a andar e Helary ficou um pouco chateada.
Rioco caminhava muito devagar com o cesto. Estava muito triste. Não parava de pensar no Kai e na sua maneira bruta de falar. Sempre que tentava aproximar-se dele não conseguia.
-Rioco!
Uma voz familiar soou mesmo atrás. Era Kai que trazia a sua capa para ninguém o reconhecer. Ela sentiu uma grande emoção mas ainda estava chateada.
-Que fazes aqui? Devias de estar em casa! pós a mão na cabeça. – Já me esquecia o Kai não quer que ninguém se meta na sua vida.
Kai não ficou chateado pelo contrário, estava muito triste, o que fez com que ela ficasse admirada.
-Estou farto de estar preso! Posso falar?
Rioco não sabia o que dizer mas aceitou. Dirigiram-se ao local onde se conheceram. Ficaram na varanda observando o horizonte.
-Bem...! disse olhando o chão. – O que querias dizer?
Kai apertou o ferro da varanda nas mãos. – O queria dizer é que…
Rioco reparou na sua dificuldade em falar, pois era uma pessoa que não abria o seu coração e hoje naquele momento, naquela hora, estava á sua frente tentando abrir o coração.
-Alguma vez te sentiste perdida sem saber que rumo tomar? Ter sonhos, viver deles?
Rioco não estava a perceber onde é que ele queria chegar.
-Que queres dizer?
-Sinto-me tão só! Não sei o que são sonhos, não sei o que é viver, nem o que é família e principalmente…! Olhou para ela. – Amor! Vivo da escuridão para não ter que sofrer com os sentimentos!
Rioco viu uma lágrima no seu olho prestes a escorrer pela cara. Sentiu o coração ficar apertado. Uma lágrima naquele rosto seco de nunca chorar. Aproximou-se dele, tirando um lenço do bolço, limpando a lágrima. Kai ficou espantado com aquele gesto.
-Pronto! disse Rioco a sorrir.
Nesse momento, Kai abraçou-a fortemente, o capuz caiu o rosto ficou á descoberta, e
Rioco ficou sem reacção, sentido os seus braços fortes em torno de si.
-Kai! disse surpreendida.
Ela sentiu a sua respiração ao pé do ouvido sentido um arrepio. Um ar fresco da manhã passou pelos os dois reconfortando ainda mais o momento. Rioco tinha o coração a bater muito depressa e sentia o de Kai também. Eram como duas almas gemias que batiam o mesmo coração. Foi um momento muito bom para ela. Passados uns minutos, Kai voltou a olhar para ela, agarrou no seu queixo e nesse momento concretizou-se o que ela tanto queria, um beijo de Kai. As lágrimas escorreram pelo seu rosto, o coração bateu mais forte, o tempo parou, os lábios ficaram sem saber o que fazer. Quando Kai finalmente a largou, voltou a ter aquele ar rude e Rioco pós os dedos nos lábios sentindo ainda o beijo.
Mesmo á frente dos dois, os guardas pararam os carros apontando as espingardas a Kai. Ele não sabia o que estava a passar. Tinha sido apanhado. A tal mulher saiu do carro olhando para Kai, ele quando a viu ficou mal.
-Mas és…tu!
-Olá Kai! Finalmente apanhamos-te!
-O quê?
A mulher dirigiu-se para ao pé de Rioco pondo as mãos nos seus ombros.
-Muito bem senhorita! Ainda bem que está salva!
-SENHORITA?! Gritou Kai olhando para ela.
-Sim Kai! Eu sou aquela que os guardas andavam á procura!
Continua…
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